Capítulo 14

Capitulo 14 UM NOVO CAMINHO

de Florença, por lorenamezza

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Pela manhã, Lorena acordou mais cedo e fez questão de levar

o café na cama para Marina.

— Bom dia, flor do dia! — Lorena a acordou com um beijo.

— Bom dia, estou com bafo — disse envergonhada.

— Trouxe café para você, não sei bem do que você gosta,

mas tem croissant e geleia, claro — riu, sentando-se na cama.

— Adorei a noite, Lorena, nunca me senti assim, nunca me

entreguei assim — e deu-lhe um beijo carinhoso no rosto.

— Quer ir almoçar em Perugia? No parque do Lago Transimeno?

Tem uns restaurantes ótimos e aconchegantes, tenho de

levar uma encomenda, poderíamos aproveitar e passar o dia lá,

que tal? — foi bem convincente no pedido.

— Lorena, vou a qualquer lugar com você!

Levantaram-se, tomaram uma ducha juntas, entre carinhos

e risadas. Estavam felizes.

Resolveram ir de carro para não ter de ir à estação e correr

o risco de cruzar com algum conhecido de Marina. A viagem

de um pouco mais de uma hora e meia foi de conversas, risadas,

beijos e afagos carinhosos, falaram sobre suas infâncias, famílias,

amor.

Chegando lá, Marina se encantou com o parque, o lago

mais parecia um mar de tão extenso, as ruas bem cuidadas

deixavam a cidade muito aconchegante e o clima entre elas

também.

— Sabe, Lorena, eu preciso sair mais, só conhecia o lago

de passagem, você tem me apresentado lugares ótimos que eu

não conhecia. Só fico no eixo Florença-Roma.

— Jura?! Precisa conhecer melhor esse lindo país.

— Olha, preciso mesmo, estou encantada. Mas Giane trabalha

muito e eu acabo não saindo tanto. E também só penso

em trabalhar.

— Eu amo trabalhar, Marina, mas de vez em quando precisamos

dosar, senão enlouquecemos.

Lorena fez sua entrega, almoçaram em um restaurante de

frente para o lago, depois caminharam um pouco para conhecer

o local. Lorena se sentia à vontade, depois de anos sozinha,

desfrutava momentos a dois. Ainda não havia batido o sentimento

de culpa, elas estavam se curtindo.

— Sabe, Marina, eu gosto da calmaria, de estar sossegada,

de viver bons momentos a dois, ou melhor, a duas. Passei da

fase noturna, hoje minha vida é trabalho, não que eu não saia mais à noite, só não o faço sempre. Para estar comigo, a pessoa

tem de seguir meu ritmo, não posso deixar minhas coisas para

estar na balada. Para mim, estar junto é somar. Somar carinhos,

sonhos, desejos. Pode não parecer, mas eu sou muito romântica.

E sou muito fiel também, não gosto de trair.

Neste momento, Marina abaixou a cabeça em um ato de

autorreprovação:

— Entendo Lorena, eu adoro a noite, mas não faço dela minha

prioridade. Quero me formar com louvor e conseguir um

bom trabalho. Aqui na Itália, os filhos gostam de crescer perto

dos pais, mas eu, como tenho sangue brasileiro, quero ter

a minha própria vida. E também não gosto de trair, isso não

acontece muito. Quero dizer, não acontece. E nem isso, de estar

junto com alguém nessa calmaria toda. Mas também nunca

aconteceu algo assim na minha vida.

— Sair com mulher? — Lorena falou com certo deboche.

— Também, mas nunca aconteceu de eu me sentir tão bem

com alguém que eu mal conheço. Com todos os caras que saíram

comigo, sempre parecia algo mecânico, nós nos conhecíamos,

transávamos. Mas nunca foi como é com você.

— Geralmente, é assim mesmo na primeira vez — Lorena

riu.

Chegou o fim de tarde e o seu fim de semana perfeito estava

acabando. No caminho de volta, Lorena tocou no assunto:

— Marina, não quero forçar nada, mas já não sou mais criança

e não quero ficar me escondendo, estou me apaixonando.

Marina a interrompeu com um beijo no rosto e disse também

estar apaixonada por ela.

— Eu não sou de me entregar dessa forma, Marina. Não

quero viver escondida enquanto você trai Giane, não é certo

com ele, nem com você nem com ninguém. Quero apenas

que você se resolva — Lorena disse séria, mas sempre de forma

branda e serena, não era do seu feitio sair do tom em qualquer

situação que fosse.

— Lorena, estou apaixonada por você, acho que, quando

te conheci, já me apaixonei, mas não sabia, esse fim de semana

provou o que eu já sentia, que eu quero você — disse enquanto

afagava os cabelos de Lorena. — Eu vou terminar com Giane,

não me imagino com ele depois do que passamos. É você

que eu quero. Só não vou lhe contar o verdadeiro motivo, para

que não haja problemas entre vocês, não seria justo.

Voltaram à Florença com a certeza de que o futuro que as

esperava seria o melhor possível. Despediram-se na estação

Santa Maria Novella com um breve selinho. Combinaram de

se falar mais tarde.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
R

rhina

24/06/2020 às 17:24

 

Somar,neh

Somar carinho, sonhos, desejos, alegrias.

Terminar com o noivo......

Um novo caminho.

Rhina

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