Parte Final - Conclusão Reflexiva
O revés de uma mesma moeda - os dois lados - o que se observa é que se por um lado o dragão perdeu a seu filho, vítima de caçadores, como consequência disso, ele buscou vingar - se de qualquer maneira, agindo de forma aleatória, levado por emoções profundas, que ele alimentava constantemente. - Como desfecho, uma violência sem precedentes. - Porque não houve separação, não estavam nas suas raízes aquelas atrocidades, pois por conta de alguns muitos outros sofreram os danos, sem nem serem os culpados.
Por outro lado, vê - se algo extremamente inverso, Michaela, perdera os pais de forma impiedosa, não lembra desses acontecimentos, só o que contaram para ela. - o que nota -se é uma dissonância entre as duas situações. Pois, Michaela, teve uma vida difícil, passou por diversos lares, porém a melhor forma que achou para sobreviver fora livremente nas montanhas. - E na situação em que se encontrava, aparentemente ela parecia desprovida de qualquer ressentimento, transpirava pureza, a dor da perda, do abandono não refletia no jeito dela viver - simplesmente, parecia alheia as armaduras que as experiências negativas as quais passou poderia trazer.
Quando o dragão lembra de toda a trajetória daquela criança até ali, é resgatado para sua verdade interior que ele tentou negar por muito tempo. - A verdade que fora suprimida da vida dele, porque situações como aquela já havia acontecendo há muito tempo, era como um padrão que se repetia na sua vida. - Ele havia rejeitado a sua sombra há muito tempo por medo de descobrir o óbvio, e que ele provavelmente já sabia. - Cada ser humano precisa juntar os fragmentos deles mesmos, para voltar a ser integral. - “Não poder viver separado das sombras, porque a luz só existe por conta da escuridão”. Nesse sentido, uma é a parte de um todo, que formam o conjunto.
Então, moral da história, “os homens não nascem dragão, eles se tornam”. E agora tirem suas próprias conclusões sobre quem é Michaela?
Fim do capítulo

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