Whitout me por Kivia-ass
Vamos pra minha casa?
POV THEODORA
Depois que Catarina saiu do meu loft, dei uma ajeitada no ambiente indo ver quais eram essas notícias que saíram sobre mim. Liguei o celular entrando no instagram, dei várias risadas com alguns posts, e em outros fiquei irritada com tanta mentira. Ignorei tudo, decidi que nada iria estragar meu dia, principalmente quando me lembrei das palavras de Catarina. "Eu te amo", meu sorriso quase não cabia no rosto.
O que estava me preocupando, era apenas o fato da minha mãe ter surtado com a notícia, eu até entendo, por Olívia ser uma modelo do casting, mas se for pela minha sexualidade, Malvina iria ouvir o que não queria, desde a vez que ela me agrediu, nós nunca mais falamos sobre assunto, mas obviamente eu não iria me esconder, não mais. Só sugeri manter Catarina em segredo, para preparar o terreno entre Luiza e Isis, pois sei que minhas amigas não iam gostar dessa notícia, mas também não conversamos sobre nossa relação, o que eu sei que eu ainda sou apaixonada por essa mulher.
Fui tirada dos meus pensamentos quando meu telefone tocou, Izadora me pedindo ajuda com os autos do processo, marquei de ir até lá, pois seria mais fácil. Tomei um banho rápido e parti em direção ao apê dela.
-Oi, entra. – Iza abriu a porta com um sorriso no rosto. – Não repara a bagunça.
-Oi, tudo bem? – Nos cumprimentamos com dois beijinhos no rosto. – Não esquenta, meu loft não tá lá essas coisas.
-Quero saber que dia você vai me convidar pra ir lá. – Ela deu um sorriso sugestivo e eu sorri sem graça.
-Mas e ai? Qual a dificuldade que você está tendo? – Desconversei e me sentei na mesa puxando a pasta do processo.
Ela sorriu ameno e nos concentramos nos documentos fornecidos pelo deputado. Passamos um tempão lendo aquele tanto de relatórios, que nem vimos o tempo passar, era sempre assim quando eu me envolvia com algum caso, eu amo o que eu faço e pretendo fazer pelo resto da vida.
-Tá com fome? – Izadora perguntou depois de algum tempo. – Nem vimos a hora passar, já são seis da tarde.
-Isso tudo? – Perguntei espantada. – Eu estou com um pouquinho de fome sim.
-Vou pedir algo pra nós.
Ela pegou o celular e eu peguei o meu na esperança de que Catarina tivesse me mandado algo, mas não tinha nada. Suspirei desanimada, eu ainda não tô curada totalmente da minha ferida, mesmo lembrando da nossa noite incrível, as vezes me vem na cabeça a dor que eu senti quando ela disse que não me amava, pode ser besteira, e eu sei que ela mudou, mas mesmo assim eu ainda tenho medo.
-Theo, pedi hambúrguer, ok? – Iza chamou minha atenção e eu acenei com a cabeça.
Me levantei, indo em direção ao banheiro quando Izadora parou em minha frente.
-Hey, você não me deu nem um beijo hoje. – Ela passou as mãos ao redor do meu pescoço. – Eu estou com saudades de você.
-Iza... – Ela foi pra me beijar, mas eu fui mais rápida virando o rosto. – Olha, eu gosto da sua companhia, gosto do que tivemos, mas não vai rolar mais.
-Então é verdade? Você e a modelo estão juntas? – Ela se afastou.
-Não, Olivia é só uma maluca que eu conheci. – Ela me ouvia com atenção. – Eu não estou com ela, mas eu gosto de outra pessoa, entende?
-Entendo. – O clima ficou estranho por alguns segundos. – Agradeço por ser sincera.
-Hey, nós podemos ser amigas. – Dei meu melhor sorriso e ela sorriu de volta. – E ainda podemos trabalhar juntas.
O lanche chegou e comemos juntas como duas amigas, Izadora é uma pessoa incrível e eu sei que ela vai achar alguém incrível também. Depois de comer ajudei ela a limpar tudo e me despedi, ainda queria ir ver meu pai e Sam, deixaria pra encarar Malvina apenas amanhã, não quero estragar meu dia.
{...}
Na segunda de manhã eu acordei mais animada que o normal, combinei com Catarina de almoçarmos juntas, e decidi cozinhar pra ela. Ajeitei tudo, deixei meu apartamento um luxo, preparando algo simples pra nós duas. Estava preparando uma salada quando meu telefone tocou.
Luiza ligação on:
-E ai furacão? – A voz grossa de Luiza preencheu meus ouvidos. – Sumiu!
-Oi otária, e ai? – Respondi sorrrindo. – Estava resolvendo alguns problemas.
-Esse problema se chama Olivia? Você está com ela ai?
-Não, Olivia é maluca, aquela doida não devia ter me beijado.
-Mas você gostou, pois sumiu da festa. – Luiza dizia divertida. – Solta a língua, Theodora.
-Não tem nada pra soltar. – Até tinha, mas sei que ela não ia gostar. - Tô em casa, e ontem passei o dia com a Izadora.
-Puta que pariu, você tem mel. – Luiza deu um berro. – É a Olivia, é a Fabiana, é a Iza e ainda tem a chata da Catarina.
-Luiza, eu te ligo depois, agora estou um pouco ocupada. – A campainha tocou. – Vamos marcar uma cervejada essa semana, beijo otaria.
Desconversei desligando, não queria falar disso com minha amiga agora, guardei o celular e fui abrir a porta.
-Oie. – Catarina estava na porta com aquele sorriso que me deixa boba. –Tudo bem?
-Oi, entra. – Ela avançou selando nossos lábios.
-Nossa, que cheiro bom! – Sorri pra ela esperando ela se acomodar.
-Risoto de Brie, espero que você goste.
-Eu vou amar. – Catarina tinha um sorriso maroto.
Servi nossos pratos e comemos conversando sobre nosso cotidiano, na verdade eu mais admirava ela falar, o que essa mulher fez comigo? Tenho certeza que meu sorriso estava de orelha a orelha.
-O que foi? – Ela perguntou enquanto levava a taça de vinho nos lábios.
-Você é linda! – Respondi e ela se levantou se sentando no meu colo.
Catarina segurou meu rosto, capturando meus lábios com um beijo, e pode ter certeza que o beijo dela ainda é o meu favorito. Nossas línguas dançavam em sintonia, e quando dei por mim já estávamos enroscadas uma na outra em cima da minha cama. Nem sei por quanto tempo ficamos ali nos amando, só sei que não era tempo suficiente pra matar minha vontade dela.
-Eu preciso voltar pro ateliê. – Eu beijava seu pescoço enquanto ela tentava se desvencilhar.
-Você é a chefe, não precisa não. – Continuei o que eu estava fazendo.
-A chefe ainda é a sua mãe. – Catarina segurou meu rosto entre as mãos. - É sério, eu preciso ir.
-Vem dormir comigo hoje? – Perguntei, vendo ela se levantar enrolada no roupão.
-Vamos pra minha casa? – Ela se aproximou e me beijou. – Minha mãe quer que você vá jantar conosco.
-Você contou pra ela? – Eu estava meio receosa.
-Contei, tem problema? – Catarina tinha uma ruguinha de preocupação na testa. – Contei pra Laura também.
-Não, tá tudo bem! – Me levantei também. – Só não quero que as meninas saibam ainda.
-Eu só me preocupo com a sua mãe. – Catarina parecia com medo. – A reação com a notícia de Olivia, não foi nada agradável.
-Minha mãe não tem nada a ver com a minha vida. – Abracei ela pela cintura. – E muito menos com a sua.
-Eu sei, mas ela ainda é a Malvina.
- Não quero que o medo nos afaste de novo. – Respondi quase em um suspiro.
-Não vai. – Ela me puxou e selou nossas bocas.
Nosso beijo começou suave, mas logo foi tomando proporções maiores, entramos no banheiro nossos corpos já estavam completamente nus, Catarina me beijava, mordia, me apertava e eu estava ficando completamente louca.
-Você me deixa completamente maluca. – Ela sussurrava pra mim. –
Eu nada respondi, senti suas mãos descendo pela lateral do meu corpo e indo de encontro a minha bunda, ela apertou com força no mesmo momento em que deixava uma mordida em meu pescoço. Dei um gritinho quando senti minhas costas na parede gelada do banheiro, Catarina pressionou uma de suas pernas entre a minha e era notável o meu estado lá embaixo. Minhas mãos também ganhavam vida e deslizavam pelo corpo dela deixando leves arranhões, aprofundei nosso beijo e ela me apertava ainda mais.
-Eu amo seu corpo. – Ela falava entre os beijos e meu corpo inteiro se aqueceu. – Eu amo você inteira.
Catarina desceu a mão até o meu sex* e despretensiosamente começou a me estimular em uma provocação gostosa, eu gemia baixinho e ela sorria com malicia, eu estava prestes a implorar pra ela introduzir seu dedo em mim, mas ela leu meus pensamentos antes e sem cerimonia penetrou fundo, me fazendo contorcer pra traz seus movimentos aumentaram me deixando ofegante.
-Ma..mais um Catarina. – Eu pedi com dificuldade.
Agarrei ainda mais seu corpo no meu e forcei ainda mais aquele contato, sua boca logo procurou a minha e não sei como era possível ela me fazer sentir mais prazer. As estocadas ficaram mais intensas e quando dei por mim me desmanchava em seus dedos ágeis. Catarina me segurou me envolvendo em um beijo apaixonado.
-Tudo bem? – Ela perguntou ao notar meu estado e eu apenas acenei com a cabeça. – Agora vamos tomar banho de verdade.
Fim do capítulo
Eitaa que agora é só recuperando o tempo perdido
Comentar este capítulo:
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]