Capitulo 56 As pistas se encaixam
já tinha um tempinho que Daniel nos enfiou naquele carro e agora nem em Fortville estávamos.
A estrada de terra e esburacada só evidenciava uma trilha nada movimentada,o verde das árvores que víamos nas janelas não era reconhecido por mim e as cordas nos nossos punhos apertava.
daniel no volante dividia o controle do carro a arma em sua mão e como ele suava nervoso e paranoico,ele olhava para trás como se fosse seguido.
--Pai, por favor, pare o carro. Não podemos continuar com isso.--pediu Isabela com a voz trêmula.
--Eu não tenho escolha, querida. Você não entende o que está em jogo.--retrucou ele como se não estivesse no controle de nada,nem dele mesmo.
--Por favor, daniel, há como acabar com isso.é só parar!--falei mas ele riu debochado.
--e me entregar??pff esquece summer.
--Pai, eu sei que você está assustado, mas não podemos fugir disso!
--Você não sabe o que fiz, o que fui forçado a fazer por nossa familia. Eles vão nos separar.eu não posso permitir isso.eu não posso!!!--a voz de daniel era cheia de angústia,beirando a loucura. Eu sentia sua necessidade de ajuda mas também que ele estava a beira de um surto isso era evidente.
--estamos longe demais da cidade Daniel.por favor pare o carro.podemos ajudar da melhor forma possível.foi para isto que me contratou lembra?eu e você estamos aqui pelo bem da Isabela.por favor então pare o carro.--fui autoritária mas ele não me respondeu e Isabela ainda tentava ver nele uma fraqueza para impedir ele de seguir em frente e em tão alta velocidade.
--pai por favor.Não quero que isso termine em tragédia.
ele subitamente freiou e nossos corpos se moveram bruscamente para frente.Daniel desceu do carro e abriu a porta traseira onde estávamos.a arma ainda estava em suas mãos e a gente desceu temendo pelo pior.
agora estávamos só Deus sabe onde, com ele pirando na nossa frente.
--precisa guardar essa coisa pai.esquece tudo isso.
--não dá filha.sabe porquê!?a gente não tem nada!nada!com o que eu peguei a gente pode recomeçar,Você está disposta a vir comigo? Fugir,para bem longe dessa gente escrota e imunda!!?--ele perguntou esperançoso de que ainda houvesse uma chance de Isabela aceitar isto.
--eu não vou para lugar nenhum com você assim!--a resposta da Isabela foi dura e amarga para ele.
Uma surpresa indigesta pela sua cara frustrada da qual fez seus passos finalmente pararem.
--você não entende.
--naõ,pai você que não entende.
--TUDO QUE FIZ FOI POR VOCÊ!!!!--o grito enfurecido calou Isabela e me deixou alerta.
--posso perguntar uma coisa?
ele me olhou surpreso pela calmaria em minha voz mas pensar nessa possibilidade me inquietava.
--o que abby?
--me acusar já estava em seus planos?digo..desde o princípio?--perguntei tentando não me apegar as memórias que criei com Daniel. Ele tinha sido uma figura tão diferente dos homens que conheci,de tanta importância, conseguiu minha confiança,meus sorrisos,meu tempo e até mesmo me dado tanta vontade de me abrir com ele sobre o que sentia por Isabela eu agora esperava com meu coração apertado,para saber se algum dia eu tinha a possibilidade de viver esta vida sem ser um joguete de um plano maligno.
ele riu cinicamente.
--achou mesmo que eu contrataria uma prostituta para ser amiga da minha filha?é claro que eu tinha planejado tudo isso.uma pena que no fim tive que apressar as coisas..--disse ele com um sorriso no rosto e isso me magoou tanto. Meu corpo esfriou e uma lágrima correu pelo meu rosto. isabela o empurrou para longe dela sem medo da arma em sua mão.
--vai se foder então pai!!!--ela se revoltou puta de raiva.
--ela não é relevante Isabela!!--retrucou ele indignado.
--ela é pra mim!!
--então escolhe..quer ela viva ou quer ela morta?viva,ela fica e continua a dar para a cidade toda naquela estrada velha! morta, se VOCÊ decidir não vir comigo.--ele apontou a arma para mim e vi Isabela arregalar seus olhos paralisada sendo forçada a decidir meu futuro.
--você não vai atirar em mim daniel.--falei recuperando meu controle dos meus sentimentos.
--ah não vou?eu aturei ate que bem o que fez com minha filha..a forma como rolavam na cama e fingiam pra mim que não era gemidos o que eu ouvia toda noite.que você não tinha corrompido Isabela com essa porr* de mente suja!!!acha que foi fácil para mim sorrir para minha filha e fingir que não sentia nojo com o que fazia com ela?agora decide logo Isabela.
--eu não vou pra porr* nenhuma com você..--ela respondeu com a voz trêmula sentido que nossas vidas estavam por um fio.
ele me olhou de uma forma que senti toda uma orquestra instrumental tocando a minha música fúnebre com ele apontando aquela arma na minha cara mas também as sirenes vindas da mesma estrada que chegamos naquele ponto cruel.
--é a policia.--falei olhando para a estrada.
--eles não vai nos alcançar.entrem no carro.
olhamos para a estrada de terra e toda a poeira que o carro do delegado fazia ao se aproximar,era uma mensagem tanto para nós quanto para ele.daniel sem paciência puxou Isabela e a mim para entrar no banco traseiro a força mas éramos duas e nossas forças juntas foram o suficiente para atrasar Daniel.
só precisavamos de alguns segundos e o delegado chegaria por isso seguramos firme no carro para não entrar,fazendo aquele empurra empurra dele de nada adiantar. Minha mente somente se repetia,ele não vai atirar,ele não vai atirar.
--vocês estão de sacanagem comigo!!!Isabela entra agora!!!--gritou ele enlouquecido.
O carro de Gates parou atrás do carro de daniel e ele olhou preocupado com o delegado.
--largue a arma e mãos para o alto daniel!!!--a voz do delegado deixando o carro com sua nuvem de poeira branca e sua arma apontada a daniel o fez congelar,surpreso por vê-lo tão rápido.ele estava pronto para cumprir seu trabalho.
puxei Isabela e corremos para dentro da floresta.podia ser precipitado mas o que ouvimos foram tiros e um confronto.virei em meio a corrida e vi daniel e o delegado em combate corporal.daniel acabara dando um soco na cara do delegado e ele agora caido se erguia pronto para mais e em fúria se atracavam caindo na estrada.tínhamos que continuar a correr.
--continua Isabela!!
--e meu pai!!?o que está acontecendo?
--ele ta fodido.ta muito fodido!!
de repente mais tiros e o grito alto do delegado quebrando o silêncio ao nosso redor e que nos fez parar e avaliar aquela terrível situação.meu peito doia e o ar seco que entrava em mim me gelava de tensão.
--ele vai matar o delegado.a gente tem que fazer alguma coisa!--Isabela estava cheia de adrenalina e pronta para ajudar mas o perigo eminente pedia razão
--não acredito que vai me fazer voltar ate la!
isabela me olhou daquele jeito mandão e com seus olhos fixos e ela não estava brincando.bufei e retornamos correndo cautelosas para não sermos vistas,nos escondendo entre as arvores e avistamos eles.
daniel observava o delegado se arrastar tentando recuperar sua arma caída e a trilha que ele deixava de sangue manchava a areia da estrada. ele estava desesperado depois de tantas perfurações no seu corpo.
--você poderia ter posto FIM nisso tudo que fiz mas preferiu passar a perna nos seus amiguinhos não foi?esses desgraçados ambiciosos e mesquinhos mereciam morrer!!tudo por que?pelo seu garotinho..aquele viadinho..acho que ver o segredo dele morrer no quintal de casa foi um ótimo aviso mas onde você estava quando eles me roubaram!!!?--Daniel estava a plenos pulmões gritando sobre Gates e me atentei a cada palavra dele.
olhei em volta, procurando por qualquer coisa que pudessem usar para ajudar o delegado e uma pedra,grande e pontuda era a única coisa possível para pelo menos derrubar Daniel,por isso a peguei e me aproximando com cuidado notei a faca que Daniel carregava.ele estava prestes a terminar seu serviço,por isso com coragem joguei e acertei ele na cabeça.
ele gritou de dor e raiva, soltando um grunhido ameaçador. Ele estava ferido,o sangue correu pelo seu rosto e agora ainda mais determinado a perseguir a gente.
--corre.--Isabela me puxou e voltamos a mata.
corremos desenfreiadas pela floresta e com o delegado caido sem poder nos ajudar só tinhamos o fôlego para nos manter longe de Daniel mas isto estava acabando.ele estava muito perto de nós e foi ai que Isabela me puxou mais ainda,desviando de árvores e pedras e toda aquela terra úmida que podia nos atrapalhar.
--não para!--falou Isabela mas ao cruzarmos os galhos baixos das árvores que bloqueavam nosso caminho o chão desapareceu e caímos de uma corrente de água fina que corria entre as pedras descendo um morro de quatro metros.
caimos uma sobre a outra mas mesmo com nossos corpos doloridos levantamos e continuamos em busca de um esconderijo,daniel nos vendo cair começou analisar um meio de descer e assim que ele buscou outro caminho vi ele desaparecer entre as árvores e apressamos os passos.
estavamos um bagaço mas avistei no alto nossa salvação. chegamos a um espaço onde as árvores eram grandes e fortes e cheias de galhos e folhagem.escolhi uma e parei a sua frente.
--anda,sobe aqui.--me posicionei para ajudar Isabela e ela mesmo dolorida montou sobre mim e agarrou-se no troco a subir.
fiz o mesmo sentindo minhas mãos usarem toda sua força para alcançar o alto dos galhos. silenciosamente nos transformando em parte daquela árvore e entre os galhos, tentamos controlar nossas respirações aceleradas. daniel por sua vez passou correndo por baixo delas, focado em nos achar. Ele não tinha percebido nosso esconderijo e era um milagre mas ele ainda estava lá embaixo.
isabela me olhou esperançosa e me mantive certa daquela decisão.Daniel parou perto do esconderijo por um momento, pensando aonde tínhamos nos enfiado,olhando ao redor, mas não olhou para cima e devo admitir que isto era a única coisa que ele não podia fazer.
--(rs) eu queria que..fossem as primeiras a ouvirem a verdade. eu nunca quis isso.é sério!!eu nunca quis matar ninguém..mas aconteceu.a forma como essas pessoas me usaram..me deram a oportunidade de crescer como eles mas tudo que ganhei foi o desprezo nojento de muitos!!com terras valiosas eles me viram como um inimigo.todas as taxas,todas as cobranças sobre tudo que eu fazia eles estavam lá.as ameaças a minha familia,a Isabela..eu era pequeno demais para estar com eles e eles odiavam me ter como um deles.por isso tiveram a mesma ideia e me tiraram do caminho como uma pedra sendo chutada num lago.eu afundei vendo toda a cidade fingindo que nada aconteceu.meus postos foram trocados pelas bombas na area industrial,pelos postos que eles copiaram de mim!!eu fali com eles me roubando toda minha gasolina com o pretexto de que seria o pagamento de tudo que eu devia e interceptando meu trabalho.a oficina mal se sustentava e meus funcionários imploravam por respostas. eu fiquei desesperado por eles. mas também eu fiquei com raiva.eu só tinha raiva dentro de mim!!tudo que queria era recomeçar e encalhei aqui nessa cidade batendo de frente com um poderoso com terras cheias de petróleo.eu não contratei você por causa dessa vingança summer!!só foi um erro ter matado aquele rapaz..
Depois de um instante angustiante com ele em silêncio pensando muito bem no que ouviria de volta depois de seu momento de exposição e desabafo. Eu olhei para Isabela e fiz sinal para ela não se mover sobre seu galho. O vento entre as folhas,o som dos animais,até mesmo nossa respiração agora estava sendo avaliada por Daniel. A arma em sua mão era a prova que todo esse discurso de arrependido era pura merd*.
Ele continuou sua busca pela floresta,correndo para longe do nosso alcance e com isso respirei aliviada.
--seu pai..esta completamente maluco.
--eu concordo e a gente tem que sair daqui.
--ele pode retornar e nos achar aqui,presas em uma árvore. Vai ser hilário só que não.
--vamos procurar o delegado.não estamos muito longe,vale a pena tentar.
descemos da árvore e seguimos cautelosas para a direção oposta da de daniel.poderia ser paranoia mas o barulho de passos pela mata era inquietante e assustador.as horas se passavam depressa e a tarde nublada não ajudou,a floresta estava se tornando mais perigosa.agora eu só queria proteger Isabela dele.
depois da caminhada nervosa que fizemos avistamos a estrada novamente e ja ouvíamos as sirenes.
--acha que eles encontraram o delegado?
--tomara.vamos.--avançamos com aquela pontada de felicidade no peito.
Um disparo estridente cortou o ar, e imediatamente,congelamos, o medo refletia nos olhos da Isabela com toda certeza nos meus. daniel estava ali, com uma arma apontada para nós quando a estrada estava apenas há alguns passos de distância,era tudo que precisávamos para talvez sermos vistas pela ajuda,mas estávamos ali virando ao frio aço refletindo a agonia contida em seu rosto. Eu só me aliviava pela a arma dele ter feito o barulho necessário para avisar da nossa presença.
--foi um erro ter matado aquele rapaz.eu só queria minha gasolina de volta.--disse ele quase a chorar. O desespero havia tomado de conta do seu coração.--eu sabia que poderia vender-la e arrecadar alguma grana para os pagamentos dos meus funcionários,por isso fui pedi ao pai dele para me devolver.um voto de confiança ja que éramos bons parceiros de trabalho.porr* eu salvei a cidade de queimá-lo na fogueira quando sua subestação de energia não aguentou e o maldito precisou de gasolina para seus geradores manterem a cidade,fui eu que o ajudei!!!eu cedi minha gasolina para a cidade de graça e quando eu pedi simplemente isto a ele de volta,ele riu da minha cara.disse; os negócios são assim.as vezes você tá por cima e outras vezes tá por baixo. eu tive a brilhante ideia de voltar quando os vi sair e também a brilhante ideia de matar aquele rapaz quando ele só estava assustado com alguém que invadiu a casa dele.ele parecia tanto o pai dele..acho que descontei minha raiva nele..--ouvir daniel relembrar seu primeiro assassinato me gelou,do desespero a raiva e finalmente a calma,Daniel contou isto com tanta clareza que eu sabia que ele não se arrependia.
--por favor pai,abaixe a arma.você teve escolhas ruins mas acabou..precisa acabar.--suplicou Isabela e como era macabro olhar para daniel agora e pensar que pensava que o conhecia.
daniel com os olhos cheios prestes a transbordar hesitou,quase abaixando a arma mas pensou bem e a manteve em nossa mira,era como olhar alguém avaliar duas vezes antes de pular de um penhasco.toda fúria ainda estava lá.
--poderia ter acabado mas não acabou.na verdade ficou mais fácil matar e foi isso que aconteceu com Sebastian. ele sim era um monstro!ele ia te...eu me encarreguei que ele nunca mais te ferisse e com isso me senti forte e poderoso.MAIS QUE A ELES!
--deve ter me odiado por querer contar tudo a isabela não é?--perguntei tentando manter uma distância considerável dele. O sorriso de daniel se abriu desafiante.
--você foi uma pedra incomoda no meu sapato.toda vez que abria sua boca para reclamar eu..me controlava para não fingir que odiava cada drama seu e cada vontade sua de me fazer crer que eu nao era suficiente para minha propria filha!mas isabela se apegou demais a você.
--eu a amo!!--Isabela retrucou e ele franziu a testa em desgosto.
--e EU fiz isso por você!Tudo o que eu fiz, todas as vidas que tirei, foi para garantir que você tivesse um futuro melhor. Eles ameaçaram destruir nossa família, nossa reputação... Eu não tive escolha!!--respondeu ele como se tivesse a dura missão de convencer Isabela.
--então além de tentar me matar, matou minha mãe e tentou matar a diretora!
--sua mãe..(rs) ela só queria dinheiro.ela nem perguntava de você..e você choramingando por ela pfff..fiz que fosse rápido mas acho que extravazei demais pensando em você e na diretora que na vez dela,teve a sorte de estar com a Isabela.
--eu fui um escudo para ela então.por que ia matar ela?--Isabela estava odiando cada palavra do seu pai.sua mão pressionava a minha e eu sentia que naquele tremor só havia ódio.
--ela sabia demais.e quando summer passou a suspeitar de mim numa noite eu sabia que ambas ja tinham conversado a meu respeito.o falido que não tinha grana para nada mas que te dava o mundo,as duas na verdade.meu erro foi ter dado aquele depoimento falho para o delegado a seu respeito.eu me apressei..eu nem sequer deveria estar lá.
--não me venha com essa,foi tudo tão bem ensaiado que duvido disto.--respondi e ele sorriu.
--você entende disso.fingiu tão bem que se importava com Isabela que passou a se preocupar de verdade e por toda a bagunça que fiz eu aceitei,porque era conveniente para mim.(rs) e quem diria que haveria coração em uma puta de estrada.eu juro que tentei parar,pedi ate para laura me ajudar mas aquela desgraçada me deu as costas.minha única chance era limpar meu caminho.eu fiquei tão obcecado em não deixar rastros que me esqueci que não precisava mais fazer nada mas aquela agente intrometida,ela chegou a oficina cheia de perguntas e infelizmente ela tinha permissão para vasculhar minhas coisas e ate minhas câmeras de segurança.com tantos videos corrompidos ela sacou que havia algo errado,talvez as manchas no meu carro que ela avistou porque sua mãe fez a porr* de uma bagunça em mim quando a matei.
eu ia pra cima do daniel ao ver ele rir mas Isabela me segurou se colocando na minha frente e isto era tudo que impedia Daniel de atirar.
--não importa o que diga Daniel.eu quero que queime no inferno!--respondi cheia de ódio quase esquecendo Isabela na minha frente.
--de você eu não quero nada.vamos Isabela.eu peguei a grana da arrecadação de Fortcastle e tenho os restos que guardei.podemos esquecer tudo isso..virar a pagina!podemos voltar a sermos quem éramos.
--quem éramos?eu não era ninguém..e não sentia nada por ninguém.não espere que eu te der forças daniel.eu não vou com você.
Daniel nos olhou e todo o sentimento que guardava foi solto,uma lágrima correu seu rosto e ele engatilhou a pistola tendo em mente que perdeu sua filha.
fechei meus olhos com Isabela segurando firme minha mão e me abraçando para se proteger e o tiro foi feito.
Fim do capítulo
Penúltimo capítulo e o ritmo não para gostaram do cap? Eu já estou sentindo saudades..
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