Whitout me por Kivia-ass
Eu não fiz nada!
POV CATARINA
Me permiti ficar na cama até mais tarde hoje, na verdade eu fui dormir quase na hora de acordar, sorrir ao olhar pro lado e me lembrar do motivo. Theodora dormia tranquilamente com os cabelos jogados nas costas e o lençol cobrindo sua nudez da cintura pra baixo, dei um beijo em suas costas e me levantei, me enrolei no roupão indo até o banheiro pra fazer minha higiene e depois descer pra preparar um café pra nós, iria acordá-la com café na cama, como eu sempre sonhei.
Flashback da noite anterior:
Depois que cheguei em casa, exausta e estressada, eu só queria minha cama, tomei um banho demorado e depois fiz drama para Theodora, eu gostava de provocá-la, eu só não esperava que ia surtir efeito tão rápido, quando ela avisou que chegava em dez minutos, abri um sorriso largo e fiquei esperando por ela, aproveitei e fui lá embaixo pegar um vinho e algumas frutas. Não demorou nem quinze minutos e ela ligou avisando que já estava no meu condomínio, corri pro portão para espera-lá.
-Oiê. –Falei sorridente assim que ela saiu do carro.
-Oi? Sua cara nem treme, Catarina. – Theo desceu do carro me agarrando pela cintura.
Sem aviso ela me beijou, e eu não me fiz de rogada, deixei sua língua passar explorando a minha, o beijo dela era o mais viciante de todos, e eu passaria horas a beijando. Só nós soltamos quando nos faltou o ar e Theo me encarava sorridente.
-Vamos subir? – Perguntei e ela acenou com a cabeça.
Subimos de mãos dadas, tentando não fazer barulho, pois todos já estavam dormindo, entramos no meu quarto trancando a porta.
-Você gosta de brincar com fogo, né? – Ela perguntou séria.
-Eu não fiz nada! – Falei de forma inocente.
Theo semi-cerrou os olhos e grudou o corpo no meu novamente. Foi o início de outro beijo quente, carregado de desejo, ela enlaçou os dedos em meu cabelo e me puxou pra mais perto. Theodora me conduziu pelo quarto sem cessar o beijo, ela me jogou na cama, e sua língua roçou pelo meu pescoço e colo, despertando meus gemidos involuntarios. Minhas mãos pareciam cumprir a obrigação de explorar aquele corpo tão quente e delicioso. Os movimentos de Theodora sobre mim, roçando nossas peles, era o momento mais prazeroso na minha vida até então.
As mãos dela por baixo do meu roupão, tocando cada pedaço do meu corpo, e nossos beijos eram cada vez mais intensos, e eu não podia acreditar que estava nos braços dela mais uma vez, nos entregando uma à outra.
Theodora me dominava inteira, o corpo por cima do meu, pressionando entre minhas pernas, minha excitação estava quase implorando por Theo dentro de mim.
-Por favor, não torture assim. – Falei ofegante.
-Então peça! – Sua voz rouca me levou à loucura.
-Theodora não faz isso.
- Peça o que você quer de mim, Catarina!
- Me faça sua!
Ela nem esperou eu terminar de dizer, desamarrou meu roupão e sem ao menos tirar minha calcinha pude sentir seus dedos entrando em mim, uma explosão de desejo me dominou. Theo segurava meu cabelo com força, sua boca alternava entre meus seios e minha boca, eu já estava enlouquecendo e não demorou muito pra vir meu primeiro orgasmo da noite.
Flashback off:
Sai do meu estado letárgico quando Kellynha me chamou avisando que a bandeja com o nosso café estava pronto, agradeci, subindo em seguida para acordar Theodora, mas quando entrei ela já estava acordada e falava ao telefone.
-Eu não te abandonei, não fale isso bebê. – Ela falava de forma carinhosa com a pessoa do outro lado da linha. – Precisamos conversar, eu juro que explico tudo. Volto pra Londres em breve, ou você pode vir me ver, ok? Vou desligar, e não esqueça que eu te amo, Gringuinha.
Fiquei ali ouvindo a conversa e algo dentro de mim não gostou da situação, não quero imaginar que Theodora fica comigo e com outras pessoas, meu estômago revirou e automaticamente perdi a fome.
-Bom dia minha deusa! – Ela colocou o celular na mesinha abrindo um sorriso pra mim. – Isso é pra nós?
-Bom dia, eu estou sem fome. – Coloquei a bandeja em seu colo e me afastei. – Vou tomar banho.
-Hey, não ganho nenhum beijinho? – Bufei ainda de costas, mas me virei deixando um beijo em sua bochecha.
Theodora ficou me encarando sem entender e eu entrei pro banheiro, estava irritada com a conversa que eu ouvi, não quero ter que dividir ela com ninguém, e ela parecia bem íntima da garota no telefone, meu sangue ferveu quando ela disse que amava a pessoa, revirei os olhos ao me lembrar.
-O que aconteceu? – Levei um susto com ela entrando no banheiro atrás de mim.
-Não aconteceu nada. – Continuei de costas.
-Você é uma péssima mentirosa. – Ela me girou pela cintura. – Eu conheço você, e provavelmente eu fiz algo que te incomodou.
-Esquece. – Não queria falar sobre isso. – Eu realmente preciso tomar banho, tenho uma reunião com a sua mãe daqui a pouco.
Ela não disse nada, se enrolou na toalha e saiu do banheiro, posso estar sendo chata, mas não quero falar disso, Theo tem que saber que eu não estou contente com ela ficando comigo e com o resto do mundo. Não demorei muito no banho, quando voltei pro quarto ela já não estava lá, suspirei irritada e fui me aprontar, pra trabalhar.
{...}
-Bom dia Cat, tudo bem? – Entrei no ateliê pisando duro, e Alessandro logo percebeu. – Mantenho a agenda de hoje?
-Só não quero ser incomodada com besteiras. – Respondi de forma rude entrando em minha sala.
-Reunião com Malvina em vinte minutos. – Alessandro me informou e se retirou.
Encarei meu telefone pensando em ligar pra Theodora, mas desisti, ainda estava irritada e ela foi embora, ou seja, também não se importou. Me livrei desses pensamentos indo para a sala de reuniões encontrar Malvina.
-Bom dia, Malvina. – Entrei e encontrei a mulher na cadeira da presidência. – Como se sente?
-Bom dia, Catarina! Estou ótima e você? – Malvina tinha um sorriso no rosto. – Estou aqui lendo os nossos números, e só tenho a agradecer pelo seu trabalho impecável.
-Só faço o meu dever, e exerço tudo o que você me ensinou. – Fiquei lisonjeada com o elogio.
-Sério, você está conduzindo o ateliê com excelência, eu não poderia ter feito escolha melhor. – Meu sorriso quase não cabia no rosto. – E eu digo isso sobre ter escolhido você pra estagiar pra mim, foi minha melhor escolha sempre.
-Eu não tenho nem palavras pra agradecer.
-Acho que nem mesmo Theodora faria o que você faz aqui dentro, e eu sei que posso contar com você, você é a única pessoa a quem eu confio cegamente. – Malvina rasgava elogios a mim. – As vezes eu penso que se Theodora fosse homem, eu seria extremamente feliz se vocês fossem um casal. Você é linda, talentosa e eu ainda iria ganhar Luna como neta, tenho certeza que seria uma pessoa completa.
Eu engasguei com a minha própria saliva, as palavras de Malvina me deixaram perplexa, eu jamais pensaria em algo saindo da boca, e meu coração bateu apertado pensando em quando ela descobrir sobre mim e a filha dela.
-Enfim, o que eu tenho pra dizer é rápido. – Ela mudou de assunto. – O médico me liberou e eu estou apta para voltar ao meu posto.
-Que notícia ótima, hoje mesmo, desocuparei sua sala. – Respondi animadamente.
-Calma, estou apta, mas não significa que eu quero voltar. – Malvina me interrompeu. – Você vem fazendo algo incrível, não faz sentido eu interromper isso. Estive conversando com Theo e ela me disse que você facilmente ganharia de mim se fosse minha concorrente, confesso que concordo com ela, mas não estou afim de entrar nessa.
-Eu não faria nada para te prejudicar. – Encolhi os ombros, eu ainda tenho medo de Malvina.
-Eu sei disso, nunca nem cogitei a possibilidade. – Fiquei mais tranquila. – Por isso quero te propor algo, quero que você crie sua marca, e ela será uma extensão da Malvina's, aquele projeto que estávamos estudando, peças mais acessíveis, aquela ideia que você nos sugeriu quando ainda era só minha assistente.
-Você está falando sério? – Perguntei desacreditada.
-Claro, eu acredito que só temos a ganhar com isso.
-Não sei nem o que dizer. – Essa era uma ideia que eu sempre quis executar, criar peças com preços acessíveis para que todas as pessoas pudessem se vestir bem.
-Diga sim! – Malvina respondeu sorrindo e me empurrou o contrato. – Leia com calma e depois voltamos a conversar sobre isso.
Corri o olho pelo papel e o guardei, continuamos conversando sobre o ateliê até que ela se despediu dizendo que iria tomar chá com uma amiga. Malvina estava diferente depois que Theodora voltou, anda mais descontraída, mesmo sendo a Malvina má de sempre. Continuei focada no meu trabalho até que me toquei que a noite já havia caído, olhei no relógio e já se passava das oito da noite, guardei minhas coisas e desci pelo elevador, não havia quase ninguém no prédio, e o estacionamento estava completamente vazio, destravei o carro indo guardar as coisas no banco de trás.
-Tá mais calma?– A voz rouca de Theodora preencheu meus ouvidos e eu quase cai dura com o susto.
-Que susto, Theodoraaa!– Ela tinha um sorriso sapeca e uma rosa na mão. – O que você está fazendo aqui nesse escuro?
-Estava esperando você. – Ela me entregou a rosa. – Pode me falar o motivo da sua irritação de manhã?
- Não é nada, já me esqueci. – Eu estava toda boba com a atitude dela, e não queria estragar isso.
-Não quero começar isso com coisas inacabadas. – Ela me encarou de forma seria. – Eu sou sincera com você e espero que você faça o mesmo.
-Ok! – Suspirei fundo. – Eu fiquei incomodada com a ligação hoje cedo.
-Ligação? Com a Gringa? – Theo deu uma gargalhada e eu fechei a cara. – Minha deusa, a gringa é minha melhor amiga lá em Londres, eu amo ela, mas não do jeito que você está pensando, ela é super hetero, e gosta de loiros australianos.
-Humf... – Cruzei os braços e Theo continuava rindo.
-O meu Deus, que coisa mais linda com ciumes. – Ela fez graça e eu continuava seria. – Ainda mais sexy toda bravinha.
-Não tô com ciumes. – Levantei a sobrancelha e ela me agarrou pela cintura. – E nem brava.
-Que bom, pois eu tô doida pra encher essa boca de beijos. – Ela não esperou muito, me encostou no carro e colou nossos lábios.
Fim do capítulo
AAAh quanto love love! Feliz ano novo se eu não voltar aqui!!!
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 29/12/2022
Que delícia que está está história, parabéns..
Feliz 2023
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