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Contrato de Risco Romântico por Lady Texiana

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Palavras: 3267
Acessos: 431   |  Postado em: 10/06/2026

Capitulo 21 - Protocolos de Vestuários e Outras Revelações Marginais

Os quartos da mansão dos Fields era o retrato cuspido e escarrado da obsessão de Althea por controle. Paredes pintadas num tom que parecia clareado milimetricamente por um designer minimalista, cortinas de linho tão pesadas que barravam qualquer brisa vinda das colinas de Hertfordshire e camas king-size com lençóis de fios egípcios esticados com tanta força que a superfície parecia um bloco de mármore polido. Dava agonia até de sentar para não amassar.

Mas no segundo em que a porta de madeira maciça do antigo quarto de Phoebe bateu e o trinco correu, isolando as duas do resto daquele hospício aristocrático, o verniz de civilidade desmoronou. A atmosfera mudou num piscar de olhos, deixando de ser um tabuleiro de xadrez corporativo para virar puro instinto.

Isla não quis saber de compasso de espera ou de dar tempo para Phoebe cruzar o tapete de lã. Ela deu um passo largo, segurou a executiva pela cintura com aquela pegada firme e sem rodeios de quem retoma uma posição invadida, prensando-a contra o próprio corpo sem a menor cerimônia. O contraste da textura macia do suéter de tricô de Phoebe com o toque calejado, quente e firme das mãos de Isla desfez qualquer resquício das formalidades idiotas que a biblioteca tentara impor minutos antes.

- Você é um tesão, Cooper - Phoebe murmurou contra os lábios de Isla. Suas mãos já estavam cravadas nos ombros da chefe de segurança, puxando-a para perto com uma urgência que ela mal conseguia disfarçar.

- E você me deixa louca, chefe - Isla respondeu com aquele tom rouco e encorpado, antes de calar a boca da CEO com um beijo que carregava toda a eletricidade acumulada das últimas horas de fingimento.

O beijo começou com uma voracidade que fez Phoebe perder o rumo. Isla a empurrou contra a madeira da porta, usando o peso do corpo para ditar as regras do jogo. As mãos da segurança subiram rápido, abandonando a cintura e entrando por baixo do tricô do suéter, os dedos encontrando a pele quente das costelas de Phoebe. A executiva soltou um suspiro arfado, um som que morreu direto na boca de Isla enquanto as unhas de Phoebe arranhavam de leve o tecido da camisa social de botões da outra.

Phoebe enredou os dedos nos cabelos loiros de Isla, puxando-a com força enquanto os beijos da segurança desciam pelo seu maxilar e alcançavam o pescoço. Isla conhecia os pontos fracos da executiva; encontrou aquela região sensível bem perto da clavícula e sugou a pele ali com uma pressão deliberada, fazendo Phoebe arquear as costas e soltar um palavrão baixinho que passou longe do vocabulário de uma CEO de Mayfair.

- Cooper... o jantar... - Phoebe tentou balbuciar, as pernas vacilando quando Isla deu uma mordida de leve na lateral de seu pescoço, bem em cima da pulsação que corria acelerada.

- O cronograma tá sob controle, Fields. Relaxa - Isla sussurrou, a boca colada na pele úmida, deixando mais uma marca evidente e indiscutível ali antes de se afastar devagar. Seus olhos verdes brilhavam com uma malícia indisfarçável. - Agora anda, vamos arrumar nossos figurinos antes que mandem um sargento nos buscar.

***

Dez minutos depois, o cenário no closet era de pura comédia se não fosse trágico.

Phoebe, vestindo apenas um roupão de seda preto, encarava o próprio reflexo no espelho de moldura dourada com uma cara de quem acabou de ver o fechamento do mercado financeiro despencar noventa por cento. Na lateral esquerda de seu pescoço, duas marcas vermelhas, nítidas e escandalosamente vívidas berravam contra a palidez de sua pele. Ela passava as mãos pelas araras de roupas trazidas de Londres com uma velocidade desesperada, os cabides batendo uns nos outros num tique-taque irritante.

- Não, não, não... Não é possível - Phoebe sibilou, jogando um vestido de alças finas em cima do colchão. - Eu não fiz isso. Eu não esqueci.

Isla, que já estava vestindo a calça social preta e ajustava as abotoaduras de sua camisa branca com uma calma que dava vontade de esmurrar, olhou para ela pelo espelho.

- O que foi, Fields? Esqueceu o manual de etiqueta na cobertura?

- A gola alta, Isla! - Phoebe virou de frente, os olhos castanhos soltando faíscas. - Eu estava tão distraída com você e depois revisando as planilhas do primeiro trimestre para o tio Freddie e o raio do cronograma da holding que só escolhi os vestidos pelo caimento. Todos os modelos que eu trouxe para essa noite têm decote canoa ou corte em V. Não tem um mísero centímetro de tecido aqui para esconder o estrago que você fez no meu pescoço.

Isla soltou uma risada aberta, ruidosa, sem um pingo de remorso na cara. Ela terminou de abotoar o punho da camisa e caminhou até a executiva, parando logo atrás dela. Suas mãos espalmaram nos ombros do roupão de seda de Phoebe, os polegares fazendo uma massagem leve na musculatura tensa, bem perto dos ch*pões.

- Bom, a culpa do design ali é minha, não vou mentir - Isla brincou, olhando o reflexo das duas e dando um sorriso de canto. - Mas pensa pelo lado dos negócios: isso aí só valida a nossa história de "casal recente e intenso" para a dona Althea. É prova física, irrefutável. Ninguém vai poder dizer que é armação.

- O Arthur e o Julian vão passar o jantar inteiro fazendo piadinha escrota e comentários pedantes sobre a "falta de decoro", e o meu tio vai achar que eu perdi as rédeas da minha própria vida - Phoebe massageou as têmporas, embora um sorrisinho nervoso estivesse tentando escapar de seus lábios. - Eu sou a porr* da CEO de uma multinacional de cosméticos, Cooper. O mínimo que as pessoas esperam é que eu saiba aplicar um corretivo de alta cobertura e nem isso eu trouxe. - Lamentou.

- Deixa os dois manés falarem, Fields - Isla se inclinou e deu um beijo rápido na bochecha corada de Phoebe. - De onde eu venho, a gente não esconde o que é bom. Aliás, se pudesse, mostraria o estrago que você fez nas minhas costas também, ia ser um escândalo! - Disse, sorrindo. - Põe o vestido. Se os "gêmeos de Aberdeen" vierem encher o saco, a gente usa a Penélope de escudo humano ou eu dou um jeito de puxar o tapete deles.

***

Quando as duas desceram a escadaria principal para o salão de jantar, o clima já era de evento oficial. A névoa de Hertfordshire tinha descido de vez, engolindo os jardins do lado de fora, e as luzes dos lustres de cristal criavam um ambiente que parecia saído direto de um drama de época da TV. A imensa mesa de carvalho estava montada para doze pessoas, mas os convidados de fora ainda estavam se espalhando pelo terraço onde outras mesas estavam arrumadas. No salão, o núcleo duro do clã Fields se reunia ao redor do aparador de bebidas para os coquetéis.

Phoebe usava o vestido de seda verde-escuro. O caimento era perfeito, esculpindo seu corpo com uma elegância absurda, mas o decote canoa deixava a lateral do seu pescoço completamente exposta. Era impossível não ver. Isla vinha um passo atrás, usando um terno feminino escuro sob medida, com os primeiros botões da camisa branca abertos, exalando aquela postura de quem sabe exatamente o tamanho do próprio impacto no ambiente.

Não deu três minutos. Arthur, que já tinha trocado a calça manchada de terra por outra peça impecável de alfaiataria, avistou as duas e ergueu sua taça de champanhe com um sorrisinho de deboche que fez os dedos de Isla coçarem com a vontade de socar aquela cara de almofadinha. Julian estava logo ao lado, fingindo ler um catálogo de arte contemporânea, mas com o ouvido atento.

- Ora, ora, Phoebe... - Arthur destilou, a voz arrastada com aquela empáfia típica de quem acha que o mundo lhe deve favores. - Pelo visto, o ar puro do interior despertou um lado... digamos, bem mais primitivo na gerência da Fields Cosmetics. Eu não sabia que os novos contratos de segurança corporativa incluíam intervenções físicas tão... marcantes no pescoço da nossa CEO.

Julian tirou os olhos do catálogo, ajeitando os óculos redondos com um ar de superioridade intelectual que dava preguiça.

- É uma escolha estética bastante visceral para os padrões de Mayfair, não acha, Arthur? Parece que a tal da "fineza geométrica" que discutíamos no críquete deu lugar a um comportamento mais condizente com os alojamentos de quartel.

Phoebe respirou fundo, fechando a mão ao redor da sua taça de vinho com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram brancos. Ela já estava abrindo a boca para triturar o primo com um relatório detalhado sobre as perdas financeiras que o fundo dele teve no último mês, mas uma voz estridente e carregada de deboche cortou o salão como uma lâmina.

- Mas vocês dois são uns idiotas mesmo, puta que pariu! - Penélope surgiu de trás de uma das colunas de mármore, segurando uma taça generosa de gim com tônica. Ela vestia um smoking feminino de veludo vermelho vibrante que quebrava todo o tom sóbrio da sala. Parou bem na frente dos irmãos, cruzando os braços e encarando-os com um desprezo que daria orgulho a qualquer um.

- Penélope, por favor, estamos apenas... - Arthur tentou começar, mas a irmã nem deixou ele terminar a frase.

- Fica quieto, Arthur! Você e o Julian são tão patéticos que dá vergonha de ter o mesmo sobrenome - Penélope disparou, a voz alta o suficiente para fazer um dos garçons desacelerar o passo e alguns membros da família girarem o pescoço, acompanhando a confusão que começava a se instalar. - Vocês estão aí, engomados até o pescoço, cochichando feito duas comadres invejosas porque viram um roxo no pescoço da Phoebe? Faça-me o favor! Arthur, a última vez que uma mulher chegou perto do seu pescoço foi para checar se você ainda tinha batimentos cardíacos no meio de um daqueles seus monólogos insuportáveis sobre a bolsa de valores. Você é um deserto de carisma absoluto!

Julian tentou intervir, o rosto vermelho: - Nós só estávamos comentando sobre o decoro...

- Decoro o caralh*, Julian! - Penélope se virou para ele, sem dó nem piedade. - Você passa o ano inteiro se vangloriando de suas escapadas românticas que eu duvido que existam, mas quando vê um sinal de que a sua prima tem uma vida sexual ativa de verdade, fica aí, se abanando feito uma virgem vitoriana? Me poupa! Quando foi a última vez que você saiu com alguma mulher? Não deve nem lembrar!

Ela deu um gole no seu gim e continuou olhando fixo para os dois:

- A verdade é que vocês dois morrem de inveja. Morrem de inveja porque a Phoebe trabalha dez vezes mais que vocês, bota o dinheiro que sustenta os luxos de vocês para dentro da holding, que as decisões de vocês só dão prejuízo, todo mundo sabe e agora arrumou uma mulher que, além de ser uma profissional do caralh* que botou ordem naquela palhaçada de segurança que o papai tinha contratado, claramente sabe o que faz na cama. Então, engulam o recalque, peguem o champanhe de vocês e sumam daqui antes que eu comece a falar alto sobre como as ex namoradas de vocês reclamavam das suas "incompetências", se é que me entendem.

Arthur engoliu em seco, as orelhas queimando de tanta vergonha. Julian fechou o catálogo de arte com um estalo e os dois deram meia-volta, saindo em direção ao terraço com o rabo entre as pernas.

Phoebe soltou o ar, dando um sorriso aliviado e olhando para a prima.

- Caramba, Penélope. Você não tem filtro nenhum. Obrigada.

- Que isso, prima. Eu vivo para ver esses dois idiotas passando vergonha - Penélope deu uma piscadela para Isla, erguendo a taça num brinde silencioso. - E Cooper, parabéns pelo trabalho de campo. É bom ver que alguém finalmente trouxe um pouco de vida e de cor para essa dinastia de robôs engomados. Se precisar de mais lenha para queimar esses dois abobados, é só me chamar.

Isla soltou aquela gargalhada rouca que Phoebe tanto adorava, balançando a cabeça.

- Pode deixar, Penélope. Se o estoque de paciência acabar, eu te aciono como reforço tático imediato.

***

O tilintar insistente de uma colher de prata batendo contra uma taça de cristal Baccarat chamou a atenção de todo mundo para o centro do salão. Althea Fields estava de pé, posicionada na cabeceira da mesa principal. Ela usava um vestido longo de alta costura preto que parecia esculpido no seu corpo, os cabelos presos de forma impecável, sem um único fio fora do lugar. A mulher exalava aquela aura de poder que fazia o silêncio se instalar no recinto por puro instinto dos presentes. O tio Freddie estava sentado logo à sua direita, com a cara fechada de sempre, girando o gelo no seu copo de uísque.

- Se me dão um minuto da atenção de vocês antes de passarmos para o jantar com os demais convidados - Althea começou, a voz calma, limpa, mas que cortava o ambiente sem precisar fazer nenhum esforço de projeção. - Como todos sabem, o nosso encontro anual em Hertfordshire serve para alinhar as expectativas das empresas da família, mas também para celebrarmos as escolhas que mantêm a nossa família sólida. A Phoebe trouxe a senhorita Cooper, que além de namorada da minha filha, é a nossa chefe de segurança e já provou, tanto nas planilhas quanto na prática, que não veio aqui para brincadeira. Ela é uma adição fantástica ao nosso convívio.

Althea desviou o olhar por um milésimo de segundo direto para a lateral esquerda do pescoço de Phoebe. Os olhos castanhos da matriarca brilharam com uma ironia fina, um divertimento silencioso que fez Phoebe engolir em seco e enrijecer o corpo por instinto, mas Althea não disse uma palavra sobre o assunto. Apenas continuou:

- No entanto, eu também tenho a minha própria cota de atualizações para fazer esta noite. E resolvi aguardar uma introdução formal para este momento, com a família reunida, além de nossos amigos mais íntimos, claro.

A porta lateral que dava para as salas de estar se abriu. Um homem jovem entrou no salão. Ele não devia ter mais de cinquenta, cinquenta e cinco anos - basicamente poucos anos mais velho que Phoebe. Tinha um porte atlético, os cabelos escuros cortados num estilo moderno e milimetricamente desalinhado, e vestia um terno de corte impecável, mas sem gravata, que quebrava completamente toda aquela sobriedade pesada e vitoriana da mansão. Ele caminhou com passos firmes e uma autoconfiança absurda direto para o lado de Althea. Quando chegou perto, Althea pousou a mão com uma naturalidade espantosa sobre o antebraço dele - um gesto de carinho e cumplicidade que ninguém ali dentro jamais tinha visto a matriarca fazer desde que o pai de Phoebe falecera.

O tio Freddie travou na hora. O copo de uísque ficou parado no meio do caminho até a boca, e ele encarou a cena como se estivesse vendo uma fraude fiscal acontecer na sua frente.

- Este é Gabriel - Althea anunciou, mantendo o tom de voz perfeitamente estável e seguro. - O Gabriel é diretor de desenvolvimento de plataformas digitais em Berlim e, há alguns meses, é o meu par romântico. Ele vai passar o resto do fim de semana com a gente.

O silêncio que caiu no salão foi tão bizarro que dava para ouvir o barulho do vento batendo nas vidraças externas. Arthur, que estava bebendo um gole de champanhe no canto, começou a tossir, engasgado, espalhando perdigotos bem no rosto de Julian, que estava próximo. Julian tirou os óculos e começou a limpar a sujeira das lentes com o lenço do bolso, piscando várias vezes como se o cérebro dele tivesse entrado em curto-circuito.

O tio Freddie bateu o copo de uísque na mesa com força, a cara amarrada numa carranca violenta, as sobrancelhas quase se colando de tanta irritação.

- Althea, você enlouqueceu? Um caça-dotes? É isso? - Freddie resmungou, a voz ríspida de puro choque. - Esse rapaz aparenta a idade para ser seu filho! Isso é ridículo.

- Ele tem a maturidade e a visão de negócios, Frederick - Althea rebateu na velocidade da luz, com uma calma venenosa que fez o cunhado calar a boca. - E a liquidez das empresas de tecnologia dele em Berlim dispensa qualquer tipo de palpite da sua parte. Aliás, eu não dei palpites quando você arrumou aquela jovenzinha bem mais nova que seus próprios filhos, então agora dispenso seu julgamento.

Phoebe ficou parada, olhando para a mãe e depois para Gabriel. A ficha demorou alguns segundos para cair. Althea Fields, a dona das regras, a defensora da moral, dos bons costumes e da tradição aristocrática britânica, a mulher que passara as últimas décadas cobrando postura, sobriedade e casamentos de conveniência com lordes falidos da alta sociedade, estava namorando um gostosão da tecnologia que tinha quase a mesma idade da própria filha.

A quebra de protocolo era tão gigantesca, tão absurdamente fora de qualquer script que aquela casa já tinha visto, que Phoebe sentiu uma cócega começar a subir pelo peito. Ela tentou segurar, mordendo o lábio inferior e olhando para o teto, mas não deu. Quando ela olhou para o lado e viu Isla prestando uma continência mental, com um sorriso de canto e uma cara de "sua mãe é foda", a CEO da Fields Cosmetics perdeu o controle.

Phoebe soltou uma gargalhada alta, limpa, escandalosa, daquelas de preencher o salão inteiro. Ela deu um passo à frente, rindo tanto que precisou apoiar a mão livre no braço de Isla para não se desequilibrar, erguendo a sua taça de vinho na direção do novo casal.

- Seja muito bem-vindo a este hospício, Gabriel! - Phoebe exclamou, a voz embargada pelo riso, os olhos castanhos brilhando de pura diversão enquanto encarava a mãe com um nível de respeito que nunca tinha sentido antes. - Você vai precisar de um estômago de ferro e de muita paciência para aguentar os almoços de domingo com o meu tio ranzinza, mas pelo visto, a gerência dessa família finalmente se modernizou. Parabéns, mãe! Foi uma jogada de mestre. Um excelente investimento de portfólio.

Althea Fields sustentou o olhar da filha e, pela primeira vez em anos, deu um sorriso aberto, genuíno e cheio de satisfação, erguendo a sua taça num brinde de volta.

- Obrigada, Phoebe. Eu apostava que, de todas as pessoas com o sobrenome Fields nessa mesa, você seria a única com visão de mercado suficiente para entender a necessidade de atualizar os nossos ativos. - Disse, divertida.

O tio Freddie deu mais um resmungo, torcendo o nariz e virando o resto do seu uísque num gole só, mas a essa altura, ninguém mais estava ligando para a opinião dele. Penélope já estava puxando Gabriel para uma conversa animada sobre as noites de Berlim, e Arthur e Julian continuavam num canto, boquiabertos e sem saber o que fazer com os próprios pés.

Isla acompanhou o movimento da mesa, soltando sua risada rouca e passando o braço pela cintura de Phoebe de forma casual, trazendo a executiva para perto enquanto o salão começava a se esvaziar em direção ao terraço. O jantar em Hertfordshire ia ser um evento e tanto, mas com as defesas da velha guarda totalmente estraçalhadas e o tabuleiro virado de ponta-cabeça, Phoebe sabia que a noite era delas. E ninguém, nem mesmo o protocolo britânico e a empáfia do resto esnobe da família, seria capaz de estragar aquilo.    

Fim do capítulo


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Comentários para 21 - Capitulo 21 - Protocolos de Vestuários e Outras Revelações Marginais:
Socorro
Socorro

Em: 10/06/2026

Kkkkkkkk

genial ....... não  esperava por essa kkkkkkkk

 

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