• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • O lago
  • Carolina e o café

Info

Membros ativos: 9630
Membros inativos: 1626
Histórias: 1990
Capítulos: 21,219
Palavras: 53,723,716
Autores: 818
Comentários: 109,701
Comentaristas: 2617
Membro recente: Andressa.arj

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • O e-book do Desafio das Imagens do Lettera — Maio de 2026 chegou!
    Em 25/06/2026
  • Desafio das Imagens 2026
    Em 23/04/2026

Categorias

  • Romances (889)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Mais que benefícios
    Mais que benefícios
    Por Paloma Matias
  • Nada Desvia o Destino
    Nada Desvia o Destino
    Por MalluBlues

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Santa Diaba!
    Santa Diaba!
    Por Thaa
  • Bang
    Bang Bang no Amor
    Por Diana Costa

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (889)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

O lago por Luciane Ribeiro

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 2175
Acessos: 105   |  Postado em: 31/07/2026

Carolina e o café

 

Se Joyce resolvesse aparecer naquele instante, eu teria um problema enorme.

- Você desconhece ou simplesmente ignora as boas regras de educação? Não deveria aparecer na casa dos outros a essa hora da manhã sem avisar.

Carolina deu de ombros.

- Eu ia vir ontem à noite. Quis te encontrar assim que soube que você se enfiou no meio do mato atrás daquele caminhão. Sei que você é dedicada ao trabalho, Laura, mas precisa se lembrar de que não é uma super-heroína.

- Eu sei disso.

Ela caminhou até a cozinha como se conhecesse a casa.- Onde está seu coador? Sei que você prefere café coado no pano em vez da cafeteira.

- Está naquele armário.

Ela já ia abrir a porta quando tentei interrompê-la.

- Acho melhor tomarmos café na padaria.

Carolina parou e me olhou com curiosidade.

- O que foi? Você parece ansiosa.

- Não estou.

Ela diminuiu a distância entre nós e segurou meu rosto com as duas mãos.

- Tem certeza? Parece que estou te deixando nervosa.

Meu coração disparou.

Não por causa dela.

Mas porque eu conseguia imaginar Joyce entrando na cozinha exatamente naquele instante.

Afastei delicadamente as mãos de Carolina do meu rosto.

- Vamos logo para o CD. Temos muito trabalho pela frente.

Ela me estudou por mais alguns segundos, como se tentasse entender o que estava acontecendo.

Depois sorriu.

- Tudo bem. Mas antes eu vou fazer esse café. Afinal, trouxe um pacote do seu favorito.

- Também quero te mostrar uma coisa que descobri nas minhas investigações preliminares.

- Espere. Vou me vestir primeiro.

Carolina sorriu.

- Por que essa vergonha toda agora? Já vi toda a beleza que você esconde por baixo dessas roupas.

Lancei um olhar sério para ela.

- Se continuar agindo assim, vou te expulsar.

Ela ergueu as mãos em sinal de rendição.

- Certo, certo...

Apontei para a sala.

- Espere aqui. E nada de bisbilhotar a minha casa.

- E o lago? Posso dar uma olhada nele?

Suspirei, vencida.

Ela não desistiria enquanto eu não dissesse que sim.

- Fique à vontade. Já volto.

Subi as escadas quase correndo.

Quando entrei no quarto, Joyce já estava vestida.

Bastou olhar para seu rosto para perceber que ela tinha ouvido alguma coisa.

- O que essa mulher está fazendo aqui?

- Ela veio só ver como eu estava.

Joyce cruzou os braços.

- Não parece ser só isso.

Respirei fundo.

Fui até ela, a abracei e depositei um beijo leve em seus lábios.

Joyce continuou imóvel, me observando em silêncio, como se esperasse uma explicação capaz de diminuir o incômodo que sentia.

- Ela nem deveria estar aqui.

- Eu sei.

- Quem aparece na casa dos outros usando um pijaminha daqueles e um roupão?

 Não consegui conter um sorrisso.

- Ela realmente não tem muito senso de limites. Não se importe com ela.

Beijei seu pescoço, depois sua boca e, sem perceber, voltei ao seu pescoço outra vez.

Joyce tentou manter a expressão séria, mas acabou cedendo ao beijo.

O plano era distraí-la por alguns segundos.

O problema é que eu também estava me distraindo.

 Joyce suspirou e segurou firme minha cintura daquele jeito decidido que sempre fazia meu raciocínio desaparecer.

Sem que eu notasse, ela me fez recuar até a cama.

Só então me dei conta de que minha blusa já havia ido parar em algum lugar do quarto.

- Amor...

- Hum?

Respirei fundo, tentando organizar os próprios pensamentos.

- Tenho uma visita...

Ela demorou alguns segundos para entender.

- Tem???

Assenti, ainda tentando recuperar o fôlego.

Foi nesse instante que um barulho vindo da cozinha me trouxe de volta à realidade.

Logo em seguida, ouvi a voz de Carolina:

- Laura! Por que está demorando tanto? Precisa de ajuda para trocar de roupa?

Joyce fechou os olhos por um instante e soltou o ar devagar.

Depois saiu de cima de mim, visivelmente contrariada.

- Amor... por favor... me deixa ir.

 Ela arqueou uma sobrancelha.

- Não estou te segurando.

 Sorri e segurei sua mão.

- Está, sim.

- Estou?

 Assenti.

- Tem uma corda invisível me prendendo a você.

_Vá antes que eu decida ir dar um oi.

Meu corpo ainda estava quente quando voltei para a cozinha.

O cheiro de café já tomava conta do ambiente, e Carolina estava de pé do lado de fora, observando as águas calmas do lago.

Ao me ouvir, virou-se sorrindo.

- Que demora!

- Desculpe. Estava procurando uma roupa que não precisasse passar.

Ela me olhou por alguns instantes, estreitando levemente os olhos.

- Você está vermelha.

Senti o rosto esquentar ainda mais.

- Te deixei envergonhada?

- Está calor.

Ela sorriu de canto, claramente sem acreditar.

- Você não tinha algo para me mostrar?

Ela foi até a bolsa, pegou o computador e o colocou sobre a mesa.

- Olhe.

Abriu alguns arquivos e girou a tela na minha direção.

- Esses foram os funcionários que investiguei ontem. Todos parecem limpos, menos um.

Observei a ficha enquanto ela continuava.

- Ele desconversou durante a entrevista e deu versões diferentes de onde estava na hora do incêndio.

Meu olhar percorreu as anotações.

- Também descobri outra coisa. A pessoa que desligou o sistema de combate a incêndio usou um cartão de acesso que havia sido dado como perdido três dias antes.

Franzi a testa.

- Então o cartão foi encontrado por alguém.

- Ou nunca foi perdido de verdade.

Ela ampliou a planta do CD na tela.

- E tem mais. A pessoa que desligou o sistema não pode ser a mesma que iniciou o incêndio. Pela distância entre a sala de controle e o depósito, não haveria tempo suficiente para chegar lá antes do fogo começar.

Cruzei os braços.

- Então havia pelo menos duas pessoas envolvidas.- E, considerando que os homens que roubaram o caminhão sabiam tudo sobre ele e sobre os motoristas, devo concluir que essas pessoas estão trabalhando juntas.

Carolina assentiu.

- Isso deixa as coisas ainda mais perigosas. E também deixa você vulnerável.

Ela sustentou meu olhar por alguns instantes.

- Não deve confiar em ninguém além de mim.

Sorri de canto.

- E você lá é confiável?

Ela devolveu o sorriso.

- Já provei que sou.

Cruzei os braços, esperando que continuasse.

- Do contrário, eu teria mentido para a sua ex e confirmado que nós tivemos um caso.

Meu sorriso desapareceu.

- Ela tinha certeza. Só precisava que alguém confirmasse... mesmo que fosse uma mentira.

Fiquei em silêncio.

Ela tinha razão.

Se Carolina quisesse me prejudicar, aquela teria sido a oportunidade perfeita.

Mas não foi o que ela fez.

Peguei o café que ela tinha preparado, adocei e dei uma boa golada.

Tive que admitir: ela realmente sabia fazer café do jeito que eu gostava.

- E então? O que achou?

- Admito. Está excelente.

Ela sorriu, satisfeita.

- Já podemos casar. Sei fazer o café do jeito que você gosta.

Antes que eu pudesse responder, Carolina deu um passo à frente e me deixou presa entre ela e a mesa.

Sustentou meu olhar daquele jeito sedutor que parecia desafiar qualquer tentativa de resistência.

- Também sei te tocar do jeito que você gosta.

Antes mesmo que eu tivesse a chance de afastá-la, a campainha tocou.

Afastei-me imediatamente e fui até a porta.

Quando a abri, encontrei Sara com uma expressão que deixava claro que ela estava pronta para a guerra.

- Sara? O que está fazendo aqui?

Ela cruzou os braços e sorriu de canto.

- Alguém me ligou dizendo que precisava de uma distração para conseguir sair da casa de uma certa pessoa.

- Quem viria à sua casa a essa hora da manhã?

- Bem... é melhor você ver por si mesma. Mas já adianto que não vai gostar. E, para deixar claro, não fui eu quem a convidou.

- Não acredito!

Ela passou por mim e foi direto para a cozinha.

Parou na porta e encarou Carolina como se tentasse analisá-la até a alma.

Carolina, por outro lado, não pareceu intimidada.

Na verdade, continuou com o mesmo sorriso provocador.

- Olha, olha... Parece que não sou a única querendo ter algo de volta. Bom dia, Sara. Quer um café?

- E você continua tentando ter o que é dos outros.

Carolina fechou a expressão.

Por um instante, achei que fosse responder à altura.

Mas ela escolheu recuar.

- Infelizmente, nosso agradável café da manhã foi invadido por uma nuvem escura. Vou para casa antes que certas pessoas decidam agir como selvagens novamente.

Sara deu um passo na direção dela.

Carolina simplesmente a ignorou.

Colocou o computador de volta na bolsa.

Depois pegou minha caneca térmica, encheu-a de café, pegou dois pães, passou requeijão com calma e colocou uma generosa fatia de queijo em cada um.

Em seguida, embrulhou tudo em um papel-toalha e guardou na bolsa.

Olhou para mim e sorriu.

- Continuaremos nossa conversa depois. Vou tomar um longo banho. Se quiser me fazer companhia, sabe onde me encontrar.

- Oferecida.

Carolina apenas sorriu.

- Foi um prazer revê-la, Sara. Tenha um ótimo dia.

Depois que Carolina foi embora, Sara olhou para mim como se estivesse prestes a me afogar no lago.

- Você não acha que dá liberdade demais para ela?

- Carolina não precisa que eu a deixe fazer nada. Ela simplesmente faz o que acha que deve.

- Onde está a Joyce?

- No meu quarto.

Sara foi até a porta e gritou:

- Joyce!

Poucos segundos depois, ela surgiu com uma sacola e uma manga enorme nas mãos.

- Manga!?

- Sim! O vô Jeremias trouxe para mim. Quer? Tem muitas.

- Claro. Mereço um presente por ter que encarar aquelazinha logo cedo.

Joyce sorriu.

- Concordo! Obrigada por vir me salvar.

Sara pegou a manga, mas continuou séria.

- Como consegue ficar tão tranquila sabendo que aquela mulher estava aqui tentando seduzir sua namorada?

Joyce deu de ombros.

- Não importa que ela tente. Quem dorme, quem beija e quem abraça a Laura sou eu. Quem estava, literalmente, na cama dela era eu.

Sara ainda parecia inconformada.

- Ainda assim... é melhor ficar de olho.

- Estou.

Joyce estendeu a sacola na direção dela.

- Agora pegue. Estou te dando metade das minhas mangas em agradecimento por ter vindo.

Sara finalmente desfez a cara amarrada e se despediu de nós toda feliz, carregando suas mangas.

Joyce se sentou à mesa da cozinha e começou a se servir do café da manhã preparado por Carolina.

- Acho que tenho que aprender a fazer café. Detesto admitir, mas minha rival faz um café excelente. Corro o sério risco de ser substituída.

Aproximei-me, sentei em seu colo, de frente para ela, e beijei sua boca.

- Prefiro você, mesmo que seu café seja um atentado aos amantes da cafeína.

Ela sorriu.

- Está tentando me distrair de novo?

- Está funcionando?

- Talvez...

Ela me colocou sentada sobre a mesa e começou a me beijar de maneira selvagem, intensa, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar e ficar quente.

Nossas roupas iam caindo no chão, peça por peça.

Meus pelos se arrepiaram quando senti suas mãos subindo pela minha coxa, enquanto ela beijava meu ombro, meu colo e se demorava em meu pescoço.

Senti uma mordida.

- Joyce!

- Desculpe. Foi um acidente.

- Acidente nada. Foi intencional!

Ela sorriu.

- O que tem demais?

- As pessoas vão ver. Logo vai começar um burburinho sobre quem fez isso.

Ela ergueu uma sobrancelha.

- As pessoas ou a Carolina? Está com medo do que sua outra namorada vai pensar?

Olhei para ela, incrédula.

- Quer mesmo começar uma discussão sobre isso? De novo?

_Não! Eu não sei por que disse isso.

- Se disse, é porque está te incomodando.

Ela suspirou.

- Sim. Na verdade, está. Tentei ignorar, mas ela aparecer praticamente de pijama na sua casa foi um pouco demais para a minha paciência.

Sorri de canto e segurei seu rosto.

- Ela poderia estar nua que não faria diferença. Ou já esqueceu quem estava com a mão dentro da minha calcinha enquanto ela me esperava na cozinha?

Ela me encarou por um instante.

Eu ainda estava irritada, mas fiquei ainda mais quando ela começou a rir.

- Você tem razão, meu amor. Me perdoa?

 Cruzei os braços.

- Não! Vai embora! Não quero mais você!

 Ela fingiu pensar por alguns segundos.

- Tem certeza? Posso, então, tentar conquistar a Carolina. Ela é bem bonita.

- Joyce! Vou te morder!

 Ela sorriu, claramente satisfeita por me provocar.

- Eu deixo. Assim ficamos quites.

 Aproximou-se mais um pouco.

- E, já que tiramos as roupas, acho que devíamos tomar banho juntas para poupar tempo.

Ela disse isso já me levando em direção ao banheiro.

 Fizemos tudo, menos poupar tempo.

 Acabamos nos atrasando e tive que lhe emprestar uma das minhas roupas.

 Sara e minha irmã, que já sabiam de todos os acontecimentos daquela manhã, vieram lhe dar carona.

 Assim, não chamaríamos a atenção chegando juntas, depois de ela deixar aquela marca no meu pescoço.

 

 

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior

Comentários para 15 - Carolina e o café:

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web