Whitout me por Kivia-ass
Oie
Você o que?
POV THEO
Depois que Tassiano deu o ultimato eu me desesperei, minha mãe não aprova esse tipo de comportamento e com certeza ela iria me deixar de castigo pelos próximos cinco anos. Sai da sala dele e fui pro banheiro.
-Tá tudo bem, meu anjo? – Dona Gêge se aproximou e me abraçou. – Eu vi a briga lá fora.
-Minha mãe vai me matar. – Falei em um fio de voz e ela tentava me consolar.
-Converse com ela, explique o que aconteceu. – Ela com certeza era uma boa mãe, diferente da minha.
-A Senhora não entende, é perigoso minha mãe colocar fogo em mim. – Dona Geralda riu do meu exagero.
-Qualquer coisa você corre lá pra minha casa. – Ela segurou minha mão e sorriu. – Vou amar ter mais uma filha.
-Obrigada dona Gegê. – Abracei a mais velha e sai do banheiro.
Decidi ir pra casa preparar meu funeral, pedi que o Ramires me buscasse e vi algumas pessoas cochichando sobre mim, esse bando de atoas não aguentam ver uma fofoca. Meu motorista não tardou a chegar e em poucos minutos eu subi para o meu quarto. Minha mãe só chegaria à noite e eu suspirei aliviada. Tomei banho e vi alguns arranhões em meus braços, aquelas vadias me pagam.
Liguei para o meu pai e contei o ocorrido, ele perguntou se eu estava bem e que ele conversaria com minha mãe sobre o ocorrido. Ele era super protetor comigo e ficou enfurecido ao saber que foi duas contra uma. Avisei que eu mais bati que apanhei e ele gargalhou do outro lado, me despedi e meu coração apertou de saudades dele.
Terça antes mesmo do relógio despertar eu já estava pronta, precisava avisar minha mãe sobre a briga, ontem ela chegou tarde e chegou enfurecida com um de seus funcionários, então eu nem ousei em me pronunciar. Decidi tentar limpar minha barra um pouco, por isso optei por um look da coleção nova que ela havia deixado em meu closet. Coloquei a blusa de cetim de gola alta, uma saia xadrez e arrumei os cabelos milimetricamente alinhados, caprichei na make e contei até dez antes de encarar o dragão.
-Bom dia mãe! – Falei em um tom baixo e ela me encarou por cima do fichário que ela folheava.
-Filha, você está linda! – Pelo menos a roupa fez com que ela sorrisse. – Sabia que essa peça lhe cairia bem.
-Obrigada mãe! – Agradeci e ela arqueou uma de suas sobrancelhas. – Preciso lhe pedir uma coisa.
-O que? Quer seu cartão de crédito de volta? – Minha mãe tinha confiscado meu cartão depois que descobriu que eu vendia algumas peças de roupa que ela me dava em um brechó.
-Não, eu quero que você me acompanhe até a faculdade. – Ela me encarou confusa e eu tomei coragem de dizer o motivo. – Eu fui suspensa e só entro com a sua presença.
-VOCÊ O QUE? – Minha mãe falou alto que até a pobre da Claudia se assutou. – Você não muda nunca Theodora? Você está querendo me punir por eu não deixar você morar com o traste do seu pai?
-Não fale do meu pai, eu já pedi. – Usei um tom mais baixo demonstrando minha raiva. – Eu não fiz nada de errado, algumas meninas começaram a me provocar e você sabe que eu não levo desaforo pra casa.
-Você é uma santa! – Minha mãe se levantou e pegou sua bolsa na cadeira. – Eu vou colocar aquela espelunca abaixo. Vamos pois eu não tenho o dia todo.
Peguei minha mochila e acompanhei minha mãe, ela me fez contar o que tinha acontecido e por incrível que pareça ela parecia estar do meu lado. Em poucos minutos Ramires parava em frente aos grandes portões da universidade e Malvina desceu com sua pose arrogante, eu caminhava ao seu lado de cabeça baixa e podia sentir todos os olhos voltados pra mim.
-Malvina, que bom vê-la por aqui. – Tassiano interrompeu o caminho da minha mãe e ela pareceu soltar fogos pelas ventas.
-Que péssimo ter que ver você logo pela manhã, ainda mais nessas circustancias. – Ela respondeu secamente, e um bolinho de curiosos se formava ao nosso redor. – Eu não tenho tempo para essas palhaçadas Tassiano, eu sou uma mulher ocupada, e se você não consegue controlar um bando de vândalos, eu sugiro que feche essa espelunca.
-Malvina, vamos até minha sala?– Ele engoliu seco e era patético ver o medo do homem.
-Se eu tiver que desviar meu caminho para resolver um problema seu, saiba que meus investimentos serão cortados, eu fui clara? – Ele concordou com a cabeça. – E se eu tiver que vir até aqui para saber que um bando de meninas atoas, estão se metendo no caminho da MINHA FILHA, eu mando derrubar o prédio.
-Malvina, não é pra tanto. – Ele respondeu em um fio de voz e os alunos começaram a cochichar entre si. – Eu suspendi as outras meninas, e eu só lhe chamei, pois Theodora é menor de idade.
-Não me interessa, ou você contenha esse bichos que você chama de alunos ou eu troco de reitor, e você sabe que o que eu quero eu consigo. – Minha mãe falou de forma firme e eu senti Tassiano prender o ar. – Mais uma coisa, quem aqui é Catarina Avelar?
Os alunos abriram espaço e a figura de Catarina se fez presente ao lado de Laura.
-Esteja em meu atelier depois de suas aulas. – Minha mãe disse a ela e eu até sorri de lado, com a atitude da minha mãe.
Malvina deu as costas e saiu, Tassiano estava mais branco que papel e agora toda a atenção era voltada pra mim e eu odiava aquilo, eu sempre escondi de quem era filha por dois motivos: Vergonha, e por não querer que as pessoas se aproximem por interesse.
Laura se aproximou e perguntou se eu estava bem, acenei com a cabeça e vi a garota de olhos verdes me olhando assustada, ela não dizia nada e eu apenas dei os ombros e entrei pra minha sala.
Fim do capítulo
Eita
Comentar este capítulo:
Lea
Em: 03/08/2022
Boa tarde Kivia!
E eu jamais pensei que falaria isso,mas que a Malvina ARRASOU,ela finalmente foi a mãe que a Theodora precisa! Adorei como ela se portou!
*
Será o momento da Catarina?? Ela conseguirá estagiar com a TODA PODEROSA, MALVINA BARCELLOS?
Resposta do autor:
Boa tarde Leitora! Malvina é má, mas tem, seus lados positivos.
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