Capítulo 44

Capitulo 44

de Chemical, por lenass

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O sol começava a invadir o quarto, seus raios suaves acariciando as cortinas e a cama onde Bianca e Luísa ainda estavam deitadas. O ambiente estava aquecido pela luz da manhã, e a cama seguia sendo um refúgio preguiçoso e acolhedor para as duas. Bianca, deitada de lado, ainda sentia o calor de Luísa ao seu lado — e não estava nem um pouco disposta a abrir os olhos ou sair dali.

Ela estava grudada em Luísa, os dedos entrelaçados nos dela, a cabeça repousada suavemente sobre o peito da professora. A manhã começava, mas Bianca não queria, de jeito nenhum, que aquele momento acabasse. O silêncio era preenchido apenas pelo som tranquilo da respiração das duas, e Bianca se sentia tão bem ali que nem pensava em se mover.

— Não acorda, não — murmurou, abraçando Luísa com mais força. — Fica aqui... comigo.

Luísa riu baixinho, os dedos afagando os cabelos de Bianca com carinho.

— Eu sei que você tá fazendo charme, mas eu preciso levantar. Vou preparar um café pra gente.

Bianca apertou ainda mais o corpo contra o dela, fazendo um bico e lançando um olhar pidão.

— Não me deixa sozinha, vai... só mais um pouquinho.

Luísa sorriu, tentando resistir àquela manha irresistível.

— Você é impossível — disse, ajeitando-se devagar, numa tentativa frustrada de escapar do aperto.

Mas antes que pudesse realmente sair da cama, um som alto e inconfundível cortou o silêncio. A barriga de Bianca roncou, e o clima de preguiça foi imediatamente invadido por uma gargalhada contida. Bianca corou de leve, envergonhada, e se afastou um pouquinho — mas ainda com aquele olhar de quem não queria soltar o aconchego.

— Acho que sua barriga tá protestando — Luísa comentou, rindo. — Já tá me entregando pra comida?

— Ei! — Bianca resmungou, tentando manter a pose. — Isso foi só o meu estômago se declarando também, tá?

— Aham. Muito romântico da parte dele.

Bianca riu e rolou um pouco para o lado, deixando Luísa se levantar.

— Tá vendo? Eu só queria mais um tempinho de dengo... mas você tinha que me lembrar que o mundo existe. Preciso de café.

— Eu te avisei — respondeu Luísa, já indo até a porta. — E esse seu “tempinho” ia virar o dia inteiro, né?

— Talvez — Bianca disse, sorrindo travessa. — Mas já que você vai fazer café, vou perdoar essa sua pequena traição.

Luísa apenas lançou um olhar cúmplice, já a caminho da cozinha.

— Não demora, preguiçosa. Fica aí me esperando, que hoje tem café na cama pra você, loirinha.

E com aquele clima leve, recheado de provocações carinhosas e sorrisos trocados, Luísa foi preparar o café, enquanto Bianca permanecia na cama, ainda abraçada ao travesseiro — já com saudade, já contando os segundos.

Fim do capítulo

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