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Ela será amada por Bruna 27

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Palavras: 1935
Acessos: 1123   |  Postado em: 16/10/2022

Capitulo 56

 

ÁGATA

 

Pela manhã, ainda não havíamos tido notícias de Becca. Gabi estava meio adormecida em meu colo, quando Drica apareceu transtornada. Um pouco depois de ela chegar uma discussão séria começara novamente entre ela e o pai de Elisa. Carlos, que retornou ao hospital para ficar com o irmão, tentava evitar uma briga maior.

 

Gabriela abriu os olhos e observou a cena.

 

-- Isso é sério? -- Perguntou ela, atônita.

-- Os ânimos andam exaltados, Gabi.

-- Tô vendo...

 

Não entendemos muito bem a discussão. Drica dizia não ter culpa pelo que aconteceu, enquanto Roger dizia o contrário, Drica realmente tinha culpa. Aquilo simplesmente não fazia sentido e esperei que em breve eles caíssem em si e percebessem o que estavam fazendo. Ambos tinham as filhas internadas na alta complexidade de um hospital, estavam no mesmo barco.

 

-- Eu acho que não estou me sentindo muito bem. -- Reclamou Gabi, após um tempo, chamando minha atenção. Ela suava muito, seus lábios sem cor.

-- O que você está sentindo, Gabi? -- Me apressei em perguntar.

-- Eu não sei. Tô meio enjoada.

-- Vem, te levo até o banheiro.

 

Gabi estava muito mal. Ao chegar ao banheiro, ela se debruçou rapidamente sobre o vaso sanitário e vomitou. Segurei seus cabelos e ajudei-a se recompor. Era tragicômico o quanto aquela cena com Gabriela, um banheiro e ânsia de vômito já havia se tornado familiar.

 

-- Tá melhor?

-- Mais ou menos.

-- O que você tem? Comeu algo estragado?

 

Gabi foi até a pia e lavou o rosto, antes de responder:

 

-- Acho que não. Deve ser uma reação tardia à cena de horror que presenciamos mais cedo. Além do mais, eu estou faminta, sonolenta e nervosa. Não me lembro de ter me sentido assim antes.

-- Eu entendo o que você quer dizer. -- Respondi, olhando para o espelho e vendo nossa imagem refletida. Não apenas nossas unhas ruídas eram um desastre, os cabelos desgrenhados, a palidez da pele e as olheiras profundas também. -- Olha só para nós! Como chegamos a isso?

 

Gabriela observou nossa imagem no espelho e disse:

 

-- Estamos um caco.

-- Nem me fale! Eu não queria que Elisa me visse assim.

-- Relaxa, Ágata. Você continua linda, mesmo estando um caco.

-- Obrigada. -- Respondi.

-- Essa é parte em que você diz que eu também continuo linda. -- Brincou Gabi.

-- Claro, Gabi. Você continua linda.

 

Ela sorriu, mas logo se entristeceu.

 

-- Precisamos mesmo voltar para lá?

-- Tomara que eles tenham parado de brigar. Como se isso fosse resolver algo. -- Constatei.

 

Nesse momento, alguém entrou no banheiro. Era Sabrina. Ela também presenciara a cena desagradável entre seu tio Roger e Drica. Talvez também estivesse fugindo daquela situação.

 

A garota olhou para nós, e perguntou, preocupada:

 

-- Aconteceu alguma coisa?

-- Gabi não está se sentindo muito bem. -- Expliquei.

-- Posso ajudar?

-- Não precisa, já estou melhor -- Disse Gabriela.

 

A morena não parecia muito confortável em deixar mais alguém a ver naquele estado deplorável.

 

 -- Quer saber, Gabi. -- Falei, me dirigindo a ela. -- Acho melhor você ir para casa dormir um pouco. Vai ser melhor para você.

-- Não é melhor ficar aqui, caso eu piore já estou num hospital, não?

-- Vira essa boca para lá, Gabi. Já bastam Elisa e Becca internadas. Melhor você ficar perto da sua família, descansa e dorme um pouco.

-- Não quero deixar você sozinha, Ágata. -- Disse ela, cabisbaixa.

-- Gabi, agradeço muito o que você está fazendo. Mas, eu vou ficar bem. De verdade. Você precisa melhorar, mais tarde você volta.

-- Tem certeza, Ágata?

-- Tenho, mas é melhor você não ir dirigindo nesse estado. Vá de táxi.

-- Eu posso levá-la -- Ofereceu-se Sabrina, prontamente.

 

Antes que Gabi pudesse responder, falei:

 

-- Ótimo. Você vai com ela, Gabi. Obrigada, Sabrina.

 

A garota ficou feliz em ajudar. Gabi que antes estava quase sem cor, de repente ficou vermelha. Eu a havia colocado em uma sinuca de bico, deixando-a sem alternativa a não ser aceitar a gentileza da prima de Elisa. Conhecia Gabi o bastante para saber que ela detestava parecer frágil diante de alguém, mas ela acabaria me perdoando por isso e talvez até me agradecendo.

 

Me despedi de Gabi com um abraço. E pedi a Sabrina para cuidar dela. Antes de Gabi ir embora ela me lançou um olhar de “você me paga”. Mas, eu estava aliviada. A garota cuidaria bem de Gabriela, ela estava encantada com minha amiga. Com certeza aproveitaria a situação para se aproximar dela.

 

***

 

 

Quando voltei a sala de espera, a discussão tinha chegado ao fim. Os médicos haviam avisado que Becca ficaria bem. Isso acalmou os nervos de todos.

 

Dona Marta veio falar comigo e perguntou:

 

-- Querida, como você está?

-- Estou bem. E você? E Elisa, alguma novidade?

 

Ela me observou atentamente. Notei seus olhos inchados e cansados.

 

-- Você não parece bem. -- Disse ela -- Eu também não estou muito legal. Elisa está estável.

-- Eu estou preocupada com ela.

-- O pior já passou, Ágata. Agora só nos resta esperar pela sua recuperação. -- Tranquilizou Dona Marta -- Quer ir tomar um café comigo? Roger e Roberto saíram para comer algo também. Deveríamos ir.

-- Tudo bem. -- Concordei.

 

Eu realmente precisava comer alguma coisa. Segui Dona Marta até uma padaria ao lado do hospital. Ela dissera que tinha o melhor pão de queijo da cidade.

 

-- Essas últimas vinte e quatro horas não foram fáceis -- Disse ela -- Para ninguém. Desculpe não está lhe dando atenção, Ágata. Você estava lá quando encontramos Elisa e depois aquilo com Becca...

-- Eu estou bem, Dona Marta. É Elisa quem precisa de seus cuidados agora.

-- Esperamos que Elisa acorde a qualquer momento. Talvez ela esteja um pouco confusa no começo, por isso, quero pedir que tenha paciência com ela. Elisa vai precisar de todo nosso apoio. Ela pode não saber lidar muito bem com o que aconteceu, principalmente quando souber o que Becca fez a si mesma.

-- Então, não podemos falar sobre nada disso com Elisa?

-- Pelo menos não até ela estar melhor para lidar com isso.

-- Tudo bem, eu entendo -- Falei -- Pode contar comigo, Dona Marta.

-- Eu sei que posso. -- Disse ela -- E sua amiga? Gabriela, não? Ela estava com você quando encontraram Becca?

-- Estava. Ela também ficou meio mal com isso. Foi para casa descansar.

-- Diga a ela que se quiser temos psicólogos aqui no hospital. E você também, Ágata, caso sinta necessidade...

-- Obrigada, Dona Marta.

-- Pode me chamar apenas de Marta, querida.

-- Tudo bem, Marta!

 

Ficamos em silêncio enquanto saboreávamos a comida. Após um tempo, reuni coragem para dizer:

 

-- Talvez também seja bom para você, Marta. Digo, em relação ao psicólogo.

 

Ela suspirou, cansada.

 

-- Você está certa, talvez seja bom. Para todos nós. Como você vê, estou tentando me manter em pé. Minhas meninas, que eu vi crescer, que eu criei com tanto amor... Fico pensando como isso foi acontecer, Becca tentar matar Elisa e depois tentar se matar. É uma loucura, difícil demais para acreditar. Todos os dias eu vejo essas coisas malucas acontecerem no hospital, mas é diferente quando acontece conosco. E agora tive que controlar Drica e Roger que queriam se matar.

-- Essa crise vai passar. Cedo ou tarde, nada dura para sempre. Sabe, no começo, quando eu perdi meus pais e meu irmão eu achava que as coisas nunca voltariam a ficar bem. Mas, a vida continua.

-- Tem razão, Ágata.

 

A mãe de Elisa era uma mulher realmente forte. E sua família era o mais importante para ela. Eu queria desesperadamente que as coisas melhorassem e que tudo voltasse a ficar bem. O ruim das coisas boas, é que elas não são para sempre. O bom das coisas ruins, é que ela também não são para sempre.

 

***

 

Como Marta previu, Elisa acordou naquele dia. E também como ela previra, a confusão veio na cabeça de minha amada.

 

 

Não pudemos vê-la de imediato. Mais tarde, Marta nos relatara o que havia acontecido naquelas horas aflitas de espera após Elisa acordar. Elisa estava agitada e de início não permitiu que chegassem perto dela. Diante da atitude agressiva da filha, Marta e dois de seus colegas médicos temeram que Elisa tivesse em surto psicótico induzido pela medicação que estava tomando. Após um psiquiatra avaliar seu estado mental, deram-lhe outro sedativo. Precisavam esperar para saber se seu estado se devia apenas aos remédios, se assim fosse era só esperar o efeito da medicação passar.

 

Somente no dia seguinte, após Elisa ter sido transferida para outro quarto, os familiares puderam vê-la. Elisa já se acalmara e fora confortada por sua mãe que lhe informou o essencial sobre o que havia acontecido com ela.

 

Eu e Roger fomos os primeiros a entrar, antes Marta nos alertou que ela ainda estava um pouco confusa devido aos remédios e ao choque pelo qual passou.

 

Entrei no quarto ansiosa. Minhas mãos suavam. A espera até aquele momento fora torturante. Finalmente, eu estaria com ela.

 

Roger correu para abraçar a filha, ele estava visivelmente emocionado e balbuciava coisas só para Elisa ouvir. Respeitei seu momento com ela e permaneci em pé perto da porta. Eu tremia por inteiro, minha garganta estava seca.

 

Após um tempo, Marta pediu para eu me aproximar de Elisa. Timidamente, caminhei até ela. Pude então observá-la, seu rosto estava cansado, quase sem vida. Somente em seus olhos claros eu conseguia visualizar a garota que eu tanto amava. Ela estava ali, mais magra, fraca e abatida. Mas, ainda era ela.

 

-- Ágata! -- Elisa disse, com a voz fraca.

-- Oi, meu amor! -- Falei, baixinho. Segurando sua mão.

 

-- Vamos deixar vocês a sós um instante -- Anunciou Marta -- Voltamos daqui a pouco.

-- Tudo bem.

 

Marta e o marido deixaram o quarto visivelmente emocionados.

Elisa não protestou contra a saída dos pais, parecia ansiosa para ficar a sós comigo. Apertava minha mão com toda a força que podia, mesmo assim era um aperto fraco.

-- Como você tá? -- Perguntei, tentando parecer calma e controlar a emoção.

-- Não sei, Ágata. -- Elisa disse – Estou meio confusa. Mamãe disse que vou ficar bem.

-- Vai sim, meu bem. -- Falei, dando um beijinho em sua testa.

-- Amo você.

-- Também te amo. Amo você demais.

 

Ela tentou sorrir.

 

-- Eu tive tanto medo. -- Falei.

-- Eu também -- Ela confessou. -- Achei que ia morrer, Ágata. E nunca mais ver você, nem meus pais.

-- Mais agora vai ficar tudo bem.

 

Elisa me pediu para sentar ao seu lado. Fiz isso com cuidado, com medo de tocar em seu ferimento. Ela deitou a cabeça no peito e fiquei lhe fazendo carinho, do jeito que ela gostava.

 

-- Desculpa, meu amor. -- Disse ela, chorando -- Você estava certa sobre Becca. Ela fez isso comigo. Eu nunca podia imaginar...

-- Elisa, não adianta pensar nisso agora. Está tudo bem, estou aqui com você.

 

Ela foi se acalmando aos poucos. E eu a trouxe mais para meus braços, repetindo exaustivamente o quanto eu a amava e que nunca deixaria que nenhum mal lhe acontecesse novamente.

Fim do capítulo


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