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O Horizonte de Austin por Lady Texiana

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Palavras: 1275
Acessos: 592   |  Postado em: 24/02/2026

Capitulo 1 - A Poeira do Texas sob o Oscar

O ar condicionado da SUV preta lutava uma batalha perdida contra o calor opressor de Bastrop, Texas. No banco de trás, Eleanor Wilson observava a paisagem árida através dos óculos escuros de grife. Aos 42 anos, com dois Oscars na prateleira e o poder de paralisar um set de filmagens com um único erguer de sobrancelhas, ela deveria se sentir no topo do mundo. No entanto, o silêncio dentro do carro era preenchido apenas pelo fantasma da discussão que tivera, horas antes, com Julianne.

A mensagem de texto ainda brilhava no visor do celular esquecido no colo: "Boa sorte no Texas, El. Talvez a distância nos ajude a lembrar por que ainda estamos tentando." Nove anos de diferença nunca haviam parecido tanto quanto naquele momento.

- Estamos chegando, Sra. Wilson - anunciou o motorista. - O Rancho Double Cross. As locações principais ficam logo depois daquela colina.

Eleanor ajeitou o corte bob loiro perfeitamente alinhado. Ela estava ali para filmar um drama de época sobre a fronteira, mas sentia que a verdadeira fronteira estava dentro de si mesma.

Quando o carro parou, a poeira subiu em uma nuvem densa. Ao abrir a porta, o calor a atingiu como um bofete físico. Do outro lado da cerca de madeira, uma mulher desmontava de um cavalo castanho com uma agilidade que Eleanor não via há anos.

Cassidy Thompson não parecia uma dona de terras de cinema. Vestia jeans gastos, uma camisa de flanela com as mangas dobradas revelando braços bronzeados, e um chapéu de feltro que escondia parte dos cabelos escuros e ondulados. Ela caminhou em direção ao carro com uma passada firme, tirando as luvas de couro.

Quando parou diante de Eleanor, Cassidy não demonstrou o deslumbramento habitual que a atriz encontrava. Em vez disso, estreitou os olhos castanhos claros - da cor de mel queimado - avaliando a "intrusa" de Hollywood.

- Sra. Wilson? - A voz de Cassidy era um contralto rico, com o sotaque texano arrastado e firme. - Sou Cassidy Thompson. Este é o meu rancho.

- Prazer, Srta. Thompson. Espero que a minha equipe não tenha causado muitos transtornos - respondeu Eleanor, usando sua voz mais diplomática, aquela que reservava para produtores difíceis.

Cassidy deu um meio sorriso, curto e sem humor, enquanto ajustava o chapéu. Aos 44 anos, ela tinha o rosto marcado pelo sol e uma independência que exalava de cada poro.

- Transtorno é o sobrenome de Hollywood, Sra. Wilson. Só peço que mantenham os seus caminhões fora das pastagens do gado e não fumem perto do feno. Se queimarem o meu sustento, não haverá prêmio da Academia que as salve da minha espingarda.

Eleanor sentiu o sangue subir às faces. Ninguém falava com ela daquela forma há décadas. Ela retirou os óculos escuros, revelando o azul gélido e penetrante de seus olhos, desafiando a autoridade daquela mulher em seu próprio terreno.

- Garanto que somos profissionais, Srta. Thompson. E eu não costumo precisar de salvamento.

Cassidy sustentou o olhar. O silêncio que se seguiu não foi desconfortável; foi elétrico, carregado por uma faísca de resistência mútua.

- Veremos - disse Cassidy, dando um tapinha no flanco do cavalo e virando as costas. - O jantar é servido às seis na casa principal. Se quiser comer algo que não venha de um trailer de buffet, esteja lá. Sem atrasos. No Texas, o tempo não espera por ninguém, nem mesmo por uma lenda.

Eleanor observou-a se afastar, sentindo uma irritação familiar misturada a algo que não conseguia identificar. Era o início de uma longa filmagem. E, pela primeira vez em muito tempo, Eleanor Wilson sentiu que não era ela quem detinha o controle do roteiro.

*** O Refúgio: O Passado de Cassidy Thompson

Diferente do que o pessoal de Hollywood imaginava, Cassidy não precisava dos dólares da locação para pagar as contas. O Rancho Double Cross era apenas o coração de um império discreto. Por trás da camisa de flanela e das mãos calejadas, Cassidy era a mente por trás da Thompson Holdings, uma rede de investimentos que ia de tecnologia sustentável e de satélites a participações em leilões de arte em Nova York. O rancho era o seu santuário, o único lugar onde o mundo não podia alcançá-la.

Sua reclusão no Texas tinha um nome: Elena.

Vinte anos atrás, Cassidy acreditara ter encontrado o amor que se lê nos livros. Elena era uma violoncelista talentosa, e juntas planejavam uma vida entre Austin e a Europa. O castelo de cartas desmoronou na noite em que Cassidy voltou para casa mais cedo para fazer uma surpresa. Ela não encontrou apenas Elena em sua cama, mas encontrou-a com Sarah, sua melhor amiga de infância - a pessoa que conhecia todos os seus segredos.

A traição dupla foi um veneno que alterou o DNA de Cassidy. Ela não gritou. Não quebrou nada. Apenas assinou um cheque de valor exorbitante, colocou-o sobre a mesa de cabeceira e disse: "Comprem uma vida nova longe da minha."

Desde então, Cassidy trocou as salas de concerto pelo silêncio das pastagens. Ela aprendeu que o gado era previsível e a terra era honesta. Se você cuidasse dela, ela retribuía; se a negligenciasse, ela morria. Não havia traição no solo. Mas, ao ver Eleanor Wilson descer daquela SUV, sentiu uma rachadura na armadura que levou duas décadas para construir. Eleanor tinha o mesmo brilho de autoridade de Elena, mas com uma maturidade que Cassidy, contra sua vontade, achou magnética.

***

A crise entre Eleanor e Julianne não era uma tempestade súbita, mas uma erosão lenta. Julianne, uma designer de interiores influente e nove anos mais jovem, sempre vivera sob a sombra da lenda que era Eleanor Wilson.

No início, a diferença de idade era um tempero; agora, era um abismo. Julianne queria festas, galas em museus e a agitação de uma vida social que alimentasse o seu ego. Eleanor, saturada de décadas sob os refletores, buscaa o silêncio.

Na última noite antes da viagem para o Texas, o conflito atingiu o ápice na cozinha de mármore da mansão de Bel-Air.

- Você está se tornando uma estátua, Eleanor! - Julianne gritara, gesticulando com uma taça de vinho. - Você quer se esconder nesse papel de "atriz reclusa" e espera que eu me enterre viva com você. Eu tenho trinta e três anos, eu ainda quero ser vista!

- Ser vista por quem, Julianne? Pelos fotógrafos que você mesma chama? - Eleanor respondera com aquela voz gélida que fazia diretores tremerem. - Eu passei quarenta anos sendo observada. Eu queria e quero ser conhecida, agora não mais só pela minha carreira! Mas você não me olha mais, você olha para o que eu represento na sua rede social.

- Isso é injusto! Eu estive aqui quando você ganhou o segundo Oscar. Eu segurei sua mão!

- Você segurou a minha mão na frente das câmeras, Jules. Mas quando as luzes se apagaram e eu tive aquela crise de ansiedade no hotel, você estava ocupada demais lendo as críticas sobre o seu vestido.

A ruptura era profunda. Julianne se sentia um acessório de luxo na vida de Eleanor, e Eleanor sentia que Julianne era uma estranha que habitava sua cama. O convite para filmar no Texas fora uma tábua de salvação, uma desculpa legítima para Eleanor fugir do sufocamento de um casamento que se tornara uma performance exaustiva.

Agora, em meio à poeira de Bastrop, Eleanor percebia que estava livre da esposa, mas presa a um sentimento de fracasso. Ela olhava para Cassidy Thompson e via uma mulher que parecia bastar a si mesma, segura, firme. E isso, mais do que qualquer roteiro, a assustava e a atraía ao mesmo tempo.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Capitulo 1 - A Poeira do Texas sob o Oscar:
Mmila
Mmila

Em: 26/04/2026

Exatamente início, vamos acompanhar o desenvolvimento dessa história!

Responder

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Minh@linda!
Minh@linda!

Em: 22/04/2026

Já gostei desse primeiro capítulo! Mulheres fortes.

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