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Sob as Sombras de Nova Esperança por Dinha Lins

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Palavras: 2950
Acessos: 16   |  Postado em: 08/08/2026

Capitulo 41

 

Capítulo 41

 

 

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." - Guimarães Rosa

 

Liz e Diana pegaram a estrada rumo à fazenda. O vento entrava pela janela, trazendo o cheiro da terra e o frescor da manhã.

Diana permanecia mais silenciosa, perdida em pensamentos.

- Você está muito quieta, amiga... - disse Liz, olhando de lado.

Diana suspirou, mantendo os olhos na estrada.

- Esperava você mais animada após a noite com a Carol e principalmente depois do café da manhã que tivemos.

- Olha quem fala! Eu não esperava que você fosse dormir com a Alice.

Liz arqueou a sobrancelha e riu.

- Eu... Não aconteceu nada, tá...

- Sei... Não rolou nem uns beijos? A Alice caiu no meu conceito, sabia? Vocês dormiram juntas ou não?

Liz gargalhou, balançando a cabeça.

- Dormir, Diana. Apenas dormir. Ao contrário de você, que não dormiu nada... - disse, provocando.

Diana riu e disse: - Minha querida amiga posso garantir a você que eu e Carol dormimos muito bem ontem a noite!

- Meu Deus Diana! A cara nem treme!

- E vai tremer porque? Eu to mentindo?

Elas riram. Mas, logo Diana voltou ao silêncio. Liz percebeu e suavizou o tom:

- Tá bom, mas agora falando sério... o que realmente aconteceu pra você mudar de ânimo no restaurante?

Diana respirou fundo, os olhos fixos na estrada.

- Eu não mudei. Não sei de onde você está tirando essa ideia.

- Diana... Eu te conheço, o que aconteceu? Vou ser mais direta, porque você mudou ao ser apresentada a Sra Emilia, que é a dona do Raízes?

Diana olhou rapidamente para Liz. Mordeu os lábios e balançou a cabeça, deu um sorriso amarelo e respondeu:

- É que... Emília é irmã da minha mãe.

Liz arregalou os olhos, surpresa.

- Jesus! Será que... Diana ela também ficou surpresa ao saber quem você era... Meu Deus! Será que...

- Não sei... Acho que não estava preparada para encontrar alguém ligado a minha mãe.

- Por quê?

- Não sei. Nova Esperança sempre significou a dor da perda de meu pai, minha infância arrancada de mim,i...

- Tudo sempre girou em torno dele, né?

- Sim...

O carro seguiu em silêncio por alguns instantes, apenas o som do vento preenchendo o espaço.

Liz, inquieta, resolveu quebrar o peso da revelação:

- Olha, se for mesmo sua tia, você acabou de ganhar desconto vitalício no melhor café da cidade. Eu já tô contando com isso, viu!

Diana riu, balançando a cabeça.

- Você não perde a chance de brincar, né?

- Claro que não. Se eu não brincar, você fica aí mergulhada nesses pensamentos pesados. - Liz respondeu, com um sorriso largo.

Diana suspirou, olhando para o horizonte.

- Nunca pensei na família da minha mãe. E agora, de repente, aparece alguém que pode me mostrar esse lado que eu nunca conheci.

Liz colocou a mão sobre a dela, firme.

- Então encara isso como uma oportunidade. Não como um peso. Você merece conhecer essa parte da sua história.

Diana sorriu, emocionada, mas ainda hesitante. - Talvez... mas não sei se estou pronta.

A estrada de terra se abriu diante delas, revelando o portão da fazenda. O verde intenso das plantações e o cheiro da terra molhada trouxeram uma sensação de lar.

Liz respirou fundo, animada: - Ah, eu adoro esse lugar.

Diana riu, finalmente relaxando.

Ao chegarem à fazenda, Liz reduziu a velocidade ao perceber um carro parado próximo ao portão. - Esse carro não é daqui... - murmurou, olhando para Diana.

Diana franziu o cenho, já sentindo o coração acelerar. - Vamos entrar.

Quando abriram a porta da casa, o cheiro de café fresco tomou conta do ambiente. Na sala, estavam Brito e Mariana, sentados, enquanto Tita servia xícaras fumegantes. Mas não foi isso que paralisou Diana.

No sofá, ereta e elegante apesar da idade, estava Dona Iolanda.

- Vovó... - murmurou, quase sem voz.

Dona Iolanda ergueu o olhar, estudando cada traço da jovem. Mesmo sem ter certeza absoluta, algo dentro dela gritava. Levantou-se devagar, aproximou-se e passou a mão pelo rosto de Diana, emocionada. - Por mais que você tente esconder... há certas coisas que é impossível negar. Podemos conversar em particular?

Diana fechou os olhos, sentindo a mão firme e carinhosa da avó. Quando os abriu, lágrimas brilhavam.

Nesse momento, Rico entrou pela porta.

- De quem é aquele carro lá fora?

Ele ficou confuso ao ver a cena, aquela senhora perto de sua irmã que parecia chorar.

- Diana, está tudo bem? Quem é essa senhora?

Dona Iolanda virou-se para ele e, ao encará-lo, levou a mão à boca, chorando emocionada.

- Meu Deus... - murmurou. - Ele parece tanto com o Dário...

Rico olhou para Diana, sem entender nada.

- O que está acontecendo?

Diana respirou fundo, tentando manter a calma.

- Podemos ir para o escritório. Lá será melhor lugar para conversamos.

Com suavidade, ela segurou a mão da avó e a conduziu até o escritório. Rico, ainda atônito, seguiu atrás das duas, sem compreender o peso daquele encontro.

Dona Iolanda entrou no escritório devagar, sentou-se no sofá e fechou os olhos. As lágrimas desciam sem parar, como se décadas de dor finalmente encontrassem uma saída. Diana acomodou-se à frente dela, enquanto Rico se sentava ao lado, ainda confuso.

Alguns minutos se passaram em silêncio, até que Rico, inquieto, perguntou novamente: - Alguém pode me explicar o que está acontecendo? Essa senhora é quem eu acho que é, Diana?

Diana respirou fundo, olhou para ele e respondeu com firmeza: - Sim, Rico.

Dona Iolanda abriu um sorriso em meio às lágrimas. - Meus netos... Ah, Deus! Quanto eu rezei e esperei por esse momento!

Rico ficou intrigado, mexido, sem saber como reagir. Diana, apesar de emocionada, mantinha ainda algumas ressalvas, o coração dividido entre a surpresa e a dor do passado.

Dona Iolanda os olhou encantada, como se quisesse gravar cada detalhe em sua memória. Então, com a voz embargada, pediu: - Posso dar um abraço em cada um de vocês, por favor?

Diana e Rico se entreolharam. Diana assentiu suavemente para o irmão, e juntos permitiram que a avó se aproximasse.

Ela os abraçou em separado, primeiro Diana, depois Rico. O choro veio forte, carregado de tudo o que havia ficado preso por vinte e dois anos: a dor pela perda do filho, o arrependimento por não ter ajudado a nora, a saudade dos netos, a impotência de não saber nada deles por tanto tempo.

Entre soluços, repetia sem parar: - Perdão... perdão, meus queridos...

Diana fechou os olhos, sentindo o peso daquele abraço. Rico, ainda sem compreender totalmente, deixou-se envolver pela emoção, tocado pela intensidade da cena.

O escritório, antes apenas um espaço de trabalho, transformava-se naquele instante em um lugar de reconciliação, onde passado e presente se encontravam em lágrimas e abraços.

Dona Iolanda enxugou as lágrimas com as mãos trêmulas, mas não conseguia conter a emoção. Olhou para Rico e disse, com a voz embargada:

- Você parece tanto com o Dário quando jovem... é como se eu o visse novamente. E você, Diana... tem os olhos do seu pai.

Diana, tocada pelas palavras, respirou fundo e perguntou:

- Vovó... o que a senhora veio fazer aqui? E por que não tenho lembranças da minha infância com você?

Iolanda abaixou o olhar, envergonhada.

- Eu acabei me afastando do meu filho depois que ele se casou com Sandra... e da briga dele com seu avô. Isso me doeu muito, mas eu fui criada na obediência cega ao meu marido. Do meu jeito, sempre que possível, eu tentava ajudar o Dário.

Ela suspirou, como quem busca forças na memória.

- Você não lembra, Diana, mas devia ter uns quatro anos quando estive aqui e passei alguns dias. Foram dias alegres, um pequeno período em que Paulo e Dário fizeram as pazes. Acho que durou um mês, talvez menos. Depois... não sei o que aconteceu, mas eles brigaram novamente. E dessa vez foi ainda mais pesado. Seu avô não queria nem ouvir falar de Dário... nem de você.

Rico, intrigado, perguntou:

- E qual seria a reação dele se descobrisse a verdade agora?

Iolanda fechou os olhos por um instante, antes de responder:

- Só em desconfiar que você, Diana, era filha de Dário, já deixou Paulo com raiva. Mas acredito que, no fundo, ele possa sentir mais raiva por não ter ajudado o próprio filho por orgulho do que por qualquer outra coisa.

Diana suspirou, lembrando-se do passado.

- A última lembrança que tenho do meu avô não é das melhores...

Iolanda segurou a mão dela com firmeza.

- Eu temo pelo seu bem-estar, minha querida. Não por Paulo... mas por Décio e Chico. Eles têm verdadeiro ódio de Dário, dos Medeiros... odeiam tanta gente.... Não sei onde errei com Décio....

Rico franziu o cenho, confuso.

- Quem é esse Chico? - Rico perguntou.

Iolanda respirou fundo.

- Chico é irmão de Paulo, tio de Décio e de Dário... portanto, também tio de vocês. Ele nunca perdoou os Medeiros. O filho dele morreu numa briga de bar com um parente dos Medeiros. No julgamento, o rapaz foi absolvido pela tese de legítima defesa. Mas Chico nunca aceitou.

Rico arregalou os olhos. - Então... o ódio dele vem daí?

- Sim. - Iolanda assentiu.

- Na época, Dário e Otávio eram adolescentes. Eles testemunharam e disseram que foi legítima defesa. Isso causou uma confusão enorme na família. Desde então, Dário foi hostilizado, chamado de traidor, como se tivesse escolhido o lado dos Medeiros contra o próprio sangue.

Diana apertou os lábios, sentindo o peso da revelação.

- Então é por isso que sempre nos olhavam com desconfiança...

Iolanda chorou novamente, a voz trêmula.

- É por isso que eu temo por vocês. Chico nunca esqueceu, nunca perdoou. Ele carrega esse rancor como uma ferida aberta. E Décio... herdou esse ódio. Eles não medem consequências quando se trata de Dário ou de quem carrega o sangue dele.

Rico passou a mão pelos cabelos, nervoso.

- Então estamos em perigo...

Diana olhou para a avó, firme, mesmo com o coração apertado.

- Não vamos fugir disso. Se eles querem guerra, vão ter que encarar a verdade.

O silêncio tomou conta do escritório. Dona Iolanda chorava, arrependida, enquanto Diana e Rico trocavam um olhar cúmplice, entendendo que o passado estava voltando com força - e que precisariam estar prontos para enfrentar os fantasmas da família.

Diana estava tensa, os olhos marejados encarava a avó.

- Vó... e o meu avô nessa história da prisão do nosso pai?

Dona Iolanda ficou em silêncio como se estivesse escolhendo bem as palavras. Diana e Rico olhavam para ela com curiosidade.

- Eu nunca acreditei, meus netos. Nunca! Tenho certeza que Dário não matou o Otávio. Eles eram amigos de muito tempo, e nem mesmo toda a rixa familiar foi capaz de destruir aquela amizade. Pra mim nunca fez sentido essa história e quanto ao seu avô, o Paulo também não acreditava ou acredita até hoje que o filho possa ter matado o amigo... mas preferiu não ajudar. O orgulho dele foi maior que o amor.

Ela suspirou, enxugando as lágrimas.

- Mas Chico... ah, Chico foi o mais feliz com o que aconteceu. Ele sempre carregou aquele ódio contra os Medeiros, e quando Dário foi acusado, parecia que finalmente tinha encontrado a vingança que tanto queria. Um Camargo finalmente vingava o filho dele matando um Alcantara.

Rico, intrigado, se inclinou para frente.

- Então Chico comemorou a prisão do próprio sobrinho?

- Sim. - Iolanda assentiu. - Entenda meu neto que para ele, ali era a realização do maior desejo dele, Otávio morto e Dário o assassino, ambos indiretamente estavam envolvidos na morte do filho dele. Para ele Dário traiu o próprio sangue ao se aliar a Otávio.

Diana então perguntou:

- A senhora sabe de alguma coisa sobre o que aconteceu com meu pai na época em que foi acusado e preso? Principalmente sobre a morte dele na prisão... A senhora tem alguma lembrança, alguma situação chamou a sua atenção na época, ou hoje a senhora veria algo com outros olhos hoje?

Dona Iolanda ficou olhando para Diana, fechou os olhos e após alguns minutos em silêncio disse:

- Você falando assim, lembro de uma cena que nunca saiu da minha cabeça, não sei o porque na época achei estranho. Eu estava na cidade, numa das poucas vezes que consegui ir sem Paulo, durante aquele periodo as coisas estavam bem inflamadas por todos os lados. Então vi o Chico conversando com Régis, que é o atual prefeito. Na época não dei importância, mas hoje... penso diferente. Régis sempre foi muito próximo de Décio, e odiava Dário por ele ter casado com sua mãe, além é claro eu sei que essa amizade dos dois nunca foi ou é inocente.

Diana franziu o cenho e murmurou:

- Régis... sempre por perto.

Iolanda continuou:

- Régis e seu pai chegaram a discutir algumas vezes antes de você nascer Diana, ele nunca aceitou que Sandra tenha escolhido o seu pai e enfrentado a família inteira por amor. Régis era apaixonado por ela.

- Interessante a senhora dizer isso vovó... - Diana então olhou para o irmão, levantou-se, caminhou um pouco pelo escritório como se tentasse juntar algumas peças na cabeça.

Iolanda olhara para a neta, Rico sorriu e disse: - Não se preocupe, daqui a pouco ela volta ao normal, está apenas assimilando o que a senhora acabou de dizer.

Após alguns instantes Diana voltou a sentar diante da avó e ao lado do irmão.

- Vó, posso fazer mais uma pergunta, não tem nada a ver com o passado, é mais uma curiosidade.

- Claro, pergunte o que quiser minha querida.

- A filha do tio Décio é promotora aqui na cidade? O que a senhora pode falar sobre ela?

- Raquel... você deve ter ouvido falar dela, não é? E sim, ela é uma das promotoras de justiça aqui na cidade. Quer sabor o porque sua prima resolveu ser advogada? Ser promotora de justiça? Porque ela nunca aceitou que o tio tivesse sido preso sem um julgamento correto.

Diana arregalou os olhos.

- Como assim, vó? Ela é pouco mais nova que eu... não devia nem conhecer meu pai.

Iolanda sorriu com tristeza.

- Realmente, ela nunca conheceu o seu pai. Mas, eu ajudei a criar Raquel e diferente do pai, ela sempre foi justa, muito apegada a mim. Em alguns momentos de tristeza, eu compartilhei com ela minhas dores pela perda de Dário, sua injusta acusação e condenação. Então ela me prometeu que não deixaria mais nenhum inocente ser preso.

Rico passou a mão pelos cabelos, mexido.

- Então... Raquel pode ser uma aliada nossa?

Iolanda olhou para os dois, emocionada.

- Talvez. Mas é preciso cuidado. Ela é filha de Décio, e isso pesa. Ainda assim, eu acredito que o coração dela é diferente. Ela carrega em si a promessa de justiça, não o rancor do pai.

Diana apertou os lábios, sentindo o coração acelerar.

- Então... existe uma chance de que a verdade finalmente venha à tona.

O silêncio tomou conta do escritório. Dona Iolanda chorava, Rico estava intrigado e Diana, mesmo emocionada, começava a sentir que o destino estava se movendo novamente - e que Raquel poderia ser a chave para reabrir o processo de seu pai.

Dona Iolanda enxugou as lágrimas, respirou fundo e se levantou.

- Meus queridos... eu preciso ir. Mas prometo que vou ajudar vocês e, acima de tudo, proteger. Só peço uma coisa, Diana: não conte ainda que é filha de Dário. Deixe isso em segredo por mais um tempo.

Diana assentiu, emocionada.

- Eu vou respeitar seu pedido, vó. Mas não pretendo esconder isso por muito mais tempo.

Com um último abraço, Iolanda se despediu e saiu da casa.

Logo depois, Diana, Rico, Lavínia e Brito se reuniram novamente no escritório. Diana passou para Lavínia tudo o que ouvira da avó. Lavínia ouviu atentamente e respondeu:

- Eu não investiguei o tal Chico ainda, mas vou pedir para Jarbas fazer uma investigação mais profunda sobre ele e também sobre o caso do filho. Afinal, seu pai estava indiretamente envolvido nessa questão.

Diana respirou fundo.

- Vou atender ao pedido da minha avó e não vou falar que sou filha de Dário... mas preciso que você esteja bem adiantada com tudo, Lavínia. Também quero que investigue melhor minha prima, Raquel.

Rico cruzou os braços, pensativo.

- Raquel pode ser uma ajuda inesperada. Mas como a vó disse, é sempre bom desconfiar. Confesso que estou curioso para conhecer minha prima.

Lavínia abriu uma pasta e mostrou algumas fotos de Raquel. Rico se aproximou, intrigado, observando cada detalhe.

Brito então se manifestou, com voz firme:

- Estou reforçando a segurança da casa grande. Nos próximos dias, os carros blindados vão chegar. Vocês não devem andar sozinhos pela fazenda. Mesmo que não saibam quem vocês realmente são, não é bom brincar com a segurança.

Diana e Rico se entreolharam e concordaram em silêncio. No meio da conversa, uma batida na porta interrompeu o clima.

- Entre! - disse Diana.

Lúcia entrou, visivelmente nervosa.

- Diana... há uma pessoa na sala. Ele pediu para falar com você.

Diana estranhou a situação e se levantou. Os outros a seguiram até a sala. Ao entrar, ela parou, impactada pela presença de Dr. Mário Alcântara.

O homem se levantou, seus olhos fixos nela.

- Diana... - disse com voz firme, mas carregada de emoção. - Acredito que finalmente podemos conversar, não é?

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá pessoal!
Me perdoem pelo atraso nas postagens, mas, alguns acontecimentos familiares me pegaram, precisei desse tempo para digerir a perda! 
Além é claro, como disse há algumas semanas, alguem proximo a mim está doente e precisando de cuidados, a pessoa ainda precisa de cuidados e meu ombro ta ferrado, precisei passar uns dias de novo com ele imobilizado, enfim, essas ultimas semanas foram complicadas por diversos fatores! 
Mas, vida que segue!
Assim que conseguir me organizar melhor, prometo responder os comentários!
E comentem, comentem, façam a alegria dessa escritora! 

Prometo que volto ainda essa semana com mais postagens, provavelmente mais dois capitulos antes do proximo sábado! 
Se vocês comentarem,é claro! Me deixem saber o que estão achando!
Abraços a tod@s!


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