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Depois de tudo resolvido naquela noite com todos os pingos nos “ is” e com o fim de semana terminado, a segunda-feira chegou. A coronel acordou cedo e ao descer para o café encontrou a esposa, os sogros, a nora e os filhos.

Assim que terminaram de tomar o dejejum matutino, Márcia chamou a esposa e falou:

-- Andressa meu amor eu preciso ir trabalhar e eu gostaria muito que você me fizesse um favor.

-- E o que você deseja que eu faça?

-- Eu quero que você leve a Denilha para fazer os exames com o Magalhães. A Perfídia e a Sílvia irão junto para acompanhar e depois eu gostaria muito minha primeira dama que você juntamente com o seu irmão fossem com a Sílvia até o batalhão que ela irá comandar para que conheça as dependências e vá se acostumando com o pessoal. Se eu tiver tempo ligarei te avisando e esperarei por vocês.

-- Esta bem meu amor farei isso. Portanto, fique tranquila e quanto a você coronel tome cuidado.

-- Obrigada meu amor por fazer isso e estar novamente me auxiliando nesse momento difícil. Não sei o que faria sem você ao meu lado.

-- Tenha calma! – Eu e nossos filhos sempre estaremos com você independente do que possa acontecer com a nossa família.

-- Eu sei! – E pensar que eu achei estar livre daquele demônio do seu pai. Porquê, esses infelizes tem seu livre arbítrio? – Mas eu acerto o seu pai. Ou ele vai reencarnar como uma pessoa do bem ou eu vou enviá-lo para uma colônia bem isolada daqui aonde espíritos iguais a ele ou ao Hitler ficam eternamente sem o direito de reencarnar. Quando lá habitando nessa colônia, eles perdem todos os benefícios.

Enquanto Márcia explicava para a esposa sobre o que havia lido em um livro que Cláudia havia lhe emprestado, essa foi ficando cada vez mais interessada no assunto.

-- Então meu amor, o meu pai se ele quiser, ainda pode se regenerar e voltar como uma pessoa de bem? – É isso?

-- Sim minha primeira dama! – Tudo dependerá dele. O que eu vou fazer é somente defender e livrar o nosso menino das péssimas influências que o seu pai sempre teve.

-- Entendi meu amor! – Tenha um excelente dia de trabalho. Eu te amo!

-- Vamos Rafaela temos muito trabalho a fazer! Disse para a nora que já havia tomado café e estava se despedindo da noiva.

-- Tome cuidado meu amor! Pediu Perfídia.

-- Eu tomarei querida! – Não se esqueça de que com a sua mãe eu estou em segurança. Eu te amo!

-- Eu também minha capitão! Disse dando um beijo em Rafaela.

Assim que saíram Perfídia comentou com Andressa:

-- Mãe eu estou achando a mamãe Márcia muito preocupada! – Sei que é o problema com o André. Tenho medo que aconteça alguma coisa com ela.

Andressa abraçou a filha e ficou pensando no que a moça acabara de falar. No fundo ela também estava com medo. Porém, sabia que a coronel estaria muito bem protegida pelos amigos espirituais e a batalha apesar de difícil seria ganha. Ela assim como os outros também estariam ajudando sendo aqui na terra como no mundo espiritual. Porém depois ficou pensando em tudo o que Márcia havia falado para ela. Decidiu que se juntaria aos espíritos de luz para ajudar no restabelecimento espiritual do filho.

-- Esse desgraçado não vai enlouquecer meu filho! Jurou pra si mesma.

De repente ela sentiu um certo mal estar e ao virar-se viu que o espirito do pai estava atrás dela. Olhando seriamente para aquele que um dia fora seu pai aqui na Terra falou:

-- Pai se o senhor estiver pensando em fazer alguma coisa aqui e agora, acho bom tirar esses pensamentos de espirito de porco que o senhor se tornou.

O falecido major ria da filha e ao chegar perto disse:

-- Andressa como você continua bobinha minha filha. Você e aquela estrupício da Márcia, não podem fazer nada contra mim. Eu tenho livre arbítrio e faço o que eu bem entender. Tenho meus aliados e a ruína de vocês será o meu querido neto. O André não sabe como proceder e com isso fica mais fácil induzi-lo a erros. Isso já começou a acontecer quando ele e o Nicola discutiram. O Gabriel e a sua enteada serão os únicos que poderão ajudar. Aliás, aquele retorno de Assunção em miniatura tem mais poder do que vocês todos juntos. Ele sim dará trabalho mas a vitória, será minha. Minha!

Quando o major colocou a mão na cabeça da filha, esse levou um empurrão que acabou se desequilibrando. Ao olhar viu que Andressa estava com uma áurea brilhante e a luz dessa fez com que recuasse. Assustado perguntou:

-- Mas o quê? – Como pode isso? – Você me enfrentou?

-- Sim major André! – Eu ando lendo alguns livros e estudando sobre o espiritismo com a Cláudia. Aquele chamado o Livro dos Espíritos é maravilhoso. Então, como o senhor pode ver e sentir, eu não sou tão frágil assim.  Agora suma da minha casa antes que eu mesma vá até o umbral e te enfrente cara a cara. Tome muito cuidado major! Mas muito mesmo!

O velho ao olhar seriamente para a filha, falou:

-- Eu vou voltar! – Eu vou voltar!

-- Volte mesmo “papai”, eu estarei esperando!

Fim do capítulo

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Comentários

2
P

patty-321

16/05/2021 às 20:47

Eita que a batalha Será homérica entre encarnados e desencarnados. Andressa provou sua força espiritual ao pai. Mãe sempre se fortalece pra defender os filhos. Continue meu amor e volte logo a estória esquentou. Bjs



Resposta do autor:

Boa noite meu amor!

Minha primeira dama!

Fiquei feliz que vc tenha gostado. Fiz esse capítulo pensando em vc e nas mães batalhadoras

.Logo volto com mais!

Te amo muito. 

Bjs.

Foto de Marta Andrade dos Santos

Marta Andrade dos Santos

16/05/2021 às 17:15

Legal voltou!



Resposta do autor:

Boa noite querida. 

Sim eu voltei e espero agora não demorar mais.  Obrigada pelo seu comentário. 

Continue acompanhando a história que vem coisa boa por ai. 

Um bj.  Até o próximo capítulo. 

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