Whitout me por Kivia-ass
Perdeu, Catarina!
POV THEODORA
-Cadê a música Theodora? – Luiza gritava na beirada da piscina.
-Calma, tô procurando o carregador. – Gritei encontrando o bendito cabo do carregador.
Hoje resolvemos fazer uma festinha na piscina, para os nossos amigos, iremos assumir o nosso namoro pra todos, Catarina quem deu a ideia de fazermos isso hoje, logo após ter aceitado meu pedido de namoro. Eu estava radiante, meu sorriso quase não cabia dentro do rosto.
-O que você quer ouvir? – Perguntei assim que me sentei ao lado da minha namorada.
-A rainha do Brasil. – Dei play na música e um gole na minha Brahma gelada. – Catarina, que mansão, ein?
-Obrigada. – Catarina sorriu timidamente. – Fiquem à vontade para vir quando quiserem.
-Claro que viremos, Valentina e eu amamos uma piscina. – Luiza bateu palma e eu ri do seu jeito divertido.
As crianças brincavam na beira da piscina com o tio Alessandro, Isis ainda não havia aparecido, como sempre ela estava atrasada, continuamos batendo papo, o sábado estava ensolarado e o sentimento de felicidade dominava meu peito.
-Mamain? – Luna veio correndo em nossa direção e Catarina abriu os braços.
-Oi meu amor? – Minha namorada achou que era ela, mas Luna desviou e pulou no meu colo. – Olha só, já me trocou.
-Oi minha princesa. – Tirei o cabelinho dela do rosto.
-Eu "quelo" suco. – Catarina olhava a cena com ternura.
-A mamãe pega pra você. – Me levantei com ela no colo e fomos pra cozinha.
Peguei o suco pras crianças, preparei mais uma bandeja de frutas e fiz Luna beber água, eu estou amando esse lance de maternidade, estava me sentindo tão feliz que quase não sabia explicar. Voltamos pra área da piscina e Luna me ajudava a carregar as coisas.
-Perdeu, Catarina. – Ouvi Ester falando e apontando pra nós. – Como a mamãe Theo, tá se saindo?
-Tá aprovadisssima. – Catarina respondeu com um sorriso aberto pra mim e minha filha. – Não podia ter escolhido melhor.
Deixei um selinho em seus lábios e continuamos o papo. Isis e Arthur se juntaram a nós, e logo depois minha mãe chegou. Eu ainda não tinha conversado com meu pai pessoalmente, mas marcamos de nos vermos amanhã, eu não conseguia ficar chateada com ele, e eu sei que ele sempre vai ser o meu pai.
No meio da tarde jogamos canastra, dona Geralda ganhou de lavada da minha mãe, era satisfatório ter minha Malvina participando da minha vida, isso era algo que eu sempre quis, e ainda melhor ter ela e Catarina se dando tão bem.
-"Agola" eu tenho duas vovós, mamãe? – Luna perguntou baixinho, mas eu ouvi ela falando com Catarina.
-Filha, Malvina é a mãe da mamãe Theo, mas não sabemos se ela quer ser vovó. – Catarina respondeu tentando não magoar nossa filha.
-Hey, por que você não pergunta pra ela? – Entrei no meio da conversa e Luna amou a ideia.
-Tia Mal, você quer ser minha vovó? – Minha mãe se assustou com o pedido e o silêncio pairou no ambiente. – "Agola" tia Theo, "vilou" minha mamãe, e você pode ser minha vovó.
-Você gostaria que eu fosse a sua vovó? – Minha mãe suavizou a expressão e perguntou pra Luna.
-Eu "gostalia. – Minha mãe abriu os braços e Luna correu até o seu abraço.
-Eu sempre quis ter uma neta linda igual a você. – Todos nós olhávamos a cena com ternura, eu estava feliz demais e nada me tiraria aquela felicidade.
Luna ficou o resto da tarde se gabando por ter duas vovós agora, eu achava graça da minha filha, dona Gê e Malvina conversavam sobre o sonho que era ser avó e Luiza dizia que avós foram feitas pra mimar os netos.
Luiza e eu já tínhamos exagerado na Brahma, enquanto Ester, Catarina e Isis seguraram no vinho. O início da noite se aproximou, dei um banho nas crianças e coloquei eles pra assistir desenho, decidimos pedir pizza, a noite ainda estava longe de acabar.
-Eu gosto de ver esse seu sorriso feliz. – Estava separando os talheres, quando minha mãe se aproximou. – Que pena que percebi um pouco tarde.
-Não é tarde, Mãe. – Larguei os talheres e minha virei pra ela. – E fico feliz que possamos conviver em harmonia, somos uma família, e agora aumentamos ela.
-E eu sou apaixonada na minha neta, e na minha nora tambem. – Ouvir aquilo me deixou nas nuvens.
-As pizzas chegaram. – Catarina entrou na cozinha. – Me desculpe, não queria interromper.
-Não está interrompendo. – Minha mãe a chamou com a mão. – Eu estava dizendo o quanto sou apaixonada pela minha nora.
Catarina se aproximou sorrindo e nos abraçamos em um abraço triplo. Ficamos na nossa bolha até que as meninas nos chamaram pra comer, pois as pizzas iam esfriar. Voltamos pra varanda, comemos, conversamos, rimos até a barriga doer. Só começamos a nos despedir quando Ester recebeu um chamado do hospital, uma de suas pacientes deu entrada no hospital com dores na barriga. Por fim, minha sogra também foi se recolher e eu ajudei Catarina com a bagunça, Lulu já estava em seu quarto me esperando pra contar histórias antes de dormir.
-Obrigada pelo dia de hoje. – Catarina secava os pratos quando eu a abracei pela cintura. – Foi um dia incrível.
-Fico feliz que tenha gostado, eu amei. – Ela se virou e selou meus lábios.
O beijo foi tomando maiores proporções e minhas mãos passeavam livres pelo corpo da minha namorada, empurrei seu corpo até a bancada, mas tivemos que interromper o contato, pois meu telefone tocava sem parar.
-Vou atender, é o meu pai. – Catarina me deu mais um selinho e voltou a secar os pratos.
-Oi pai, estou em casa, na casa da Catarina, tá mas me fala com calma, o que aconteceu? – Meu pai estava meio nervoso e eu não entendi direito. – No hospital? Estou indo ai, calma, ela vai ficar bem... Me espera ai.
Catarina que ouviu toda a conversa se aproximou esperando eu terminar a ligação, desliguei o aparelho e a encarei.
-Sam foi pro hospital, ela estava sentindo dores na barriga. – Eu estava preocupada com a minha madrasta. – Estou indo até lá.
-Eu vou com você, amor. – Ela segurou minhas mãos e eu aceitei que ela fosse comigo.
Fim do capítulo
Eita, o que rolou?
Mais dez capitulos acaba nossa historia!
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