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Aeoboc por May Poetisa

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Palavras: 853
Acessos: 1592   |  Postado em: 08/09/2020

7. Viagem

7. Viagem


Foram longos dias de preparativos para o festival exclusivo para mulheres, já que é um evento de celebração da fertilidade agrícola, intimamente ligada ao universo feminino.

Na véspera Ilíone fez jejum e me explicou que era uma tradição em sua família e em respeito aos deuses.

No dia da festa fiquei preocupada se ela aguentaria participar da procissão, já que nem tinha se alimentado no dia anterior, claro que ela conseguiu, é uma guerreira.

O templo de Gaia estava lindo e todo ornamentado, a festa da mãe terra é uma das mais festejadas pelas mulheres, celebramos, dançamos e comungamos.

Os juramentos em nome de Gaia, são considerados os mais sagrados e em determinado momento do festival, Ilíone fez sinais perante a estátua da deusa, demonstrando muito afeto ela destacou que vai ser eternamente minha, sorri e aproveitei a oportunidade para me declarar.


- Eu te amo e serei para sempre tua.


Em seguida queria beijar seus doces lábios, mas, ela tem receio de demonstrações de carinho em público.


Ao término do festival, uma sacerdotisa realizou o ‘culto de orientação feminista, considerando Gaia a deusa suprema de toda a criação, a deusa mãe da qual surgem todos os demais deuses, englobando a terra, os planetas e às vezes, o Universo inteiro'.


No dia seguinte, papai anunciou que tínhamos uma viagem importante e que fazia questão da minha presença ao seu lado. Pedi para que a Ilíone pudesse ir conosco, mas, ele negou, explicou que era um encontro exclusivo para os nobres. Tentei de tudo para que ele mudasse de ideia, mas, não teve acordo e eu já sabia que seria péssimo passar dias longe dela; que me ajudou a montar minha mala e garantiu que esperaria por mim de braços abertos.

Foram longos dias de viagem, cerca de três dias em alto mar, com algumas paradas, papai me contou diversas histórias da sua infância e adolescência. Quando chegamos na capital da Grécia fomos muito bem recebidos. Atenas é uma cidade linda e desde criança gosto muito de passear por aqui com meus pais, todavia, desta vez é diferente sem a mamãe e sinto falta da companhia de Ilíone. O rei tinha muitos compromissos, almoços, jantares e reuniões. Foram extensos dias e noites.


- Acalântis, este semblante enfadado é por querer voltar para casa?


- Sim, estou saudosa.


- Amanhã tenho um último compromisso e retornamos.


- Ótima notícia!


- Minha filha, tem um assunto que precisamos abordar, mesmo você não gostando nem um pouco, mas, todos me perguntam, temos que conversar.


- Diga papai.


- Venho sendo questionado se a minha filha vai se casar com algum príncipe e se vamos unir fortunas. Sempre que surge o assunto casamento você se esquiva, saiba que não vou te obrigar a nada, mas, precisamos alinhar, sei que você se acha nova para casar, apesar da maioria dizer que já esta na hora, repito, não vou te obrigar, mas, tenho que pensar no teu futuro.


- Pai, eu amo a Ilíone (revelei).


- O quê tem a tua dama de companhia? Não entendi onde ela se encaixa no que acabei de te dizer.


- É que eu não quero um casamento arranjado e muito menos nenhum príncipe. Sou apaixonada por ela e espero que o senhor não se oponha.


- O que você está querendo dizer é que tem um sentimento platônico por ela?


- Na realidade não é um amor platônico, já que sou correspondida.


- Preciso digerir tudo isso e depois voltamos a conversar.


O nosso diálogo só foi concluído quando estávamos regressando para Lesbos.


- Minha filha, na nossa ilha a sexualidade masculina é respeitada, tanto no relacionamento com homens ou com mulheres. Já a relação sexual entre mulheres, para alguns é considerado obsceno, antigamente acredito que era pior, por você fazer parte da nobreza, podemos exigir o respeito para contigo, mas, pode não ser tão simples para Ilíone, ela pode ser julgada por todos, até como interesseira.


- Ela não é e não me importo com as opiniões alheias; para o senhor é um problema?


- Acalântis, não vejo problema algum, porém, se a tua mãe estivesse viva seria delicado.


- Acho que ela nem aceitaria (lamentei).


- Na minha juventude também me relacionei com uma pessoa do mesmo sex* que eu, fazíamos aulas de esgrima juntos, mas, nem foi algo duradouro, uma aventura de quando eu era rapaz. Acontece que sempre desejei constituir uma família, casar, ter filho e reinar. Conheci a tua mãe e me apaixonei. Estou te contando tudo isso, pois, você deve saber distinguir atração, paixão e desejo são completamente diferentes do amor.


- Papai, obrigada por compartilhar a tua história, contar com o teu apoio é fundamental. O senhor é incrível! Sei discernir sobre o que é prazer e amor, não tenho dúvida do sentimento que tenho por ela e sei que sou correspondida, eu sinto no meu âmago.


- E seus olhos brilham (concluiu).


Contar tudo para o meu pai foi libertador, não quero ficar as escondidas com a mulher que estou apaixonada e o nosso diálogo foi até melhor do que eu esperava.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 7 - 7. Viagem:
rhina
rhina

Em: 15/11/2020

 

Que beleza de pai.

Rhina


Resposta do autor:

Um pai e tanto, por mais papais assim! Todo LGBTQI+ merece muito amor, acolhimento e apoio!

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