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O amor e suas nuances por Gabi2020 e Duda Fagundes

Ver comentários: 4

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Palavras: 3715
Acessos: 1922   |  Postado em: 21/05/2021

Capitulo 40

Música do capítulo – Reneé Dominique – Can’t take my eyes off you

 

Acordei atordoada, vi meu braço com um curativo enorme, tentei me mexer, mas doía tudo, parecia que tinha levado uma surra. Realmente não tinha morrido, mas, estava muito dolorida, fui salva pelo colete à prova de balas, ele absorveu o impacto.

Olhei em volta e confesso que fiquei desapontada, esperava ver Marina chorando, segurando a minha mão, igual nas séries de tv, mas dei de cara com Flavinha, que levantou num pulo quando me viu acordada.

- Duda!! Finalmente, como você tá? Tá com dor. Quer alguma coisa?

Flavinha era uma metralhadora, esperei ela parar, para responder:

- Tô bem. Sim. Quero água.

Flavinha fez uma cara tão engraçada, que não teve como não rir.

- Respondi suas perguntas oras. Aí dói ainda quando dou risada.

- Também você chegou aqui toda arrebentada.

- Que exagero!

- Seu colete tinha mais furos que queijo suíço.

- Só lembro do maluco atirando em mim, depois apaguei. Há quanto tempo estou aqui?

- Há dois dias e antes que me pergunte a Marina foi pra casa tomar um banho e pegar umas roupas, Bia conseguiu convencê-la com muito custo e a Lara foi buscar seus pais no aeroporto.

- Meus pais estão vindo pra cá?

- Claro né? Quase te mataram.

- E o Raul?

- Foi preso em flagrante, mas depois a Lara e seu chefe te explicam com mais detalhes, agora sossega aí, que vou chamar o médico para te examinar.

Antes que ela saísse, pedi que erguesse a cama.

- Não demoro...Duda, nunca mais faça isso, quase morri de susto! A voz de Flavinha saiu embargada.

- Pode deixar amiga.

Assim que Flavinha saiu, comecei a me lembrar dos últimos momentos, o olhar de ódio do secretário de segurança ao falar comigo, senti um arrepio percorrer meu corpo...Será que ele é o duque? Não pode, ele fez de tudo para ajudar, mas então por que ele queria me matar?

- Como vai meu escudo humano?

Lara abriu a porta acompanhada de meus pais.

- Filha que susto! Como você está? Minha mãe me esmagou um pouco.

- Aiii... Tô bem mãe... Só não me aperta. – Pedi empurrando-a delicadamente.

- Cuidado com a menina! Ralhou meu pai – Filha você está bem mesmo?

- Tô sim pai, só dolorida.

Olhei para Lara, ela tinha os olhos cheio de lágrimas.

- Dudinha nunca mais apronte uma dessas, deixou todo o departamento em desespero.

- Vem cá e me dá um abraço! Chamei minha amiga.

Lara me abraçou de leve, olhei para ela cheia de perguntas, mas ela disse:

- Depois te explico tudo, agora preciso voltar, Lemos está enlouquecendo com os jornalistas querendo uma declaração.

Lara bagunçou meu cabelo e saiu, fiquei com os meus pais, até o médico chegar, ele pediu licença a todos para me examinar.

- Como está se sentindo, muita dor?

- Um pouco, não no braço, mas no tórax.

- Foi por causa do impacto das balas, vou pedir para te darem um analgésico.

Ele pediu licença, para examinar meu tórax, quando ele abriu a camisola hospitalar, me assustei, estava tudo arroxeado.

 - Não se preocupe, com o tempo vai melhorar. – O médico fez algumas anotações no meu prontuário – Você está indo muito bem, logo vai ter alta.

O médico saiu e meus pais voltaram, ficamos um tempo conversando, até a porta ser aberta e minha ruiva entrar, quando ela me viu acordada, seu sorriso aberto iluminou todo o quarto.

- Duda... Meu amor!

Ela se aproximou devagar, fez um carinho no meu rosto e me abraçou, aquele abraço gostoso, aquele cheiro maravilhoso... E então veio o choro baixinho.

- Calma linda, já passou, estou bem.

- Quando te vi chegando aqui, cheia de sangue e desmaiada, achei que tivesse te perdido.

- Estou bem, vivinha da silva.

- Graças ao colete, ele te salvou.

- Eu sei meu amor, está tudo bem.

No início da noite Bia apareceu para buscar Flavinha e me ver, conversamos um pouco e elas levaram meus pais até meu apartamento, ficamos somente Marina e eu.

- Meus pais vieram hoje cedo, mas você ainda estava dormindo, conversei com eles e te mandaram um beijo.

- Obrigada linda, não vejo a hora de ir para casa.

- Você vai, mas tem que cuidar desse braço.

Logo depois do jantar, chegou Lara acompanhada de Janine.

- Duda como você tá? Que sustão hein?

- Estou bem Janine, obrigada. Agora Lara me conta tudo.

Lara sentou-se na poltrona ao lado.

- Vou resumir, o duque é nosso querido secretário de segurança, Raul Novaes da Silva Junior...

Buguei na hora, não fazia sentido.

- Também fiquei assim quando descobri, mas vamos lá, o assessor dele é o cara que deixou a caixa com o relógio na transportadora para você e a caixinha com o pássaro na portaria. Bom, ele foi assassinado pelo Raul e o corpo foi jogado na pedreira no dia que você estava voltando para São Paulo.

- Mas e a Ivana?

- A Ivana foi morta pela Sabrina, sua estagiária...

Meu queixo quase caiu.

- Calma Dudinha, vamos recapitular...O Raul matou o assessor no dia que foi te visitar no litoral, aquela hora que ele estava com você, o cara já estava morto, a ideia do Raul era te matar em seguida, logo após sua entrevista, mas ele não contava com a esperteza da sua advogada e minha, que tiramos vocês dali logo, pois foram encontrados explosivos na cozinha. Veja, enquanto você foi ao quarto ligar para Natália, naquele instante, Raul disse que ia ao banheiro, mas aproveitou a situação e na verdade foi até a cozinha, deixando os explosivos atrás do fogão. Mas, não se preocupe, a bomba não foi ativada, só que o Raul não teve tempo de tirar de lá.

- Pera, mas o Raul fez tudo isso?

- O Raul foi do esquadrão anti bombas por muito tempo.

Fiquei digerindo aquelas informações, achava ele meio forçado, mas daí o cara ser um assassino era muito para minha cabeça.

- E ele matou o assessor por que?

- Queima de arquivo também, o Raul estava na corda bamba, ele precisava criar uma distração para ganhar tempo. Como vocês saíram do Guarujá, ele teve a ideia de desovar o corpo lá na pedreira e exigir que a melhor perita do Brasil fosse pessoalmente examinar o corpo, só que ele esqueceu que peritos também usam coletes à prova de balas, só que dessa vez você usou o colete por baixo da roupa, o que te deixou bem gordinha por sinal.

- Mas como vocês descobriram que ele é o duque? Ele confessou?

- Não, você que descobriu.

- Como assim?

- Quando você foi à minha sala falar daquele conta na Suíça, percebi o desconforto dele, e passei a investigar com mais afinco. No dia que você passou na delegacia para pegar seu equipamento do  para fazer a perícia do José Américo, tentei te chamar, mas você não ouviu, queria partilhar com você a minha dúvida. Um tempo depois, recebi um e-mail do banco suíço, confirmando que a conta era realmente do secretário, corri para a sala do Lemos e contei, nosso chefe quase desmaiou, disse que você tinha ido à pedreira fazer a tal perícia, tentamos te ligar e nada. Passamos um rádio para os policiais que estavam com você, eles avisaram que você tinha pedido para ficar sozinha, o Lemos pediu para que eles fossem até você. Rapidamente ele reuniu a equipe e seguiram até Mairiporã, durante o trajeto foi emitido um alerta e quando ele chegou, encontrou Raul preso e você desmaiada, foi o Lemos que acompanhou você primeiro até o pronto socorro de Mairiporã e depois até esse hospital.

Fiquei em silêncio, digerindo a história, era muito louco.

- E os policias que foram baleados?

- Estão fora de perigo, um já teve alta e o outro fez uma cirurgia, mas passa bem.

- E a Sabrina? Como ela apareceu?

- Ontem de manhã, a polícia de Resende a encontrou num hotel escondida, trouxemos pra cá e ela confessou que o assessor de Raul a sequestrou e a levou até Resende, chegando lá, ele a dopou e colocou fogo no carro, um homem que passava na hora a tirou de lá, mas ela queria que achassem que realmente ela tinha morrido, deu dinheiro para o homem que a salvou para ele não contar o que tinha visto e poucos dias depois, ela encontrou o corpo de uma mulher morta num matagal, então ela teve a ideia de queimá-la para acharem que era ela.

- A Sabrina com aquela cara de boba, enganou todo mundo!

- Sim, aí o Lemos perguntou: O duque é o Raul né? Ela respondeu que queria uma delação premiada, conversamos com o Roger e aceitamos, ela então disse que o Raul é o duque sim e que o César e o Luiz formavam o tripé da organização. Ivana foi assassinada pela Sabrina, as duas eram amantes, a Sabrina jantou com ela e depois a matou, a pedido do Eduardo. Sabrina descobriu os planos do Luiz e da Ivana em fugirem, Ivana inclusive queria que Sabrina fosse junto.

- Meus Deus! Que história doida! Mas e a marca que a Ivana tinha no rosto? O soco...

- Sabrina foi muito inteligente, ela tinha uma réplica do anel, que o Eduardo deu à ela e usou para acertar Ivana, com isso pensamos o tempo todo que ela tinha sido assassinada por um homem.

Eu estava exausta, após toda aquela explicação, pelo olhar de Lara tinha mais coisa, mas quis preservar Marina.

Dois dias depois tive alta, meus pais ficaram comigo e Marina por uma semana, depois retornaram à Brasília, Marina ficou o tempo todo, cuidando, me ajudando em tudo.

Retornei ao trabalho depois de quase um mês, fui recebida com muita festa, até meu chefe me abraçou.

Fui tomar meu café com Lara, minha amiga estava feliz em me ver.

- Senti saudades!

- Eu também, agora Lara você me contou tudo?

- Contei sim, por que?

- Quando o Raul estava apontando a arma pra atirar, ele disse que a culpa era minha, que tinha se envolvido com a mulher alheia.

- Esquece isso Dudinha!

- Mas tem a ver ou não?

- De certa forma sim, o César perdeu o controle quando descobriu seu caso com Marina, ele que vazou suas fotos, o Raul ficou uma fera com essa história, ele queria resolver do jeito dele, dando um jeito de te afastar sem dar na cara, quando Marina veio à público dando aquela entrevista, toda a opinião pública ficou ao lado de vocês e com isso Raul precisou usar da força para que ninguém chegasse à ele.

Aquela história era bizarra demais, fui trabalhar e tentar esquecer de todo aquele pesadelo.

 

Os dias foram passando e finalmente chegou o dia do meu casamento, acordei nervosa ou melhor nem dormi direto, Marina estava na casa dos pais em Atibaia, ela achava que o casamento seria lá.  Levantei e fui até a janela, o sol já estava brilhando, nenhuma nuvem no céu, eu estava hospedada no Guarujá, num hotel perto da praia, estavam também meus pais, Flavinha e Bia e Lara e Janine.

- Bom dia noivaaaaa!

Flavinha entrou sem bater e quando me viu, me abraçou:

- Relaxa vai dar tudo certo, passei por isso e sei como se sente.

- Preciso de algo para relaxar, porque tá difícil viu?

- Vou pedir um chá, nada de bebida alcoólica.

Flavinha saiu e meu telefone anunciou a chegada de um e-mail, olhei e era de Sophia. Logo após todo o incidente, ela me ligou algumas vezes e aparamos todas as nossas arestas, não tínhamos uma amizade, mas criamos um vínculo de carinho e respeito. O e-mail era longo, ela me desejava felicidades, disse que tanto eu, quanto Marina merecíamos e finalizava dizendo que tinha pedido uma licença da polícia e estava indo para Lisboa com o marido e o filho.

Desejei boa sorte, Sophia ia para sempre fazer parte da minha história, vivi bons momentos com ela, mas quem tinha escolhido para partilhar e construir uma vida comigo, era minha ruiva maravilhosa.

Flavinha entrou com uma enorme bandeja de café da manhã, estava sem nenhuma fome, mas minha amiga me obrigou a comer.

Meu telefone começou a tocar e atendi, sem ver quem era.

- Oi Má tudo bem? Está recuperada?

- Oi Helena estou bem obrigada e você?

Flavinha revirou os olhos.

- Estou em Londres, tirei uns dias de folga.

- Aproveite o frio daí.

- Obrigada... Má só liguei para desejar tudo de bom à você e sua noiva, que vocês sejam muito felizes.

- Obrigada Helena!

Desliguei e Flavinha retrucou:

- Se todas as suas ex ligarem, ficaremos o dia todo aqui.

- Deixa de ser besta!

Passei a manhã com minhas amigas no SPA e a tarde comecei a me arrumar, quanto mais o tempo passava, mais nervosa ficava, ao ponto da minha mãe querer me dar calmante.

- Não precisa mãe, já vai passar.

- Calma filha, vai dar tudo certo.

- A Marina chegou? E os convidados? A praia tá como pedi?

Bia entrou já pronta, estava com um delicado vestido azul claro bem levinho, sapato baixo e maquiagem quase imperceptível.

- Os convidados já estão chegando, a praia está linda, cheia de flores coloridas como você pediu e quanto à Marina, ela chegou sim.

Meu coração acelerou de tal maneira, que pensei que ia desmaiar, fui amparada por Bia.

- Fica calma, termina de se arrumar, vou te esperar no altar com Flávia.

Bia saiu me deixando com a maquiadora, ela terminou a maquiagem e me olhei no espelho, sorri, me senti linda, o vestido de musseline de seda tinha uma alça única transversal, meu cabelo estava preso com uma trança lateral, no pescoço usava uma corrente de ouro com pedra branca, que foi da minha mãe, os brincos também de pedras brancas completavam o visual, meu buquê era pequeno e tinha rosas brancas e champanhe.

Meu pai chegou e quando me viu de noiva, segurou o choro, fomos até a praia e quando desci com meu pai, vi de longe o cadilac que Marina estava, tive vontade de ir até lá, claro que meu pai não permitiu, aliás meu pai estava lindo, usava uma calça bege e camisa branca com um suspensório que dava um charme a mais, nos pés um sapatênis branco e para completar o visual, um chapéu panamá. Entramos ao som de All of Me, do Brooklyn Duo, resolvi curtir cada minuto, cheguei ao altar e a juíza aguardava com um sorriso, entreguei o buquê para minha mãe, olhei para o lado e Flavinha e Bia piscaram.

Olhei em volta e tudo estava perfeito, o sol estava ameno e uma leve brisa refrescava os convidados.

Me posicionei e respirei fundo, em seguida a marcha nupcial começou a tocar, respirei fundo mais uma vez, não podia chorar, mas quando vi minha ruiva surgindo de braço dado com o pai, não aguentei, Marina estava uma verdadeira princesa, seu vestido de renda, tinha um caimento perfeito, a parte de cima era marfim, a manga curta era soltinha e toda de pedraria, já a saia branca rendada e com um leve rodado ia até os pés, as costas nuas deixava à mostra sua linda tatuagem. Seus cabelos estavam presos em um coque desconstruído...Perfeita, quando ela me viu, aquele sorriso que tanto amo se fez presente. Fui recebê-la com a certeza de que era a mulher mais sortuda do mundo.

A juíza iniciou a cerimônia, foi simples e bonita, falou muito sobre amor, respeito e cumplicidade, a toda hora Marina e eu nos olhávamos e sorríamos, não conseguia ficar muito tempo sem aquele olhar.

Então chegou a hora dos votos, tremia muito, mas peguei o microfone e aos primeiros acordes de Can’t take my eyes off you na voz de Reneé Dominique, comecei:

- Linda, conheci você por causa de um tratamento, quando a vi senti algo diferente, não sabia o que era, hoje em dia eu sei, me apaixonei ali por você, naquela clínica, naquele consultório...Seu sorriso e sua meiguice me deixaram tímida e sua beleza aliada a seu bom humor me fizeram ter a certeza que estava diante da mulher da minha vida, mas não foi fácil meu amor, passamos por grandes dificuldades e isso só serviu para nos unir mais ainda. Marina te amo, amo seu sorriso, seu olhar, amo sua forma de viver a vida, amo tudo e sabe qual é a melhor hora do dia? É quando você acorda, pois é a hora que vejo seu olhar e seu sorriso...Te amo minha ruiva, te amo linda!

Consegui terminar sem chorar, apesar da voz trêmula, já Marina chorava sem parar, meu pai prontamente ofereceu seu lenço e eu ajudei a secar suas lágrimas.

Marina pegou o microfone e pigarreou:

- Por essa eu não esperava, ouvir você dizendo essas coisas, aquece meu coração, amo você Duda, amo muito! Para falar de você vou recorrer à Carlos Drummond de Andrade, o que ele diz expressa exatamente o que sinto por você:

“Quando encontrar alguém e esse alguém fizer parar de funcionar o seu coração por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus mandou-lhe um presente: O Amor.”

Dessa vez quem chorava igual criança era eu e coube à Marina enxugar minhas lágrimas.

Trocamos as alianças e a juíza finalmente disse a frase mágica.

- Vos declaro casadas! Podem se beijar.

Segurei minha ruiva pela cintura e a beijei com todo o carinho do mundo!

Seguimos para a festa, no hotel em que estava hospedada, não cabia em mim de tanta felicidade.

- Virou gente mesmo né Duda! Flavinha brincava comigo.

- Estou tão feliz amiga, só faltou a Silvinha para a felicidade ser completa.

- Ela está aqui, tenho certeza!

Aproveitamos a festa, dançamos, Marina estava gostosa demais naquele vestido, aquela tatuagem à mostra me deixava cheio de planos.

- Vamos pro quarto amor? Cochichei em seu ouvido.

- É cedo ainda, o jantar ainda não servido.

- Não quero jantar, quero você!

- Ai Duda, deixa de ser apressada! Vem chegaram uns amigos meus.

Marina me arrastou até os convidados e foi assim a noite toda, sempre que podia chamava Marina para irmos e ela dizia que era falta de educação, que não podíamos largar as pessoas lá.

Perto da meia noite, fomos jogar os buquês, vi quando Lara saiu correndo para bem longe, já Janine veio para o meio da pista, subimos onde o dj tocava, ficamos de costas para as mulheres que se aglomeravam e fizemos a contagem regressiva, joguei mais forte que podia e caiu no colo da Lara, já o buquê da Marina quem pegou foi Janine.

- Casamento à vista! Gritei e Lara fez uma cara de desespero, já Janine toda animada, correu para os braços da namorada.

- Podemos ir agora linda?

Marina passou os braços em volta do meu pescoço e concordou, iríamos passar a noite na suíte presidencial, entramos aos beijos, virei Marina de costas e apreciei seu decote, lambi aquela tatuagem e minha ruiva soltou um gemido, abri o zíper e tirei o vestido, Marina usava uma bela lingerie, a puxei até mim e começamos a nos beijar, meu vestido deu mais trabalho para tirar, pois tinha vários botões, Marina perdeu a paciência e arrancou alguns com as mãos. Nossa primeira noite de casadas, foi regada a muito amor e paixão. Nos entregamos sem medo, confiantes em nosso futuro.

As seis horas da manhã, fomos até a praia, andamos de mãos dadas e fizemos muitos planos, um deles em especial encheu meu coração de alegria, Marina queria ter um filho comigo, já imaginei uma miniatura de Marina correndo pela casa.

Após o almoço embarcamos para nossa lua de mel, fomos para Paris, nada mais clichê e romântico do que isso. Passamos dez dias entre Paris e Londres, foi uma viagem inesquecível, vários passeios, descobertas, risos e muita cumplicidade.  

No último dia fomos jantar na torre Eiffel, uma experiência única, nos despedíamos da cidade luz em grande estilo.

- Te amo Marina Alves Portella de Mello.

- Te amo Maria Eduarda Fagundes de Mello Portella.

 

 

Epílogo

 

Logo que voltamos da lua de mel retomamos nossa rotina, porém tomei a decisão de largar as aulas na faculdade, Marina foi contra, queria que eu continuasse, pois ela dizia que eu era feliz fazendo isso, mas queria ter mais tempo com Marina, prezava o tempo com ela, era muito prazeroso chegar em casa e encontrá-la sempre com aquele sorriso contagiante.

Seis meses após nosso casamento, houve o julgamento de César e Raul, tive que comparecer ao tribunal e depor, Marina precisou depor contra o César, mas com a ajuda de nossa advogada tudo correu bem, ambos foram condenados, César pegou quinze anos em regime fechado e Raul trinta.

Lara e Janine continuam namorando, mas, quando o assunto é casamento Lara ainda foge, disse que já moram juntas e está bom demais, Janine encara tudo com bom humor e diz que um dia faz Lara mudar de ideia.

Bia e Flavinha vivem bem, adotaram dois gatos e não pensam em ter filhos, são felizes assim.

Dois anos após meu casamento nasceu Flora... Quando ela nasceu eu estava em Jundiaí ministrando uma palestras, a previsão de nascimento era para o final do mês, mas a apressadinha veio antes, corri para o hospital e quando cheguei, vi Marina amamentando aquele serzinho tão frágil, cheguei devagarinho e vi uma penugem vermelha na cabecinha, teria uma mini Marina em casa, sorri com esse pensamento.

 

 

FIM

Fim do capítulo

Notas finais:

 

Olá meninas! E chegamos ao fim dessa história que tanto gostei de escrever, espero que tenham se divertido tanto quanto eu.

 

 


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Comentários para 40 - Capitulo 40:
Andreia
Andreia

Em: 06/09/2021

Gostaria de parabenizar está linda história muito emocionante só uma pena a Silvinha ter morrido muito triste mais a história de amor da Duda e as superações e amadurecendo dela foi lindo e Marina muito fofa e linda feito p a Duda elas foram um lindo casal poderia ter conty desta linda história agora elas sendo mães e vivendo a história de amor delas com as amigas.

Parabéns mais uma vez ficou perfeito.

Bjs e abraços...


Resposta do autor:

Olá Andreia tudo bem?

Muito obrigada pelo carinho, fiquei feliz em saber o quanto a hitória te tocou.

Confesso que escrever a parte da Silvinha foi bem difícíl, mas a história dela é tão linda, que o que fica foi passagem dela entre nós.

Continuação? Quem sabe... Tenhos três spin-offs em andamento, a história da Duda e da Marina, a história da Flavinha e a história da Lara, vamos ver se em breve volto a postar.


Beijos!

Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 21/05/2021

Desde o começo venho te dando parabéns e agora no final parabéns de novo e obrigada por essa por nos proporcionar momentos tão tão prazerosos de leitura e tb nos fazer conhecer um pouco da Sabrina através da Duda uma personagem leve divertida e muito querida.

 

Bjos e já estou com saudades


Resposta do autor:

 

Oi Helena tudo bem?

Que bom que gostou, escrever a Dudinha foi realmente muito prazeroso!


Beijos

Responder

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fernandail79
fernandail79

Em: 21/05/2021

Oi, Gabi,

 

Que tristeza a história ter chegado ao fim! :( Vou sentir falta de acompanhar.

 

Você fechou com chave de ouro. Que casamento lindo! Amei os detalhes. E pensar que Duda/Skybrina iniciou a história casada com a Cris. Coitada! 

 

Capítulo maravilhoso. Adorei você ter mencionado a Silvinha.

 

Obrigada pela história maravilhosa! Parabéns!


Resposta do autor:

 

Oi Fernanda!

Casamento lindo mesmo, até deu vontade! Kkkkk...

Silvinha não podia ficar de fora né?


Beijos!

Responder

[Faça o login para poder comentar]

brinamiranda
brinamiranda

Em: 21/05/2021

Ah, essa história vai deixar um gostinho de quero mais.

Obrigada amiga por fazer meus dias mais felizes ao retratar de um jeito tão suave muita das histórias que vivi na vida real, vou sentir falta do minha versão melhorada como Duda e na esperança que realmente apareça uma Marina suave assim nos meus dias rsrsrrs.

beijos e parabéns pela história.


Resposta do autor:

 

Oi Sá!

Quem sabe não aparece uma Marina bem fofa!


Beijos e obrigada!

Responder

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