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Whitout me por Kivia-ass

Ver comentários: 3

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Palavras: 1296
Acessos: 1981   |  Postado em: 24/08/2022

Eu senti sua falta!

POV CATARINA

Minha cabeça latej*v* de doer, doía de tanto choro. Já havia se passado uma semana e eu estava trancada em meu quarto, minha mãe tentava de tudo pra me tirar de lá, mas eu simplesmente não conseguia. Eu me sentia humilhada e sem coragem de encarar o pessoal da faculdade, minha mãe tentou conversar comigo, mas eu simplesmente não conseguia esquecer aquele dia.

FLASHBACK ON:

Sai apressada da sala, eu precisava assinar a lista e precisava fazer isso antes que alguém visse. Estava terminando minha assinatura quando ouvi alguém se aproximando.

-Fazendo o que aí Catarina? – Era Tássia e meu coração bateu apressado. - Também tá curiosa pra saber quem são os bolsistas?

-N..não, tô apenas lendo alguns informativos. – Respondi quase que gaguejando.

-Deixa eu ver essa lista ai. – Tentei ficar na frente mas ela foi mais rápida que eu. – Catarina?

Tassia tinha um sorriso diabólico nos lábios, e eu senti medo.

-Me dá isso Tassia. – Pedi com educação e ela continuava sorrindo. – Você não precisa fazer isso.

-E porque eu faria isso? – Ela olhava a lista com uma cara de desdém. – Vocês bolsistas são um saco, fora que isso é bom pra acabar com sua pose de boazuda.

-Eu nunca lhe fiz nada, garota. – Comecei a me alterar.

-E nem vai fazer.

-Está tudo bem filha? – Minha mãe achou que eu estava sozinha e Tassia ligou os pontos na mesma hora. – Me desculpa.

-Isso fica melhor a cada momento. – Tassia sorriu ainda mais e foi em direção onde os alunos curtiam o intervalo.

-Estão sabendo da novidade? – Ela gritava chamando a atenção. – Aqui é a lista dos bolsistas.

-Tassia, não faz isso. – Tentei uma ultima vez, com o choro já preso na garganta. .

-Por que Cat? Não quer que as pessoas saibam que você é um pobretona e precisa de ajuda dos outros pra estudar? - Tássia disse de forma debochada e eu não aguentei e deixei as lágrimas caírem. – É com o dinheiro dos nossos pais que a Catarina paga de gostosa.

Nunca me senti tão humilhada em toda minha vida, eu nunca fiz nada pra essa garota, ela não podia fazer isso comigo.

-E tem mais, além disso ela é filha da faxineira. – Aquilo foi o fim, peguei minha mochila e sai no meio da galera, Theo ainda tentou me parar, mas eu não tinha cabeça pra nada.

Fui pra casa, aquele dia foi o fim do meu sonho, e eu não iria mais voltar para a faculdade.

Flashback off:

Já se passaram varios dia desde o acontecido e eu ainda estava isolada em meu quarto, Cadu às vezes ficava um tempinho comigo, as vezes minha mãe e eles sempre tentavam me animar um pouquinho, não conseguia nem conversar com Laura. Estava deitada assistindo um filme qualquer quando ouvi batidas na porta.

-Filha, posso entrar? – Minha mãe entrou em meu quarto com uma bandeja na mão. -- Trouxe um lanchinho.

-Obrigado mãe. – Sorri sem humor. – Chegou agora?

-Sim, e eu trouxe uma visita. – Olhei confusa, pois minha mãe quase nunca recebia as amigas durante a semana. – Pode entrar Theo.

-Oi. – Simplesmente Theodora Barcellos parada em frente a minha cama.

-Theo? O que você está fazendo aqui? –Me sentei na cama e ela deu um sorrisão.

-Vim ver você. – Ela jogou a mochila no chão e se aproximou. – Não briga com a dona Gê, eu ameacei ela.

-Você ameaçou minha mãe Theodra? – Sorri desacreditada.

-Essa menina não ia me deixar em paz, Cat. – Minha mãe segurou Theo pelos ombros. – Vou deixar vocês conversarem.

Minha mãe saiu e fechou a porta do quarto, eu estava com vergonha, pois minha cara deve estar toda amassada e meu cabelo horrível.

-Como você tá? – Theo quebrou o silêncio e se sentou na beirada da cama.

-Não sei, estou envergonhada.

-Não devia, mas também devia ter confiado nos seus amigos. – Ela disse em um tom mais sério.

-Eu ia te contar. – Abaixei o rosto. – Me desculpe.

-Não tem que se desculpar. – Ela se aproximou e segurou minha mão. – E saiba que eu dei uns tapas na Tassia.

-Theodora!!! – Só ela mesmo pra me fazer rir. – Foi suspensa por minha causa?

-Não, mas to de recuperação e você vai ter que me ajudar. – Theo sorriu sem graça.

Conversamos sobre vários assuntos, Theo conseguiu deixar meu dia mais leve, toda hora ela me contava uma estória e me fazia cair na risada. Ela dividiu o lanche comigo e eu achava graça de como ela não se importava com nada.

-Eu tenho uma coisa pra você. – Ela foi até a mochila e pegou uma pasta.

-O que é isso? – Perguntei antes de abrir.

-Nosso trabalho de  história da arte. – Theo sorria mordendo o lábio. – Tiramos sete, eu sei que com você tirariamos dez, mas demos o nosso melhor.

-Eu não acredito! – O trabalho estava lindo e eu me emocionei.

-O Edu, pediu pra avisar que ele está com saudade. – Ela chamou meu amigo pelo apelido e eu fiquei feliz. – Todo mundo tá com saudades, não precisa ter vergonha ou medo, as pessoas gostam de você pela pessoa que você é, e não pelos bens que você possui.

-Eu fui boba, fui refém do meu próprio medo. – Falei com pesar.

-E saiba que a galera odiou a atitude de Tassia. – Ela me encarava nos olhos. – Está todo mundo te esperando voltar.

-Não sei se ainda estou preparada. – Me encolhi e ela negou com a cabeça.

-Eu vou estar com você. – Ela me abraçou forte. – E se alguém se meter a besta com você, eu meto a porr*da.

-Você tem que parar de arranjar briga. – Ainda estávamos abraçadas e eu não queria sair daquele contato.

-E outra coisa, Catarina. – Ela se afastou um pouquinho.  – Você precisa voltar pro estágio, eu não aguento mais o Rogerio e a voz irritante dele.

-Coitado, Theo. – achei engraçado como ela me olhou com cara feia. – Mas eu nem sei se sua mãe vai me aceitar de volta, eu faltei todos esses dias.

-Ela não é nem louca de não te aceitar. – Ela disse de forma exagerada. – Malvina não iria querer entrar em guerra comigo.

Neguei com a cabeça e voltamos a conversar sobre alguns acontecimentos da faculdade. Nem vi quando Theo se acomodou em minha cama e me fez fazer cafuné nos cabelos dela, prestavamos atenção no filme quando minha mãe bateu na porta.

-Meninas, me desculpem por interromper. – Ela entrou com a cabeça na porta. – Theo, seu motorista ainda tá lá fora, chamei ele pra tomar um café, mas ele não aceitou.

-Puts, esqueci do Ramires. – Theodora levantou com a mão na testa. – Aquele ali é um robô, dona Gê, mas eu já vou indo, já tomei seu tempo demais.

Me levantei também e abracei Theodora, foi muito nobre da parte dela e eu me senti acolhida.

-Obrigada por ter vindo. – Falei ainda dentro do abraço.

-Eu senti sua falta. – Ela respondeu apertando ainda mais o abraço. – E espero que segunda você esteja lá na faculdade.

Balancei a cabeça e só nos soltamos quando me dei conta qeu minha mãe ainda estava no quarto.

-Theo, amanhã é o aniversário dela. – Minha mãe disse sorridente. – Vou fazer uma torta, se você quiser vir.

-Comida grátis? É claro que eu vou vir. – Caímos na risada e ela prometeu que viria amanhã.

Juro que não esperava que minha sexta feira seria tão gostosa, ainda mais com Theodora ao meu lado.

Fim do capítulo

Notas finais:

quem shippa? 


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Comentários para 19 - Eu senti sua falta!:
patty-321
patty-321

Em: 26/08/2022

Que lindas ??????

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 24/08/2022

Theo e Cat aí vai rolar.

Responder

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Lea
Lea

Em: 24/08/2022

Não esperava menos da Theodora. 

*

 

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