Capítulo 8
A primeira aula decorreu bem, eu sentava na segunda fila e a Cris resolveu sentar na última. Não prestava atenção em nenhuma aula, o que era de esperar. As vezes mandava mensagem para meu celular, que eu nem visualizava sabendo que era ela. Pra minha tortura a segunda aula era matemática. O professor um carrasco que não deixava nem respirar, em vinte minutos de aula me perdi rabiscando coisas no caderno e de repente um silêncio supremo da sala, levantei os olhos e o professor me olhava.
- Pode me responder, senhorita Júlia? - Ele se aproximou e olhou meu caderno, isso já estava ficando comum em sua aula. - Melhor a senhorita tentar responder essa pergunta na direção, saia da sala.
Antes que eu levantasse para sair uma voz no fundo respondeu a pergunta, ela com toda certeza não pensava nas consequências. Logo estávamos as duas fora de sala. Mal saímos da sala ela saiu me puxando pelo corredor, e me levou ao banheiro.
- Você está louca, não podemos ficar aqui. Logo a inspetora vai nos achar.
- Fica quieta, esqueceu que tenho ótima audição.
- E o que pretende fazer ate terminar aula?
- Continuar o que estava fazendo ate você ser expulsa. Admira-lhe – sorri para ela, pois não tinha como sorrir. Mas antes que eu pudesse falar algo, ela tampou minha boca e me puxou para a última cabine.
Em segundos estava com as pernas presas em sua cintura, e ela se segurava nas paredes do local, em forma de ninguém ver pês pela fresta. Sussurrou em meu ouvido “silêncio”, quase não ouvi. Encostei meu corpo no seu frio, deitei minha cabeça em seu ombro e fiquei sentindo seu aroma. Meu coração era o único que fazia soada naquele local ate o momento que abriram a porta do banheiro, me fazendo segurar a respiração. Ouvimos passos ate o meio do banheiro, mas logo foram embora. Ela desceu mas continuei pendurada e com o corpo colado ao seu.
Ela ficou fazendo carinho nas minhas costas e aos poucos fui escorregando de seu corpo. Ela colocou a mão em meu peito sentindo as batidas e sorriu. Fiz o mesmo com ela mas nada pulsava. Ela então ficou seria e fechou os olhos sentindo o toque, eu me aproximei e beijei onde deveria ter seu coração. Me aproximei mais e beijei sua bochecha, ela então abriu os olhos que estavam levemente vermelhos. Me assustei um pouco a mudança.
Ela me encostou na parede que apesar de gelada não era como seu corpo. Segurou minha nuca firmemente, e avançou em meus lábios. Seu beijo era simplesmente gelado, firme, gostoso e me fazia esquecer do mundo. Segurei em seus ombros cravando minhas unhas que nem chegaram a machuca-la, cada vez puxava para sentir cada toque de seu corpo junto ao meu. Ela apertou minha bunda por cima da calça e eu passei a mao por baixo de sua farda já arranhando sua barriga. De repente ela me jogou contra a outra parede, minha cabeça bateu levemente da parte de mármore não chegando a machucar muito.
A porta do banheiro abriu e algumas garotas entraram conversando, eu passava a mão onde tinha batido e a cris me olhava um pouco assustada e desespero. Asntes mesmo das meninas saírem ela veio ate mim e sussurrava desculpas. As garotas sairam do banheiro e eu sai para olhar no espelho, meu cabelo estava bagunçado, enquanto eu me arrumava Cris perguntava se estava bem e se tinha me machucado, apenas respondia que sim.
Sai do banheiro e ela veio atrás, não ficou longe de mim. Mas sabia que eu não estava nada bem com o que ela tinha feito. Resolvi entra na sala e conversar com Fábio. Ela desapareceu.
- Amiga, você se distraindo novamente na aula de matemática?
- Ah Fábio, eu não consigo. Não entendo muito da forma que ele fala e prefiro aprendendo só.
- Pelo menos no final você fecha com a cara dele.
Conversamos ate a entrada do outro professor, e durante as duas últimas aulas a Cris não apareceu. Logo pensei que não viria me buscar. As aulas terminaram e para minha surpresa ela estava em pé do lado de fora. Apoiada em seu carro preto sombriamente me esperando. Apesar de sorri enquanto me aproximava eu não retribuir.
- Em forma de desculpas trouxe esse lindo presente.
Ela segurava um buquê de rosas brancas. Não tinha como não sorri! Entrei no carro, e ela veio beijar-me desviei de seus lábios.
- Você não vai me perdoar.
- Preciso sentir segura. - eu não imaginava o que acontecia comigo, tinha ficado com uma garota a muito tempo, mas não com uma “vampira”. Minha cabeça doía muito, e enquanto andava pelas cruas da cidade eu pensava com a cabeça escorada na janela.
O que seria de mim? Como aguentararia cada beijo que me tira da terra? Como aguentaria sua força ao me tocar? Como viveria sem ela pra me fazer sorrir? Era tudo que eu pensava. E nenhuma resposta. Naquela tarde ela não ficou comigo, e foi como esse último final de semana, uma angustia.
Fim do capítulo
Ola meninas. O que acharam deste capitulo? O que voces esperam dos proximos acontecimentos? Comentem que eu responderei. Obrigada a todas!
Beijos e mordidas!
Comentar este capítulo:
Ana Carolina
Em: 11/01/2016
A modinha das mordidas pegou kkkkkkkkk capítulo que me deu uma angústia e curiosidade , é tudo muito misterioso , não faço ideia do rumo que a história terá , o que é ótimo ! E se o seu apelido é vampira temos uma coisa em comum kkkk resta saber qual a pior (ou melhor) de nos duas ! Uma mordida e um beijo no pescoço ! Se puder é claro rsrs kkkkkkk
Resposta do autor em 13/01/2016:
Isso de mordidas é quse melhor que beijo. hahahahahaha Obrigada por ler e comentar. Um misterio é tao bom, continuar assim. mas acho que proximo capitulo algumas coisas vão ser esclarecidas. E eu nao sei quem pode ser pior. hahahahaha
Mordida! e Beijos!
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