Caps. 2 – Quando tudo começou...
Nada estava mais fazendo sentido, cheguei em casa cansada e ao entrar nem as luzes acendi e já me joguei no sofá. Aquele silêncio profundo me dizendo precisar de alguma companhia, mas a quem recorrer?
Levantei ainda sem coragem, fui até a cozinha peguei água e uma fruta e comi em pé mesmo. Ainda olhando para o nada, voltei para sala e segui para o quarto.
Entrei e fui direto para o banheiro arrancando toda minha roupa e entrando no box para um banho quente. Lá, encostei a cabeça na parede e fiquei alguns minutos com a água correndo pelo meu corpo.
Desligue o chuveiro, passei a mão no vidro esfumaçado para olhar em meus olhos cansados, a única coisa que eu precisava agora era da minha cama.
Fiz o ritual noturno e fui para o quarto apagando a luz do banheiro, minhas pernas seguiram até o guarda-roupa onde peguei uma camiseta grande e uma calcinha colocando automaticamente, segui para cama, mas ela não estava vazia. Pelo reflexo da janela e da luz da lua que entrava, vi o contorno daquele corpo a se espreguiçar em minha cama, perguntei:
– Quem é você a tomar conta de minha cama?
– Sou apenas o seu desejo se tornando realidade.
Reconheci aquela voz, meu coração disparou. Fiquei olhando-a, porém, sem conseguir entender ainda o motivo dela estar na minha casa e na minha cama.
Me arrastei até o interruptor próximo à porta para acender a luz. Mas, para o meu desgosto não acendeu. Voltei até a lateral da cama e ascendi o abajur encarando aquela mulher deitada seminua. Não contive um gemido, desviei os olhos a muito custo e perguntei novamente:
– O que faz aqui?
– Achei que fosse gostar da surpresa?
– Você sabe que eu não gosto de surpresas.
– Isso porque você é uma mal-humorada, achei que fosse melhor fora do escritório. – Sorriu faceira.
– Acredite, tu não sabes nada de mim.
– E por que acha que vim até aqui?
Ela levantou apoiando o corpo sobre os joelhos e me olhou com aquele olhar sedutor, tentei desviar o contato de nossos olhos, mas foi impossível.
– Olha, confusão e a última coisa que quero arrumar nesse momento.
– Por que fala assim?
– Por que é isso que você é, mulher!
Nem consegui evitar um sorriso de canto de lábios, me aproximei da poltrona ao lado e sentei. Ela levantou da cama e mal contive um suspiro ao ver o corpo daquela mulher dentro daquela lingerie vermelha. Lógico que não conseguiria evitar passar os olhos em cada pedacinho daquele corpo. Se aproximou perguntando sedutora:
– Acha mesmo que sou uma confusão?
Meus olhos encontraram com os delas, sorria marota, passava a mão pelo corpo lentamente, sem me conter mordi os lábios dizendo apenas:
– Acho sim, ainda mais depois de tudo que ouvi sobre você.
– Não sei o que ouviu sobre mim, mas desminto tudo.
– Até o fato de você ser uma safada ordinária?
Ela nem precisou responder, o sorriso em seus lábios, disse tudo e apenas completou:
– Talvez tenha um pouco de verdade nisso, mas tenho algo a dizer em minha defesa. – Sorri dizendo:
– O que, exatamente, vai me dizer?
Ela se aproximou encaixando um dos pés no meio das minhas pernas no sofá, perigosamente próximo ao meu sex* dizendo olhando em meus olhos:
– Você sempre mexeu comigo, e por nunca me olhar da forma como eu queria, resolvi fazer do meu jeito. – Sorri balançando a cabeça.
– Se engana muito em pensar isso... – me calei, era impossível não olhar para ela e deixar a imaginação fluir.
– Você tem a fama de esconder muito bem suas emoções, sentimentos e duvido muito que eu tenha me enganado.
Olhei para ela com a testa franzida, não gostava muito quando duvidavam de mim, por isso, levantei fazendo com que ela desse dois passos para trás, me aproximei levantando a mão, mas parei quando vi seu olhar duvidoso, dei um passo para trás perguntando admirada:
– O que foi?
– Nada, só fiquei receosa...
– Por quê?
– Não sei exatamente. – Sorri balançando a cabeça, a olhei, perguntando:
– Pensou que eu fosse te agredi, por quem me toma?
– Desculpa, só me lembrei de algo...
Desviou os olhos dos meus e seguiu em direção aos pés da cama onde percebi suas roupas estavam, dei três passos até ela, segurando gentilmente seu braço e fazendo com que me olhasse, perguntei:
– Porque achou que eu fosse te agredir, quem fez isso com você?
– Prefiro não falar sobre isso, se é que me entende.
– Entendo, mas não quero deixar as coisas subentendidas.
Ela finalmente levantou os olhos e disse:
– Alguém no escritório, não aceitou a minha recusa, além de me agredir, me difamou perante todos, talvez daí venha a fama que você disse conhecer sobre mim.
– Quem fez isso?
– Não quero citar nomes, e nem ser o motivo de mais fofocas.
– Quem fez isso?
Disse impaciente, ela me olhou temerosa e desviou os olhos dizendo.
– Luiz, duas semanas depois que comecei a trabalhar para vocês.
– E porque não reportou isso imediatamente?
– Era a minha palavra contra a dele, quem iria acreditar em mim?
– Eu! – Passei a mão nos cabelos me afastando um pouco dela. – Deveria ter me procurado, eu vou matar aquele desgraçado, não é a primeira vez que escuto coisas desse tipo sobre ele.
– Hei... – estava de costas quando sentir suas mãos em meus braços, aquele toque deu uma sensação de alívio em meu corpo, não me virei e ela simplesmente disse: – Esquece isso, por favor.
– Desculpa, mas não posso...
Fez com que me virasse levantando meu queixo para que nossos olhos se encaixassem, perguntou:
– Por que não?
– Porque ele não deveria fazer isso com ninguém, isso se chama subordinação.
– Eu sei, mas quem iria denunciar seu próprio chefe?
– Deveria ter vindo a mim.
– Você nem olhava para mim, semanas que passava e nem me via, mal respondia meus cumprimentos, porque iria recorrer logo a você?
– Porque eu sou a chefe, droga! – Passei as mãos pelos cabelos, desviando os olhos dela. – Pelo menos eu acho que isso vale de alguma coisa.
– Estava iniciando na empresa, além de ser uma oportunidade enorme, não queria envolver meu nome em mais confusão, como você mesma disse que sou.
Sorriu, mas não achei muita graça. Inspirei fundo e disse baixinho.
– Ele não deveria ter feito isso, sabe que eu sou e sempre fui apaixonada por você.
– Como é?
– Não foi por acaso que a empresa a contratou, além de claro, sua eficiência, eu nutria um sentimento que foi crescendo desde a primeira vez que nos conhecemos.
– No casamento da minha prima, eu me lembro daquele dia.
– Sim, desde então, não consegui mais parar de pensar em você.
– Mas isso faz quase quatro anos, por que não veio falar comigo?
– Nunca tive coragem de falar sobre esse sentimento. – Fiquei constrangida, mas contei-lhe. – Até meses atrás, bebi além da conta e acabei confessando ao Luiz, julguei que fosse meu amigo, já que ele sabe que um dos motivos de ter contratado você, era esse. – Sorri desviando os olhos. – Os acionistas sempre comentavam sobre a sua eficiência desde o primeiro momento em que entrou na empresa, o que foi só aumentando esse sentimento.
– Porque nunca me disse isso?
– Você sempre rodeada de homens e mulheres sempre querendo fazer a sua vontade, não tiro a razão deles, mas jamais pensei que fosse me olhar da mesma forma. – Sorri sentando novamente na poltrona: – Afinal, sou só a chefe ranzinza que mal olha para os empregados da qual todos comentam.
– Se você soubesse o que realmente falam sobre você pelos corredores, não pensaria dessa forma.
– Do que está falando?
A olhei interessada, sorrindo se aproximou dizendo apenas:
– Desculpa, mas não vou dizer nada, além disso.
– Entendi, você e sua descrição.
– E não foi por esse motivo que me quis trabalhando com você?
– Entre tantos que se eu começar a dizer, passaremos a noite conversando.
– Conversar é ótimo, não acha?
– Sim, mas duvido que esse seja o motivo pelo qual veio até aqui ou estou errada?
– Não, mas nada nos impede de conversarmos entre um intervalo e outro.
Sorriu safada, não tive como evitar, joguei a cabeça para trás gargalhando, quando dei por mim ela estava sentada em meu colo passando a mão em meu rosto e sussurrando próximo aos meus lábios:
– No mais, só quero saber uma coisa... – minha respiração falhando, sussurrei quase sem voz:
– O que seria?
– Porque se apaixonou por mim?
Sorriu passando a língua entre meus lábios, ela estava me levando a loucura com aquela língua e dedos em minha pele, sussurrei quase gaguejando:
– É?
– Sim, estou curiosa...
– Não aparenta ser tão curiosa assim...
Minhas mãos apertam a coxa desnuda dela, sentindo uma corrente elétrica passar pelo meu corpo, abri a boca para responder sua pergunta, mas ela tocou meus lábios, sorriu jogando a cabeça para os lados, balançando os dedos em negativa, aproximou os lábios dos meus me dando um selinho demorado, sussurrando apenas:
– Sou mais do que imagina, mas me responda depois que terminarmos.
– Terminarmos o q-que? – Perguntei gaguejando.
Ela saiu de meu colo sorrindo, pegou minha mão me guiando até a cama, em seguida me empurrou sobre ela, tirando as peças de seu corpo, desnudando-se completamente, arrancando suspiros e gemidos de meus lábios, até que senti seu corpo junto ao meu.
Seus lábios tomaram os meus em um beijo que arrancou todo o meu ar, automaticamente meus braços foram parar em suas costas sentindo a pele fervente dela em minhas mãos, que exploravam cada pedacinho daquele corpo maravilhoso.
Os sussurros com aquela voz rouca em meu ouvido... o passar de língua na minha pele... suas unhas rasgando meu corpo, não resisti muito tempo quando seus dedos delicados atingiram minha bucet* pulsante e já sensível ao toque, estimulando meu clit*ris, me fazendo estremecer embaixo dela, goz*ndo deliciosamente.
– Nossa... – abri os olhos quando ela disse aquela palavra, sorri e ela sussurrou: – Você é deliciosa.
– Sou?
Sussurrei de volta, e antes que ela respondesse, tomei sua boca me colocando por cima, quando nosso beijo cessou que senti o seu gemido, ela sussurrou:
– Sim, você é... – Nossos olhos se cruzaram, os meus divertidos, os dela curiosos, perguntou: – O que mais você pode fazer com esses lábios maravilhosos?
– Uma coisinha ou outra. – Sorri, e ela ousada, passou a ponta da língua sobre eles, dizendo em seguida:
– Mostre-me...
Gemi só de pensar em sentir o gosto dela, sem joguinhos, desci até sua bucet* e invadi ele com minha boca e língua, me deliciando com a sua entrega. Gemia alto dizendo palavras desconexas outras bem audíveis...
“Isso... Vai... Aí... Nossa... Me fode gostoso...”
Palavras essas que me deixavam louca, e quando senti seu corpo em espasmos, com suas mãos prendendo minha cabeça entre suas pernas, pude me deliciar com o gozo que ela me doava, passando a língua agora lentamente sobre sua bucet* matando minha sede.
Estava sonhando, há meses desejava beber daquela mulher, e agora que eu havia realizado essa fantasia e me viciando nela, não queria acordar para a realidade, pousei minha cabeça em sua barriga, fechei os olhos extasiada, não demorou ouvi o sussurro dela:
– Doçura?
– Hum?
– Dormiu?
Senti seus dedos acariciarem meu rosto, sorri olhando-a, sussurrando:
– Estava pensando.
– E eu posso saber em que?
Sorriu tomando meus lábios com os dela, quando se afastou, sussurrei:
– Estava pensando no porquê demorei tanto para procurar você?
– Humm... – virei me colocando sobre ela novamente. – E qual foi a resposta a essa pergunta?
– Sou uma lerda. – Sorri ganhando o mais belo dos sorrisos, a beijei novamente dizendo: – Mas, não cometerei o mesmo erro a partir de hoje.
– É?
Me provocando com seus dedos e suas pernas entrelaçando meu corpo, concordei dizendo apenas:
– Quero você de novo... – soltou as pernas mostrando-me o caminho dizendo:
– Achei que não fosse pedir...
Me perdi novamente entre suas pernas, dessa vez, levantando apenas quando me vi plenamente satisfeita, e ela me doando tudo e mais um pouco...
Fim do capítulo
Boa tarde, meninas!
Apesar de ser vários momentos, eis que esse é o início de tudo.
Decidi postar os caps diariamente, o que acham? Dez dias de puro êxtase?
Será que funcionará isso?
Sem contar, que teremos um conto extra... É, a autora anda muito boazinha... :P
Nos encontramos no próximo...
Bjs a todas... Até mais!
Comentar este capítulo:
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]