Ela está nas alturas,
Aonde os sonhadores pensamentos vão.
Aonde a imperfeita realidade se demora a alcançar,
Deixando-me descrente, perdida ao chão.
Ela poderia ser uma nobre rainha,
Quiçá uma deusa do amor.
Tão bela, cativante e sedutora,
Quem sabe o bem que ela faria, se não causasse a dor.
Refém do seu inexistente amor eu fui,
Graças a um instante de descuido,
Em que observei o seu olhar se aproximar
Com enganoso intuito.
Minha extasiada alma levitou, voou com as majestosas nuvens;
Dançou em agitados sapateados,
Rodopiou, gargalhou e então se acalmou,
Para entender que tudo não passou de um engano demasiado.
Aquele hipnotizante olhar
Apenas à alguém queria encantar,
Para tomar-lhe o iludido e devotado coração,
E a seu enorme ego acariciar.
Ela costumava ser tão bonita,
O seu rosto ainda está desenhado em mim.
Mas ela perdeu-se em meio à realidade,
Deixando-me com minha plena desilusão, no fim.
Fim do capítulo

Ana_Clara
21/06/2016 às 19:55
Lindo e emocionante!
Resposta do autor:
Obrigada!!! :D
MCTA
08/10/2015 às 10:53
Que lindo, não há palavras para traduzir o quanto este poema tocou minha alma. Perfeito... Me lembrou até uma época de um certo amor. bjus Ana.
Resposta do autor:
Obrigada, Ana!!! Você me deixa muito feliz em saber que o poema tocou sua alma! Isso é maravilhoso!! Obrigada pelo comentário!! Bjos.
prezadacastanha
07/10/2015 às 23:12
Oi, uau!
Ao meu ver você conseguiu expressar de maneira tão intensa e paradoxa esse sentimento maluco que nos atinge, que eu ouso dizer que senti fisicamente esse acalento e essa angústia. Aliás, queria te parabenizar. Acho que é o terceiro poema seu que leio e eu realmente adoro ler, ler e reler.
Vou esperar pelo proximo. Obrigada
Resposta do autor:
vanita
07/10/2015 às 21:58
sensacional
Resposta do autor:
Obrigada, vida!!