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Onde a Luz se Esconde por codinomeluz

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Palavras: 2930
Acessos: 43   |  Postado em: 02/12/2025

Notas iniciais:

Tem momentos na vida que a gente entende como é poderosa a vulnerabilidade e são esses momentos que marcam nossas vidas pra sempre.

Esse capítulo pode conter cenas ou narração de violência, sexo explícito, uso de alcool e tabaco. Caso seja sensível a esses temas, não é recomendada a leitura.

Vulnerabilidades

PV Julia

-Estou com fome - Ana Clara avisa ao lado de Renato no sofá, todos estamos focados no jogo de suspense do videogame - a gente podia pedir algo, o que acham?

-O tempo de pedirmos, de chegar, de arrumarmos as coisas pra comer, eu já mordi sua perna pra passar a fome, Clara - Renato responde, ainda focado na tela.

-Eu vou ver o que tem pra cozinhar rapidinho então - aviso, e vejo Bruno resmungar algo sobre ter que esperar o próximo para jogar e se levantar pra me ajudar.

Na cozinha, coloco um avental e passo um pra ele, enquanto coloco no fogo uma panela grande com água e uma boa quantidade de sal. Farei nhoques que temos congelados e foram feitos pela tia do Re. Bruninho se responsabiliza por cozinhar as pequenas bolinhas de massa quando a água estiver fervendo e eu vou pra geladeira pescar o que tiver pra fazer de molho.

-Ela sentiu sua falta, Ju - Bruno troca de assunto depois que ficamos alguns minutos em um silêncio confortável - e nós dois também… 

-Bru, acho que você pode perceber que sou um pouco assustada com intensidade demais e não estou acostumada a sentir intensamente assim, precisei me afastar mas quem fugiu, foi ela.

-Desculpa não ter te procurado, eu perguntei pro Renato todos os dias como estava mas não sabia qual limite poderia ultrapassar indo até você diretamente.

-Ela tá bem?

-Ela está melhor, vai ficando bem com o tempo. Depois ela vai te contar tudo, você vai ver, a Ana Clara passou por um ponto final importante esses últimos dias, que trouxe muita coisa do passado, muita ferida mas ela está se cuidando novamente, ela tem a gente.

Acho que de alguma maneira ela também me tem.

-Acho que de alguma maneira, ela tem eu também, Bruno - meu pensamento me escapa - mas eu espero que ela fique bem, ela não me deve explicações.

-Mas ela vai querer explicar, você vai notar que já é importante pra ela, em breve… eita, já estou falando demais, tequila é perigoso.

-O que acha de pesto?

-Se eu não ficar com bafo de alho - ele brinca e eu sigo com a receita, fazendo o molho pesto com alho confitado que o Renato sempre insiste em comprar, eu nego e acaba sendo útil na cozinha. Faço também pequenos medalhões de filé mignon que meu amigo provavelmente descongelou justamente para esse jantar.

Terminamos os nhoques e misturo com o molho para servir na mesa com a carne, que Bruno se dispôs a colocar, tirando meu arranjo da mesa de jantar de pois de uma encomenda para que eu faça um igual para ele e de buscar alguns arranjos pequenos que temos na casa, com folhagem secas para colocar na mesa junto das duas travessas grandes e uma menor com queijo ralado por ele mesmo. Pegamos duas taças de vinho branco que havia aberta na geladeira pra esperar os jogadores.

-O cheiro está maravilhoso, meu amor - Gustavo é o primeiro a se juntar à nós, deposita um beijo carinhoso no pescoço do namorado.

-Foi tudo essa diva de mãos milagrosas - ele segura minhas mãos entre as suas e me olha carinhoso, com os olhos negros como a noite, carinhosos.

-Minha fome aumentou 1000% depois de sentir o cheiro - Clara fala atrás de mim - vamos ver quais milagres essas mãos podem operar - levanto um pouco a cabeça pra trás para encará-la e dar de cara com um sorriso safado vindo dela.


-Meu amor - Renato alcança minha mão por cima da mesa redonda, ele está ao meu lado - você sabe que eu não sou sapatão mas se eu fosse, era as suas mãos que eu queria em… em minha cozinha - todos nós sorrimos - que comida deliciosa, obrigado!

-Eu tenho muita sorte por ter uma esposa tão prendada - Gustavo responde - mas ainda prefiro seu escondidinho de cordeiro, Bruninho meu amor, meu sol, meu grande amor.

-Quase que eu acredito - Bruno responde com falso tom de deboche - obrigado pelas dicas na cozinha, Ju!

-De nada, meu bem, obrigado por me ajudar, e pela conversa.

É incrível como às vezes não sabemos disfarçar certas tensões e só de lembrar da conversa que tivemos, sei que também terei uma com Ana Clara em breve e não disfarço bem a tensão. Me levanto tirando o guardanapo de pano do colo, colocando-o sob a mesa e os meninos se dispõe a retirar a mesa e lavarem a louça, enquanto me retiro pra ir até o quarto de hóspedes ver como está Tião.

Ao sair do “quarto do gato"/escritório/quarto de hóspedes, dou de cara com o olhar que me perseguiu a noite inteira, agora ela também está descalça e suas bochechas tem um leve tom de vermelho, como se estivesse quente.

-Ju, podemos conversar?

-Claro - por um momento, lembro do que ela disse sobre "ser usada" e isso me deixa desconfortável dentro da minha própria casa mas sigo, assim já encerro essa história que só daria em alguma coisa na minha mente mesmo.

-Primeiro, eu quero realmente me desculpar - ela diz se sentando numa das cadeiras de descanso ao meu lado, na parte do quintal de casa - porque eu não poderia ter fugido de você como fiz, sem explicar nada.

-Você não me deve explicações, Clara, pode ficar tranquila.

-Mas eu quero te explicar! Do começo… - ela alcança minha mão com a sua e me faz um leve carinho com o opositor antes de continuar - o nome da mulher que infelizmente você conheceu aquele dia é Flora, ela e eu fomos esposas e ela morou comigo por um tempo naquela casa, quando minha tia adoeceu e por querer estar perto dela o tempo todo, acabei perdendo muito tempo com minha tia antes de me tocar de tudo aquilo…

Deixo o silêncio no ar, não de forma constrangedora ou desconfortável, mas necessária, acalento sua linda mão dentro da minha e entrelaço nossos dedos, que ficam lindos assim.

-Mas nos afastamos, ela ficou muito tempo viajando, minha tia faleceu e me deixou a casa, quando ela voltou eu já estava me recuperando e aí… ela fazia tudo o que eu queria, hoje eu sei que foi uma ferramenta para me manipular, e que no final, ela me fazia acreditar que eu queria certas coisas também, a Flora é uma mulher mais velha que eu e estava em algum tipo de crise de meia idade na época. Nos casamos quando, seis meses depois, eu me formei e recebi a herança de meu pai e de minha tia juntas, já que me formar na faculdade era a condição pra isso e - ela engole seco.

Trago a mão dela até meus lábios e deposito um pequeno beijo, carinhoso.

-E aí começou meu inferno particular. Ela me proibia primeiro de trabalhar, perdi o estágio dos meus sonhos por isso, depois me proibia de sair quando ela viajava à trabalho, então humilhava as pessoas que trabalhavam na casa e me viram crescer ali, até que começaram as agressões… primeiro foram as morais, depois as psicológicas e então, físicas, eu fugi do país e fui morar em uma casa pequena que meu pai tem na Argentina mas ela me achou, me buscou e me convenceu que havia mudado, eu acreditei de verdade nela. Eu comecei trabalhar com o que amava e tive uma ascensão rápida, dentro de um ano eu fui de produtora executiva de alguns filmes, para diretora e roteirista de outros em uma grande produtora - ela solta um riso anasalado e triste antes de continuar - há dois anos, eu ganhei um prêmio com minha equipe, recebi o prêmio e ela foi comigo, foi lindo, até quando chegamos em casa e ela me bateu até me mandar pro hospital, nisso já estávamos há 4 anos juntas entre namoro e casamento, ela tinha um filho de outro relacionamento em Portugal, ao qual era proibida de ver e naquele dia, eu entendi porquê ela não podia chegar perto da criança.

-Meu deus, Clara - não me seguro e a puxo pra mim, sentando-a em meu colo de lado, sentindo que aspira o meu cheiro do meu pescoço, enquanto junta nossas mãos fixamente em cima de suas pernas - eu sinto tanto por isso, acho que esse abraço não é capaz de dizer o quanto eu sinto e… eu entendi tudo errado.

-Entendeu o que errado, Ju?

-Sábado eu estive aqui na porta, ouvi você falando com o Renato que merecia mais, que não seria usada e achei que…

-E achou que era sobre você… Entendi agora seu sumiço ontem! 

-Eu entendo, não teria feito nada diferente disso, Ju… posso continuar contando a história daqui mesmo?

-Aninhada assim em mim, toda gostosa, cheirosa e quentinha? Mas é claro! 

Sorrimos juntas e ela se aninha ainda mais em mim, terminando a história.

-Acontece que na época, há mais de dois anos na verdade, eu fiz boletim de ocorrência, ela pagou fiança e tudo ficou entendido como um "desentendimento de casal” porque ela era uma mulher poderosa, tinha os amigos certos nos lugares certos. Mas meu advogado entrou com uma medida restritiva contra ela, há cerca de 9 meses ela quebrou essa primeira medida indo me afrontar no evento de abertura de uma galeria de arte que sou sócia, tivemos outra medida feita, com audiências e tudo, até que ela se aproximou novamente, entrando em minha casa daquela forma no outro dia e aconteceu o que aconteceu.

-Só não me diz que ela ainda tá livre na rua, porque aí eu terei que tomar providências contra essa mulher.

-Suas mãos são tão habilidosas, lindas, não precisa sujá-las - levou minha mão que segurava sua coxa até os lábios e deu um beijo molhado nos meus dedos - e ela está presa, agora sem direito à fiança, me mandou até uma carta pelos advogados dela, informando que pagaria a indenização devida, que naquele dia foi "tocada pelo Espírito Santo” e que se arrependia de tudo, me pediu desculpas e afirmou que nunca mais apareceria em meu caminho.

-Se ela aparecer, eu estarei aqui! Bom, eu me assustei aquele dia e também me recolhi, uma mulher louca me tirou de um dos melhores momentos de minha vida praticamente pelos cabelos, me tirou o cheiro maravilhoso da sua nuca e o calor do seu corpo do meu…

Ela se ergue pra me encarar e vejo seus olhos ainda mais escuros.

-Aquela foi a primeira noite em anos que não senti medo, Julia. A primeira vez que desejei alguém e ser de alguém sem culpa, na verdade todo momento desde que coloquei meus olhos em você aquela noite no cinema e… foi a primeira vez em tanto tempo, que eu quis repetir.

Aproximo meu rosto do dela, colando nossas bochechas levemente, depois saio e deposito um beijo ali. Esse é um momento de vulnerabilidade e não posso deixar que somente ela se abra, alguma porta em mim se abre pra ela também. Nos encaramos novamente de perto.

-Clara, eu vivi momentos que não consigo mensurar na vida, isso se estende ao meu último e único relacionamento, onde era questionado até o que eu comia perto da família da pessoa e em nenhum momento, tive apoio da minha própria namorada… ouvi perguntarem pra ela até mesmo se eu não era escura demais, que até aceitariam uma pessoa negra mas que fosse mais “clarinha"... dentre tantas coisas que aconteceram, me fechei para todo tipo de aproximação romântica até semanas atrás quando senti seu olhar em mim a primeira vez, quando também coloquei meu olhar em você.

Ela sorriu. Um sorriso leve e tranquilo, que me instigou a apertar mais seu corpo em meu colo, e continuar falando.

-E eu quero você comigo, se você quiser… ainda tenho que descobrir o que é que eu sinto exatamente quando te vejo porque eu tenho uma lista de coisas, sinto meu corpo formigar em lugares específicos, aquecer em outros e se eu pudesse, tatuaria o cheiro gostoso da sua pele, ou sua presença em mim, que me trazem coisas tão boas. Sinto que eu mereço isso e depois dos sábios conselhos de uma menina de 19 anos que considero minha família, eu quero saber se você também quer estar comigo.

-Eu já estou, Julia! Eu já estou com você e eu quero estar. Agora eu posso finalmente te beijar? Porque ver seu sutiã branco pela abertura da blusa, ou sua bunda bem desenhada nessa calça, maltratou minha calcinha a noite toda.

Eu sorrio sinceramente e não preciso falar nada, ela me beija. Um beijo com carinho e calor de bons sentimentos, de novos sentimentos. A confirmação que eu precisava para saber que a porta de entrada que tinha sido aberta dentro da minha vida, do meu coração, era também a porta de saída para as mágoas, dores e sofrimento do que passei antes.
Ali eu tinha acolhimento, respeito, carinho, afeto, eu tinha a Ana Clara. E isso era mais do que eu poderia pedir à qualquer ancestral que pudesse me ajudar.

O beijo se aprofundou, bem como minha mão na carne macia de sua coxa e os dedos dela na minha nuca.

Nos afastamos para retomar o fôlego quando Renato chegou, nos tirando do transe que nos encontrou. Avisando que iria para um barzinho com os meninos tomar algumas e jogar ludo, avisou que até ia convidar a gente, até ver como estávamos ali e não queria atrapalhar. Jogou um beijo no ar e saiu pela casa.

-E sobre a sua calcinha, eu tenho uma pergunta - parei de encarar a mulher em cima de mim e passei a mão perigosamente pela lateral da perna dela, adentrando a barra já muito levantada do vestido, até alcançar o fio da calcinha - eu preciso que tire ela pra mim.

Obediente, Ana Clara se levantou do meu colo, com os pés no chão como eu, e tirou a calcinha ali mesmo, tendo somente a lua crescente e eu de testemunhas, jogando o pequeno - e molhado, muito molhado - pedaço de tecido em mim, que não me fiz de rogada e o segurei firme, levando-o até o nariz e aspirando o cheiro que me enchia a boca de água.

-Eu não sei como você faz isso - a vejo entrar em direção à casa sem mim - mas até essa cena foi estupidamente sensual pra mim.

Não preciso de um convite, a sigo e quando alcanço aquele pedaço de mau caminho, a prenso contra a primeira parede que encontro, levantando sua perna esquerda com uma mão enquanto encaixo a outra na intimidade dela, me surpreendendo quando noto que de tão molhada…

-Você está escorrendo pelas coxas, Clara, que desperdício - meu tesão aumenta ainda mais e não sabia que era possível tanto assim.

-Então se ajoelha aqui mesmo e aproveita, Julia… eu sou toda sua e você pode fazer o que quiser, eu deixo.

-Cuidado com o que deseja.

-Eu desejo tudo o que pode me dar.

Não espero mais, me abaixo ali e encaixo sua perna já levantada em meu ombro, sugando da parte interna de suas coxas todo o líquido que escorre, até que encontro seu s*xo quente, saboroso, que esperava somente por mim. Percorro minha língua por toda a extensão dos grandes lábios dela, que se abre um pouco mais e posso alcançar também os pequenos, sua fenda e por fim, o cl*tóris já rígido e ainda mais quente, que quase treme em meu paladar.

Nunca fui tão vocal no sex* em minha vida, quando a ch*po com força recolhendo a umidade já existente, g*mo rouca e longamente, tendo meu próprio prazer alcançado somente de provar o dela. E não demora até que ela coloque diversas vezes o ponto rígido em minha língua, pedindo mais atenção, assim que recebe o que pede, rebol* como pode em minha cara, g*mendo meu nome e sussurrando palavras que eu nem mesmo posso entender quais são, afinal suas coxas estão uma de cada lado de minha cabeça, apertando com cada vez mais força e minutos depois, quando encontro um ponto na lateral de seu pequeno botão que a faz tremer ainda mais, passo mais vezes a língua nele e quando o sugo, ela se derrama com um som gutural e alto, que me satisfaz também, só de ouvir.

Me levanto devagar depois de sugar o g*zo dela, apoio sua perna agora bamba no chão novamente e ela procura meus olhos com os seus semicerrados, ainda sentindo o prazer dominando-a, mordendo com força o próprio lábio inferior, que só solta quando alcança meu pescoço segurando com 4 dedos de um lado e o opositor do outro, me puxando para um beijo sem precedentes. Posso g*zar somente nesse beijo, que logo se torna também mãos firmes pelo corpo, é uma delícia o gosto da b*ceta dela com o do nosso beijo.

-Agora você tem que me levar pra cama - ela sorri quando se afasta pra tomar ar, colando a testa na minha - eu estou com as pernas bambas.

Assim ela tira de mim o riso mais cafajeste que tenho e desejo internamente que somente ela, a partir daquele momento, possa tê-lo. Deixo um selinho em seus lábios e a seguro no colo, de frente pra mim, enquanto me abraça pelo pescoço.

 

Quando entramos em meu quarto, percebo que a temperatura aumenta ainda mais, me sento na cama com ela ainda em meu colo. A noite acaba de começar.


Fim do capítulo

Notas finais:

Oi, meninas! Eu de novo hihihihi

Esse capítulo aqui pra complementar os demais e trazer algumas cositas a mas ><

Depois me deixem um alô, uma opinião, uma crítica, um feliz natal, o que quiserem <3

Até a próxima, beijos e carinhos


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