Capitulo 1
Era tão errado quanto todo amor poderia ser. Gestos importavam mais do que quaisquer palavras saídas pela boca de quem entendia tanto delas. Num suplico momento víamos todo o corpo — não o nosso, esse não importava tanto assim. Dedos dos pés defeituosos que nos juntavam mais pressionando a pele de apartamento com pele de mato, cicatrizes no queixo no exato mesmo lugar. Era ali que podia encarar quando te olhava. A distância encontrava. Se te via deitada ao lado...não estávamos tão perto. Sentia sua vermelhidão, não te tocava. Ali, onde o chão grudava nos pés, me encarava porque jamais chegaria até aqui. Os acidentes só acontecem quando há o choque. E decidimos, como num pacto, virar a polícia rodoviária — mesmo a odiando independente da cor. “É a terceira vez que me pergunta isso de lá até agora”. Disse numa voz áspera com a consciência da afiação que tinha. Silêncio. Era incapaz de sentar ao meu lado, preferia mirar feito canhão de câmera.
— Lembrei que era um jogo para jogar sozinho, por isso que nós duas jogando não tava dando certo, tava dando conflito.
— Então foi por isso que não deu certo.
— Não deu?
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Sem comentários
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook: