Whitout me por Kivia-ass
Me ajuda subir?
POV THEODORA
Depois da festa na escolinha, fui direto pra casa, acabei desmarcando com Izadora, eu estava irritada com a Catarina, parecia até que Luna era minha filha acabei tomando as dores. Cheguei em casa e minha mãe tomava chá da tarde com uma amiga.
-Oi filha, achei que ia sair hoje. – Ela disse assim que me viu.
-Oi mãe, oi Tereza. – Cumprimentei as duas. – Hoje eu vou ficar em casa.
-Quer que eu peça Claudia pra preparar algo? – Neguei com a cabeça.
-Vou subir, tenho uns papéis pra ler. – Ela concordou e eu peguei minha bolsa.
Fui direto pro banho, minha cabeça pensava em um milhão de coisas, pensei em ligar pra Catarina e falar umas boas pra ela, mas aí eu caí na real e lembrei que isso não era da minha conta, ela cria a filha dela como achar melhor, mesmo eu não gostando dessa atitude. Desde quando eu conheci Luna, eu me encantei pela garota, deve ser por isso que a atitude de Catarina me incomodou tanto. Sai do banho, me jogando na cama, peguei meu celular e fui ver os comentários na foto de Luna, as meninas estavam me chamando de Nazaré Tedesco, e sorri ao me imaginar fugindo com Luna. Quando ia guardar o celular, chegou mensagens de Laura. A baixinha me agradecia pelo o que eu fiz pela aflhada dela e me convidava para um vinho em sua casa, aceitei de cara, sempre gostei da companhia de Laura, acertamos os horarios, nos despedindo em seguida.
Guardei o celular indo ler o processo do deputado, o julgamento já estava bem próximo e eu quero dar o meu melhor.
A semana passou em um pulo, já era sábado à noite e eu estava me produzindo pra ir até a casa de Laura, Tiago estava no meu quarto, e queria que eu o convidasse.
-Tiago, eu não vou levar você. – Ele bufou mais uma vez. – É uma noite de garotas.
-Eu vou ficar sozinho mais uma vez? – Olhei pra ele com cara feia.
-Eu não sou sua namorada, e não nascemos grudados, baixa o tinder cara, sei lá. – Ele se levantou e revirou os olhos. – Não vou levar nem a Iza.
-Já entendi, Theodora. – Tiago pegou a chaves. – Te vejo depois.
Dei os ombros e terminei minha maquiagem, detesto homem carente. Antes de descer passei no quarto da minha mãe.
-Tá linda, filha. — Ela disse ao abaixar o livro que lia.
-Como você está? – Minha mãe já estava bem melhor, e já não precisava de acompanhamento com a enfermeira.
-Estou bem, estou cansada de descansar. – Ela disse sorrindo e eu sentei em sua cama. – Vai sair com o Tiago?
-Não, vou encontrar a Laurinha. – Ela assentiu – Precisa de algo?
-Pode ir tranquila, filha. – Ela fez um carinho no meu rosto. – Eu estou bem, e qualquer coisa Claudia está aqui.
-Me liga se sentir algo. – Beijei seu cabelo.
-Divirta-se. – Ela sorriu e eu levantei. – Filha? Obrigada.
Sorri e mandei beijos no ar, era engraçado ver minha mãe tão amorosa, desci e decidi ir dirigindo, minha mãe tinha outros carros esportivos e eu estou pensando em ficar usando um deles. Rapidamente cheguei a casa de Laura e interfonei avisando minha chegada.
-Oi tampinha. – Dei um beijo em sua bochecha assim que ela abriu a porta.
-Oi Theo. – Ela me deu passagem me deixando entrar. – Tudo bem?
-Estou e você? – Me sentei e ela se sentou ao meu lado. – Cadê o resto do povo?
-Ninguém chegou ainda. – Ela deu os ombros e me serviu uma taça. – Na verdade só você e a Cat não desmarcam.
-Catarina está vindo? – Meu corpo tencionou. – Acho melhor eu ir, Laura.
-Theo, não. – Ela segurou meu braço e a campainha tocou. – Eu não fiz por mal, e vocês duas são minhas amigas.
-Ok, vou ficar por trinta minutos. – Ela acenou e foi abrir a porta.
-Oie, demorei? – Catarina entrou carregando uma garrafa. – Trouxe pra você, Oi Theodora!
-Oi. – Respondi secamente.
Ela encarou Laura, e a tampinha foi buscar outra taça. Catarina se sentou brincando com os próprios dedos.
-Era pra ser uma reuniãozinha com mais pessoas, mas só vocês duas não desmarcaram. – Laura entregou a taça pra Catarina. – Já que estamos aqui, vamos beber.
Concordei e fomos brindar, definitivamente Laura tem o dom da persuasão e eu não ia perder uma bebidinha grátis. A tampinha ligou o som baixo e começamos a conversar amenidades, eu estava indiferente a presença de Catarina, hoje eu não quero me estressar.
-Mais vinho? – Laura me perguntou, mas eu não gostava muito.
-Já estou bem, vinho não é minha praia. – Agradeci e ela perguntou pra Catarina. – Acho que já vou indo.
-Ainda está cedo, Theo. – Laura fez carinha de cachorro pidão. – Só mais um pouquinho.
-Ok, tampinha. – Ela colocou mais vinho na minha taça.
De uma taça passou pra três garrafas, Catarina e eu já estávamos interagindo e até rindo das palhaçadas de Laura.
-Vamos jogar cartas? – Catarina sugeriu e eu concordei.
Laura foi buscar o baralho enquanto, Cat e eu fomos fazer mais alguns petiscos.
-Você ainda gosta de ameixa? – Perguntei pegando o pote.
-Amo. – Ela respondeu pegando um pouco do pratinho.
-Hey, espera eu terminar. – Ela sorriu pra mim, pegando mais.
-Não. – Fiz cara feia e ela foi picar mais queijo
Fui até ela, enchendo a mão no prato de queijo, peguei quase tudo e ela ficou indignada.
-THEODORA. – Ela colocou a mão na cintura. – Folgada, você vai picar mais.
-Me obrigue! – Peguei minha taça, indo em direção a porta, mas ela me impediu.
-Eu não vou cortar mais. – Catarina era maior que eu e não me deixou passar.
-Eu já estou cheia. – Dei os ombros e sorri.
Nossos olhares ficaram presos um ao outro por alguns instantes e eu não sei bem explicar, ou se era a reação do álcool, sei que meu corpo se arrepiou.
-Trouxe o baralho. – Laura falou na sala e saímos do contato que estavamos – Não estava achando.
Fomos jogar cartas, depois do contato na cozinha eu não quis ficar muito próxima, respondia só o que me perguntavam, eu não sei explicar, mas eu não quero ter meu coração magoado novamente, não agora que eu estou bem, e parece que se eu ficar ao lado de Catarina, a ferida pode se abrir a qualquer momento.
-Acho que está ficando tarde. – Ela olhou no celular. – Preciso ir pra casa, amanhã tenho um dia cheio.
-Vai trabalhar amanhã, Cat? – Laura perguntou em tom de repreensão. – Amanhã é domingo, e eu já te falei o que eu penso disso.
-Não, amanhã eu vou passar o dia com minha filha. – Ela disse sem me olhar. – Estou em falta com ela.
-Verdade. – Falei pra mim, mas elas ouviram.
-Obrigada pelo vinho Laura. – As duas se abraçaram. – Tchau Theodora.
Ela saiu, e Laura me encarava antes de começar a falar.
-Theo, eu não sei o que se passa nesse seu coração, mas eu sei que você transborda amor. – Laura segurava minhas mãos. – Como eu já disse, eu não defendo o que Catarina fez, mas sei que ela se arrependeu.
-Laura, eu não quero falar sobre isso. – Suspirei.
-Eu sei, mas só estou querendo dizer que vocês eram amigas antes de tudo e são minhas amigas. – Laura me encarava. – Ela é uma boa pessoa, só está perdida.
-Isso não é da minha conta. – Me sentei. – E não somos mais amigas.
-Eu gostaria que fossem, principalmente pela Luna. – Era golpe baixo ela usar a Luna. – Minha afilhada é uma criança excepcional e eu sei que ela já garantiu um espacinho aí nesse coração.
-Garantiu mesmo. – Sorri ao me lembrar da pequena.
A gente se abraçou e ficamos ali batendo papo, acabei dormindo na casa de Laura, eu tinha bebido e não era prudente voltar dirigindo.
POV CATARINA
Eu estava me sentindo uma péssima mãe, na manhã seguinte da festa das mães, acordei minha filha e eu mesma fui deixá- la na escola, pedi desculpas prometendo que no domingo iríamos fazer algo que ela gosta, só nós duas.
A semana passou voando, eu tentava chegar cedo em casa, todos a minha volta estavam certos, eu estava trabalhando e estava esquecendo de viver. Laura passou uma hora dizendo isso pra mim, falando que eu preciso conciliar as coisas, que trabalhar é bom, mas eu também precisava viver. Depois disso ela me convidou pra tomar um vinho no sábado à noite, eu não queria aceitar, principalmente depois que ela mencionou que Theodora também iria. Laura me convenceu e eu fui, não posso ficar a evitando, se eu quero tê-la por perto.
Até que eu consegui me divertir, não bebi muito, não queria ficar de ressaca. Theo de início parecia não estar feliz com minha presença, mas depois a gente se enturmou inclusive implicamos uma com a outra na cozinha, foi um momento estranho, tinha uma tensão entre a gente. Na hora de me despedir ela me alfinetou, mas eu não me importei muito, pois ela estava certa.
No domingo de manhã, acordei minha filha com um monte de beijos, rapidamente ela despertou me abraçando pelo pescoço.
-Bom dia filha. – Abracei seu corpinho. – Animada?
-O que vamos fazer, mamãe? – Ela coçou os olhinhos.
-Vamos fazer um piquenique.
-Ebaaa! – Luna pulou na cama enquanto eu fui em busca de algo pra ela vestir.
Depois do banho tomado, descemos encontrando minha mãe e Cadu tomando café.
-Bom dia. – Dei um beijo nos dois me sentando em seguida.
-Bom dia. – Minha mãe e Cadu responderam juntos. – Vão sair?
-Vamos fazer um piquenique. – Luna bateu palminhas fazendo minha mãe sorrir. – Querem ir?
-Acho melhor vocês duas terem esse momento juntas. – Acenei com a cabeça colocando café na minha xícara.
Conversamos sobre a nossa semana, não comi muito, pois eu tinha preparado uma cesta com várias coisas pra mim e Lulu. Nos despedimos e fomos pro Ibirapuera, fomos no carro cantando, conversando, eu me toquei que sentia falta daquilo, minha filha é a pessoa mais importante da minha vida, e eu estou sendo uma péssima mãe pra ela.
-Chegamos! – Estacionei dentro do parque e fui pegar minha filha.
Descemos espreguiçando o corpo, abri o porta-malas pra pegar a cesta. Dei a mão Luna e fomos andando pelo parque procurando um lugar bom. Forrei a toalha quadriculada no chão, nos sentamos juntas, desembalando nossos alimentos.
-A mamãe trouxe bolinho de laranja. – Cortei uma fatia de bolo.
-"Quelia" de chocolate. – Ela fez uma carinha de sapeca.
-Só hoje, mocinha. – Abri o bolo de chocolate e ela bateu palmas.
Comemos pouco, pois tínhamos tomado café, conversamos sobre a escolinha e depois fomos brincar de bola. Luna estava sorridente, e aquele sorrisinho me deixava com o coração quentinho.
-Olha a Tia Theo. – Luna avistou de longe Theodora correndo. – OI TIA THEOOO.
-Lulu, que supresa. – Ela veio correndo ofegante retirando os fones. – Como você está? Oi Catarina
-Oi Theo. – Respondi e ela se abaixou pra beijar o rosto da minha filha.
-O que fazem aqui tão cedo? – Ela perguntou me fazendo desviar meu olhar da sua barriga trincada.
-Estamos fazendo um piquenique. – Luna respondeu e ela me encarou. – Você quer bolo, tia?
-Quero não meu amor. – Ela agradeceu. – Já estão indo embora? Eu estava indo pegar uma bike
-Seria uma boa ideia, podemos pegar uma bike family. – Theodora me encarou por alguns segundos. – Preciso só guardar a cesta no carro.
-Vamos tia? – Luna deu a mão à Theodora e fomos andando até o estacionamento.
Luna falava pelo cotovelos e eu só tinha sorrisos, não imaginava essa cena quando eu saí de casa, deixamos a cesta no carro e fomos pegar a bicicleta. Pedalamos juntas pelo parque, Luna estava amando o passeio e o clima estava leve, Theo estava tranquila e parecia estar gostando da nossa companhia. Demos uma volta no parque e minhas pernas já estavam doloridas.
-Vamos descansar um pouco? – Pedi limpando o suor.
-Sedentária. – Theo tirou sarro de mim e eu mostrei a língua.
Estacionamos a bicicleta, procurando um lugar pra pegar uma água de côco.
-Tem notícias do caso do meu pai? – Perguntei quando nos sentamos.
-Depois do julgamento do deputado, vai ficar mais fácil pra ele. – Ela respondeu tranquilamente. – Mas vai dar certo.
-Obrigada. – Agradeci e ela me presenteou com um sorriso.
Conversamos mais um pouco, comprei um sopra bolhas pra Luna e Theo brincava com ela, eu estava amando a sensação de ter ela ali conosco, estava feliz por minha filha estar se dando tão bem com ela.
-Você pode ficar com ela enquanto vou ao banheiro? – Theo concordou e eu saí.
Tudo aconteceu muito rapido, quando coloquei meu pé no asfalto, senti o impacto e meu corpo jogado no chão, ouvi a voz de Theodora, mas nem tive tempo de reação.
-Tá tudo bem moça? – O rapaz que me atropelou de bicicleta perguntou preocupado.
-Cat, tá tudo bem? Você se machucou? – Theodora veio correndo com Luna no colo.
-Mamãe, você machucou? – Luna tinha carinha de choro.
-Eu estou bem, só meu pé que está doendo. – Mechi o pé, mas estava dolorido.
-Moça, me desculpe, eu não vi você. – O rapaz estava preocupado. – Quer que eu chame a ambulância?
-Eu estou bem. – Tentei levantar, mas meu pé estava muito dolorido.
-Vou te levar para o hospital. – Theodora estava desesperada.
-Não, me leva pra casa. – Eu não queria ir ao hospital.
-Sem discussão, vamos ver se não quebrou. – Ela e o rapaz me ajudaram a levantar e me apoiei nela indo pro carro.
O rapaz pediu um milhão de desculpas, me deu o telefone dele caso eu precisasse comprar algum medicamento, falei que não precisava, mas ele estava tão preocupado que fazia até dó. Theodora estava desesperada, me ajudou entrar no carro prendendo Luna na cadeirinha, lgo em seguida se posicionou atrás do volante. Rapidamente chegamos ao hospital e ela arrumou uma gritaria para eu ser atendida logo, não sei se ria ou se chorava de dor.
Fui atendida, tirei um raio x, e graças a Deus meu tornozelo só sofreu uma luxação, o enfermeiro colocou uma bota ortopédica e me receitou relaxante muscular, assinei a alta enquanto Theo estava lá fora com Luna.
-Quebrou? – Ela veio quase correndo.
-Não, só luxação. – Ela suspirou aliviada. – Estou tentando ligar pra minha mãe, mas ela não atende.
-Eu te deixo na sua casa. –Concordei e ela me ajudou a chegar ao carro.
No caminho eu liguei pra minha mãe, contei o ocorrido, deixando ela ficou preocupada, avisei que estava bem e que Theo estava comigo, ela faltou gritar de alegria, disfarcei e ela avisou que chegaria mais tarde. Chegamos em minha casa em poucos minutos, Theo só não me carregou no colo, pois não aguentava, ela estava preocupadíssima, mesmo eu dizendo que estava bem.
-Theo, eu estou bem! – Ela me colocou sentada no sofá. – Não precisa se preocupar.
-Você não pode fazer esforço. – Luna sentou ao meu lado.
-Eu sei, mas logo minha mãe chega. – Ela acenou com a cabeça.
-Vou esperar ela, Luna não pode ficar sozinha com você assim. – Eu não ia negar, e nem falar que hoje eu tinha alguns empregados trabalhando.
-Tudo bem, me ajuda a subir? – Perguntei mordendo o lábio.
Fim do capítulo
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jakerj2709
Em: 23/11/2022
Aí autora!!!!
Faz logo elas terem uma recaída tô com SDS desse casal, Théo só ela pra dar um jeito em Cat
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ClaudGisi
Em: 22/11/2022
Não tem pra onde fugir Theo hehehehe. Eu até acho que essa história que Laura contou é mentira hein, só as duas não desmacarem, ela foi uma cupida e tanto hehehehe.
E a Cat já está começando a acordar pra vida, dando atenção pra filha e aproveitando a oportunidade de ter a Theo ali com ela heheheh.
Obg pelo capítulo autora :)
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