Capitulo 10
Wongsa
Acordei com uma claridade vindo do vidro, esqueci completamente de fechar as persianas, mas pelo menos tinha dormido bem essa noite, talvez seja porque que ela estava ali, me estiquei na cama e olhei para ela que dormia feito um anjo, fiquei um tempo a admirando. Anong Wongsa estava bagunçado minha mente me deixando confusa, com o coração mole também, não conseguia ser rude, cruel, nem grossa com ela, toda vez que percebia que falava algo arrogante, me sentia muito mal, além de ter pedido para ser minha amiga, coisa que nunca fiz na vida. " O que você está fazendo comigo?" Pensei dando uma última olhada para ela, fiz minha higiene matinal, vesti uma roupa mais despojada, por ser final de semana, não precisava usar nada formal, fui aprontar o café da manhã e recebi uma chamada.
" Diga!"
" Nem quando dorme com a gata acorda de bom humor, não trans*ram?" - Meu rosto esquentou na mesma hora com aquela afirmação.
" Está demitida Ploy, não quero mais saber de você! " - Falei brava.
" Para de onda, Ayla me contou que Anong dormiu aí, disse que você ligou bem preocupada, o que está acontecendo?" - Suspirei.
" Fala para mim, você gosta dela, não gosta?" - Suspirei novamente, logo escutei um barulho denunciando que Anong estava descendo as escadas.
"Tenho que desligar, depois conversamos sobre isso"
" Ok, rainha de gelo, não faça besteira!" - Quase a xinguei mas ela desligou na minha cara, Porque todo mundo estava me chamando assim?
- Nossa que cheiro maravilhoso é cha? - Perguntou ela vindo na minha direção, percebi que tinha mexido no meu guarda roupa pegando uma roupa minha, se fosse outra pessoa teria odiado, mas como era ela, até que ficava muito linda.
- Sim, você gosta? - Perguntei e ela balançou a cabeça feliz, Anong era uma mulher doce, linda e fofa, me deixava encantada com seu jeito inocente de menina. - Então sente-se, vou sevir. - Falei ela sorriu largo me deixando ainda mais encantada.
- Assim vou ficar mal acostumada. - Sorri involuntária vez, ela ficou me encarando. - Seu sorriso é lindo, devia sorrir mais vezes. - Senti que fiquei roxa naquela hora, ninguém havia me elogiado daquela forma, também porque nunca sorria sempre fui séria, estressada, mas estar com ela me deixava leve, fiz um barulho limpando a garganta.
- Dormiu bem? Está se sentindo melhor? - Perguntei me sentando na mesa, ela mordeu um pão balançando a cabeça.
- Sua cama é bem confortável, dormi muito bem, muito obrigada. - Sorri de canto satisfeita com sua resposta, então ela me encarou. - Porque sumiu ontem daquele jeito? Não estou querendo me meter na sua vida, mas fiquei preocupada. - Ao dizer aquilo meu coração começou a bater mais rápido, ninguém nunca se preocupou comigo antes, era a primeira vez que isso acontecia, então me senti um pouco estranha.
- Tive algumas coisas para resolver. - Suspirei lembrando do meu aborrecimento com mamãe, além da proposta imunda de Dao, senti uma mão quente tocar a minha, então a encarei.
,- Se caso quiser me contar, pode falar, estarei aqui com você, aliás somos amigas agora. - Seu sorriso me desarma, era uma menina encantadora.
- Tem planos para amanhã? - Perguntei ela me olhou confusa, então dei de ombros. - É domingo geralmente como frutos do mar, então se quiser me acompanhar não me recusarei. - Ela deu risada, então franzi pega de surpresa.
- Isso foi um convite? - Perguntou e dei de ombros. - Se quiser me levar tudo bem, Som. - Olhei para ela que sorriu, quando Ploy me chamava daquele jeito me deixava irritada, mas vindo da boca de Anong parecia até música boa nos meus ouvidos, gostei muito.
Nos despedimos a tarde com a promessa de nos ver no outro dia, já estava ansiosa por isso, nunca tive amigas, a única pessoa que me despertou essa vontade foi ela, mas lá no fundo sabia que não queria ser apenas sua amiga, tanto pelo fato de ter me sentido estranha em vê-la com meu roupão noite passada, quanto por estar sempre a observando, talvez esteja gostando dela e isso não era bom. O resto do dia foi tediante naquela casa sozinha, comecei a analisar alguns relatórios, percebi que Anong era muito boa no que fazia, estavam todos perfeitos, fora que ela estava ajudando bastante no marketing com a divulgação das páginas. Peguei meu celular comecei a rolar pelo Instagram da empresa, já tinha alguns vídeos de promoções, bastante pessoas comentavam e se interessavam pelo nosso conteúdo, olhei no stories e sorri involuntária quando a vi aparecer junto com sua amiga falando um pouco sobre nós, franzi na mesma hora quando percebi o porque ela passou o dia todo no meu escritório, pelo que vejo ela tem paixão pelo seu emprego, assim como eu.
Fui para a cama por volta das oito horas, estava exausta, passei o dia todo pensando na empresa, em Anong e meu casamento, tudo estava uma confusão na minha cabeça, as palavras da minha mãe martelavam na minha cabeça me deixando com dor, desci as escada para a sala, peguei meu habitual copo de vinho, bebi um, dois, três, no quarto copo bebi mais que a metade e então com fúria taquei na parede fazendo- o se espatifar todo no chão, minha respiração estava irregular, meus olhos ardiam em querer se derramar, mas não podia chorar e nem demonstrar fraqueza, era assim que ela queria que ficasse desestruturada, minha mãe me fazia me sentir fraca, inútil, não era isso que prometi ser para mim mesmo. Respirei fundo me acalmando e fui pegar os cacos de vidro do chão, meu celular começou a tocar sem parar, então acabei me cortando, não olhei no visor e simplesmente apertei o botão com mão cheia de sangue já, sei que foi um corte de nada, porém estava sangrando muito.
- Ai! - Gemi quando o coloquei debaixo d'água para parar de sangrar.
"O que está acontecendo?"
" Anong?" - Perguntei afastando o celular, olhei no visor estava seu nome, então suspirei.
"Você está bem?"
"Por que me liga essa hora?"- Ela suspirou do outro lado.
"Não responda minha pergunta com outra pergunta Som." - Sorri, era incrível como ela me tirava um sorriso fácil.
" Ok, a que devo a honra senhorita."
"Liguei para saber se estava bem, algo me diz que não tava."
"Estou bem, Anon, apenas cortei o dedo."
"O QUE? COMO ASSIM?"
"Não grite garota estou com dor de cabeça, estava bebendo e o copo escorregou da minha mão, está tudo bem." -Respondi depois de tirar o celular da orelha e colocar no viva-voz, a linha ficou muda.
" Anon?"
"Anon, está aí?"
" Sim, estou, vou para aí."
"NÃO! não precisa!" - Tratei de responder rápido, mas ela não ligou e desligou na minha cara, bufei, quem ela pensa que é pra desligar na minha cara.
Minha surpresa foi que não demorou muito para ouvir barulho de buzina do lado de fora insistente, iria ser xingada pelos meus vizinhos, corri para fora com um pano enrolado na mão cheio de sangue, minha blusa também estava um desastre, me assustei quando vi o carro de Ploy e Anong sair de dentro dele, comecei a me sentir estranha, talvez com ciúmes.
- O que fazem aqui? Estavam juntas? - Perguntei seca, elas se entreolharam, Ploy riu divertida.
- Estávamos… - Não a deixei falar nada só dei as costas, senti uma mão tocar no meu braço, me virei com fúria nos olhos.
- Ei espera! - Pediu Anon segurando meu braço, ela olhou feio para Ploy que se encolheu. - Ploy veio me trazer porque ela vai levar Ayla para jantar. - Explicou e logo o vidro abaixou mostrando uma Ayla sorridente.
- Boa noite chefinha, cuide bem da minha amiga! - Disse animada, olhei feio para Ploy que sorriu divertida, ela estava testando minha paciência, respirei fundo e encarei Anon.
- Ok entre! - Ordenei, Ploy se prontificou em nos seguir e cruzei meus braços batendo meu pé no chão. - Somente Anon, você não. - Ela me olhou fingindo estar magoada.
- Nossa Som magoou, nunca me deixou frequentar sua casa, porque só Anon? - Perguntou, revirei meus olhos.
- Por que ela é minha amiga. - Falei como se fosse a coisa mais óbvia, vi Anong dar risada.
- E eu não sou? - Pensei por um momento, suspirei.
- É diferente, vai para seu encontro, é falta de educação deixar as pessoas esperando. - A repreendi. - Melhor, não permito! Não pode relacionamento dentro da minha empresa, entre funcionários, vou demiti-las! - Anong apareceu na minha frente e me deu um peteleco na testa, me senti uma criança naquele momento, ela me olhou feio.
- Pare de falar besteira, agora entre, essa coisa está feia! - Mandou, fiz logo uma cara de emburrada.
- EI, SOM! - Gritou Ploy me fazendo olhá-la, assim que o fiz ela fez um barulho de chicote estalando e rindo divertida.
Fim do capítulo
" Oii meninas, estou tranzendo mais um para vocês, talvez não apareça aqui amanhã, até segunda babys"
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