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A volta do amor que nunca se foi por priskelly

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Palavras: 4418
Acessos: 519   |  Postado em: 03/07/2026

Capitulo 38

Por Daniela

Parecia mentira toda aquela loucura que estávamos vivendo, mas graças a Deus, tudo tinha corrido bem na cirurgia da minha amiga e Gabriela estava de volta sã e salva para nós novamente. Embora Marcela ainda estivesse muito abalada com tudo o que aconteceu, eu tinha certeza que com Gabriela ao seu lado, ela conseguiria encontrar forças e dar a volta por cima.

Depois de recebermos notícias, Micaela tinha conseguido convencer os pais a irem para casa e descansar para voltarem na manhã seguinte. Robson tinha ido levar os sogros até em casa, já que estavam muito abalados para dirigir depois de tudo que havia acontecido. Por sua vez, Renata também já tinha ido para casa prometendo retornar no dia seguinte. As únicas que ainda permaneciam no hospital éramos eu, Marcela com Gabriela, Bárbara e Micaela.

– Mãe, eu tô com sono. Vamos pra casa?

 Gabriela choramingou no colo de Marcela, e só então parei para ver que já estava muito tarde. Olhei para Bárbara ao lado de Marcela, e vi que sua expressão também parecia cansada. 

– Vamos sim, minha princesinha. – Marcela falava toda meiga com a criança e eu não pude deixar de achar aquilo a cena mais fofa que eu já tinha visto. – Micaela, você se importa se eu levar a Gabriela para minha casa hoje?

– Claro que não, Marcela. Você sabe que tem toda liberdade para isso sem precisar pedir autorização. Leva ela sim. Ela teve um dia muito difícil e precisa descansar.

– Espera! Você vai ficar sozinha com ela? Não acha melhor ficar no meu apartamento hoje? Vocês tiveram um dia muito cheio e talvez ter companhia seja melhor para você, Marcela. – Bárbara se pronunciou atraindo a atenção de todas nós.

– Obrigada Bárbara, mas a Gabi pode estranhar. Eu quero que ela se sinta em casa novamente. 

– Tudo bem, mas promete que qualquer coisa que precisar você liga para alguém? 

– Prometo sim. Bom, eu vou indo e amanhã nós voltamos logo cedo para ver a Hanna. Micaela, qualquer coisa me liga independente do horário, por favor. 

– Não se preocupe, cunhada. 

Micaela respondeu com naturalidade e eu não pude deixar de estranhar vê-la aquela forma dela falar, afinal de contas, ela sempre foi muito ciumenta com a irmã, mas agora deixava claro que embora seu ciúmes, ainda assim ela aprovava a relação entre Hanna e Marcela. Não apenas aprovava, como também apoiava. 

– Isso é muito estranho. Desde quando você deixou de lado os ciúmes que cultiva pela Hanna, a ponto de tratar a Marcela como cunhada? – Perguntei incrédula para minha amiga mais velha. 

– Ué, não é isso que ela é minha? Hanna não é mais aquela garotinha que eu pegava no colo para proteger. Não me resta muito o que fazer além de aceitar os fatos. 

Marcela me encarou e sorriu tão largo que eu cheguei acreditar que o sorriso iria rasgar seu rosto.

– Meninas, eu vou indo também. O dia foi um inferno hoje, e estou quebrada. 

Aquele sotaque português invadiu meus sentidos e eu ainda tentava entender como ela conseguia mexer comigo com o simples fato de falar qualquer palavra. Era como se sua voz fosse um estimulo para meu corpo. 

– Vai sozinha? Eu posso te levar em casa. – Marcela se ofereceu, mas a mulher recusou.

– Não se preocupe, Marcela. Eu posso pegar um táxi, já que meu carro ficou no apartamento. Leve sua filha para casa. Ela precisa descansar!

Bárbara passou a mão carinhosamente nos cabelos de Gabriela, que estava quieta nos braços de Marcela enquanto a cabecinha repousava em seu ombro. 

– De jeito nenhum que vou deixar você ir sozinha de táxi a essa hora da noite. Espera só um pouquinho. Logo o Robson retorna e eu te levo. – Eu disse decidida. 

Percebi os olhos de Marcela e Micaela queimando meu corpo, mas as ignorei. Não era como se eu soubesse me explicar aquela altura.

– Não começa com paranoia, Daniela. Nada vai acontecer comigo. Fica fazendo companhia para a Micaela.

Bárbara dizia e eu só conseguia pensar em como era possível meu nome ficar perfeitamente lindo sendo pronunciado por aquela boca… aquele sotaque… aquela mulher?!

– Não discute comigo, mulher. Será possível que você não consegue ser menos chata e implicante uma só vez? Vou te levar e pronto. 

Ela revirou os olhos, cruzou os braços com irritação, mas voltou a sentar na cadeira que estava antes. Aquela reação da portuguesa me fez sorrir, porque pela primeira vez ela acabou aceitando algo que eu falava sem que fosse preciso entrarmos em uma longa discussão. 

Olhei para as duas à minha frente que sorriam com malicia nos olhos.

– O que foi? Nunca me viram, não? – Ergui uma sobrancelha tentando intimidá-las

– Eu não acredito que Daniela Gaspar, a maior galinha dessa cidade, aquela que sempre fez questão de deixar claro que jamais iria namorar sério, finalmente está apaixonada. Pior, está arriada os quatros pneus por uma mulher. É sério isso? 

Micaela zombava da minha cara arrancando risos contidos de Marcela. Olhei em desespero para o lado onde Bárbara estava sentada, rezando aos céus para ela não estar prestando atenção naquela conversa, e de fato ela não estava. Nunca fiquei tão feliz por ver alguém mexendo em um celular como naquele momento. 

– Shiiiiiiiiiiiiiu! Não fala essas coisas tão alto assim. E deixa de ser idiota, que eu não estou apaixonada por ninguém. 

– Pela amor de Deus, Daniela. Não subestime nossa inteligência! Desde que a Bárbara chegou, você está louca por ela. Essas implicâncias de vocês são... Como é mesmo que ela costumava falar de mim e Hanna, Micaela?

– Tesão reprimido.

As duas idiotas explodiram em uma gargalhada, e até a pobre da Gabriela se assustou. 

Revirei os olhos e bufei de raiva. 

– Mas vem cá, conta ai para nós. Vocês já ficaram? 

– O quê? Tá doida? Eu já disse que não estou apaixonada por ela. Além disso ela me odeia, ou vocês não perceberam?

– Ah pode parar, Daniela. Assim você ofende meu senso de observação. Aposto que vocês já deram uns amassos por aí. – Micaela falou analisando meus olhos que prontamente foram desviados dos seus. – Nem precisa responder. O fato de você não ter trans*do nas últimas semanas, já responde minha pergunta. 

– O quê? – Micaela só poderia ser uma bruxa. Como ela adivinhou meu histórico sexual dos últimos tempos? – Como você pode afirmar isso? 

– Queridinha, você me subestima demais. É claro que você não tem trans*do. É só olhar sua pele e o péssimo humor para saber.

Fiquei indignada olhando para cara de Micaela, enquanto Marcela sorria ao lado da cunhada. 

– Dani, se a Bárbara te odiasse ela jamais teria voltado a sentar quando você disse que iria levá-la em casa. Provavelmente você teria apanhado pela ousadia. Vai por mim, se você não desistir vai ganhar essa batalha. – Marcela  não podia imaginar, mas meu coração parecia uma escola de samba diante daquelas palavras. – Mas use camisinha e tome energético porque essa ai ó... É muita areia para seu caminhãozinho.

– Vai precisar fazer duas viagens. – Micaela zombou novamente me fazendo querer matá-la e sumir com o corpo. 

– Vão se...

– Ei, olha a boca. Temos uma criança no recinto. 

A voz de Bárbara soou grave demonstrando claramente sua indignação por algo que eu sequer cheguei a dizer, já que logo obedeci ao seu protesto. As duas amigas da onça voltaram a gargalhar ainda mais alto dessa vez, e vi um sorriso descarado surgir no rosto de Bárbara. Ela era a coisa mais linda do mundo! 

– Voc... Você estava ouvindo tudo? 

– Apenas o suficiente para saber que você não trans* a algumas semanas. – Ela deu de ombros parecendo indiferente e me deixando com cara de idiota. – O que aliás é algo bem interessante de saber, tendo em vista que você costuma falar bastante do seu desempenho. Aconteceu algum problema? 

Eu até tentei formular qualquer coisa na minha cabeça para conseguir responder aquela clara provocação gratuita, mas a verdade é que sequer consegui dizer nada. 

– Meu Deus, mas tá muito trouxona mesmo! Vou te dar um babador de presente viu? – Micaela piscou para mim e eu poderia apostar que estava vermelha igual um camarão. 

Depois de me zoar bastante, finalmente Marcela foi embora com Gabriela, que choramingava para dormir. Robson não demorou a voltar ao hospital e então segui com Bárbara para levá-la em casa. 

Não sei o que diabos me deu na cabeça, mas no caminho para o estacionamento observei que Bárbara parecia com frio e sem sequer pedir licença a abracei pela cintura a puxando para junto do meu corpo. 

 

Por Bárbara

Daniela era a pessoa mais inconstante que eu já havia conhecido. Ela tinha atitudes que me pegavam de surpresa e me deixavam sem saber como agir. Há pouco tempo estava dizendo para as amigas que não sentia absolutamente nada por mim, mas agora, sem ao menos me falar qualquer coisa, me puxou para junto do seu corpo em um abraço aconchegante seguindo assim até seu carro. Sim, eu poderia me afastar dela facilmente se eu quisesse, mas o problema era justamente esse, eu não queria e isso era irritante.

Fiquei em silêncio durante todo o caminho para meu apartamento e percebia que de vez em quando Daniela me olhava, mas eu não estava disposta a falar nada com ela, nem mesmo provocá-la. Me sentia exausta e não podia negar que estava chateada com ela. Eu tinha ouvido toda a conversa que ela estava tendo com as amigas no hospital, e posso dizer que me surpreendi por me sentir incomodada com a afirmação que ela não sentia nada por mim, mas também não era como se eu pudesse esperar um pedido de casamento vindo dela. Daniela claramente não era o tipo de pessoa que queria nada sério com ninguém, e não seria comigo que iria ser diferente. 

– Está entregue. – Sua voz soou interrompendo meus pensamentos.

– Obrigada!

Ficamos ali nos olhando em silêncio como se estivéssemos jogando algo que onde seria a ganhadora aquela que primeiro conseguisse decifrar o que existia no pensamento da outra.

– Bom, eu acho que vou indo. Você está cansada, teve um dia difícil e eu não quero incomodá-la. 

Por mais que uma parte de mim quisesse ficar longe da baixinha, eu não podia negar que a outra parte se desesperava quando pensava em vê-la longe, então, por impulso mais uma vez agi totalmente contrário do que minha cabeça ordenava… mais uma vez agi com o coração. 

– Por que não sobe um pouco comigo? Definitivamente não vou conseguir dormir fácil hoje. Talvez seja bom ter um pouco de companhia.

Daniela me olhava meio indecisa, mas eu vi em seus olhos o quanto ela ficou feliz com aquele convite inesperado. Ela acabou aceitando e seguimos juntas para o apartamento, e mais uma vez o silêncio tomou conta do ambiente quando entramos no elevador, mas dessa vez, ao contrário do carro, nós nos olhávamos sem desviar do contato visual.

Eu não conseguia entender o que ela tinha que me deixava daquela forma, sem palavras e sem saber como agir, isso era completamente diferente da Bárbara que eu costumava ser. Eu me recriminava por dentro por permitir que algo assim acontecesse comigo, mas era como se fosse mais forte que eu, e quando via já estava fazendo, falando ou agindo completamente diferente do que a minha cabeça ordenava.

Entramos no apartamento e ela parecia nervosa demais. Bem mais que eu para ser sincera. 

– Se importa se eu for tomar um banho? Prometo não demorar.

– Não! Fique à vontade. Você quer comer alguma coisa? – Ela perguntou de forma amigável e só então pude sentir meu estômago roncando.

– Agora que você falou, percebi que realmente estou faminta. Mas vai pedir o que a essa hora? 

– Gosta de comida japonesa? – Ela perguntou esperançosa e sorri com aquele jeito moleca. 

– Gosto muito!

– Então vá para o banho e não se preocupe com o resto. 

Acabei demorando mais do que esperava no banho. Meu corpo pediu por isso e fiquei feliz ao sentir como se uma tonelada tivesse saído das minhas costas. Depois que vesti uma roupa confortável fui para a sala e encontrei Daniela diante de uma barca enorme de comida japonesa, que me fez salivar na mesma hora. 

– UAU! Onde você encontrou isso a essa hora da noite, Daniela? – Fui logo me sentando já tentando imaginar por onde começar aquela degustação. 

– Tenho meus contatos. Essas mordomias são uma das melhores partes por ser uma pessoa adorável e todos me amarem.

Revirei os olhos em desaprovação aquele jeito sedutor, e ela sorriu.

– Aposto que foi alguma peguete que felicitou sua vida. – Falei apontando para a comida. 

– Poderia ser um peguete também, mas não foi nem um e nem outro. 

– Você se acha demais, sabia disso?

– Sempre escuto isso, mas nada nunca foi comprovado.

Ela falou sorridente e percebi o quanto ela estava ficando à vontade naquele momento comigo. Apesar de sempre dizer ao contrário, mas a verdade é que eu adorava aquele jeito extrovertido dela. Na verdade, aquela era uma das coisas que eu mais amava nela, porque além de ser algo extremamente fofo tornava-se também muito fácil conviver com ela.

Pela primeira vez tivemos um momento leve juntas. Jantamos entre risos e conversas que eram sobre tudo e nada, mas que estava me fazendo um bem enorme. Sem ao menos perceber estávamos nos conhecendo e fiquei surpresa quando percebi que tínhamos muitas coisas em comum.

Já era madrugada quando Daniela olhou no relógio e espantou-se com as horas. 

– Nossa, já está muito tarde. Eu preciso ir embora e deixar você dormir.

– Espera. – Me levante rápido tomada pelo impulso mais uma vez. Acho que isso estava virando rotina.  – Seria muito estranho se eu pedisse para você dormir aqui hoje? Já está muito tarde e ... Bom, pode ser perigoso. 

– Não acredito no que estou ouvindo. A grande Bárbara De Veiga, pensando que alguma coisa pode ser perigosa? Eu deveria ter filmado isso. Se eu contar ninguém vai acreditar em mim.

– Você é muito idiota, sabia disso? Estou quase me arrependendo por ter feito o convite. 

Daniela encurtou a distância entre nós e fez um carinho meigo em meu rosto me fazendo piscar várias vezes com aquele gesto.

– E você é muito marrenta. A marrenta mais linda que eu já vi. 

Aquelas palavras me pegaram totalmente de surpresa. Eu não consegui formular nenhuma resposta, mas meu coração respondeu por mim, senti as batidas acelerarem em uma proporção incomum. Não é como se eu não tivesse mais me relacionado com ninguém depois da traição da minha ex noiva, mas nenhuma mulher que já fiquei me fez sentir o que Daniela fazia mesmo sem termos nada. Era um sentimento totalmente novo, e por mais que eu desejasse, eu não estava conseguindo fugir. 

Daniela avançou em minha direção sem tirar os olhos da minha boca e com maestria me tomou em seus braços como se fosse a coisa que estivesse mais acostumada a fazer. Deixei os pensamentos de lado e me entreguei totalmente àquele beijo que me acusava sensações únicas.

Não demorou muito para que eu pudesse perceber que já estávamos no meu quarto. Aquilo parecia um caminho sem volta, onde nossos mundos tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo estavam se encontrando no corpo uma da outra. 

Naquele momento eu não conseguia resistir, eu não podia, eu não queria. Daniela tinha total controle sobre meu corpo. Ela se afastou lentamente com os olhos fixos nos meus… até pensei em protestar, mas a visão da sua blusa sendo retirada foi o suficiente para não me fazer pensar em mais nada que não fosse tê-la na minha cama. 

Senti seu corpo quente ficando sobre o meu enquanto retirava minha roupa com uma habilidade absurda. Meu desejo para sentir cada pedacinho de Daniela em mim, fez com que eu buscasse seus lábios em um beijo quase que indecente, mas eu pouco me importava com isso, eu só queria ch*par aquela língua macia enquanto sentia suas mãos conhecendo cada parte exposta do meu corpo. Se em outro momento eu não queria reconhecer o que estava sentindo, naquele momento eu só queria sentir cada vez mais aquela sensação de paixão ardente.

As mãos de Daniela tomaram meus seios sem vergonha alguma, e não pude deixar de gem*r baixo sobre seus lábios que até então me beijavam delirantemente.  Senti a boca de Daniela descer por meu pescoço e sua língua molhada fazia todo o caminho para meu seio me fazendo arrepiar inteira. A única peça de roupa que cobria meu corpo era minha lingerie, mas praticamente fui à loucura quando senti Daniela quase rasgá-la demonstrando o quanto seu desejo estava deixando-a fora de si. 

Pude sentir o hálito quente de Daniela no meu seio que estava rígido diante dela. Vi seus olhos de malicia encarando meu corpo e um sorriso de canto surgir em sua boca, o que achei completamente torturante aquela distância de segundos entres nós duas. 

– Vai ficar só olhando? Juro que esperava mais de você. – Minha voz soou provocativa ocasionando um sorriso ainda maior em seu rosto.

– Acha mesmo que tenho cara de quem só olha? 

Não tive tempo de responder uma só palavra, pois logo senti meu seio sendo ch*pado com habilidade por aquela boca rosada. A forma como ela me tinha fácil seria algo assustador em outro momento, mas naquele momento eu só conseguia sentir um prazer jamais experimentado antes. Senti suas mãos passearem pelo meu corpo enquanto ela me deixava louca com sua língua circulando os bicos rígidos dos meus seios, suas mãos eram macias e meu corpo respondia a cada toque, mas para mim toda aquela calma e falta de pressa dela era uma tortura a qual eu estava sendo submetida. Sua mão alcançou minha intimidade ainda coberta pela calcinha de renda e percebi um sorriso surgir em sua boca quando sentiu o quanto vergonhosamente a minha calcinha estava encharcada e que por sinal só piorou ainda mais quando senti um movimento circular sendo feito por cima do tecido fino.

– Preciso confessar que tê-la desse jeito é um sonho que estou realizando desde o dia que te conheci. 

Sua voz rouca sussurrou no meu ouvido antes de me beijar os lábios novamente me deixando completamente entregue e com uma respiração ofegante. Seus beijos foram sendo distribuídos por todo o meu corpo enquanto seu polegar pressionava e circulava minha intimidade por cima da calcinha que claramente já não tinha mais salvação. Quando finalmente Daniela atingiu seu objetivo, me olhou como se pedisse permissão para retirar minha calcinha. Seus olhos eram de puro desejo, e eu não tinha forças para negar que também queria aquilo. Acenei com um gesto simples de cabeça e sem demora a baixinha retirou a peça de tecido fino me deixando totalmente exposta para ela. Seu sorriso encantador quase conseguiu me deixar envergonhada, mas não tive tempo para isso, Daniela abriu minhas pernas se encaixando entre elas e beijando toda a extensão do meu sex* que a essa altura pulsava para ela. O que eram simples beijos tornaram-se cada vez mais intensos quando foram substituídos por ch*padas e lambidas, às vezes lentas e outras mais rápidas e deliciosas. A forma como ela me fazia sua mulher, jamais nenhuma outra fez. A forma como meu corpo reagia a tudo que ela fazia, nunca senti com nenhuma outra mulher. Sentir Daniela me ch*pando daquela forma era deliciosamente torturante e viciante, seus dedos estimulavam meu clit*ris na mesma intensidade que sua língua me penetrava e entre gemidos eu só conseguia pedir por mais enquanto automaticamente segurava seus cabelos pressionando levemente sua cabeça naquele lugar. 

Com Daniela cheguei a um orgasmo duplo e por mais que me sentisse exausta meu corpo implorava por mais e sem demora eu obedeci. Sem que ela pudesse esperar troquei de posição com ela tomando total controle da situação. Naquele momento, observando aqueles olhos dilatados e o sorriso cafajeste que surgia em sua boca, pude perceber que ela seria meu vício. 

 

Por Daniela

Eu não poderia negar que pela primeira vez na vida me senti intimidada em ir com uma mulher para cama, não que eu não quisesse aquele momento com Bárbara, mas com ela eu sentia que era algo diferente, algo que iria além do físico. No entanto o desejo foi maior, tê-la em meus braços me fazia sentir mais viva do que de fato eu sou e sua entrega me deu coragem para prosseguir sem medo. Cada parte do seu corpo era como uma droga, eu estava me tornando uma viciada em Bárbara, e quando senti seu corpo estremecer pelo orgasmo que lhe proporcionei, não foi o meu ego que se manifestou, mas sim meu coração que batia descompassado. 

A boca de Bárbara beijava todo o meu corpo que a essa altura estava completamente nu já que a mesma fez questão de tirar tudo. Seus dedos longos passeavam pelo meu corpo me deixando arrepiada e arrancando um gemido rouco. Ela se afastou um pouco de mim e quando nossos olhos se encontraram foi como se uma explosão de sentimento tomasse conta do meu coração. Nunca havia sentido algo assim durante o sex*, mas Bárbara parecia ser mestre em despertar sensações desconhecidas por mim.

– Você é tão gostosa que nem sei como consegui resisti muito tempo.

Sua voz rouca com aquele sotaque viciante fez meu corpo estremecer em resposta. Bárbara parecia não ter pressa, mas estava claramente determinada a me torturar com cada toque seu.

– Não tem porque resistir agora. Eu sou toda sua! 

Foi a única coisa que consegui dizer antes de colocar minhas mãos em seus ombros trazendo-a para junto do meu corpo novamente sentindo a pressão dos nossos sex*s se encontrando. Meu gemido de prazer com aquele contato foi baixo e diria que até tímido, mas Bárbara percebendo minha excitação mostrou um sorriso prazeroso e fez questão de rebol*r sobre meu sex* enquanto sua boca encontrou os meus lábios em um beijo profundo e desesperado. Era como se nossos corpos implorassem por contato e estivessem querendo recuperar todo o tempo perdido em uma única noite.

– Peça o que quiser e eu só vou te obedecer. Digamos que somente essa noite você quem manda.

O sussurro no meu ouvido me deixou ainda mais molhada e entregue para Bárbara.

– Te quero dentro de mim! 

Novamente ela sorriu e sem desgrudarmos nossas bocas segurei delicadamente em sua mão guiando-a até meu sex*. Dessa vez foi Bárbara quem gem*u sob meus lábios. Senti Bárbara me penetrar e dessa vez deixei escapar um gemido alto e rebolei sobre seus dedos no mesmo instante. Mais um dedo foi colocado e os dois se movimentavam com uma precisão maravilhosa como se ela fosse experiente em saber meus pontos fracos. O vai e vem que Bárbara fazia no meu sex* era a coisa mais deliciosa que eu já tinha experimentado na vida e eu queria sentir mais, muito mais. Seus dedos escorregavam facilmente devido a minha excitação que aumentava a cada estocada.  

– Faz assim... – Minha voz era falha. – Desse jeito Babi, bem ai!

– Goz* em meus dedos, minha baixinha. 

Me bastou ouvir esse pedido e não demorou muito para meu corpo estremecer nos dedos de Bárbara me fazendo pensar que aquela era a sensação mais maravilhosa do mundo. Senti ela retirando seus dedos levemente e quando pensei que ela iria parar por ai, sua boca alcançou meu sex* ch*pando toda minha intimidade como se fosse um desperdício deixar para trás aquele liquido.

Minha respiração estava totalmente descompensada e meu coração ainda parecia com uma escola de samba já que as batidas eram muito aceleradas. Nunca me senti tão entregue na cama como naquele momento com Bárbara. Estávamos deitadas lado a lado tentando recuperar o fôlego, olhei para o lado e a vi ali com o corpo nu e suado e eu desejei sentir mais perto do meu. 

– Vem cá! Chega mais perto. 

Pedi com carinho e logo ela deitou com a cabeça no meu peito. Nossos corpos suados e ainda quentes era algo que me incomodaria e me faria correr daquela cama inventando qualquer desculpa se fosse com outra pessoa, mas com ela era diferente. Passei um braço por trás das suas costas trazendo-a para mais junto de mim. O silêncio só não era ainda maior porque nossas respirações estavam pesadas demais.

– No que tanto pensa? – Perguntei fazendo carinho em seus cabelos. 

– Não sei exatamente, mas isso tudo é tão... Inacreditável. – Uma de suas mãos estavam no meu peito passando as unhas levemente me fazendo sentir uma sensação deliciosa.

– Eu sei! Se me contassem que eu viveria algo assim com alguém, eu jamais acreditaria. Não que eu fosse uma freira, mas a entrega total assim foi algo que sempre fugi completamente, mas com você é... É diferente! Não é como se eu pudesse escolher.

– Você me deixa confusa. – Ela respirou profundamente e pude perceber que aqueles sentimentos confusos não eram uma exclusividade minha. – Uma parte de mim quer ficar longe de você para não me machucar, mas a outra parte não me dá muita escolha. 

– Devo deduzir que está arrependida? 

Perguntei já me sentindo triste, pois se existia uma coisa que no momento eu não queria era que ela se arrependesse do que acabamos de viver.

Bárbara levantou o corpo para me olhar e pela primeira vez vi em seus olhos uma expressão de total passividade. 

– O quê? Claro que não! Arrependimento é algo que eu não sinto nesse momento. – Sua mão acariciou meu rosto. – Digamos que eu não esperava, mas definitivamente foi a melhor surpresa da minha vida. Eu só estou confusa comigo mesma. Com meu interior, entende?

– Entendo! Eu também me sinto assim.

Nossos lábios se encontraram em um beijo calmo e apaixonante e então voltei a falar quando desgrudamos.

– Não sei exatamente como definir o que sinto, mas quero descobrir em seus braços. 

Ela me olhava como se pudesse ler minha alma e como resposta recebi um beijo demorado, calmo e diferente de todos os outros que já trocamos. Não demorou muito para dormirmos abraçadas com nossos corpos colados completamente nus.

Fim do capítulo


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