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Decifra-me ou Devoro-te por KFSilver

Ver comentários: 4

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Palavras: 1697
Acessos: 2789   |  Postado em: 00/00/0000

Capítulo 3

Esther

 

O sinal tocava, anunciando o final do período da manhã. Despedi das meninas, prometendo ligar para Manuela e confirmar, se iria ou não, para aquele provável desastre. Na van, estava sentada ao lado de Mia, que não queria papo. Suspirei, ela estava cada vez mais introspectiva. O melhor era esperar para ver no que iria dar. Chegamos e encontramos com Henrique (o pai de Mia), terminando de preparar o almoço, tendo ajuda de Eduardo (meio-irmão de Mia). A relação de Edu com Mia, era o mesmo que entre cães e gatos. Aparentemente, com o passar os anos, os seus ânimos tem estado menos tempestuosos. Henrique era um sujeito calmo; um pouco sisudo, mas, um pai presente e carinhoso. Mia, havia puxado o seu olhar marcante e jeito irônico. Enquanto, Eduardo, mesmo não sendo filho biológico de Lúcia, tinha o seu jeito calmo, amoroso e galanteador.

 

– Boa tarde, papai! – Mia, beijou-lhe o rosto, a sua presença deixava Mia, serena.

– Oi, tio Rique! – Fiquei na pontas dos pés, para poder beijar-lhe a face.

– Boa tarde, meninas! – Sorriu – Vão tomar uma ducha, que o almoço, daqui a pouco estará pronto.

– Ok! – Mia, respondeu depois de pegar um biscoito.

 

Subimos em silêncio. Guardamos o nosso material escolar, e enquanto eu resolvi organizar as minhas roupas, Mia, por outro lado, tirava as dela, envolvendo o seu corpo com a toalha e indo tomar banho. Terminei de organizar e separar as minhas roupas, resolvi recolher as dela no chão, para por no cesto.

 

– Ela não perde essa mania de largar as roupas sujas pelo quarto! – Resmunguei, sabendo que Lúcia, iria brigar com ela – Hmm… O que é isso? – Bilhete amassado. “Me liga”, era um número desconhecido. “Ela estava me olhando feio, por conta de aceitar um convite de um garoto, mas, ela mesmo…” Os meus pensamentos, foram interrompidos pela voz cortante.

– Agora deu de mexer em minhas coisas?! – Segurava a toalha apenas com uma mão, enquanto a outra, apoiava no batente da porta.

– Ai, que susto! – Vi a sua sobrancelha arquear – Não me olhe assim! Só estava recolhendo as suas roupas, você sabe que a sua mãe, odeia que você as deixe por aí! – Justifiquei a minha invasão.

– Ah, jura? Recolher roupas também vem embutido, a tarefa de fuçar nas mesmas?! – Sorria sarcasticamente.

– Não seja grosseira! – Falei sentida, com o jeito que me tratava – Não fiz por mal, só estava recolhendo. – Percebi que desfez o sorriso, e apertava as mandíbulas.

– Desculpa! – Disse, pegando as suas roupas de minhas mãos, e levando ao cesto – Obrigada! – Abaixou o olhar.

– O que está acontecendo, Mia? – Toquei a sua face, senti o leve tremor de seu corpo.

– Não é nada. Sinto muito, não estou sendo a melhor das companhias! – Virou para closet, procurando o que vestir.

– Não pode ser nada! Você tem agido de maneira estranha, nunca foi tão… – Observei a sua postura.

– Tão? – Olhar desafiante.

– Sisuda! – Pensei um pouco.

– O que foi? – Estreitou os olhos.

– Você está de TPM? – Arrisquei.

– NÃO! – Corando – Claro que não! Só ando pilhada com as provas finais e o torneio acontecendo… – Respirou fundo – Enfim, é melhor você ir para o banho! Mamãe, já deve ter chegado. – Ficou de costas e começou a se vestir.

 

Não fiquei nem um pouco convencida, coloquei o bilhete em cima da cômoda, peguei as minhas roupas e fui tomar uma ducha.

 

***

 

O almoço transcorreu tranquilo, sem mais farpas da outra. Mia e Lúcia, estavam devorando a torta de maçã que Eduardo fez.  Ele estava todo orgulhoso, recebendo elogios de ambas. Eu ria das caras e bocas que Henrique fazia, imitando o filho, no preparo da massa, enquanto tomava o seu café. Como era bom fazer parte daquela família! A campainha tocou e voltei a realidade. Enquanto Henrique e Lúcia, faziam sala para o meu pai, Mia, foi me ajudar a buscar as minhas coisas. 

– Que desânimo, garota! – Cutucou – Ele é seu pai, que eu saiba, não é monstro de sete cabeças. – Tentou animar.

Suspirei, olhando-a um instante antes de comentar:

– Eu sei, é que difícil ficar na casa da minha vó e com ele… – Pausa – É estranho! Parece que eu não faço parte daquela família. – Confessei.

Mia aproximou, abraçando-me forte. Relaxei em seu abraço, era tudo o que eu precisava.

– Os dias passarão rápido, você verá! – Confortou – Assim que Fernando voltar com os ritmos das viagens, você volta! Ai, não escapara dos meus terríveis ataques em massa! – Começou a fazer cócegas.

– Nãoooo!! HAHAHA… – Fugi como pude de suas mãos – Para! Não vale! Não estava preparada… – Tentei correr, mas, ela me jogou na cama, imobilizando as minhas mãos e torturando-me.

Consegui soltar as minhas mãos, invadindo a sua camisa. Mia, foi totalmente pega de surpresa, ficando sem reação por um instante, aproveitei e troquei as nossas posições. Agora era minha vez de torturá-la. Mia parecia corada, mas, deveria ser pelo meu ataque súbito. Só parei, pois conseguiu segurar as minhas mãos. 



– Chega! – Respirava com dificuldade – Tudo bem! Dessa vez, eu me rendo!

 

Sorri vitoriosa, era algo raro vê-la render-se. Sentei sobre as suas pernas, Mia, abaixou a guarda, então aproveitei e debrucei sobre o seu corpo, assustando-a, quando envolvi o seu rosto e fiz carinho com o meu, beijando a pontinha do seu nariz.

 

– Eu te amo, minha irmã! – Falei carinhosa, sorrindo para a morena.

 

Mia engoliu seco, talvez pela minha demonstração de afeto. Aproveitei a minha posição para provocá-la.

 

– Anda, diz? – Os nossos rostos ainda estavam próximos.

– Dizer o quê? – Os seus olhos estavam confusos.

– Diz que me ama! – Achei graça da sua expressão perdida.

 

Estreitou os olhos, sabia que viria uma resposta peculiar.

 

– Se você está dizendo… – Deu de ombros com falso desdém.

– Besta! – Beijei o seu rosto, levantando para pegar a minha mala – Você não vem? – Mia, permaneceu deitada, olhando para o teto.

– Estou indo… – Levantou devagar, vindo me ajudar.

 

***

 

Eu estava distraída, pensando no reencontro com o meu pai, era comum essas constantes viagens de trabalho. Como eu ficava na casa de Mia, com o tempo passei a não me importar tanto com ausência dele. Mas, quando eu estava na casa de minha vó Beatriz, sentia calafrios, queria proteção dos braços dele. Sorri divertida, com a sua expressão de espanto, quando perguntei se poderia sair com a Manu, para ir ao cinema com alguns colegas. De início, ele pareceu não gostar, mas, com intervenção de Lúcia e Mia, acabou cedendo. Desde que voltasse cedo para casa. Mia se prontificou em nos buscar com a sua mãe. Pensei em Mia, era difícil tentar entendê-la. Em uma conversa com Lúcia, a mesma, disse que era normal, afinal éramos adolescentes e entramos nessa fase de sentimentos e hormônios a todo vapor. Ri, pensando com o gênio de Mia, nenhum garoto teria coragem suficiente para tentar se impor a ela. Lembrei de Bruna, essa sim, era atrevida ao extremo. Aquela sensação desconfortável, somente de lembrar do quase beijo roubado. “E se eu contasse para Dani?” Ela era discreta. Não falaria nada a respeito, e saberia como agir caso necessário. Não que Mia precisasse, mas, por precaução.

 

– A senhora está chamando para jantar, menina. – Sarah, a governanta, chamou.

– Já estou indo, Sarah. Obrigada.

 

A casa de minha avó, ficava no bairro mais afastado e nobre da cidade de São Paulo. Tinha uma bela vista, a única coisa em que me agradava naquele lugar. As sensações que eu sentia, era como se o passado, quisesse revelar os seus segredos. Sorri contida, mais uma vez, deixava a minha mente vagar. Acompanhei Sarah, até a sala de jantar. Como sempre tudo estava impecável. Beijei a minha vó Beatriz, e o meu pai, que estavam conversando a respeito das suas últimas viagens. Comi em silêncio. “Tenho que ligar para Manu! Tia Lú deve ligar daqui a pouco.” Divaguei alheia dos demais.

 

– Então Esther, como está indo nesse colégio? – Parecia interessada, ou apenas, fingia bem.

– Estou indo bem, vovó! Consegui ficar entre os três melhores da escola no concurso de contos! – Falei orgulhosa.

– Terceiro, é? – Bebericou o vinho – Poderia se sair melhor! Mas, afinal, é apenas um hobby…

– Pois eu estou muito orgulhoso, querida! – Disse sincero – Lamento estar tão afastado, mas, prometo que em breve serei mais presente.

– Obrigada, Papai! – Fiquei feliz com o que disse, mesmo com o desdém da outra.

– Planos para o final de semana? – Beatriz, perguntou séria.

– Alguns amiguinhos de Esther, vão assistir um filme. Deixei ela ir com uma amiga, logo que encerrar a sessão, ela voltará para casa de Lúcia. – Informou.

– Deveria vir para a sua casa, querida. Afinal, a sua família, somos nós! – Determinou.

– Mamãe…

– Tudo bem, querido! – Fez carinho em sua mão, dando um sorriso contido. 

 

Sarah, pediu licença, avisando que eu tinha uma ligação. Pedi permissão para deixar a mesa, já havia terminado e sinceramente, estava ficando sufocada.

 

– Se me derem licença. – Levantei.

– Pode ir filha, boa noite! Durma bem!

– Boa noite… e, Esther… – Encarei o seu olhar – Divirta-se!

 

Senti um mal estar, ao perceber um leve sorriso em sua boca, enquanto beberica o vinho. Assenti e sai.

 

– Meu amor? – Voz de Lúcia era tão serena, que sentia como se fosse abraçada por ela.

 

Conversamos até eu não aguentar e chamar por Mia. Sabia que estava grudada ao seu lado, ouvindo tudo. Era tão bom estar com eles, eu sorria fácil, percebendo aonde a minha verdadeira felicidade estava.

 

“A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue.” 

 

Luiz Gasparetto

 

Continua…

Fim do capítulo


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Comentários para 3 - Capítulo 3:
rhina
rhina

Em: 12/06/2018

 

São muitas emoções. ....

Sentidas......

Ocultas.......

Desconhecidas.....

Gosto muito 

Rhina

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Mag Mary
Mag Mary

Em: 02/11/2015

A Mia apaixonada pela amiga que nem sonha o que se passa, tadinha dela.

Bjus

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Silvia Moura
Silvia Moura

Em: 01/11/2015

Autora, se brincar tem muito miolo para trazer a tona nessa estoria, o delinear é todo seu, tem que ter jogo de cintura para desenrolar esse tipo de trama, mas é bom e se você segurar firme esse seu leme tenho certeza que iremos adorar...confiante nesse principio... boa sorte...estoi por aqui tá certo... bjs...

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Ana_Clara
Ana_Clara

Em: 01/11/2015

Pobre Mia! Sinto o sofrimento dela daqui, pois é palpável o amor que ela sente pela Esther e essa por sua vez ainda é muito inocente e não conhece muito bem os seus sentimentos. Ansiosa para saber o desenrolar dessa história.

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