Capítulo 9
Enquanto isso na casa da Cristina.
-Você sabe que ela tem que ser transformada?
-Roberto, não farei com ela o que fez comigo, ela tem uma chance de viver plenamente. Eu não tive escolha, estava entre a vida e a morte. Ou eu aceitava sua proposta ou morreria de fome nas ruas dessa cidade ou algo pior.
-Ela pode nos escolher também. O que ela tem nessa vida, que a prende tanto?
-Ela não aceitaria trabalhar como trabalhamos, e ela tem uma vida isso já é mais que nós temos. Você não acha?
Já estava irritada com aquela conversa, que não levava a nada. Sempre que pedia conselho a roberto dava no mesmo, ele queria ela com a gente e por mais que eu a amasse não deixaria assim tão fácil. Roberto é humanamente meu tio, depois que meus pais morreram em um acidente eu fugi do abrigo e vivia nas ruas da cidade, minha vida tinha acabado. Ate que a polícia conseguiu me pegar e roberto apareceu.
Ele era meu tio e me observava desde que eu tinha fugido, tinha me ajudado algumas vezes em brigas de rua, mas eu não sabia quem ele era. Depois que ele me resgatou eu aceitei que entraria para a organização que ele participava, em troca da eternidade. Não foi uma escolha difícil, não esperava mais nada do mundo.
Contudo, agora no meu quarto a única coisa que eu pensava era como iria amar a Júlia. Um ser tão frágil e tão forte. Aguentou a barra de me conhecer e nem usei da sedução para ganhar confiança dela. Agora a ordem descobriu que ela sabia mais que devia, e me exigia que eu a transformasse ou seria morta.
Logo de manha desci para me alimentar, logo tinha consumido um pouco do sangue guardado no estoque, não podíamos sair todo dia para caçar, regras rígidas. Peguei a chave do carro e segui para a casa buscar ela. A mãe dela não estava como pude notar assim que cheguei, mas o carro estava na garagem. Preocupada eu desci e fui ao seu encontro.
- Júlia-
Acordei e realizei minhas tarefas normalmente, em alguns minutos a Cris chegou. Abrir o portão para que ela não precisasse entra sorrateiro e minha mãe não estava o que não teria problemas. Fui andando na frente e ela me seguia, subi as escadas e ela parou esperando autorização.
- Vem, pode subir Cris.
- Onde sua mãe foi? - ela perguntou intrigada por eu deixar subir de manha.
- Ela teve que viajar para uma emergência na central da empresa.- enquanto conversávamos fui tirando o pijama no caminho para o banheiro. Vi quando a cris antes de entra no meu quarto foi recolhendo as roupas.
- então você está com o tempo livre? E está bem bagunceira. - ela gritou do quarto para eu escutar.
- Você não viu nada.- sussurrei do banheiro. E logo estava na porta do banheiro me olhando tomar banho.
- Você sabe que eu escuto, então esta querendo me provocar? E não sabe quem eu sou.
- Você é minha anja cris. Me da minha toalha que não vou sair daqui com você me secando.
Ela riu do duplo sentido e saiu para o meu quarto. Terminei de me enxugar, enrolei-me na toalha e fui para o quarto atrás da minha farda, que a cris fez questão de colocar em cima da cama.
- Você me mima demais, estou começando a acostumar. Agora me da licença para eu me trocar.- Ela estava na cama lendo uma revista. Olhou para mim e baixou os olhos para a revista. - você não vai sair?
- Não.- falou sorrindo. E eu encabulada fiz de tudo para pôr a roupa com a toalha. Enquanto ela lia e apenas sorria.
- Você não devia fazer isso. Eu querendo trocar de roupa.
- E você não devia me provocar e provoca.
Logo estava pronta para ir a escola. Cris nos levou tranquilamente de carro, assim que chegamos ela trancou as portas.
- Precisa conversar comigo?
- Não, mas preciso de algo que você devia ter me dado e que não posso ficar na sua sala sem ter ganho.
- O que?
Ela segurou minha nuca e começou com um beijo lento, tirou meu cinto de segurança para que eu ficasse mais solta enquanto aprofundava o beijo. Depois de alguns segundos sentindo o doce de seus lábios ela foi se afastando, eu segurei sua nuca com as unhas, grudei minha boca na dela. Ela segurou meu rosto e afastou.
- Você tem que respirar, não fique entorpecida. - ela falava com os olhos fixos nos meus e eu admirava seu lábio rosado falando, puxei fundo o ar e avancei.
Passei as pernas sobre seu colo, grudei meu corpo ao dela e a beijei como se não houvesse amanhã. Conseguiu respirar e beijar antes que eu morresse, mas morreria feliz com aquela boca deliciosa. Suas mãos apertavam minha cintura enquanto as minhas já estava em seus seios médios, subi uma mão e puxei seu cabelo da nuca enquanto mordia seu lábio e ela sorriu fazendo meu coração acelerar.
Depois de alguns minutos consegui me afastar dela, antes que eu desmaiasse sem folego e ela estava linda, com os olhos vermelhos. Ri com toda situação e sai de seu colo acabando batendo na buzina, o que gerou mais risos entre nos. Era assim que começava mais um dia de aula.
Fim do capítulo
Espero que gostem deste capítulo. Qualquer coisa comente? duvidas? dicas? se gostou ou nao? Respondo todas.
Mordidas e beijos!
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