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  • NARA SHIVA. A LOBA
  • CAPITULO 02

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NARA SHIVA. A LOBA por Bel Nobre

Ver comentários: 2

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Palavras: 2045
Acessos: 2203   |  Postado em: 18/07/2021

CAPITULO 02

 

 

         Permanecia sentada em uma das pedras na beira da encosta do morro, sem respirar parada sem me mexer, avaliando todas as alternativas possíveis para salvar a humana ferida lá embaixo, enquanto resolvia os meus probleminhas existenciais.

Primeiro.

 Se fosse como lobo, não poderia retirar o galho da árvore que daqui dava para ver que não era tão grande assim, mas estava todo em cima da perna da garota de cabelo vermelho.Segundo.

         Se fosse como garota, surgiria nua na frente da humana, o que eu não achava nada engraçado. Uma coisa era me transformar em humana no meio da reserva ainda nua na frente de todos, lá ninguém reparava, era natural mas aparecer nua na frente da humana a coisa complicava Meu pai e minha mãe não gosta muito, afinal eu vou ser a grande alfa líder de todas as alcateias da reserva, e blá-blá-blá mas até lá ainda tenho muito tempo para ser eu mesma– não é certo aparecer nua na frente de humanos, para quem tudo é feio, errado ou pecado.

Terceiro.

         Se demorasse, a garota talvez desmaiasse de dor, os humanos morrem por qualquer besteira, até de medo eles morrem. 

         Perdida em pensamentos, senti o perigo iminente rondando. O vento trouxe o cheiro de outro humano, meus pelos da nuca se arrepiaram no momento em que minhas orelhas aumentaram de tamanho. Mesmo sentindo o perigo, não podia me transformar e seguir meu faro, que avisava claramente da presença de um macho humano adulto. Respirei o ar da floresta e confirmei minhas suspeitas, não estava só. Ali, perto das margens do rio, havia outra pessoa escondida espreitando. 

         Eu tinha que ser rápida, e decidi levar a garota comigo para só então os homens que faziam a patrulha daquelas bandas caçarem o intruso. Olhei em cada canto da floresta e não consegui avistar viva alma, mas ele estava por perto, conseguia sentir o odor de álcool misturado com cigarros, e meu instinto animal avisava que ele estava me observando. Ainda bem que tinha me coberto. Mas será que ele me viu mudar de loba para humana? Não quis nem continuar nessa linha de raciocínio, isso ia contra tudo que meus pais falavam sempre para mim quando me aconselhavam do perigo:

 

“Nara Shiva, não chegue perto dos humanos quando estiver transformada, eles atiram por prazer. Não ande semi nua na reserva, alguém pode ver. Os humanos daqui tem contrato de fidelidade, mas a mente humana é traiçoeira”. Nara, minha filha, as pessoas dariam a vida para descobrir o que faz a gente viver tanto.”

 

         E o pior de tudo era que eu sabia que os temores dos meus pais tinham fundamento. Há menos de trezentos anos, uma alcateia inteira formada por meus primos de terceiro grau na ilha da Grécia, tinha sido quase dizimada por ganância de alguns laboratórios para descobrir a fonte da juventude. Alguns cientistas chegaram ao cúmulo de trans*r com as lobas, as engravidando para ficar com os filhos e com eles fazerem todo tipo de testes. Quando o alfa descobriu o cativeiro, sua matilha invadiu os laboratórios, matando quase todos os humanos, e os que demonstraram ser amigáveis foram embora com eles e moram até hoje na ilha.

 

Meus pensamentos foram puxados abruptamente pelas reclamações da garota.

 

  r13; Ai meu Deus, o Senhor tinha que mandar justamente uma criatura maluca que pensa que é um lobo para me ajudar? E pior, ainda uma que só pensa e não age? Vem logo, imbecil, venha nu que eu não vou olhar sua beleza exuberante.

 

Senti a ironia na voz da garota e gargalhei com a ousadia dela, esquecendo por minutos de meus pensamentos loucos sou dessas que se perde em divagações minha mãe diz que vivo no mundo da lua ou que sonho acordada, mas na realidade gosto de pensar em todas as possibilidades antes de tomar uma decisão.

 

         Sabia que a garota não estava vendo minha aparência, pois estava escondida nas árvores, e mesmo assim, ela deve ter escutado eu sorrindo o que é surreal do local onde ela está não dá para ouvir por que ela está contra o vento.

 

   Pov. Garota.

      O medo queria vencer o restinho de coragem que ainda tinha, essa gargalhada no meio da mata era ao mesmo tempo o som mais lindo que já ouvi e o mais assustador também, ergui o corpo, apoiando-me nos dois braços, olhando apavorada para todos os lados sem ver de onde vinha a risada que doeu nos meus ouvidos como música em último volume, espantando os pássaros que estavam escondidos da chuva, obrigando-os a sair em disparada e esquecer dos pingos em suas penas. Alguns bichinhos terrestres também correram mato adentro, e o mais interessante é que era mesmo sendo muito alto não deixava de ser um som lindo, cativante.

    Do nada surgiu um cheiro de terra molhada misturada com pinho e bailou no ar. Reconhece o cheiro devido à árvore que meu pai comprou dois anos atrás para ser a árvore de natal do hospital. Talvez o perfume viesse da árvore que estava prendendo minha perna, fiquei farejando o ar e atenta a cada ruído, na mata só o que tem é ruído estranho, parece que na floresta é cheio de espírito que andam vagando.

 

Examinei a posição do sol e pelas minhas contas, já estava ali há muito tempo, portanto o cheiro repentino não veio da árvore. Talvez fosse o cheiro natural da floresta,

      O esforço feito por mim atingiu direto na minha perna, que deslizou mais um pouco para baixo da árvore, fazendo com que eu me curvasse com a nova onda de dor. Gem*ndo e com muito esforço, consegui ficar em uma posição que dava para ver a perna toda e o pedaço pontiagudo da árvore enfiado na lateral da minha panturrilha. Na hora que vi o machucado me deu logo uma tontura e, senti um líquido quente escorrer para dentro do meu sapato, molhando ainda mais a meia que antes do acidente era branca agora estava vermelha. Não tinha dúvida de que o líquido era o meu sangue escorrendo, como as águas daquele rio logo ali embaixo.

 

      Olhei em todos os lugares, não avistava uma alma sequer. As vozes dos alunos estavam silenciosas, e nada mais se ouvia a não ser o barulho do rio descendo. As águas claras deixavam a vista magnífica para qualquer um que quisesse ver os peixes deslizando na correnteza ou subindo para pegar algum fruto que caia das árvores.

 

      Se não estivesse sentindo tanta dor, adoraria passar o dia ali, desenhando a natureza e tomando banho no rio. Minha mãe dizia que eu parecia filha de peixe de tanto que gostava dos rios e lagoas. Engraçado é que o mar não tinha o mesmo fascínio, a natureza toda mexia com meu coração, menos o mar. Gostava de praia, de passear na areia e ficar sentada vendo o sol se pôr, sempre que minha mãe se encontrava disposta íamos a praia que era praticamente em frente à minha casa. E nós duas corremos grandes distâncias até o sol, se pôr ou em alguns dias até o nascer do sol, mas meu fascínio era rios, lagos, lagoa, açudes, represas e plantas de todas as formas e tamanhos.

 

      Adorava desenhar. Sempre que minha mãe ia ao hospital comprava cavalete com todo tipo de tela, tínhamos montado um pequeno estúdio em casa para que eu colocasse no papel meus pesadelos que me acompanhavam desde o nascimento, o Estúdio montado por minha mãe que era uma mulher de saúde fraca servia de refúgio para nós duas onde podíamos pintar de tudo e a nutricionista e amiga nossa levava todo dia os melhores para vender, eu e minha mãe perdia horas desenhando. meu peito apertou com o medo de morrer longe principalmente da mãe que não goz*va de muita saúde e que tanto eu amava.

 

  r13; Então, lobo da floresta, vai me deixar morrer — gritou, olhando para o céu desesperada e, nesse minuto, no exato momento em que o cheiro de pinho ficou mais forte – aliás, cheiro de casca de pau parecido com pinho ou carvalho misturado com terra molhada –, o cheiro tomou conta do ambiente.

_; Estou bem aqui mal agradecida.

         Na minha frente, apareceu a mais bela garota que já vi estava usando uma saia justa feita de folha da palha da bananeira e amarrada com um cipó. Na parte de cima, o mesmo tipo de vestimenta cobria os seios que mal tinham despontado. Branca como a neve e com olhos azuis da cor do mar. Os cabelos iam até a altura da cintura, pretos como a noite, cheio de folhas pequenas grudadas neles, como se ela tivesse rolado na grama. Tinha um corpo bem definido, musculatura firme, embora onde pusesse os olhos avistasse lama. A desconhecida continuou olhando a garota que tinha as pernas e braços cobertos por gramas e areia molhada, deveria ser por isso que ela cheirava tanto a terra.

      Todo seu corpo parecia ser lapidado na melhor academia da cidade de Ibarama, já que lá tinha as melhores academias – não que fosse adepta de tal atividade, mas todas as enfermeiras e médicas do hospital do meu pai eram. A garota tinha um sorriso de derreter uma pedra de gelo, um sorriso puro e aberto, os olhos sorriam junto, formando uma só expressão que ao mesmo tempo que fascinava, afastava avisando de um perigo que não sabia definir. Tudo na garota transmitia vida.

 

         Estava me sentindo uma intrusa ali deitada na grama, cheia de dor. O sentimento que me acometia neste momento não era de medo da estranha, afinal o que uma garota daquela, com cara de anjo, poderia me fazer mal? Pensei consigo mesma quantos anos ela poderia ter. Seria da minha idade ou mais velha? Será que morava ali por perto?

      De repente, a garota ficou inquieta, olhando para os lados e mexendo o corpo de uma maneira que eu não entendia, não houve nem tempo para sentir medo ou coisa parecida, pois nesse exato momento a garota pulou por cima do meu corpo, fazendo-me dar um grito de medo.

r13; Aí... O qu-e fo-i? — gaguejei assustada.

Fiquei petrificada quando a vi caindo a um palmo do meu rosto e, com muito jeito, pegando um bicho do chão e erguendo o braço na altura da cabeça. Ela correu para mais distante um pouco, afastou as plantas rasteiras do local e colocou o bicho no chão outra vez. Só então eu vi o que era: a garota branca, metida a Tarzan, tinha tirado uma cobra do meu caminho. Só me restava procurar sua voz, que tinha perdido em algum lugar, e agradecer.

 

  r13; O-o-obrigada. Acho que você me livrou de ser morta por uma cobra. Muito obrigada, seja lá quem você for — agradeci, ainda admirada com a aparição da garota.

 

  r13; Não, ela não ia te morder, só queria ir para casa e você estava no seu caminho. O máximo que poderia acontecer era ela passar por cima da sua cabeça. Isso ia te assustar, você ia gritar, ela ia ficar com medo e, só então, ia te morder — explicou com toda calma enquanto examinava a minha perna presa no chão.

 

  r13; E você acha isso pouco, Jane da selva? A mordida daquele bicho ia me matar de qualquer jeito — rebati sem muita paciência e com muita dor.

 

  _Só para constar, eu não sou essa tal de Jane. Eu me chamo Nara Shiva com muito orgulho. E você, qual o seu nome? Como veio parar aqui desse lado da encosta? Seu ônibus está muito distante daqui — enquanto falava, a tal Nara Shiva olhava tudo ao redor como se visse os

perigos escondidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 2 - CAPITULO 02 :
arien
arien

Em: 25/05/2023

Pense numa temática que me instiga.

Adorando a leitura, obrigada por compartilhar esse primor conosco.wink


Bel Nobre

Bel Nobre Em: 29/05/2023 Autora da história
Fico lisonjeada. Espero que se apaixone por Nara Shiva e seu povo.


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mtereza
mtereza

Em: 14/08/2021

Gostei do toque de humor das personagens que apesar de serem crianças parecem bem maduras .


Resposta do autor:

a idade delas tambem esta errada, ja corrigi elas tem 18 anos

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