Capítulo 55

Capitulo 55 A espreita

de Entrelinhas de um contrato, por millah

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chegar mais uma vez em Fortcastle com aquela necessidade que tinhamos deixava toda aquela elegância ainda mais cruel.

 

--então pode me dizer como vamos fazer para a morgan nos ouvir?logo ela que nos odeia!--indagou Isabela preocupada seguindo meus passos apressados e os de Melo.

 

--eu sei,já sinto ela me jogando da sala pela janela.--falei desacreditada do que estávamos fazendo. Nos colocando em risco por Morgan.

 

--levem ela para minha sala.preciso confirmar que ninguém estranho entrou no colégio.--disse Melo atenta aos alunos que entravam e preenchiam as salas ao nosso redor.

 

--pode levar as figurinhas repetidas?é que..eu não gosto desse tipo de atenção.--falei olhando para a dupla de políciais revirando os olhos para minha fala.

 

--ok.vão.

 

corremos em nossa busca por Morgan e os corredores cheios de alunos entretidos na rotina tomaram um susto ao nos ver.

 

--agora deixam entrar qualquer um aqui em Fortcastle?--disse um cara me olhando dos pés a cabeça.

 

--ela não estava presa?--disse uma garota apontando indignada para mim e as fofocas se repetiam.

 

--ok..agora a gente tem que achar a morgan.--falei a Isabela já suando frio com toda a tensão.

 

--isso é fácil.ela sempre está onde eu estou.

 

continuamos a correr e nossa sala foi o ponto que queríamos.

 

não foi dificil achar morgan na sala.sentada sobre a mesa de pernas cruzadas,com seu uniforme impecável,ela lixava as unhas movendo seu cabelo de milhões sem se importar com o mundo ao seu redor.

 

--morgan!!--a chamei e entramos na sala. Ela nem se preocupou com nossa aproximação,suas unhas eram mais importantes.

 

--olha só quem voltou?pensei que ser presa te tiraria daqui do colégio.pagou sua fiança com boquetes na delegacia?--ela riu e como não senti falta de ser humilhada por aquela vagabunda rica.suspirei quase voando no pescoço dela.

 

--nas circunstâncias atuais,eu sou uma vitima e estou com uma paciência de anjo da guarda hoje.felizmente estou aqui por você.--falei e ela arqueou a sobrancelha nos olhando dos pés a cabeça.

 

--ain o que vocês querem tão cedo?--perguntou ela nos dando um pingo de atenção.

 

--o que você sabe dos negócios do seu pai?meu pai daniel conhece o seu?--isabela foi séria em sua pergunta.

 

--que piada garota.meu pai conhece todo mundo dessa cidadezinha.

 

--então ele também conhece o assassino da mascara.--falei e ela me encarou.

 

--o que estão insinuando?porque posso ter feito as unhas mas vou adorar rasgar a cara das duas.--a ameaça poderia não ser tão grave mas eu tinha toda certeza que ela faria.

 

--Ele está atrás de você.--revelei.

 

--pff besteira.--debochada ela respondeu e era óbvio que ela ia dificultar.

 

--ou do seu pai é claro.que com certeza é mais útil.--Isabela foi certeira.

 

--Ah, por favor! Vocês não têm nada melhor para fazer do que inventar histórias malucas?meu pai não anda com marginais!!--aquele tom provocativo e ansioso de morgan por um tapa de isabela me fez segurar ela antes que isabela realizasse sua vontade.

 

--ele é a porra de um assassino!--Isabela prontamente retrucou e a elevação de sua voz me chamou a atenção.--nem deveríamos estar aqui!

 

--Isabela calma!

 

--ui,defendendo agora bandidos isabela?vai deixar ele me matar?pfff sabia que era mediocre mas agora..que grandes salvadoras são vocês..--Ela bateu palmas e sequer ligava para a raiva de Isabela,na verdade estava adorando irritar ela.

 

--é,ele é a porra do meu pai entendeu!!?eu deveria estar bem longe daqui e não sei que merda ele tem na cabeça para esse extremo mas eu tô aqui, tentando ajudar a mulher que infernizou minha vida desde que pisei nessa escola!acredite,me dói muito estar aqui mas estou..--Isabela foi certeira e por um segundo vi o sorriso de Morgan sumir.

 

--Morgan, nós não estaríamos aqui se não fosse sério. Ele já matou algumas pessoas e sabemos que ele está atrás de você e de seu pai. O mais fácil primeiro..

 

--(rs) Meu pai tem seguranças. Ele não pode me tocar.e se fizer,eu o processo.vocês e o seu pai criminoso.

 

--ela é uma parede de idiotice!--Isabela tampou o rosto de raiva.

 

--calma.morgan,você precisa entender a gravidade da situação.daniel é perigoso.ele ja nos atacou,atacou isabela.precisa nos contar se sabe de algo.

 

--irônico a vida né?quem disse que preciso das duas esquisitonas para me proteger desse merda?

 

--então nos ajude.sei que consegue.--falei e nada do que dar ao ego de Morgan o que tanto necessitava.

 

--..meu pai comprou todas as terras daqui que tem petróleo.nossa familia é rica a gerações.tudo que sei é que muita gente pede grana ao meu pai e nos dias de bom humor ele dá um trocado a eles.

 

--legal..sabe me dizer quantas vezes ele faz isso?--Isabela estava decidida a descobrir a verdade agora que as pistas estavam ficando bem interessantes.

 

--pff vocês são trouxas mesmo.meu pai nunca está de bom humor.agora se me dão licença eu vou ao refeitório.minhas amigas estão me esperando.

 

--mas morgan isso é grave..

 

--foi divertido falar com vocês doidinhas do centro.agora vaza.

 

ela passou pela gente e levou seus servos com ela todos rindo da nossa cara e assistimos impotentes ela ir ao refeitório.

 

--fala sério,ela não vai ajudar,vai nos atrapalhar!com aquela cabeça oca e teimosa meu pai vai fazer um tambor!!--isabela se irritou mas não podíamos parar.

 

--vamos atrás dela.a gente tem que levar ela a diretoria.Não podemos deixá-la sozinha.

 

chegamos ao refeitório e estava cheio. ela foi de encontro das amigas e do namorado que comia e ria se divertindo com o papo dos amigos.o beijo gélido o intrigou.

 

--olha lá parece que toda nossa conversa tirou a paz dela.--falei espiando a Morgan bem próximo da bancada de lanches. Ela estava sem paciência para se maquiar ao lado do namorado.

 

--pelo menos isso.--disse Isabela ao meu lado observando Morgan nada a vontade na mesa alguns metros. Aproveitei o momento e peguei um sanduíche.

 

--isso não é hora summer.--disse ela baixinho para mim.

 

--mas eu vou comer mesmo assim.--respondi mordendo o sanduíche e isabela me encarou.--o que?eu fiquei presa e com fome sabia?

 

--graças a Deus achamos vocês!!!--o susto que tomamos ao rever os dois pirralhos que saltaram na nossa frente quase me fez engasgar, mas agora focados permanecemos sem tirar um olho de morgan.

 

--sério que vão vigiar essa capetinha?--Natalie se aproximou e até baixinho falava.

 

--eu tô com aquela mesma sensação estranha,saber que ela pode virar mais uma vitima ta me consumindo.--disse Isabela vigiando todos ao nosso redor.

 

--pff seria cruel..querer este mal?--perguntou Pablo com um estranho sorriso no rosto.

 

--sim!--Isabela respondeu prontamente.

 

--não..ela deve ter ficado louca.--Natalie respondeu tentando não rir.

 

--fala sério,summer.ela torturou vocês tantas vezes.--Pablo me fez lembrar as piores coisas mas eu tinha que focar no plano.

 

--não é isto que estamos avaliando agora.--respondi para as duas pestes falantes.

 

--dessa vez concordo com os pirralhos.--Isabela falou caindo naquele papo. Sei que ela mais que ninguém tinha seus motivos mas agora tínhamos que ter controle do que sentíamos.

 

--daniel matou a agente porque simplesmente juntos os neurônios e percebeu que eu poderia contar tudo para ela e assim a matou.assim que ela viu mais pistas a seu respeito ele não esperou ela retornar e contar tudo para Gates,ele simplesmente a matou.

 

--ai como eu odeio esse seu jeitinho de heroina.uma vida é o que importa não é?ok.vamos sentar mais próximo.--Isabela me puxou e seguimos mais para perto com os pirralhos sentando do nosso lado.

 

nos enfiamos numa mesa com lugares vagos e continuamos a vigiar.

 

--Morgan, o que você está fazendo aqui? Você nunca aparece na hora de comer.--disse o namorado dela surpreso e ela suspirou.

 

--Não importa, eu preciso falar com você agora.--ela puxou a atenção dele com um agarrão no uniforme tirando sua atenção do prato.

 

ela começou a contar tudo que fizemos na sala para ele e ele voltando a comer ouviu quase tudo atentamente. morgan estava irritada com a perseguição mas não íamos desistir fácil assim.eu olhava para todas as entradas e saidas e o vem e vai de alunos me incomodava.

 

--summer.

 

--sim.

 

--olha para ela.a Morgan ta puta com a gente.

 

olhei para ela e a fúria em seu olhar ultrapassava sua civilidade.a vi levantar com a tigela de comida que seu namorado terminava de comer e a vi vir em nossa direção veloz.aquilo ainda estava quente?

 

ao meu lado,Pablo estava com um casaco desses de times por cima do uniforme e não pensei duas vezes em puxar-lo pelo braço e me cobrir com ele.

 

o lamen escorreu pelo tecido de malha e caiu no piso e o brilho duvidoso nos olhos da Morgan desapareceu. Pablo podia estar sujo mas minha missão ainda continuava.

 

--Não vamos embora até termos certeza de que você está a salvo!--falei largando Pablo e Morgan avaliou minhas palavras.--é uma ironia do caralho mas estamos aqui.

 

--podemos ficar o dia todo nessa Morgan..por mais que eu odeie a ideia.--disse Isabela colocando de lado todos os atritos.

 

--pois ta certo.vamos ate a sala da diretora.Mas só para provar que estou certa e que vocês estão erradas.

 

ela apressou o passo e Pablo olhou para mim ainda enojado.

 

--você me usou como escudo?--ele parecia desacreditado.

 

--fica de boa Pablo. É só macarrão.--falei dando um tapinha nas costas dele.

 

--eu poderia ter virado freddy krueger!

 

entramos na sala da diretora e morgan ja enchia as orelhas da Melo com suas reclamações.

 

--calma morgan!--pediu Melo sem paciência.

 

--elas estão me atormentando com essa merda de assassino,pai,seja la quem for, não me interessa!--o piti dela podia ser ouvido do lado de fora do escritório.

 

--infelizmente são os fatos morgan.--retrucou Melo nos dando apoio.

 

--o quê?

 

--há dois policiais vigiando as entradas deste colégio a procura de daniel.não sei o que ele esta tramando mas pode te prejudicar também.

 

--só porque eu sou rica?!(rs) essa merda vai respingar em mim e na minha familia?

 

--olha, a gente ta te alertando.ele ta atrás de grana e de alguma forma seu pai pode estar ligado a ele.--respondi e finalmente se podia ver uma luz no fim do tunel em Morgan.

 

--daniel é dono das filiais de posto de gasolina da cidade e seu pai, dono de terras cheias de petróleo.--Natalie apontou o caminho das pistas para Morgan.

 

--o que significa que se seu pai tiver comprado o restante de terras cheias de petróleo para ferrar o daniel em abrir novos postos de gasolina ou tomar a frente dele pode ter certeza que você e ele estão muito bem fodidos.--Natalie sabia assustar qualquer um mas Morgan engoliu seco.

 

--meu pai tinha dito que..ter concorrência nos negócios fazia bem..--o tom confiante de Morgan sumiu sob essas ameaças 

 

--então é melhor ficar por aqui.--aconselhei mas toda a tensão já a consumia.

 

--sendo assim eu vou pra casa.vou ligar para o meu motorista e nem tentem dizer mais alguma coisa.--ela ditou autoritária já com o celular na mão pronta para a ligação.

 

não demorou para o carro chique e de vidros escuros chegasse e morgan fosse escoltada pelos policiais ate ele e ficamos da janela da diretora observando ela partir a contra gosto.

 

--ela ainda vai agradecer por isto.--disse Melo aliviava.

 

--não vai não.--respondemos em unissono atrás dela.

 

--sei não,acho que vi um brilho de surpresa boa naqueles olhos demoníacos..ela vai nos deixar morrer nessa e sequer vai falar algo para o pai.--Isabela estava certa. O egoismo de Morgan não tinha limites.

 

--bom,os policiais se asseguraram que o colégio esta muito bem protegido e livre de qualquer invasor.desde que chegamos eles não viram ninguém com o visual de daniel circulando por ai.--revelou Melo sentando-se em sua cadeira e senti um alívio no peito.

 

--Daniel é esperto. Ele pode estar esperando seu momento ser mostrado nas TVs.isso pode ajudar sua fuga. A cidade está bem vazia nas ruas.--falei lembrando do caminho que fizemos para chegar a Fortcastle.

 

--todo mundo já está aterrorizado.--Pablo falou o que todo mundo já sabia.

 

--isso é bom.enquanto aos dois pequenos podem retornar as suas salas.--Melo ordenou e eu entendia e agradecia.

 

--o quê?a gente teve uma grande parcela de ajuda trazendo a Morgan aqui!--Natalie reclamou.

 

--eu podia estar deformado agora!--Pablo segurou o rosto como se aquele macarrão fosse ácido.

 

--vocês somente nos acompanharam.--Isabela riu dos pirralhos observando o piti.

 

--vão!aliás estou quase inclinada a permitir que todos fiquem nas aulas.--ressaltou Melo firmemente.

 

--eu não consigo pensar em nada depois de tudo isto.

 

--nem eu..saber que meu pai é o assassino responsável por toda essa matança..me enche de nojo,náusea..a gente tem que parar ele.--Isabela já tinha se decidido e claro eu também.

 

--(rs) não somos heroinas.somos diretora e alunas! para as aulas.pelo menos vão ficar com a cabeça ocupada.--Melo também se decidiu e agora tínhamos que estudar.

 

saimos de lá desoladas junto dos pivetes.

 

--não acredito que ela vai se acovardar assim.somos os únicos que conhece Daniel tão bem.--falei revoltada seguindo para o corredor de salas com eles.

 

--vocês conhecem meu pai.esse monstro ja não sei se iria ouvir vocês.--Isabela tentou defender Melo mas eu entendia ela querer ocupar a mente.

 

--a questão é que estamos prontos para ajudar.--Natalie pontuou mas eu sabia que ela estava ansiosa para fugir de qualquer aula.

 

--meninas!!

 

viramos o olhar ao fim do corredor e avistamos a Carol nos acenando.ela veio a nós e seu sorriso se abriu.

 

--achei vocês..--Carol se aproximou depressa de nós e fiquei curiosa com ela.

 

--oi Carol como está?

 

--terrivel..mente bem.(rs)vocês dois?deveriam estar em aulas.--disse ela olhando para os pivetes de uma forma bem repreensiva.

 

--a gente ta indo.--Pablo e Natalie seguiram pelo corredor com passos pesados e contrariados.

 

--precisamos conversar garotas.

 

--claro.

 

--me contem tudo la na enfermaria.quero saber de tudo.

 

--a gente esta sob proteção.Melo colocou a policia vigiando as entradas..

 

--ela nem queria vir para o colégio,o que achei decepcionante.--não neguei minha frustração.

 

--ela ta sendo cuidadosa.--Isabela retrucou.

 

--é..imagina..o assassino por aqui.--disse Carol bem distante em pensamentos.

 

Enquanto caminhávamos pelos corredores desertos do colégio, percebi algo estranho na expressão da Carol. Seus olhos pareciam inquietos, e sua voz estava tensa.acho que pensar que daniel poderia estar a espreita era de enlouquecer.eu mesma não suportava o arrepio na espinha.

 

--voce tá bem Carol?--perguntei cautelosa diante de seu olhar perdido.

 

--toda essa tensão..--Carol apertou as próprias mãos contendo sua ansiedade. Eu a conhecia bem,algo a preocupava.

 

--não se preocupe..aqui todos estão seguros.--Isabela a acalmou mas ja estávamos a alguns passos da porta da enfermaria para alívio de Carol.

 

Ao entrarmos na enfermaria, nossos olhos se arregalaram de choque. Lá, parado diante de nós, estava o assassino. E percebemos, tarde demais, que a enfermeira Carol estava sob sua ameaça o tempo todo. Era uma armadilha mortal, e estávamos no meio dela.

 

daniel nos apontou uma pistola e ele,ofegante com o peito quase explodindo de ansiedade puxou a Carol para si.

 

--solta ela daniel!--falei exaltada mas ele alarmou sob minha ação.

 

--hey!SHHHH!!!para de grito!ou vai ver sua velha amiga morrer.--disse ele calmamente.

 

--desculpa meninas.ele apareceu aqui cedinho.--desculpou-se Carol e ele a chacoalhou.

 

--cala a boca.--ditou ele bruscamente.

 

--pai!solta ela,não precisa ser assim.--Isabela quase implorou mas ele negou com a cabeça.

 

--não dá mais para voltar atrás filha. não dá!!agora as duas vão nos acompanhar la pra fora.

 

--as portas estão vigiadas daniel.--falei e ele abriu o sorriso lentamente quase satisfeito em saber disso.

 

--pff..com quem?esses guardinhas aqui de Fortville?não fode summer.vamos sair todos juntos e ninguém vai perceber.vamos,para a área da piscina.

 

--mas que porra..

 

--anda!!!--gritou ele mas não me movi já isabela agarrou meu braço tensa sob a visão de Carol e uma arma apontada na cabeça dela.

 

--solta ela primeiro.ela não precisa ir com a gente.--falei tentando negociar.

 

--ela vai ate onde eu decidir que ela vá.--disse ele contrariado.

 

deixamos a enfermaria e com daniel disfarçado com o jaleco da enfermeira escondendo a arma dentro dele enquanto induzia Carol a andar me encheu de raiva.isabela e eu caminhamos a frente deles indo em direção a área da piscina e realmente não tinha ninguém. ele puxou a grade de onde veio e a passagem fora dos olhos dos guardas foi sua jogada.

 

--anda summer.você também filha.--mandou ele e e estavamos a um passo de deixar para trás o colégio e nossa melhor proteção.

 

--não me chama mais disso.--reclamou ela raivosa mas foi empurrada a andar por ele.

 

--agora!--gritou ele sobre nós.

 

--vão garotas.--pediu Carol temerosa.

 

vi isabela se enfiar entre as barras e logo apos me olhar bem curiosamente ansiosa.logo vi que o fato dela estar pronta para correr e fugir era o motivo dos seus olhos fixarem nos meus.

 

--vai summer!--ordenou daniel e mais uma vez olhei para sua arma.ele ainda mantinha ela dentro do jaleco e o jeito como vigiava os seus arredores me deu tempo para escolher.

passei pelas barras com isabela atenta aos meus passos mas assim que cruzei eu logo entendi o que ela sentia. Era uma chance que não podíamos perder.

 

corremos pela trilha do bosque e foi libertador mas também idiota.a Carol ficou com ele e assim que chegamos no estacionamento novamente ouvi o tiro.paramos e nos viramos novamente para o caminho que viemos e la vinha ele e ela.

 

--summer!!!--a voz de Melo deixando o colégio me alertou e o gelido ar percorreu meu corpo ao ver que tudo se silenciou.

 

isabela veio a mim e cobriu seu rosto em meu ombro com medo e tudo que reparei foi os olhos suplicantes da Carol encontrando os meus.

a angústia era palpável.No entanto, antes que alguém pudesse reagir ou se mover, daniel apertou o gatilho, e o som do tiro cortou o ar como um raio.

 

meu coração parou ao ver não só Melo cair batendo-se na porta da entrada e a Carol empurrar daniel para longe de si.

 

Melo tinha sido atingida no braço e daniel devolveu o empurrão da Carol e desta vez,caida ao asfalto ela ficou na mira dele.

 

seu olhar perdido na própria loucura ja me davam a resposta que eu precisava saber.ele ia atirar.

 

--daniel!!!--gritei e ele não levou um segundo para me encarar raivoso e ofegante.--a gente vai com você!--foi minha melhor cartada.

 

--mas deixa ela ir pai.por favor..--com lágrimas nos olhos Isabela pediu. Eu podia sentir seu nervosismo e temor.voltamos nossos passos e foi os piores metros da minha vida.

 

O que seria de nós agora sob a mira e a moral do nosso maior inimigo?

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
D

Débora123

10/08/2026 às 02:21

Esse Daniel é um louco 

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