Capítulo 7

Capítulo 7.Celina Vaz Amorim Mantovanni.

de Entre o Passado e o Presente. “O que esses dois tempos verbais tem em comum?”, por Catrina

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Celina era o tipo de moça que sempre chamava a atenção por onde passasse. Tanto homens como mulheres se derretiam por ela.

 

 E foi assim que aconteceu, quando viu entrar pelo portão da academia aquela que seria o seu grande amor. Mais do que depressa chegou próxima à moça de olhos azuis acinzentados e começou a puxar conversa.

 

Márcia também sentiu algo inexplicável ao ver aquela menina com cara de mulher. Mal sabiam que a partir dali nasceria uma união de quinze anos.

 

 O pai de Celina era militar e comandava o Canil e isso abriu algumas portas para a jovem. Ela era a filha caçula e tinha dois irmãos. A mãe havia ido embora os deixando aos cuidados do pai e dos avós maternos. Foram criados num ambiente de muita felicidade e carinho já que a mãe não estava presente.

 

Tempos depois o coronel casou-se novamente com dona Marina e esta, por sua vez, cuidou das crianças com todo amor e carinho que pudesse existir. Adorava a nora e sabia que a “filha” havia feito uma excelente escolha. As duas eram confidentes e Celina sempre contava tudo o que acontecia entre ela e Márcia.

 

O romance com Márcia começou quando ainda estavam na academia e quando terminaram de se formar oficiais, já eram noivas. Com o passar do tempo resolveram oficializar a união se casando fora do Brasil e retornando alguns dias depois.

 

 O major jamais imaginou que a filha tivesse coragem para tanto, porém, sabia que quando ela colocava algo na cabeça, não havia quem a fizesse desistir. Chegou até a ameaçar dizendo:

 

-- Se você continuar com essa loucura, mandarei expulsar a tenente Mantovanni da polícia.

 

Desafiando o pai respondeu enfrentando o velho:

 

 -- Se o senhor fizer isso major esqueça que teve uma filha!

 

Diante disso e outras coisas mais o velho não teve escolha. Com o passar do tempo aceitou o casamento da filha e se tornou amigo de Márcia. Ela respeitava muito o major e entendia a sua preocupação afinal ela era a princesinha do papai e a tenente havia fisgado a caçulinha dos Vaz Amorim.

 

Com o apoio do sogro logo chegou ao posto de capitão, não sem antes subir pelos seus próprios méritos. Sua vida se resumia em trabalhar e cuidar da esposa que também fora trabalhar com o pai.

 

 O pai de Márcia também havia sido policial. O tenente Coronel Giuseppe Mantovanni fora comandante da cavalaria e também juntamente com a esposa dona Carlota frequentava a casa. Adorava a nora e apoiava a filha em tudo.

 

O avô de Márcia havia lutado na Revolução de 1932, e logo após fora por um tempo comandante da cavalaria. O coronel Genaro fora o primeiro dos Mantovanni a comandar a unidade. Foi através dele que a major se apaixonou pela cavalaria.

 

Márcia adorava as reuniões familiares em que os velhos contavam seus casos de quando a polícia ainda era chamada de força pública. Mas Celina sempre estava em primeiro lugar. E, continuaria sempre em seu coração.

 

Agora recordando os momentos de felicidade via que sua vida mudara radicalmente. Tornara-se uma pessoa fechada e solitária. Preferia que fosse assim, pois prometera a Celina fidelidade e amor eterno. Não procuraria outra mulher para ocupar o lugar que sempre seria dela.

 

Agora estava sozinha e o trabalho seria seu único consolo. O sogro havia chamado para morar com eles, mas, ela preferiu ficar na casa em que havia vivido os melhores anos de sua vida. Tudo que ela precisava estava lá. Sentia a presença constante de Celina e isso lhe fazia bem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

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Comentários

1
Foto de Lea

Lea

27/01/2022 às 12:23

O Paiva Pires, será que teve alguma culpa direta na morte da Celina??

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