Oioioi sumi né, mas tõ aqui.
Muita correria essa semana e eu peço desculpas.
Mas o capitulo tá lindinho e não vou sumir por tanto tempo.
Capitulo 49 Tenho você
POV ALISSON
A coisa que eu mais temia aconteceu, eu estava detida em uma delegacia aguardando para prestar depoimentos. A tristeza nos olhos de Ana e o olhar de desgosto do meu pai me quebraram por dentro. Rafaela estava correndo risco de vida por consequências de minhas escolhas erradas. Eu passaria a noite ali, o esquema do Ricco foi todo desfeito e todos os capangas dele foram presos inclusive Alice. Comigo não seria diferente, já que eu participava de todo o trabalho.
-Alisson Saad Rocha, vem! –Um policial grandão me chamou e me algemou me levando pra uma sala.
-Meu nome é Matias, estou no lugar de Natália enquanto ela está de licença. – O homem de estatura media e bigodudo me oferece a cadeira de frente a ele. – Eu preciso do seu depo8imento pra acrescentar no caso, sua advogada está lá fora.
Ana entrou na sala com uma expressão seria e eu não tive coragem de olhar pra ela.
-Boa noite delegado! Me chamo Ana e no momento vou representar a Alisson. –Ana se sentou ao meu lado.
-Bom vamos começar! – Enchi meus pulmões de ar, estava exausta disso tudo. – Bom senhorita, vamos começar desde o início de tudo.
Comecei a relatar desde o momento em que conheci Ricco, contei como fui parar em seus negócios e a forma com que ele tratava seus aliados. A escrivã digitava tudo com agilidade e eu continuava com meu depoimento. Contei tudo, tudo o que sabia eu não tinha mais nada a perder. No final eu tinha algumas lágrimas nos olhos e pela primeira vez naquela noite Ana segurou minha mão por cima da mesa do delegado.
-Bom Alisson, você vai ficar detida aqui até segunda ordem. – O delegado se levantou recolhendo o depoimento com a escrivã. – Vou deixar vocês conversaram uns minutos.
Ele se retirou da sala nos deixou a sós, tenho certeza que Ana estava decepcionada comigo e não tiro a razão dela.
-Por que você não confiou em nós Ali? – Ela limpou uma lágrima que escorreu. –Somos sua família, somos seus pais!
-Me desculpe Ana. – Eu não conseguia encarar ela. –Eu não queria envolver vocês nisso.
-Seu pai está arrasado, Alisson você pensou no perigo que estava correndo?- Ela disse Enérgica. –Ali, uma pessoa levou um tiro! E o tiro era pra acertar Sofi!
-Eu errei Ana, me perdoa! – Ela chorava junto comigo. – E vou pagar pelas minhas escolhas erradas agora.
-Você sabe que seu pai e eu jamais sairíamos do seu lado. – Ela me apertou em seus braços e depositou um beijo em meus cabelos. – Vamos tirar você daqui, não se preocupe.
-Obrigada Ana! Eu não seria nada sem vocês. – Ela se levantou e nos abraçamos mais uma vez.
-Amanhã seu pai vem lhe ver, hoje ele estava abalado. – Ela me olhou com pesar. – Eu já vou indo, ele está me esperando lá fora.
Nos despedimos e ela se foi me deixando a espera do policial que me acompanharia até a cela.
POV NATÁLIA
Acordei cedo, na verdade eu nem tinha dormido, no máximo dei algumas cochiladas. Fazia dois quatro dias que eu não sei o que é dormir uma noite inteira. Meus dias se resumiram a esperar naquela sala de espera do hospital. Ela havia sido transferida pra um quarto, meu tio disse que ela estava estável e só dependia da força de vontade dela em acordar.
Hoje eu estava com um pouco mais de esperança, como ela estava no quarto eu poderia ficar lá com ela o dia todo. Sofia e Carla estavam trabalhando juntamente com a madrasta de Alisson, elas tentavam fazer com que a pena dela fosse serviços comunitários, já que ela era réu primária e universitária. Com isso eu me prontifiquei em ficar no hospital, e logico que eu não deixaria Rafa sozinha.
Tomei um banho demorado, vesti uma roupa mais leve prendi o cabelo em um rabo de cavalo. Tomei um café, só café mesmo meu estômago não anda aceitando bem. Sai do meu apartamento e fui até Joca avisar que já estava indo.
-Você quer que eu te leve? – Ele perguntou enquanto terminava de retirar a mesa. – Carla, foi cedo se encontrar com a madrasta de Alisson.
-Eu vou sozinha, não se preocupe. – Ele me abraçou e eu sai em direção ao elevador.
O hospital não ficava tão longe, peguei um uber e logo estava descendo do carro. Do lado tinha uma livraria e me surgiu a ideia de comprar um livro pra ler enquanto fazia companhia pra Rafa. Entrei o local e a atendente veio me recepcionar.
-Bom dia! Seja bem vinda. – Ela me recebeu simpática. – Como posso ajudar você?
-Bom dia! - Dei meio sorriso. – Eu quero um livro, Alice no país das maravilhas. Você tem?
-Ótima opção, tenho sim pode me acompanhar, por favor! – Fomos até a prateleira pegar o livro. – Aqui, deseja mais alguma coisa?
-Acho que só isso mesmo. – Olhei pro lado e tinha um cestinho com alguns ursinhos de pelúcia, tinha uma foquinha muito fofa e eu sorri. – Acho que vou levar esse aqui também.
Paguei e peguei minhas compras e fui pra recepção do hospital. Meu tio deixou que eu ficasse o dia todo, e então era só pegar meu crachá e ir pro quarto em que Rafa estava. Cheguei ao quarto e tinha uma enfermeira trocando o soro dela, ela parecia estar em um sono sereno e eu sorri simpática pra enfermeira.
-Bom dia, alguma novidade? – Perguntei me aproximando da cama dela.
-Bom dia! Ela passou a noite bem e agora é aguardar. – Ela conferiu a temperatura, terminou o que tina que fazer e saiu me deixando a sós.
Ei meu amor! – Passei a mão em seu rosto e me aproximei deixando um beijo em sua testa. – Eu acho que você fica linda dormindo, mas eu queria tanto que você acordasse.
-Sabe, comprei um ursinho pra você, vou deixar ele aqui ao seu lado. – Deixei a foquinha lá, e puxei a cadeira pra perto da cama. – Também comprei um livro, e vou ler um pouco pra você tá.
Abri o livro e comecei a ler pra ela, vez ou outra eu olhava pra ela na esperança que ela estivesse ali me escutando. Sua respiração estava tranquila e o soro pingava de vagar e apenas minha voz era audível no quarto.
Se eu alguém me dissesse que nesse momento da minha vida eu estaria completamente apaixonada por uma mulher que me tirava dos eixos eu daria uma boa gargalhada. Rafaela entrou no meu coração sem pedir licença e lá ficou. Segurei a mão dela e comecei a falar.
-Eu confesso que eu não sei o que você fez comigo, eu realmente não sei. - - Eu estava me abrindo anto pra ela quanto pra mim. – Eu nunca insisti em ninguém, eu nunca precisei fazer isso, sempre tive quem eu quisesse, mas com você foi diferente. Eu odeio essa coisa de clichê, mas eu acho que eu estava esperando por você, o destino sabia que a gente iria se encontrar. A gente se encontrou de forma errada, mas a gente conseguiu se encontrar.
-Você conseguiu com que eu ficasse boba, onde eu poderia imaginar que eu compraria um ursinho pra alguém. –Peguei o urso e sorri. – Estou me sentindo uma adolescente, quando você estiver bem, nós vamos conversar de novo e eu não vou me importar em me declarar novamente, mas você tem que se esforçar pra acordar meu bem.
-Outro dia eu estava escutando uma musica e ela diz muito sobre o que eu quero lhe falar. – Comecei a cantar baixinho uma musica que não saia da minha cabeça.
Sabe aqueles dias que parece que nada segura?
Acordo e a primeira coisa bate
Bebi demais, falei demais, contas demais
Não sei se passo de...
Hoje penso em te dizer tanta coisa
Vi alguém que lembra você na rua
Penso demais, tanto demais, já não sei mais
Mas de uma coisa eu sei
Que a pessoa pra mim é você (você)
Mesmo com tudo dando errado
Eu sei que eu tenho você
Apesar de todas as coisas da vida
Eu sei que eu tenho você
Eu sei que eu tenho você
Apesar de todas as coisas da vida
Eu sei que eu tenho você
Sabe aqueles dias que parece que nada segura?
Acordo e a primeira coisa bate
Bebi demais, falei demais, contas demais
Não sei se passo de...
Hoje penso em te dizer tanta coisa
Vi alguém que lembra você na rua
Penso demais,…
-Eu não sei ficar mais sem você, Rafa. – Uma lágrima rolou e eu senti um leve aperto em minha mão.
-Sofi? – Rafaela falou baixo, mas dava pra ouvir o que ela disse.
Fim do capítulo
Rafa acordou, mas e agora?
Comentar este capítulo:
Anny Grazielly
Em: 14/03/2021
Pqp... Rafa acorda e chama a outra... Certeza que Nat vai embora
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