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Por Enquanto por thaigomes

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Palavras: 1852
Acessos: 775   |  Postado em: 11/01/2021

Notas iniciais:

Esse capítulo é bem pesado, um abraço muito forte a todas as mulheres que já passaram por algo similar.

Capitulo 7 - A raiva

 

Na segunda-feira seguinte, iniciou o lockdown aqui na cidade. A pandemia do Coronavirus avançava a passos largos e ninguém sabia o que seria do futuro. Eu e você começamos a trabalhar dentro de casa, eu mantive meus horários de escritório e você fez sua agenda, sem cobrança de horários fixos.

 

A casa ainda estava bagunçada da mudança, muita coisa não tinha lugar, ainda guardadas em malas por falta de lugar para guardar. Na primeira semana trabalhei na cozinha, aquele lugar úmido, escuro, com apenas duas janelas basculantes de vidros fantasia, eu me sentia em uma cela insalubre, mas era o único lugar que eu tinha para trabalhar.

 

Logo resolvi dar um jeito nisso e organizei o quarto onde estava nossa bagunça, deu um trabalhão, mais de quatro horas para conseguir fazer com que aquelas malas tivessem um aspecto organizado, puxei uma mesa de vidro doada pela minha família, ela era imensa para o quarto, mas encontrei um lugar que ela ficasse razoavelmente boa. Ordenei de um jeito que eu estivesse sentada e conseguisse ver a janela que dava para o jardim, o único local salubre daquela caverna. Limpei as janelas, as paredes, o chão, a mesa, enfeitei com um retrato nosso. Terminei próximo ao meio dia, suada e feliz com o resultado. Parecia um retiro zen perto do restante da casa escura de janelas opacas.

 

Você acordou e passou por ali, não falou nada. Pensei que não tinhas visto a enorme mudança. Fui preparar o almoço para nós, feliz por ter arrumado a bagunça e ter um lugarzinho para trabalhar. Você estava esquisita, um pouco rude e distante. Almoçamos e fui trabalhar no novo lugar.

 

Uma hora você passou por ali e perguntei se você viu a mudança. Você disse que sim. Eu perguntei se tinhas gostado, você falou que sim, assim, sem nenhuma emoção, nada. Falei isso, que achei estranho você não ter falado nada. Você rapidamente se alterou, falou que eu fiz uma barulheira desgraçada pela manhã só pra te acordar e que eu não deveria fazer nada esperando reconhecimento de ninguém, que isso é errado.

 

Não preciso dizer que fiquei arrasada, mas tinha que trabalhar, não podia me dar ao luxo de chorar em pleno expediente. Fechei a porta e toquei meu trabalho dentro do novo quartinho. A noite você já tinha fumado e estava na sua e eu também fui fazer minhas coisas, minhas aulas agora eram on-line, cada professor lecionava de um jeito, em uma plataforma diferente, tentei acompanhar da melhor maneira possível.

 

Nessa época eu estava com muitos problemas para aceitar a realidade em que eu havia me inserido. A verdade é que eu não conseguia ficar sem fumar, com você fumando por perto. Eu achei que daria conta, de manter meu objetivo de sobriedade, mas eu não dei. Ansiosa, sem entender a violência que eu estava sofrendo, isolada… Me rendia a sedução de fumar para que o tempo passasse mais rapido ou, em alguns dias, para que eu perdesse a vontade de chorar ou para apagar os pensamentos de ódio que eu tinha com as coisas que você fazia.

 

De início, eu absorvia essas suas violências cotidianas com ingenuidade, pensava que eu estava errada, que eu tinha que melhorar, não podia querer mudar a sua personalidade. Então você era ríspida, impaciente e inconstante e eu respirava fundo e pensava que você tinha essa liberdade, deixava quieto e passava por cima.

 

Depois, você começou a querer podar as coisas que eu fazia, eu acordava cedo, você se incomodava com o jeito que eu abria e fechava as portas, as gavetas, a musica que eu ouvia, a hora que eu faxinava o lar, a hora que eu falava ao telefone, o jeito que eu assava as carnes, os produtos de limpeza que eu usava, como eu estendia as roupas e isso foi me dando cada dia mais ódio. Não por falta de reconhecimento, afinal, reconheço que tenho muita coisa a melhorar, mas sim pela maneira violenta que tudo era dito, quase que como uma exigência.

 

Aos poucos, junto com o isolamento total, eu estava uma bomba-relógio, guardando ódio e passividade, e bem… Depois de anos de terapia, eu já havia decidido que não mais engoliria tudo a ponto de me magoar para que outrem não se magoasse.

 

Eu passei mais de dois meses sentido pura raiva, logo raiva, um sentimento que eu tenho tão pouca familiaridade. Meus nervos do corpo inteiro estavam à flor da pele e começou uma fase que eu vivi entre dois pólos de “eu quero matar alguém” para “eu quero morrer”. Nessa época você dormia demais, até meio-dia e mal tinha forças para fazer qualquer coisa, tudo que você queria era fumar e dormir. Eu percebi que você não estava bem, mas eu também não estava bem.

 

Me sentia sozinha demais, mesmo acompanhada. Te falei que eu sentia falta de tomar café acompanhada, que acordar todo dia naquela casa amaldiçoada me deixava triste. Você disse que não mudaria isso por mim. Assim como não mudaria a maconha. Assim como jamais deixaria niguém passar por cima de ti.

 

Eu reagi com violência, pelas tuas palavras, esperava algum acolhimento. Não percebi naqueles dias, eu estava sendo tão flexível por você, passando por cima de violências cotidianas e quando pedi um pouco de compreensão, não cotidiana, mas alguma troca, você me deu aquelas respostas rudes. Nesse dia eu levantei, bati uma porta, joguei uma cadeira no chão.

 

Meu corpo inteirinho vibrava de raiva, eu chorava e pedia, por favor, que alguém me matasse que eu não queria mais continuar nesse mundo, que ele era cruel demais comigo. Que eu não queria mais estar nessa situação… Hoje eu vejo o enorme esforço que fiz para me encaixar nesse lugar, ele estava custando toda a minha sanidade mental.

 

Mas nós não aprendemos com pouca coisa, certo? Eu tive que chegar ao meu limite, até perceber que eu tinha que mudar urgentemente de tática.

 

O dia do limite foi em uma manhã, depois de um dia anterior de briga, que eu cheguei para você e disse que você tinha que me respeitar, caso contrário, não teríamos nenhum futuro. Você perdeu a cabeça, falou que quem não te respeitava era eu. E eu falei novamente, que era sério, que tinha acontecido x, y e z, e que aquilo não podia mais se repetir, que eu estava no meu limite, que eu precisava que você mantivesse o respeito por mim, pois assim não daria mais.

 

Você começou a berrar comigo e eu me retirei do lugar, fui para a rua, sentei numa cadeira de plástico e puxei um baseado para fumar, para esquecer a falta de respeito que estava sendo a sua reação ao meu pedido de respeito. Lembro que deu uns três minutos e você veio berrando de dentro de casa, abriu a porta e me xingou muito, me chamou de porca, de burra e depois fechou a porta em um estrondo tão grande que chegou a vibrar o chão.

 

Eu continuei no mesmo lugar, terminei meu baseado e depois entrei em casa, você estava arrumando as coisas. Tava tudo uma tremenda bagunça. Eu perguntei o que era aquilo e você me renpondeu:

 

“Estou indo embora, antes que você me abandone.”

 

Eu disse que não era caso disso, que eu apenas tinha pedido respeito por causa de x, y e z. Foi nessa hora eu conheci aquele lado, aquele mesmo, que eu temo até hoje.

 

Berrasse, um grito agudo e cheio de raiva, ficasse vermelha e começou a socar a mesa de vidro com muita força, eu agarrei a mesa o mais rápido possível e você socou a janela, que quebrou. Depois saiu dali e foi para a sala, eu, assustadíssima, sentei no sofá e peguei o celular, para pedir ajuda caso algo mais acontecesse. Você pegou uma cadeira e bateu ela no chão umas quatro vezes até ela se desmontar inteirinha, voando um pé para cada lado.

 

Depois, já espumando pela boca, veio até mim e segurou meus dois pulsos com as mãos, berrando no meu rosto, falava sobre tudo que já passamos de maneira desordenada, falava que eu obrigava você a acordar cedo, que tinha traído você, que eu tinha empurrado você, que eu era mimada, que nunca queria ter ido na casa do meu amigo num dia x, falava uma coisa sobre a outra, tudo sem conexão.

 

Uma hora começou a me filmar, uma cena grotesca, eu dizendo pra você parar com isso e você me provocando, distorcendo o que eu tinha falado. Eu coloquei uma roupa e peguei o carro. Eu estava decidida a jogar o carro no primeiro muro que eu visse na frente, eu não queria mais continuar naquele lugar.

 

Agradeço todo dia por não ter feito o que eu queria. Foi um lapso muito pequeno que me impediu, questão de milésimos de segundos. Dei apenas uma volta na quadra e quando te vi, te mostrei o dedo do meio. Você estava no telefone, começou a rir da minha cara.

 

Aquilo me partiu, eu quase me matei por alguém que ri de mim. Voltei para casa, mas estava fora de mim. Cheguei, você estava falando uma história distorcida por telefone com seja-lá-quem, eu comecei a socar o chão do quintal e ele estava cheio de cacos de vidro, minhas mãos começaram a verter sangue e por onde eu passava ficavam pinguinhos no chão.

 

Você entrou e fez mais malas.

 

Entrei em contato com meus amigos para ver o que faria, alguns disseram para eu me acalmar, outros para eu terminar, muitos me ouviram e disseram para eu me cuidar. Em algum momento, tudo ficou mais calmo dentro de casa, e eu mandei um áudio para uma amiga, quando olhei para o lado, você estava me olhando no final da casa, de supetão, com uma cara cheia de ódio, quase um filme de terror. Eu veria essa feição mais algumas vezes antes do fim.

 

No dia seguinte, arrumei uma mochila e disse que iria passar uns dias com minha mãe. Você disse que se eu fizesse isso, você não estaria mais ali. Eu disse que era sua escolha, que eu tinha que sair porque eu quase tinha tirado a minha vida no dia anterior e a minha vida é o meu tesouro mais precioso, que não posso acabar com ela, que ainda tenho muito o que viver.

 

Você disse que iria se matar. Pegou uma corda, aquela cordinha amarela desgraçada e colocou no pescoço. Eu peguei suas coisas, uma mochila sua, coloquei tudo ali, peguei meus bichos, coloquei tudo no carro, junto com você e fomos todos passar uns dias com minha mãe, pra ver no que daria.

 

Eu não tive coragem de terminar com você, eu não reconheci aquela pessoa que você virou, mas sabia, por alguma razão, que aquilo ali não era você, mas ainda não sabia o que era… Logo mais saberia que aquilo ali era uma Borderline em crise.

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 7 - Capitulo 7 - A raiva:
rhina
rhina

Em: 24/02/2021

 

Fundo.....bem fundo. Ainda assim sem forças para pular fora.

Rhina

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