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  • RASGANDO O VEU DE MAYA
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RASGANDO O VEU DE MAYA por Zanja45

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Palavras: 1669
Acessos: 31   |  Postado em: 29/04/2026

Notas iniciais:

Neste capitulo vamos ver o que Ruama lutou tanto para conquistar. — Que se materializou quando ela já não tinha mais expectativas que fosse acontecer. — Ela nem pensava mais, só que a surpresa veio e a pegou desprevenida.

Capitulo 13 O Abraço Inesperado

 



Devia ter amado mais

Ter chorado mais

Ter visto o Sol nascer

Devia ter arriscado mais

E até errado mais

Ter feito o que eu queria fazer.

 (Titãs,Epitáfio)


18 de novembro de 2025

 

Narrado Por Ruama


Dizem que quando se pensa muito em algo ou alguém acaba sendo suprimido pela insistência daquilo que se deseja. Porque o que você já disse apenas uma vez, acreditando que o receberia, já é mais do que suficiente. — Não precisa insistir de maneira demasiada, como se fosse um mantra.


Então, naquela manhã de terça - feira, aconteceu algo que me pegara totalmente desprevenida. Eu que não pensava em realizar mais meus sonhos em relação a Maya. Já havia colocado até uma pedra em cima de minhas brincadeiras, de aplicar suposições de sonhos que tive. E linkar que a garota do abraço poderia ser a própria Maya.


No entanto, algo tomou outro curso naquele fatídico dia, porque eu já não buscava de maneira obsessiva meios na minha mente de trollar Maya. Não criava mais expectativas em relação a concretizar desígnios de sonhos, como forma de tentar comprovar que o abraço que recebi durante aquele sonho não foi mera obra do acaso. Tivera um significado muito maior do que aparentava, por isso me inquietava tanto. Só que para mim já tinha sido finalizada essa etapa de busca. — Seria um processo finalizado?

— Só que parece que não!

 

— Se eu dissesse a vocês que o quê eu pensei se tornou real, acreditariam em mim?

 

Pois é, se desejam algo de todo o coração, é bem capaz que se torne real, foi o que aconteceu comigo em relação a Maya. (Rsrsrsrs!) — Criando mil maneiras dentro da minha cabeça em fazer ela me abraçar. E,é claro que fora apenas minha imaginação criando mecanismos/formas de materializar o sonho nela, na pessoa que eu estava começando a gostar. E segundo a psicóloga Ana Suy, diz : “ A coisa que a gente ama nas pessoas é a relação que elas têm com a vida, e não o amor que elas têm por você”


Possa ser que Suy tenha um pouco de razão ao afirmar isso, pois é justamente assim que manifesto o meu gostar em relação a essa mulher, que se mostra tão segura e centrada que me faz fixar nela de uma forma tão intensa que não há espaços entre meus pensamentos para focar em outra coisa que não seja nela. — Parece até um imã quando encontra um material de composição atrativa — não consegue se livrar dele, mesmo querendo.


Será que ela é assim de verdade? ou é somente uma fachada para se proteger? Como uma pessoa pode ser tão calorosa num dia e no outro tão distante? Dois extremos de uma mesma moeda — E isso me confunde  bastante, essa frieza dela é capaz de afastar os mais céticos. — Chego até a questionar se são realmente os mesmos indivíduos.


Então, naquela manhã de primavera, em que as flores começam a florir e se preparar para serem polinizadas pelas abelhas e pelos beija - flores. Maya surgiu em meio a essas constantes da natureza, desse doce novembro, mês em que as flores atingem seu glamour ao desabrochar, e começam a se preparar para a estação seguinte.


Ela apareceu na minha sala, desafiando todos os sentidos lógicos que reluzia entre o inesperado e o oportuno, me fazendo acreditar que ela seria uma pessoa que eu podia confiar, podia me abrir. E para comprovar essa minha fala. Comecei a enumerar, de repente, as coisas que haviam ocorrido nos dias em que ela não estava ali trabalhando. 


Como por exemplo que todas as folgas a partir daquele mês foram suspensas, inclusive dos funcionários que ainda não tinham tirado a deles. — Fora um golpe tremendo para todos nós trabalhadores que estavam ali em tempo integral, se dedicando, dando cada qual o seu melhor, para no final das contas sermos penalizados por uma coisa que não fizemos.

 

Enquanto que os responsáveis não receberam punição alguma. Como se diz que “a corda só arrebenta do lado dos mais fracos”, isso é certo, pois por causa de uns a maioria pagaram. — Aqueles que estavam acima na hierarquia continuaram suas vidas de maneira normal, sem que nada fosse suprimido deles. — nada mudou na rotina diária deles. — O exemplo teve que vir de baixo — não se estende a quem está acima na pirâmide.


                                                                        ************


É perceptível no semblante de Maya, certo nervosismo ao ir até mim ultimamente, pode até ser delírio da minha mente, porém há algo muito diferente acontecendo por ali e com ela. – Em dois momentos diferentes, notei um mesmo comportamento nela. – como se estivesse com algum problema.


Enquanto estamos no maior bate - papo, quer dizer eu, explanando sobre meus dissabores, porque a ela não afeta em nada, pois só trabalha apenas dois dias por semana.

 

E num átimo de segundo, que parece durar uma eternidade, que rompe o equilíbrio, mas que estava programada para acontecer, predestinada. No entanto, se tornava inevitável não ocorrer, porque os sinais eram evidentes, que existia alguma coisa de errado. As emoções daquela garota pareciam estar em frangalhos, por isso a necessidade de alguém de confiança para desabafar.


E parei para refletir que por muitas das vezes carregamos tantas coisas que não deveríamos carregar, e quando se consegue alguém que denota confiança, você não pensa duas vezes antes de desabafar. —  Pois, o espaço permite essa deixa. Se não, a pessoa é capaz de sufocar, por aguentar tanta coisa calada sem ninguém que possa ouvi - lá. E parece que foi o que aconteceu com Maya.


De repente, levada por uma coragem súbita, que pode levar nanos - segundos ou dias para acontecer. Ela me chama para ir até a sala dela para me mostrar alguns problemas que estavam ocorrendo na sala em que exerce suas atividades, as preocupações que estava tendo e os perigos que representavam para a saúde dela.


O medo, os temores eram visíveis em seu semblante — Nesse meio tempo em que estava na sala dela, deixei minha sala em descoberto, se alguém que tivesse mal intencionado e quisesse entrar nesse intervalo até poderia, pois nem pensei em manter seguro as coisas que estavam sob minha responsabilidade. — Simplismente ela me chamou e prontamente a segui sem medir as consequências da minha decisão — Fui muito relapsa em deixar as coisas expostas do jeito que deixei, sem nem saber quais os reais motivos que fizeram Maya me chamar até a sala dela, de forma tão abrupta.


E passados alguns minutos desde que cheguei até ali, algo inesperado, e por assim dizer, perturbador demais acontece, pois rompe com toda a lógica das coisas racionais que já estamos acostumados a presenciar. E por alguns instantes parei para refletir a respeito disso.


Então, quando estou por me despedir dela, a imprevisibilidade toma conta do momento, a manifestação do mundo invisível, que não pode ser medido ou controlado, que parece até uma piada cósmica. — um jogo de destinos, que parece rir da incredulidade que a projeção materializa, nos deixando sem ação, pois excede a razão, a lógica pensante. — Então, a clareza floresce bem diante de nossos olhos, de maneira fria, parecendo até calculada para ocorrer. 


Será que ao lançar as palavras no mundo físico, acabei por ativar um código, uma assinatura energética, um feitiço?


E para comprovar isso, quando estou prestes a ir embora, sou surpreendida, com algo que idealizei por minutos, provavelmente, até mesmo por horas a fio, será que foi possível construir a realidade que idealizei? “tudo pode acontecer”, pois o improvável acontece, né mesmo?

 

Em contrapartida digo para ela que sempre quando ela quiser estarei a disposição para ouvi - lá. Ela fica imensamente satisfeita por tê - la escutado. — Ainda estou aprendendo sobre certos tipos de situações, e acredito que Maya seja meu campo de treinamento, ela está tratando minhas emoções nalgum lugar, posso perceber isso.


Ela me agradece e abre os braços para me abraçar e nesse exato instante fico surpresa e até mesmo sem jeito ao abraçá - la, foi de largo, impessoal, sem juntar os corpos (sem reação, não estava pronta para aquela demonstração de carinho e afeto). 


Tem coisas que pegam a gente de supetão. E as vezes é algo que queremos com toda intensidade, que quando chega pega - nos desprevenido. Com “as calças arreadas”, com se dizem por aí. Eu sou extremamente contida e meticulosa, não sou de estar abraçando todo mundo, que quando acontece eu fico perdida sem saber o que fazer.

 

Depois só restou lamentar com a forma como ela retribuiu o abraço de Maya. E tive que ir buscar consolo, ir chorar “ o leite derramado” nas páginas do youtube, pesquisar o que significa quando uma mulher te abraça do nada sem razão que justifique isso —, só resta lamentar o ocorrido, porque ela se sentiu péssima depois que o momento passou, pois ela tinha tantos planos e na hora “h”, não colocou em prática, porque ela não estava seguindo um roteiro, pois foi tudo inusitado mesmo.


Ela queria ter dado um abraço mais cheio de afeto, caloroso, não ter ido embora sem olhar para trás como havia feito. Ela percebeu que segundo manual de identificação dos sinais de interesse, isso que ela fez, caracteriza - se como uma ação de não interesse em ir sem olhar para trás, para ter a certeza que a pessoa está olhando. — Se Maya estava testando ela, acabou de ser reprovada neste quesito do abraço. (KKKK!)


“Ela se assemelha a uma flor exótica 

Que só pode desabrochar 

Nas terras do sol poente 

Estou sob influência da lua nova

Que modifica as marés

E a sensibilidade do ser também.”

 

(A.F)

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Oi, boa noite!

 

Mais um capítulo que ganha vida. Espero que de alguma maneira consiga alcançar alguém.

Abraços!

 

 

P.S : O próximo capítulo vamos fazer uma descoberta a respeito de Maya. — O que Ruama pensou a respeito dela, será verdade? É uma sina nos relacionamentos dela?


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