Capítulo 26

Capítulo 26. Quem é a amiga misteriosa?

de Entre o Passado e o Presente II. “O que esses dois tempos verbais tem em comum?”, por Catrina

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Passados três meses da escolha do nome de Gabriel e de ficar curtindo a família, Márcia voltou ao trabalho. A investigação que ela havia mandado alguns policiais de sua confiança fazer surtiu efeito.

-- Com licença coronel, podemos entrar? Perguntou o cabo Anderson que chegava juntamente com os soldados Dutra, Maltês e sargento Demerval.

-- Pois não senhores, entrem e se acomodem!

Olhando para os policiais a coronel perguntou:

-- E então alguma novidade sobre o Neguinho?

O sargento olhou para a coronel e os demais policiais que ali estavam e falou:

-- Sim coronel e a senhora não vai gostar do que vai saber. Infelizmente temos alguns amigos da civil que estão envolvidos. Principalmente o doutor Antero Silva,  é delegado titular no 47º DP do Capão Redondo. Além de ele estar ampliando o patrimônio, ainda faz vistas grossas aos crimes do Neguinho e com isso, ele arrasta alguns policiais que fazem a sua segurança.

-- Segurança de quem sargento? -- Do delegado?

-- Não coronel! Respondeu o cabo. -- Eles fazem a segurança do Neguinho e de mais dois bicheiros.

-- Certo e quem são esses bicheiros?

O soldado Dutra que havia ficado de campana somente observando e colhendo os dados da investigação enquanto Demerval, Anderson e Maltês se passavam por entregadores de bebidas, relatou a coronel:

-- Esses bicheiros são velhos conhecidos da polícia. São o Zé Cajá e o Betão Pitangueira. A senhora já ouviu falar deles?

A coronel pensou e respondeu:

-- Não os conheço, mas adoraria conhecer. Alguém pode ir comigo até lá?         

Os homens olharam assustados para a oficial que percebeu e perguntou:

-- Porque vocês têm tanto medo desse Neguinho?

-- Porque a senhora não o conhece e nem imagina o que ele poderá fazer. Dizem até que ele tem o corpo fechado e que ninguém o derruba, vai ao Centro de uma tal Mãe Donda.

-- Será mesmo que ninguém o derruba? – Veremos.

-- Bom coronel Mantovanni se a senhora nos permite, estamos indo.

-- Pois não senhores, podem se retirar e obrigada pela colaboração.

Assim que os policiais saíram a coronel se pôs a pe3nsar e decidiu ligar para uma amiga que trabalhava naquela região da zona Sul. Pegou o telefone e discou o número que estava na agenda do celular. Após seis toques quando já estava pensando em desligar, uma voz feminina do outro lado atendeu:

-- Alô quem está falando?

-- Doutora Maura Mendes?

-- Sim quem deseja falar?

-- Aqui é a coronel Mantovanni como vai você?

-- Ora se não é a toda poderosa coronel Mantovanni! -- Na última vez que conversamos você ainda era capitã, estava viúva e me deixou a ver navios naquela noite em pleno restaurante do Terraço Itália, você se lembra?

-- Eu sei que você ainda guarda mágoas de mim, mas eu sempre deixei claro que naquela época eu não estava preparada para nenhum relacionamento. A Celina tinha falecido a pouco tempo e eu não tive estrutura para um novo amor. Sempre fui honesta com você. Pior seria se eu tivesse sido canalha e tivesse te iludido.

-- Eu sei Márcia e concordo com você. Na época fiquei sim muito frustrada, mas o tempo me fez ver que realmente aquele relacionamento não iria dar certo. Você tinha se fechado totalmente e nada derrubava essa parede. Fiquei sabendo pela Cláudia que você estava casada e com filhos e que a sua esposa também é policial.

-- Sim é verdade, eu me casei e tenho cinco filhos. O mais novo tem cinco meses e se chama Gabriel.

-- Caralho, puta que pariu você tem cinco filhos?

-- Sim e são lindos. A Celina e o André têm quatro. E o Nicola e a Antônia têm três

-- O Mantovanni o que você aprontou para ter esse bando de filho?

-- Depois eu te conto como está a minha vida. Mas e a sua como está? -- Você se casou?

-- Não, mas estou namorando. Porém, ela está querendo algo a mais e eu fico amarrada.

-- Mas você não a ama? – Ou está só por passatempo? -- Maura você não era assim!

-- É, mas alguém me ensinou a ser assim!

-- Olha Maura em primeiro lugar se você não a quer, não a faça de tonta e deixe que ela vá ser feliz com alguém que a ame de verdade. E em segundo, não jogue em cima de mim a reponsabilidade de suas frustrações amorosas. Eu nunca falei que te amava e naquela época eu sempre deixei as coisas bem claras entre nós. Mas eu liguei para te perguntar sobre o seu delegado titular o tal de doutor Antero Silva, porém acho que fiz errado. Desculpe te incomodar doutora delegada.

-- Não, espera! -- O que você quer saber?

-- Podemos nos encontrar para conversarmos? -- Eu tenho algumas informações sobre o seu chefe e o envolvimento dele e mais policiais com um tal de Neguinho Tresoitão e os bicheiro Zé Cajá e Betão Pitangueira. Você os conhece?

-- Meu Deus eu não acredito nisso! -- O doutor Antero, eu não acredito!

-- Podemos nos encontrar para conversar ou não?

-- Sim Márcia, onde podemos nos encontrar?

-- Na churrascaria Vento Aragano, pode ser?

-- Sim, meio dia está bom?

-- Perfeito estarei lá. Até mais.

-- Até coronel!

 

 

 

 

Fim do capítulo

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Comentários

3
Foto de Lea

Lea

02/02/2022 às 14:06

O relacionamento delas é baseado em confiança, não tem o pq a Andressa ficar com ciúmes!

L

Lins_Tabosa

14/10/2015 às 15:35

Quem não vai gostar nem um pouquinho dessa história é a Andressa, que a coronel se cuide se não vai dormir no sofá bonitinha.... rsrsrsr

P

patty-321

13/10/2015 às 22:13

Caraca. Por essa eu nao esperava. Um crossover das estórias. Então e por isso q a maura e escorregadia. Ja foi apaixonada p coronel. Marcia nao vai gostar nadinha em ver a esposa trabalhando c a ex. Vixe vai dar shabu. Kkkk. Bjs minha linda.
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