• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • O MAR DE PEDRA
  • Capitulo 9 QUANDO O MUNDO CAI

Info

Membros ativos: 9579
Membros inativos: 1617
Histórias: 1971
Capítulos: 20,927
Palavras: 52,929,536
Autores: 808
Comentários: 108,967
Comentaristas: 2597
Membro recente: Anik

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Entrelinhas de um contrato
    Entrelinhas de um contrato
    Por millah
  • RASGANDO O VEU DE MAYA
    RASGANDO O VEU DE MAYA
    Por Zanja45

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Alem do olhar
    Alem do olhar
    Por CameliaA
  • Minha Garota
    Minha Garota
    Por Dud

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

O MAR DE PEDRA por Alkssa45

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 1253
Acessos: 163   |  Postado em: 30/01/2026

Capitulo 9 QUANDO O MUNDO CAI

 Quando o Mundo Cai

Parte 1 — Sofia

Saí do apartamento do meu tio como quem é expulsa de si mesma.

O corredor parecia mais estreito, o ar mais denso. Cada passo ecoava como um erro irreversível. As palavras de Damon ainda estavam cravadas em mim — não como lembrança, mas como ferida aberta. A ilha. O salão. Minha mãe.

Minha mãe.

Era impossível organizar o que eu sentia. Vergonha que não era minha. Raiva que não cabia no peito. Uma dor ancestral, como se eu tivesse herdado não só o sangue, mas o trauma. A história que ele contou não terminava nele — ela me atravessava, contaminava meu presente, reescrevia tudo o que eu acreditava saber sobre amor, proteção e família.

Meu pai.

O homem que, com frieza cirúrgica, havia transformado o pior momento da vida da minha mãe em argumento.

Como alguém faz isso?

Como alguém olha para a mulher que prometeu proteger e esfrega no rosto dela a própria violência que quase a destruiu?

O peito queimava. Os olhos ardiam, mas as lágrimas vinham pesadas demais para cair com dignidade. Engoli o choro como quem tenta conter um desabamento com as próprias mãos. Meu corpo inteiro estava tenso, rígido, como se relaxar significasse quebrar de vez.

Caminhei sem direção. O mundo havia perdido contorno. Pessoas passavam por mim como sombras apressadas, e eu me sentia deslocada da realidade — viva, mas fora dela. Queria gritar. Não consegui. Queria correr. As pernas não obedeciam.

No carro, liguei a ignição no automático. O motor respondeu, mas eu não. Dirigia sem destino, sem intenção, como se o movimento pudesse me salvar daquilo que agora habitava minha mente. Cada semáforo fechado parecia um julgamento. Cada curva, um risco. No retrovisor, meu próprio reflexo me devolvia uma mulher que eu não reconhecia: olhos vermelhos, mandíbula travada, a infância inteira despedaçada atrás do olhar.

Minha mãe não fora protegida.

E eu não fora preparada para saber.

Então aconteceu.

O sol bateu no para-brisa com violência, cegando tudo por um segundo eterno. Quando a visão voltou, o caminhão já estava perto demais. Grande demais. Rápido demais. O instinto gritou antes da razão.

Virei o volante.

O impacto não foi imediato — foi anunciado pelo som. Um estrondo metálico, seco, que atravessou o corpo antes de atravessar o carro. Depois, o caos.

O mundo girou.

Uma vez.

Duas.

O teto virou chão. O chão virou céu. Vidros explodiram em luz e ruído. O corpo foi lançado contra o cinto, depois contra o próprio medo. Senti o braço ceder num estalo abafado, o pé gritar numa dor aguda, a pele arder em dezenas de pontos ao mesmo tempo. Não havia tempo para pensar. Só sentir.

O carro parou de cabeça para baixo.

Por um instante, tudo ficou suspenso. O som distante. A respiração curta. O coração batendo forte demais para caber no peito. Pensei na minha mãe. Pensei no que ela sobrevivera. Pensei que talvez eu não fosse forte o suficiente.

E então a escuridão veio.

Não como descanso — mas como limite.

O último lugar onde a dor, finalmente, se calou.

Melinda

O dia tinha sido comum.

Aulas dadas, perguntas respondidas, a sensação confortável de ter sido útil. Melinda saiu da faculdade com a bolsa apoiada no ombro e a cabeça cheia de ideias que talvez virassem artigo, talvez ficassem apenas ali, amadurecendo. Não falara com Damon naquele dia — o que não era estranho. O pai sempre respeitara seus silêncios.

O telefone tocou quando ela já pensava em ir direto para casa.

— Melinda, querida… — a voz de Judith veio suave demais, daquele jeito que antecede pedidos delicados. — A senhora esqueceu da dona Eiriene?

Ela sorriu sem perceber.

— Jamais. Estou com a tarde livre. Pensei em passar aí, se ela ainda me quiser por perto.

— Ela sempre a quer — respondeu Judith, com a certeza de quem observa afeto de perto.

Melinda desligou e ficou alguns segundos parada, olhando para o estacionamento. Pensou em Sofia.

Como estará a priminha?

Era impossível não pensar nela assim — “priminha” — mesmo agora, adulta, séria, imponente demais para a idade. Melinda gostava de implicar. Sempre gostara. Era fácil tirar Sofia do sério, e isso a divertia mais do que deveria. Riu sozinha ao lembrar disso.

Achava Sofia mimada. Extremamente mimada. Culpa do pai — o enfadonho tio Marcos.

Melinda nunca confiara nele. Não era antipatia gratuita; era instinto. Damon lhe ensinara, desde cedo, a respeitar os próprios alertas internos. E sempre que Marcos Alencastro estava por perto, algo nela se fechava.

Chegou ao condomínio luxuoso sem dificuldades. A cancela abriu quase automaticamente — Melinda era parte daquela casa, mesmo sem nunca ter sido oficialmente. Ao avistar o carro de Marcos na garagem, desviou o caminho.

Definitivamente não hoje.

Entrou pela área dos funcionários. Se havia um território que Marcos evitava, era a cozinha. Ali, ele não era rei de nada.

O corredor estreito cheirava a café recém-passado. Judith estava de costas, concentrada em algo no fogão. Mulher de porte médio, pele morena quase jambo, cabelos volumosos presos num coque que já não escondia os fios brancos. Vestia-se sempre com uma elegância simples, impecável.

— Se eu disser que vim roubar um pedaço de bolo antes do jantar, você me entrega? — provocou Melinda.

Judith virou-se com um sorriso largo.

— Só se prometer sentar e comer direito dessa vez. Está magra demais.

— Isso é calúnia — Melinda respondeu, abraçando-a com carinho. — Estou perfeitamente proporcional à minha genialidade.

Riram. Conversaram banalidades. A vida cotidiana parecia intacta ali, como se o mundo não tivesse fissuras.

Até que uma das funcionárias surgiu no corredor, pálida, com o telefone na mão.

— Dona Judith… o hospital… eu não estou entendendo direito…

Judith franziu a testa. Antes que respondesse, Melinda estendeu a mão.

— Deixa comigo.

Pegou o telefone sem saber por quê. Talvez intuição. Talvez medo antigo.

A voz do outro lado era profissional demais. Neutra demais.

— A senhora é familiar de Sofia Alencastro?

O coração de Melinda não disparou. Ele caiu.

As palavras seguintes chegaram fragmentadas: acidente, atendimento, consciente, observação. Ela ouviu tudo com uma clareza cruel, como se o mundo tivesse desacelerado apenas para garantir que cada sílaba doesse.

A mimada.

A especial.

Sofia.

Melinda desligou, respirou fundo uma única vez e se moveu. Avisou Judith, pediu as chaves, já estava no carro antes que alguém perguntasse se ela estava bem.

No caminho, ligou para Eiriene.

— Tia… — a voz falhou ali, pela primeira vez. — É a Sofia. Houve um acidente.

O silêncio do outro lado foi devastador.

No hospital, tudo parecia branco demais, rápido demais. Assinou papéis, respondeu perguntas, deu o nome completo de Sofia com uma firmeza que não sentia. Só então percebeu: estava tremendo.

Quando Eiriene chegou, o mundo de Melinda desacelerou outra vez.

A tia entrou apressada, o rosto marcado por uma dor que não era nova — apenas antiga demais. Ao ver Melinda parada no corredor, imóvel, com os olhos perdidos em algum lugar entre culpa e medo, Eiriene parou.

E entendeu.

Não foi preciso palavra. Nem gesto.

Viu ali algo que conhecia bem: o mesmo olhar que Damon tivera anos atrás, quando amara Amanda em silêncio antes de saber que era amor. O mesmo olhar de quem já perdeu antes mesmo de perder.

Eiriene aproximou-se, tocou-lhe o braço com delicadeza.

Melinda não chorava.

Mas estava quebrada.

Ela sente, pensou Eiriene, com uma certeza que doeu mais do que o acidente.

Sente — e ainda não sabe

 

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 9 - Capitulo 9 QUANDO O MUNDO CAI :
Zanja45
Zanja45

Em: 06/02/2026

Eiridiene é muito intuitiva para perceber as entrelinhas das pessoas. E ela percebeu que Melinda está destroçada com o acidente que Sofia sofreu.

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web