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Diamantora por AlphaCancri

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Palavras: 2957
Acessos: 93   |  Postado em: 08/05/2026

CAPÍTULO XXV

Depois da breve conversa no bosque, dias se passaram sem que ficasse sozinha com Maia novamente. Mas Chiara sentia que alguma coisa havia mudado. Quando a via de longe, os olhares sempre se encontravam e Maia passou a sorrir. Um pequeno contorcer dos lábios, mas que não passava despercebido por Chiara. 

Estava trocando as flores que passou a deixar nos aposentos dela. Tirou as que começavam a murchar e colocou as frescas no lugar. Mexeu nos caules para que ficassem arrumadas, deu um passo atrás para analisar se estavam bem colocadas e sorriu. O sorriso ainda estava no rosto quando se virou e se deparou com Maia parada a olhando. Se apressou em se desculpar:

— Só estava trocando as flores.

Maia não sorriu, mas o tom de voz saiu completamente doce:

— São lindas. 

Chiara desviou os olhos e fitou o chão, depois disse:

— Com licença... 

Antes que ela pudesse chegar à porta, Maia pediu: 

— Podemos conversar? 

A resposta saiu imediata de sua boca:

— Claro.

Maia apontou a cama, se sentou e esperou que ela sentasse ao seu lado, como já tinham feito centenas de vezes antes. 

Olhou para as próprias mãos quando começou a falar:

— Tem tanta coisa que eu queria te contar… o que aconteceu depois que eu… 

Não soube como completar a frase. Depois que tentaram matá-la? Depois que ela renasceu naquele rio? Depois que viu a vida real longe do castelo?

Chiara colocou uma mão sobre a dela:

— Eu adoraria ouvir. 

Maia levantou os olhos para ela e tentou seguir a ordem cronológica dos fatos: 

— Eu acordei presa em um pedaço de madeira no rio…

Chiara sentiu uma pontada no estômago só em pensar que ela poderia não estar ali. Maia poderia ter realmente morrido. 

— Depois andei pelo bosque até chegar na cidadela. Passei alguns dias tentando fazer com que alguém me reconhecesse e acreditasse em mim, mas não consegui. 

A incentivou a continuar com um aceno de cabeça. 

— Até que conheci Mirtes. Uma senhora aparentemente simpática e humilde… que me levou para um bordel. 

A interjeição de puro pavor que Chiara soltou fez Maia explicar rapidamente:

— Eu não cheguei a… Bom, consegui fugir antes que ela me colocasse disponível. 

Quando percebeu o alívio de Chiara, continuou:

— Fantina me ajudou. Me mandou para Altameres. 

Depois olhou para ela e falou com uma ponta de entusiasmo:

— É o maior lugar que eu já vi na vida. Você não imagina a quantidade de pessoas… 

Chiara a fitava sem desviar os olhos, sentindo uma crescente felicidade por aquele momento. Já tinha perdido as esperanças de ter sua melhor amiga daquele jeito de novo. 

— Precisei passar vários dias na rua… mas aprendi muitas coisas, Chiara… você nem imagina. 

A pergunta de Chiara saiu sem que pudesse prever, absolutamente natural, movida pela dúvida sincera:

— Com Zahra?

A forma encabulada com que Maia respondeu não passou despercebida:

— Com ela também…

Maia deixou o corpo cair na cama, com as costas no colchão:

— Mas fiquei dias sozinha antes de encontrar o grupo.

Chiara também se deitou, as duas olhando para o teto, os pés pendendo para fora da cama, em silêncio, até Maia falar:

— Posso perguntar uma coisa?

Assentiu com um murmúrio. 

— Como foi para você… quando percebeu que duas mulheres podiam… 

Chiara se mexeu desconfortavelmente, sentindo o rosto queimar. O que só piorou quando Maia finalizou a pergunta:

— Você já tinha pensado sobre isso?

Sabia a resposta: não profundamente. Antes de Luísa, era tudo muito abstrato. Amava Maia, tinha ciúmes dela, odiou quando ela precisou se casar, mas sempre soube que isso aconteceria. Nunca havia pensado nas duas juntas de forma real… era como se fosse um amor divino, puro, bastando que estivesse perto de Maia, cuidando dela. O máximo que chegou a imaginar foi um beijo inocente.

Com Luísa foi diferente. Um desejo que ela desconhecia, uma necessidade de toque físico, de satisfação, um carinho que precisava de muito mais para ser pleno. Foi onde as coisas mudaram. Onde ela descobriu como um sentimento se materializava.

— Antes dela… não. 

Maia não disse nada. Talvez tivesse entendido mal. Chiara nunca havia pensado nela como mais que uma amiga, então?

— E você?

Não precisou pensar para responder:

— Antes de Zahra… também não. 

Ficaram em silêncio novamente. Mas não por muito tempo, pois Maia voltou a falar:

— Na verdade, eu já tinha visto Luísa com uma mulher… quando fomos morar em Ótice.

Se apressou em esclarecer:

— Acidentalmente, claro. 

Continuou, diante da mudez de Chiara:

— Mas eu achava que era uma peculiaridade dela. Mais um dos vários comportamentos incomuns que ela tem… Até que eu também vi Zahra… e depois… aconteceu comigo. 

Chiara permaneceu em silêncio. Sentiu quando Maia virou o corpo no colchão. Demorou alguns segundos para que conseguisse fazer o mesmo e as duas ficassem uma de frente para a outra, ainda deitadas.

Se olharam nos olhos. Chiara sentiu uma energia diferente, algo que antes não existia quando se deitavam juntas daquela mesma forma. Talvez pelo fato de não serem mais meninas, mas sim mulheres.  

— Faz muito sentido, não acha?

Ainda perdida, não entendeu a pergunta de Maia. A voz saiu num sopro:

— O quê?

Involuntariamente, Maia olhou de relance para os lábios dela antes de responder:

— Beijar outra mulher. 

A única coisa que Chiara conseguiu fazer foi acenar positivamente com a cabeça. Depois seguiu o próprio instinto, levantou uma das mãos e tocou o rosto dela. Foi quase imediatamente que a viu  levantar o rosto e se aproximar. Fechou os olhos quando os lábios se tocaram. Tímidos a princípio. As duas respirações alteradas se misturando. A mão direita de Chiara acariciou o rosto de Maia que, enquanto se apoiava em um dos braços, pousou a outra mão na cintura de Chiara. 

Os lábios se abriram juntos, se saborearam devagar, como se quisessem se conhecer. Sem pressa, as línguas se procuraram, se tocaram… Involuntariamente o corpo de Maia se aproximou mais, querendo contato. Se debruçou sobre Chiara sem que as bocas se desconectassem. As mãos de Chiara desceram da nuca pelas costas de Maia, acariciando, até chegarem na cintura e puxarem o corpo dela mais para si. 

Batidas na porta não só as interromperam, como fizeram Maia quase saltar. Chiara imediatamente se pôs de pé, ajeitando o vestido. 

— Maia?

Reconheceu a voz de Fantina do outro lado da madeira. Tentou falar normalmente, mas a voz saiu vacilante:

— Estou aqui. 

A porta se abriu e o olhar de Fantina foi da rainha para a criada. Maia soube que ela percebeu e entendeu na mesma hora.

Mas Fantina manteve o semblante inexpressivo:

— Não sabia que estava acompanhada. Perdão, Majestade. Volto depois. 

Quando ela fechou a porta, as outras duas mulheres se olharam e desviaram o olhar. Foi olhando para o chão que Chiara falou:

— Acho melhor eu ir. 

Maia concordou com a cabeça e ela saiu sem olhar para trás. Poucos minutos depois voltou a ouvir batidas na porta, seguidas da voz de Fantina:

— Posso entrar? 

Voltou a se jogar na cama depois que respondeu:

— Sim. 

Fantina entrou devagar, esquadrinhou o quarto com olhos e depois disse:

— Não quis atrapalhar vocês. 

Maia se levantou rapidamente:

— Não atrapalhou nada. 

Olhou para a expressão divertida dela e concluiu:

— Ela só veio trocar as flores. 

Apontou para o arranjo da penteadeira quase com desespero. Fantina olhou para as flores e caminhou até elas:

— Estão cheirosas. 

Depois se virou para Maia:

— Fique tranquila… eu jamais contaria a alguém sobre vocês. Assim como não contei sobre sua outra… amiga. 

Maia desviou os olhos, andou pelo quarto e parou:

— Agradeço a sua descrição. 

Não ficaria tentando negar o inegável. Fantina era uma mulher vivida e experiente, sabia muito bem o que acontecia dentre daquele cômodo todas as noites em que Zahra dormia ali. Assim como tinha entendido o que havia acontecido minutos antes com Chiara. 

— Sempre, majestade… apesar de não achar que deveria ser uma coisa a se esconder…

Ela pegou as roupas de Maia que tinha ido buscar para que fossem lavadas:

— Mas… os homens jamais entenderiam o sublime que duas mulheres podem fazer juntas. 

*****

— Gostaria de perguntar uma coisa. 

Fantina sorriu levemente sem parar de massagear os cabelos molhados a sua frente:

— Diga. 

Maia pensou antes de falar, medindo as palavras, mas querendo ser direta:

— Sobre ontem… você já… você já se deitou com alguma mulher? 

A criada parou o movimento das mãos, mas não as afastou dos cabelos de Maia. Se curvou um pouco para frente para olhá-la nos olhos:

— Não vai me dizer que você quer se deitar comigo.

Maia imediatamente virou o corpo, ficando de frente para ela:

— Claro que não… por tudo que é mais sagrado… 

E completou para não ser mal interpretada:

— Tenho você como uma irmã mais velha, entende?

Fantina riu sonoramente:

— Que bom! Por um instante tive medo… pois tenho o mesmo tipo de sentimento por você. 

Maia apoiou o queixo no espaldar da cadeira em que estava sentada:

— Eu gostaria de saber se isso é algo… normal… 

Fantina respondeu enquanto limpava as mãos viscosas do extrato de plantas que usavam para os cabelos:

— É muito mais comum do que você imagina. 

Olhou para Maia que aguardava mais informações com um semblante compenetrado. 

— Muitas mulheres frequentam a casa de Mirtes… São bem mais cautelosas que os homens para entrar… às vezes se passam por comerciantes, costureiras… você deve ter visto algumas pelos corredores. 

Maia se lembrava de ter cruzado com duas ou três enquanto esteve lá. Mas sempre achou que fossem exatamente o que Fantina havia acabado de dizer: mulheres que iam vender tecidos, frutas e hortaliças, ou tirar medidas das meninas para fazer vestidos. 

— Sabe que eu preferia quando eram mulheres? São diferentes da maioria dos homens que frequentam bordeis. Mais carinhosas, cuidadosas… e sempre me deixavam satisfeitas. Às vezes eu pensava que eu é que devia estar pagando para me deitar com elas. 

Soltou uma risada que fez Maia também sorrir. Depois acariciou o rosto dela:

— Não se preocupe. Não há nada de errado com você. 

*****

A perna direita balançava ininterruptamente. Já havia andando pelo aposento, olhado pela janela incontáveis vezes, se deitado na cama várias outras… até se sentar na cadeira da penteadeira, que tinha posicionado de frente para a porta.

— E se ela não vier hoje?

Sabia que aquele era o horário que Chiara costumava ir trocar as flores, por isso ficou dentro do aposento esperando. Não tinha nenhuma segurança do que aconteceria quando ela entrasse por aquela porta, a única certeza era que precisava estar a sós com ela novamente. Talvez pudessem conversar mais um pouco, voltar a estreitar os laços da amizade, recuperar o tempo perdido. Maia queria saber mais dela… daquela Chiara que agora era uma mulher. Os gostos haviam mudado? Ou ela ainda gostava de tâmaras ao ponto de comê-las quatro vezes ao dia? Ainda gostava de ler os livros de romance que muitas vezes compartilharam em segredo? Ainda falava durante o sono?

A batida na porta a interrompeu. Ficou parada por um instante. Era o código que as duas usavam desde que eram meninas. Levantou da cadeira e caminhou até a porta, não hesitando em abri-la. Chiara sorriu:

— Vim trocar as flores. 

Maia deu passagem, depois fechou a porta. 

Olhou nos olhos dela, que não se encaminhou para o vaso de flores, e sim ficou parada segurando o pequeno buquê nas mãos. Maia não disse uma palavra, avançou na direção dela e a beijou. 

*****

Andou pelo corredor com o coração tamborilando dentro do peito. Sabia, pois Fantina tinha feito questão de frisar, que Maia estava sozinha no aposento. Ao se aproximar da porta usou a batida em código, sem saber se Maia se lembraria daquilo. As flores ficaram junto ao peito, como se pudessem acalmar o coração. A madeira deu lugar a imagem dela e foi impossível não sorrir. 

— Vim trocar as flores. 

Ela não disse nada, apenas se movimentou para o lado. Chiara não conseguiu ir até o vaso de flores antes de olhar para Maia mais uma vez. Só não contava que os olhares se prenderiam como ímãs. Maia se aproximou, a puxou delicadamente pelo pescoço, os lábios se encontraram, um suspiro foi ouvido, as flores foram parar no chão. Os braços se enroscaram ao redor dos corpos, que se juntaram, se procurando. As sensações intensas não a deixaram perceber que se moviam pelo aposento. Sentiu as mãos de Maia nos botões do vestido em suas costas. Procurou a pele dela, achando ótimo a vestimenta de Maia ser bem mais fácil de tirar. Arrancou a camisa que ela vestia e se agarrou a ela quase com desespero.

Demorou a entender o que ela dizia, quando interrompeu o beijo:

— Tire isto. 

A ajudou a se livrar do vestido, ficando apenas com as roupas de baixo. Maia a puxou para a cama deitando com as costas no colchão. Chiara ficou por cima, numa luta interna entre parar para contemplá-la ou avançar com as mãos e bocas por cada parte daquele corpo. Unindo as duas vontades, tirou as peças que Maia ainda usava, depois a ajudou a se livrar das que ainda vestia. 

Finalmente os corpos se encontraram completamente despidos. Pele na pele. Quentes e macios. Chiara quase teve falta de ar com a sensação maravilhosa de tê-la daquele jeito. 

Já tinha visto Maia nua incontáveis vezes. Já tinha tocado o corpo dela, enquanto a vestia, enquanto a lavava, mas — apesar da paixão que sempre sentiu — fazia isso sem nenhuma intenção obscura, como se estivesse cuidando de uma pedra preciosa, quase com devoção.

Agora era diferente. Estava a tocando com paixão, com luxúria, com desejo… E era correspondida. 

Ondulou o corpo sobre o de Maia de forma quase desesperada, enquanto sentia as mãos dela a puxarem mais para perto pelas nádegas. Quando os primeiros gemidos saíram da boca de Maia, Chiara sentiu uma onda pelo corpo, que culminou bem no meio das suas pernas. Aumentou o ritmo, se esfregou mais e mais, tirou a boca do pescoço de Maia e a olhou nos olhos. A expressão de desejo que viu naquele rosto fez com que não aguentasse mais. Gemidos altos escaparam de sua boca, tentou se fundir junto ao corpo dela, os braços amoleceram, e o prazer foi imediatamente prolongado quando percebeu que Maia estava a acompanhando ao clímax. 

O corpo de Chiara pendeu para o lado, completamente esgotado. Maia se inclinou sobre ela e a beijou delicadamente nos lábios. Depois viu Chiara fechar os olhos e tapar o próprio rosto com as mãos. Ficou preocupada com aquela reação, mas não disse nada. Ela tirou as mãos do rosto, mas manteve os olhos fechados.

Quando viu uma única lágrima escorrer, Maia perguntou:

— Tudo bem? Eu te machuquei?

Chiara abriu os olhos instantaneamente e sorriu: 

— Não… 

Buscou os lábios de Maia e a beijou demoradamente. Depois sussurrou: 

— Foi a coisa mais maravilhosa que já me aconteceu. 

As palavras fizeram Maia sorrir levemente e voltar a deitar com as costas na cama. Ficaram assim por algum tempo, sem se olharem ou se falarem, até Maia perguntar: 

— Por que você nunca me disse nada? 

Chiara se virou e a olhou confusa: 

— Sobre o quê?

Maia também se virou para ela:

— Sobre isso… seus sentimentos por mim. 

Desviou o olhar, tomada pela introspecção que sempre carregou quando o assunto era seus sentimentos pela melhor amiga: 

— Eu era a sua criada pessoal. 

A resposta de Maia veio acompanhada de um leve carinho em seu rosto:

— Você era minha amiga. 

Chiara demorou para conseguir encará-la novamente: 

— Eu jamais imaginei que isso… nós duas… fosse possível.

Maia sorriu:

— Se fosse um tempo atrás… eu também jamais imaginaria. 

Chiara também sorriu. Voltou a encarar o teto por alguns segundos e só depois falou:

— Maia… eu juro que não sabia nada sobre o plano de tentarem tirar sua vida. Por favor, eu preciso que você acredite em mim…

Maia acenou com a cabeça:

— Eu sei… só foi um pouco difícil para mim acreditar porque… se coloque no meu lugar… Você me leva para o bosque e tudo acontece… depois eu volto e te encontro com Luísa… 

Chiara abaixou o olhar:

— Eu entendo. 

Depois voltou a olhá-la. Acariciou o rosto de Maia:

— Mas eu nunca te faria mal. Eu te amo. Sempre te amei. 

Viu os olhos de Maia brilharem um pouco, mas o momento foi quebrado quando ouviram batidas nada amistosas na porta do aposento. Chiara se levantou e começou a se vestir rápido. Maia juntou as roupas, colocando as peças de maneira afoita.

— Majestade! É um assunto urgente. 

Ouviu a voz do guarda e gritou em resposta:

— Estou saindo. 

Olhou para Chiara e ela já estava completamente vestida. Se aproximou de Maia e a ajudou a terminar de colocar as vestes:

—  Vá primeiro. Depois eu saio. 

Maia concordou e saiu. O guarda que a aguardava parecia agitado:

— Uma reunião emergencial do Conselho a aguarda. 

Caminhou rapidamente e quando entrou no salão, todos a olharam. Soube que o assunto era sério pelas feições dos homens. 

— Majestade…

O Comandante se adiantou:

— Os bárbaros estão há apenas alguns dias de distancia de nós. Nossos vigilantes foram pegos e abatidos. Apenas um retornou, com uma mensagem. 

Maia sequer se sentou:

— Que mensagem?

Magno olhou para os outros Conselheiros antes de responder:

— Deram a chance de Vossa Majestade abandonar o reino antes que cheguem até aqui. Ou então vão matá-la. 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 25 - CAPÍTULO XXV:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 08/05/2026

Que as duas juntas, pena que final acabou com a paz delas....

Acho que tem dedo da Luísa aí nesse ataque...

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