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O Poder do Agora por Zanja45

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Palavras: 5370
Acessos: 15   |  Postado em: 12/05/2026

Notas iniciais:

Ficção Científica.

Livre

Nenhum personagem ou palavras escrita aqui tem a ver com a vida real. Tudo é fruto da imaginação. Então qualquer relação é mera coincidência mesmo.



Capitulo 1

Anne Catherine seguia sua rotina cansativa e exauriente, acabara de sair do observatório, local que desempenhava com disciplina metódica seu trabalho enquanto astrofísica. Mas sua vida não se resumia apenas a isso, porque ela tinha um casamento que ultimamente tinha se tornado muito deprimente, drenava quase toda sua energia, porque como ela passava muito tempo em meio às suas pesquisas, então não dispunha de muito tempo para dar atenção a sua mulher e a sua filha. 


Então as brigas eram constantes, muitas cobranças/exigências que sua esposa Cassandra François fazia. — E aquilo já a estava desgastando muito. — Ela queria que as coisas fossem diferentes entre elas, porém aquelas brigas constantes, desconfiança que a esposa tinha a respeito dela, estava se tornando insustentável. E o único lugar que se sentia bem ultimamente era em meio ao seu trabalho.


Enquanto ela estava perdida em suas divagações não percebeu o que acontecia à sua volta, pois estava muito distraída, perdida em seus próprios pensamentos e também um tanto melancólica, para prestar atenção a qualquer movimentação que estava ocorrendo. E o que aconteceu a pegou completamente desprevenida, submetendo sua mente a um estado de pânico, pois a adrenalina  chegou a estágios inaceitáveis, bombeando o sangue numa velocidade tremenda para uma pessoa como ela, que não estava acostumada a enfrentar perigos como aqueles — aumentando consideravelmente sua pressão arterial. 


Foi quando notou que no reflexo para se defender, acabou perdendo os óculos durante a luta corporal para tentar fugir da emboscada que estava sendo vítima. Ela avistou os óculos caído no chão de paralelepípedos a mais ou menos um metro de distância dela. Era possível avistar o estado lastimável que ele havia ficado. A lente do lado direito encontrava - se estilhaçada devido ao impacto com o solo. Logo em seguida sentiu algo pesado a golpeando na nuca, amarraram seus pulsos um no outro com fita adesiva de cor cinzenta. — Fixaram bem, dando umas três voltas ao redor dos pulsos, amarram sua boca com fita adesiva da mesma forma que fizeram com os seus pulsos, para que não emitisse nenhum som enquanto eles enfiav*m - na dentro de um Furgão de cor laranja. 


Ela começou a entrar em estado de choque, ao imaginar as coisas que pretendia mudar em sua vida, em relação a sua própria esposa, e parece que naquele exato instante estava sendo retirado dela essa oportunidade. — como ela gostaria de ter outra chance, de ser uma pessoa melhor, ter uma atitude ou postura diferente do que estava tendo em relação a vida e as pessoas a sua volta.


Ela nunca tinha se preparado para viver um momento como aquele, pois ela só pensava em viver para o trabalho, e acabava negligenciando as outras coisas boas da vida. — Depois desses pensamentos, ela simplesmente apaga, só acordando no dia seguinte, num lugar muito escuro, uma espécie de bunker de madeira, não dava para descrever absolutamente nada naquela escuridão tremenda. 


No entanto, de repente a porta se abre com um clique metálico, alguém se revela em meio aquela escuridão. Em que meus olhos ainda estavam sensíveis à claridade que vinha de fora, pois ficou ao que parece por tempo demais na escuridão, que não conseguia ver claramente as coisas à sua frente com exatidão. A primeira coisa que ela vê quando a pessoa se materializa, que agora percebe que é um bunker praticamente, todo revestido de madeira, sendo apenas uma parede de tijolos.


A pessoa trazia nas mãos dela um lampião a gás que coloca pendurado em um suporte ao lado da porta e imediatamente a porta é fechada — Dava para ver que ali está equipado com uma pequena habitação, composta por banheiro, uma pequena cozinha americana e uma cama de casal a qual ela se encontrava amarrada com cordas de nylon presas aos pés da cama.


Quando o sequestrador chega próximo de onde estou, posso ver algo chocante, porque a pessoa fica visível diante de meu campo de visão e sua identidade é revelada pra mim. — É igualzinha a mim — Fico extremamente chocada porque não sabia que tivesse uma irmã gêmea, mas essa constatação é que possivelmente existia essa possibilidade, pois não era possível que existisse uma pessoa tão parecida comigo neste mundo que não fosse minha irmã gêmea. — Catherine acaba por constatar isso.

— Enquanto estou digerindo essa verdade sobre a existência de uma pessoa tão idêntica a mim. — Parecendo que viemos da mesma mãe. — Não parece haver outra explicação.

— Ela chega próxima a mim e fala:

— Você deve estar se perguntando quem sou eu, não é mesmo?

— E ri cinicamente para mim com a obviedade que representava aquele momento.

— E diz : “O futuro é reflexo do presente”.  — Você já ouviu essa expressão?

— certamente que sim — Como astrofísica já deve ter ouvido essa célebre frase dezenas de vezes — Você deve estar curiosa sobre mim — Uma pessoa idêntica a você aparecendo assim do nada!

— Você pode mensurar a dimensão que isso implica?

— Catherine pergunta o que realmente está acontecendo ali?

— A sequestradora fala: — Use sua inteligência, doutora!

— E gargalha fortemente ao ver minha cara de incredulidade.

— Você está dificultando as coisas pra mim, mas vou elucidar para que tudo fique bem claro.

— Eu sou a versão sua que já existe num mundo paralelo a esse.

—E sabe o que vai acontecer, doutora?

— Um de nós vai ter que morrer.

— Adivinha quem? Ah, não me olhe assim!

— A lógica é que não pode existir dois corpos idênticos ocupando o mesmo espaço, minha cara!

— Tem que haver equilíbrio no universo.

— E como minha sósia, você deveria compreender isso que estou lhe falando!

— Isso mesmo, vou te matar e assumir sua identidade neste mundo.

— Catherine fica em estado de choque com aquela revelação absurda.

— Não pode acreditar em tanta sandice.

— Mas ela ao que tudo indicava estava sob os domínios de uma pessoa muito perigosa.

— Não sabia até que ponto ela estava disposta a ir com aquelas alucinações de realidade paralelas. — Aquele misticismo todo. — Será que ela era escrita no canal do Youtube da Library Of Toth? Seguidora de alguma crença antiga, que acredita que é possível acessar outras dimensões? — É bem possível que isso possa estar acontecendo.


— Deve ter tomado algum chá cogumelos para falar coisas tão absurdas quanto aquelas.

— Só podia ser uma piada, e de muito mal gosto, por sinal.

Mas então, sou chamada de volta à realidade que me rodeava e que parecia tão real quanto aparentava.

— Sabe… você tem uma família tão linda, mas que pena que você não tem tempo de cuidar delas. — Eu também não dou a mínima para quaisquer sentimentos em relação a isso. — Por isso, antes de acabar com você quero destruir o que resta de representação de família para você. 

Hoje mesmo vou tomar o seu lugar, mas sabe o que vou fazer antes, Catherine?

— Ela mostra uma foto em que ela (Eu) estou rodeada de amigas, possivelmente em alguma reunião em que está escrito logo abaixo  “Não acredite nela”

— Isso mesmo, vou destruir o que resta de seu casamento e de sua família.

— Será o que ela vai pensar ao ver essa foto? — A sementinha da dúvida vai tomar forma na cabeça dela, ainda mais depois de você ter dormido fora de casa ontem a noite. — E como você está tão ausente nesses últimos tempos. — Ela não vai pensar fora das evidências, estando bem claras diante dos olhos dela.

— Sua carreira é mais importante do que qualquer outra coisa, que vai ser difícil ela não acreditar.

— Ha ha ha ha!

— Já posso saborear essa dissolução.

— Catherine se descontrola, pois não consegue acreditar nessas coisas que fogem à razão.

— E pergunta: Quem é você de verdade, porr*?

— Eu já disse e não vou repetir — Quer  você acredite ou não.

— Então, só te peço uma coisa. — Baixe sua bola, pois quem está no controle de tudo por aqui sou eu.

— Eu que mando e você obedece, sacou? Ou eu preciso desenhar?

— Catherine tenta se recompor, se controlar, pois ela precisa sair daquela enrascada que armaram para ela, mas ainda não tem ideia de como reaver sua vida, porque agora se encontrava por um fio.

— Aquela mulher tinha pretensão de matá - lá, de assumir o lugar dela.

— Como ela ia resgatar sua família das mãos daquela louca, se literalmente estava com “os  pés e mãos atadas”?

— A sósia de Catherine de repente fala.

— Vou deixar você agora a sós com seus pensamentos, para que recapitule tudo que eu te disse até o momento.

— Não tente nenhuma gracinha, pois tem câmeras de segurança instaladas por aqui.

— Estarei de olho em você.

— Estarei com sua família agora — Quero estar presente quando ela receber aquela foto.

— Quero ver cada emoção que ela expressa — O sentimento de decepção espalhados na fisionomia dela quando certificar que o que ela supôs sobre a esposa dela possivelmente seja verdade.

— Já ia me esquecendo, mas seu trabalho agora é meu também.

— Ah, Cath, posso te chamar assim, de uma maneira mais íntima e pessoal?

— Fica tranquila que amanhã vou trazer novidades para você. 

— Lembre - se para todos os efeitos eu sou a versão de você que já existe.

— Passado, presente e futuro já coexistem simultaneamente.

— Estou te dando o privilégio de ver com seus próprios olhos a realidade que você construiu.

— Eu sou o reflexo do que você se tornou.

— Não é interessante essa perspectiva, doutora?

— Queria conversar um pouco mais, porém minha esposa vai me trucidar se eu não chegar a tempo de ver minha filha ir para escola.

— Ela desdenha de Catherine— Fazendo piada do que pode acontecer se ela se atrasar. E diz:

— Ver essa sua cara de raiva e impotência é coisa de outro mundo para mim.

— Rsrsrsrsrs!

— Não sabe o bem que isso me faz.

— Você pode mensurar isso?

— Deixa que respondo para você. — Claro que não!

— Você não sabe o que é diversão.

— Já vou indo, até mais, Cath!

— Mais tarde estarei de volta.


***************************************************************************


Quando Elizabeth Mackena, a sósia de Catherine Magaway chegou a casa desta naquela manhã de quinta - feira, o sol já ia alto, a brisa da aurora era quase inexistente naquela hora em que o tempo pintava aquela cena de maneira inversa e até perversamente, pois logo na entrada, no alpendre ela encontrou a esposa de Cath, Cassandra Magaway, com o semblante armado e aparentava estar bem furiosa com ela.


— E ela já foi logo perguntando onde eu tinha passado a noite?

— Dizia ela:

— Eu liguei várias vezes para você, por que diabos não me respondeu, Cath?

— Elizabeth responde que estava trabalhando que nem viu o passar das horas.

— Nem vi o celular tocar, acabei pegando no sono por lá mesmo.

— Ela se volta para mim com uma fúria sem medidas estampada naqueles olhos castanhos — Ah, é! Então me diz que diabos essa foto significa? Quem são essas mulheres contigo, Cath? — Me faço de desentendida, mas quero rir dessa farsa toda que montei.

— Mas, respondo.

— Não sei quem são essas pessoas, de verdade, deve ser alguma montagem, sei lá.

— Ela retruca  — Montagem? E dispara — Você acha que vou acreditar nisso? Por acaso tem um “B”  de boba bem grande escrito na minha testa?

— Resolvi botar mais lenha na fogueira e falei:

— Não me importo se você acredita em mim ou não, estou muito cansada e vou dormir um pouco.

__ Cassandra se revolta ao ouvir isso dela e retruca

— Dormir uma ova!

— Olha aqui Cath, não espere que acredite em você, você é uma cínica e fingida.

— E estou lhe avisando que hoje você dorme no quarto de hóspedes, pois não sou obrigada a compactuar com suas mentiras.

— Vejo que você não dá a mínima para nossa filha, não se importou de deixá - la esperando você ontem para dar os parabéns pelo aniversário dela.

— Eu desconheço você, nem parece a mesma pessoa com a qual eu me casei.

— Nosso casamento tem ido de mal a pior e você nem se esforça para tentar melhorar.

— Você só tem tempo para seu maldito trabalho e nada mais.

—Eu a olho de volta querendo aplaudir esses pensamentos que ela estava expressando.

— Porém, faço algo mais que está longe de minha personalidade.

— Digo apenas — É sério isso, Cassandra! Talvez você tenha razão quanto a esse aspecto.

— Sou um monstro sem coração que só pensa em trabalho. — E sigo na direção em que acredito ser meu quarto.


POV - Cassandra François Magaway


Quando conheci Catherine, ela ainda era uma estudante de física, estudava numa das melhores universidades do país. Num determinado dia estava eu num restaurante em comemoração com meus colegas de curso de gastronomia por estarmos nos aproximando do final do curso e fazendo planos de ir numa viagem para conhecer Paris e degustar um pouco dos pratos diversificados existentes por lá.


Foi quando eu a vi, entrando pela porta daquele tão requintado restaurante. Uma pessoa de grande estatura, cabelos castanhos descendo em cascata ao redor dos ombros. Ela andava de uma forma tão elegante, que era como se estivesse num desfile de moda. Quando ela chegou mais perto e me encarou pude contemplar aquele diamante da natureza, os olhos dela eram duas chamas ardentes, de castanho tão claros que pude me ver refletida neles. — Ela me encarava de volta de uma forma tão intensa e violenta que não sei se estaria pronta para o impacto que ela representava para as minhas emoções. 


Foi quando ela se aproximou mais e perguntou se podia sentar -se à minha mesa. Fiquei sem ação e sem saber o que responder a princípio, mas foi a partir dessa atitude dela de um jeito tão direto e sem nenhuma inibição que começamos a nos conectar.


Conversamos bastante naquela noite e depois ela se ofereceu para me levar para casa. E a partir daí saímos mais vezes. E num determinado dia ela me pediu em namoro. Depois veio o noivado e não demorou muito para estarmos casadas.

Uma coisa que discutimos muito durante o período que começamos a nos conhecer foi o desejo partilhado de ter um filho ou uma filha.


E após o casamento fomos visitar  clínicas de Fertilização In Vitro - FIV. E optamos por uma das melhores do Estado de São Paulo. O folículo foi implantado no meu útero e resultou em bem sucedido. Finalmente ficamos grávidas de nossa filha Josephine, uma pequena miniatura da minha esposa Catherine.


Mas ultimamente nosso casamento entrou num estágio de extremo desgaste, por conta das sucessivas faltas de diálogo entre nós. Porque como Cath passava muito tempo no trabalho dela, acabamos nos desencontrando de várias maneiras. — Ela chegava tarde da noite em casa praticamente todos os dias e ainda trazia trabalhos para casa nos finais de semana. Dessa maneira não tinha tempo nem para mim nem para a nossa filha, Josephine.


Ontem quando ela não veio para casa fiquei muito preocupada, pois ela nunca tinha feito nada nesse sentido até aquele momento.


Quando hoje pela manhã recebi através de um mensageiro um invólucro pardo e quando abri e vi aquela foto dela rodeadas de mulheres e numa situação tão íntimas. — Fiquei puta da vida com ela. A minha raiva era tanta. Que quando ela chegou logo em seguida como se não devesse nenhuma explicação por ter passado a noite fora, como se não tivesse feito nada fora do comum. — Fez com que perdesse a cabeça com ela.

E quando a confrontei a respeito da foto ela agiu dissimuladamente como se não importasse com o resultado daquilo tudo. — E ela falar que poderia ser uma montagem não entrou na minha cabeça. — não mesmo.


Nem parecia a mulher que me casei, porque Catherine por mais que fosse relapsa quanto a família e tudo mais jamais agiria daquela forma tão incomum e desprezível quando confrontada. E aquela mensagem incutida na foto enviada “ Não confie nela” me deixou em estado mais alerta possível, com a “pulga atrás das orelhas” como os ditos populares falam, pois não confiaria mesmo depois do que houve.


Ela que me aguardasse, pois não iria me sujeitar a uma vida de desrespeito e faz de contas. — Eu e minha filha iríamos embora. Ela que não me aprontasse mais, pois significa o fim de linhas para nós duas. 


POV -  Anne Catherine Magaway


Quando conheci Cassandra François, foi num encontro inusitado, estava indo a um restaurante Francês, bem requintado encontrar uns amigos de curso,  já que pretendíamos fazer uma confraternização bem atípico de mim, para depois esticarmos numa boate, porque precisávamos de alguma forma relaxar, pois passar muito tempo entre estudos não sobrava tempo para diversão, por isso iamos aproveitar esse momento disponível para recalibrar nossas baterias. 


No entanto, ali logo de cara ao entrar no restaurante fui compelida a olhar em determinada direção e perceber que estava sendo observada de volta. Uma mulher, com os cabelos escuros, bem cheios, soltos, esparramados ao redor dos ombros, lábios carnudos, olhos expressos, dava para ver as vestes bem coloridas, deixando à mostra a região dos seios. Ela me encarava de forma tão intensa, que foi impossível não sucumbir e andar em direção aonde ela estava sentada.


Ao chegar onde ela estava — Perguntei: — Posso sentar?

— Ela concordou, sinalizando com um movimento de cabeça para baixo.

Foi aí que minha vida deu um “salto quântico”. Começamos a conversar e descobrir que ela estava no último semestre de gastronomia e pretendia se especializar no exterior, especificamente na capital da França. 


Não houve espaço para meus amigos naquela noite, pois só queria saber tudo a respeito dela. E quando findou o jantar. Ela me falou que teria que ir, me ofereci para levar ela em casa. Ela aceitou sem titubear, já que ela pretendia pegar um táxi até a casa dela. — E meus amigos iam ter que esperar outra oportunidade de nos reunirmos, pois eu tinha quase certeza que essa mulher estava predestinada a se tornar o amor de minha vida. — Isso era mais do que certo.


Começamos a nos encontrar frequentemente, conversarmos a respeito de tudo, os sonhos que tínhamos, o ideal de uma vida a dois, os planos para um futuro, nossas preferências. E quando percebi já havia pedido ela em namoro. Apresentei ela aos meus pais. Algum tempo depois já estávamos noivas, por fim chegamos ao casamento. E os planos de ter um filho, finalmente se concretizou. A nossa filha, Josephine nasceu uma criança saudável, trazendo muita alegria para nossas vidas, pois significava um sonho nosso sendo realizado.


Mas, especificamente por minha vida corrida, por conta das constantes horas que tinha que passar no observatório em meio às pesquisas era o entrave para a nossa vida conjunta, pois tomava muito do meu tempo. E Cassandra começou a implicar com isso, pois eu estava sempre ausente das reuniões familiares. Ela que tinha que ser tudo na nossa família, o pai e a mãe da nossa pequena Josephine. 


Eu chegava em casa tarde da noite, minha filha já estava dormindo. Ao passo que nossa relação conjugal começou a esfriar, pois não tinha tempo de dar atenção a ambas. E as brigas eram a única forma de comunicação que tínhamos, porque não havia mais espaços para diálogos. Cassandra estava com os nervos à flor da pele, apesar de ultimamente ela está guardando as impressões para si.


No entanto, com aquela tresloucada de minha sósia usurpando minha vida e meu trabalho, iria dificultar e muito as minhas chances de tentar consertar alguma coisa em relação ao meu casamento. Porém eu tinha que buscar uma solução para ter as rédeas de minha vida de volta antes que fosse tarde demais, porque eu devia isso para mim mesma, para minha esposa e para a minha filhinha. — Só não saberia por onde começar.


O tempo parecia ter parado para mim, isso eu podia visualizar claramente, pois a qualquer momento aquela maluca poderia pôr fim a minha vida como havia anunciado/prometido. Todavia, de repente ouço um barulho estranho vindo possivelmente da porta, um clique metálico de uma fechadura se abrindo, vejo a luz claridade do dia penetrando no limiar da porta, logo em seguida o lampião sendo aceso e a porta se fechando. 


Percebo que não é minha sósia, mas um homem de estatura mediana que caminha lentamente em direção ao local em que estou. Ela vestia uma capa preta com um capuz sobre a cabeça que a princípio não dava para perceber de quem se tratava, mas quando ele retirou o capuz pude ver claramente quem era. — Era meu amigo e parceiro de trabalho desde sempre, Gilbert Michelin. Tínhamos uma história de longo prazo juntos, amigos inseparáveis, nos graduamos em física pela USP, fizemos mestrado e doutorado também, mas pelo visto ele tinha se aliado àquela louca para alcançar algum propósito em comum.


Gilbert fala  — Você deve estar se perguntando como me uni a sua sósia Elizabeth, não é?

—Pois, já a conheço desde sempre, somos do mesmo mundo, ela que me convenceu a vir para cá — Você deve estar se perguntando o que aconteceu a seu amigo Gilbert, agora?

— Ele não existe mais no seu mundo, pois tive que acabar com ele, porque não pode haver  dois iguais numa mesma dimensão.

— Eu sou muito ambicioso para continuar ao lado de uma pessoa tão apagada quanto você, apesar de muito inteligente.

— Meus planos vão muito além do que você pode imaginar.

— E trouxe Elizabeth para este mundo, porque sei do potencial dela e também por ela ser da mesma área  que a nossa e ainda dominar saberes que vão muito além do que a gente consegue ver. — Ela tem uma capacidade grande de liderar, sou uma seguidora fiel dela, porém, vou te confessar uma coisa. — Ela é uma pessoa muito instável e imprevisível,  pode esperar qualquer coisa vindo dela. — Ela pode mudar a direção do jogo a qualquer momento.

— Então só te digo uma coisa, Cath, fique sempre em alerta com ela, pois ela pode te descartar ou reaproveitar suas habilidades para um jogo mais emblemático e duradouro.


Elizabeth Mackenna


Elizabeth viu tudo que estava acontecendo no bunker, a chegada de Gilbert e as revelações que ele havia feito para Cath. Por isso ela resolve agir e envia mais um envelope anônimo para sua esposa Cassandra queria com isso fechar o caixão de vez daquele casamento já fadado ao fracasso desde sempre. Cath que a aguardasse mais tarde que ela tinha novidades incríveis para contar para ela, inclusive as pretensões dela para com ela que já começava a ser delineada em sua cabeça.


Estava indo em direção a saída quando se deparou com uma Cassandra muito enlouquecida e cheia de ódio, porque tinha acabado de receber mais um pacote sem remetente trazia uma foto em mãos que revelava uma comemoração a dois com certeza que supostamente trazia a imagem de duas canecas talvez no seu conteúdo café, tirada possivelmente num quarto de motel ou algo mais rebuscado, pois revelava lençóis de seda. 


Mas que não confirmava absolutamente coisa alguma, apenas levantava mais suspeitas, pois revelava uma sequência de atos praticados, após uma reunião bem íntima como demonstrava a imagem que ela já havia recebido na noite anterior. — E duas xícaras de café, adicionava mais dramaticidade à cena. — Era para ser caixão e vela. — Não tinha como não ser.


— Cath, chega perto de Cassandra (Elizabeth) com a voz alterada e o dedo em riste e pergunta;

— O que significa isso, Cath, primeiro recebo uma foto sua com “amigas”, depois recebo essa foto aqui que me induz a pensar que houve um desencadear dessa noite, você pode me explicar o que está acontecendo, droga?

— Não tente me enrolar dessa vez, pois já estou cansada de suas reticências todas.

— E te digo mais, isso pode significar que o nosso casamento termina por aqui, pois quero o divórcio Catherine.

— Não aceito mais meios - termos, porque para mim acaba por aqui.

— Tolerei muitas faltas em relação a você, suportei, esperei por uma atitude diferente sua, porém, traição, jamais.


Então, nem pense que nossa filha irá ficar contigo, porque não quero que ela cresça vendo esses maus exemplos que você tem pra dar. — Ela diz a plenos pulmões, com os olhos injetados de ódio e raiva.

— Quando eu tento revidar de volta todos os insultos que ela me lançou, pois queria finalizar aquele enlace o mais rápido possível.

— Uma criança aparece chorando, interferindo em nossa discussão, pedindo que não briguemos. — Posso perceber que é uma criança de aproximadamente  cinco anos, possivelmente filha de Catherine, Josephine.

— Ela corre até mim chorando  e pede que não brigue com a outra mamãe, porque ela ama a nós duas e não quer ver a gente discutindo, pois quer que sejamos uma família de verdade, não quer que nos separemos. — E neste momento não estou preparada para o abraço tão genuíno e cheio de afeto que recebi.

— Fiquei tão envolvida, pois pela primeira vez em muitos anos fui tocada de uma maneira tão intensa por aquela criança tão linda e cheia de amor, que foi o jeito transbordar com ela.

— E respondi sem nem pensar muito.

— Eu e sua mãe só estávamos tentando ajustar algumas coisas, não vamos nos separar, afinal temos algo tão lindo que nos mantém unidas, né Cass?

— E sigo para dar um abraço em Cassandra, um abraço a três.

— Ela me olha como se dissesse, mais tarde conversamos, pois só não digo nada por agora, pela nossa filha, Josephine.

— Não estou me reconhecendo, amolecendo desse jeito diante de uma criança.

— E não esperava que essa Cassandra fosse uma mulher tão vibratória, sanguinária, ardente.

— Não sei como Cath não percebeu a mulher que ela tem deixado de lado esse tempo todo.

— Balanço a cabeça, tentando expulsar essa animosidade que parece intervir nos meus desejos, busco centrar em ser a Elizabeth Mackenna que sempre existiu e agora em representar a Cath, minha sósia e me manter distante dessa mulher. No entanto, parece que fui atingida por um raio de consciência de repente que não quer restabelecer meus velhos hábitos. — O que sempre fui de verdade — Isso, para mim, é muito surpreendente.


Como pretendia ir até o bunker, pois queria confrontar Catherine com o que vi pelas câmeras de seguranças. — E ver Gilbert aparecendo por lá sem me avisar deixou - me com o pé atrás com ele. — Porém ele não contava que eu estivesse instalando sistemas de câmeras, sem ele ter ciência disso. — Estávamos quites — Ele que não bancasse o traidor a essa altura do campeonato. — Eu acabaria com ele em dois tempos, sem pestanejar.


Por isso, ao chegar naquela cabana no meio da tarde, notei Cath, meio quieta, com o olhar apagado, cabisbaixa, como se esperasse o pior de mim, como se o matadouro para ela estivesse se aproximando. — Só que ela não sabia que tinha planos melhores para ela do que uma morte súbita apenas.


Faria com que ela recapitular tudo que ela havia feito aos outros passarem, mesmo sem que ela quisesse, por isso ela pretendia enviar ela para uma outra dimensão em que ela seria cassada não como uma benfeitora, mas como uma pessoa mesquinha capaz de qualquer coisa para alcançar sucesso. — Ela viveria sob a pele de Elizabeth Mackena, queria ver como ela se sairia diante disso.


Então ela se aproxima de Cath e começa a narrar como ela veio parar ali e como ela tem o poder de controlar o tempo. — Ela inicia a falando que tem um objeto mágico e antigo, que toda vez que ela acende ele, ela consegue visualizar um obelisco grande se materializando bem diante dela, com isso ela é capaz de viajar entre tempos de forma simultânea sem ser afetado por eles de nenhuma forma. E esse deslocamento faz com que ela permaneça sempre com o mesmo aspecto, pois quando se move, enquanto para alguns o tempo passa, para quem domina o tempo ele permanece imutável.


Ela fala que o propósito dela naquele mundo é encontrar a pessoa que possui a outra parte da chave que vai fazer ela ter o controle total sobre todos os mundos quando se unir a ela se tornarão uma só pessoa, pois assim diz a lenda.


Catherine ainda se mostra cética quanto a isso, pois como pesquisadora e cientista ela não acredita nessas coisas. Mas, para sua maior surpresa, sua sósia lhe diz que mostrará a ela toda a verdade para que ela creia. E isso só é possível se ela viver tudo de uma forma que ela jamais imaginou.


Então agora vou te levar para conhecer um novo mundo. — Vou te mostrar toda a verdade para que acredites no que estou te falando.


Levo Catherine até um espaço liminar, um lugar de rochedo, acende o lampião a gás, espero a hora em que o portal vai se abrir. E finalmente levo Catherine em direção a ele para que ela perceba que nunca menti em relação à coisa alguma que contei a ela, apenas que a partir de agora tinha outros desígnios para a vida dela e não o destino de uma morte rápida, mas uma morte com presença, sem ser algo que a pessoa deseja, que acabe com a culpa que elas carregam de forma rápida. 


Ela que aguardasse que o destino dela já estava sendo traçado naquelas linhas de uma forma que ela nunca imaginou, porém aquilo era mutável — Dependia dela ter outra perspectiva. — Por isso a partir de agora o destino dela estava lançado e ela era detentora da chave que faria mudar tudo.


Catherine andava a frente da sua sósia quando de forma inusitada é atacada pelas costas, leva uma paulada na nuca que faz com que ela desmaie e fiquei desacordada por horas a fios sem que ela possa perceber o que ocorreu nesse tempo. — Ela está inconsciente — Quando ela retorna a consciência, vê que se encontra algemada a uma cama que parece ser de uma ala de algum hospital.


E constata que caiu numa cilada sem precedentes quando decidiu conhecer a possível verdade que Elizabeth dizia de maneira contundente ser verdadeira. Ela olha para a horas e vê que já se passaram muitas horas desde a última hora que ela veio da travessia da clareira. —  Como pode ser isso?

— Ela chama a enfermeira e pergunta porque ela se encontra algemada naquela cama de hospital. — Ela responde: — Por que você é uma paciente de alta periculosidade e praticou danos irreversíveis ao império do Brasil, por isso fora condenada a ficar sob a tutela daquele hospital até segunda ordem. Pergunto - lhe — como havia chegado até ali — Ela me diz : — Que a polícia havia recebido uma denúncia anônima em que dizia que a tinha visto andando numa área, especificamente numa cidade do interior de São Paulo. 

 

Ela não acredita muito nessa versão da história, pois ela nunca havia saído da capital paulista, que fazia parte da República Federativa do Brasil. Ela viu suas certezas começarem a se desmoronar a partir daquele instante. — Ela sinceramente, estava completamente sem escolhas naquele mundo estranho em que ela desconhecia as regras. E não tinha a menor noção de como fazer para voltar no tempo e buscar reconquistar a vida que ela tinha desperdiçado. Só resta a ela agora colocar a cabeça no lugar e lembrar como o eu dela se comportaria naquele mundo. — Ela poderia fazer descobertas importantíssimas para conseguir voltar para sua realidade.

Fim do capítulo

Notas finais:

Boa tarte!

 

 

Espero que consigam adentrar nesse mundo que construir para vocês. No entanto já vou logo antecipando, compreender ele carece de profundidade, porque é denso e complexo. Rsrsrsr!

Boa leitura!

Espero comentários da parte de vocês!

Até breve!


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Comentários para 1 - Capitulo 1:
Solitudine
Solitudine

Em: 12/05/2026

Basnoiti!

Então você também é mais uma contaminada pelo vírus de amor ao espaço? Céu, mar (ou rio) e montanha,  eis minhas paixões!

Achei interessante como a história parece apostar na tensão emocional e nas relações entre as personagens, embora chame a ciência como pano de fundo. Sinto que esse tipo de conto funciona bem justamente porque mistura vulnerabilidade com tensão romântica sem tentar transformar tudo em um relato idealizado ou científico demais. Existe um tom quase confessional em vários momentos, como se a gente estivesse acompanhando pensamentos que normalmente ficariam escondidos (dentro de qual mente, só da autora?). Isso nos aproxima bastante.  

Neste ano temos poucas histórias no Desafio, ao contrário do ano passado. Que bom que você veio!

Beijos,

Sol

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Lady Texiana
Lady Texiana

Em: 12/05/2026

Astrofísica e universos paralelos, multiversos? Já chamou a minha atenção! rsrs

Gostei do arco em que a personagem enfim começa a questionar e se abre a possibilidade para discutir se as conquistas profissionais e os sacrifícios que fazemos, realmente valem a pena, em detrimento das nossas relações e como fazer para "voltar o tempo", quando dão errados.

Abraços

Lady Texiana

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