Mel - London por Jubileu
Capitulo 8
- Por que você não me disse? – acariciava a pele macia.
- Porque não ter certeza de você.
- Desconfiava?
- Sim, pelo jeito que você me olhar.
- Puts, dei tão na cara assim? – sorri.
- Senti uma atração por você desde o primeiro dia. – ela me olhou com um sorriso.
- Que coincidência cara. Foi por isso que queria uma mulher para dividir o quarto?
- Mais ou menos. Não com intenção de me envolver, mas por me sentir mais a vontade mesmo.
- Entendi. Pode me dizer quem era aquela mulher?
- Não querer falar disso, por favor.
- Tudo bem.
E ela me olhou.
- Estou morrendo de fome. – disse sentando na cama.
- Vou fazer um coffee para noix. – vestiu a calça.
Espreguicei e fui para o banheiro escovar os dentes. Ela continuava deitada de olhos fechados. Começava a gostar dela e do seu jeito descomplicado de levar a vida. Eu também não era muito de me apegar às coisas e nem as pessoas. Olhei para o espelho e fiz uma careta. Tinha olheiras horríveis, como se não tivesse dormido à noite. Coloquei a cabeça para fora da porta para ver o que ela estava fazendo e ela estava de costas, completamente nua. Senti corar olhando assim para ela, mas confesso, eu adorava ficar admirando o corpo de uma mulher. E o dela era perfeito. Voltei a olhar para o espelho e prendi o meu cabelo para o alto, deixando só alguns fios soltos.
- Está tudo bem? – disse tentando quebrar o silêncio.
- Sim, estou tentando arrumar isso.
- O que? – e coloquei a cabeça para fora novamente.
Ela continuava nua, só que agora estava de frente para mim e tentou se tampar com as mãos.
- Desculpe. – sorriu encabulada.
- Tudo bem. Você é linda...
- Obrigada. Estou tentando arrumar isso. – estendeu a mão com esparadrapo descolando.
Mordi os lábios olhando para os seios desnudos. Os mamilos estavam durinhos. Puta que pariu, que vontade de...
- Nossa...
- Quer ver tudo?
- Se você quiser... - e sai para fora do banheiro, encostando-me à parede.
E ela retirou a mão que cobria a virilha. Que coisa mais linda era olhar assim para ela. A tatuagem era toda colorida e cobria todo o lado direito, o colo, a barriga, o braço quase que todo, pescoço, debaixo do queixo, inclusive a virilha. Desci os olhos e parei, mordendo os lábios e ela veio até mim.
- Melhor você não chegar muito perto. – avisei.
- Por quê? – ela molhou os lábios com a língua.
- Porque eu não vou resistir e vou te fazer minha de novo.
- Eu... – disse baixando os olhos.
E o seu corpo ficou a uns dez centímetros do meu.
- Eu te avisei...
E abracei o seu corpo girando contra a parede, levantando a perna esquerda e passando por trás da minha cintura. Levei a mão entre suas pernas e apertei o sex* quente. Beijava a sua boca com um tesão que há muito não sentia e a possui com força, fazendo gem*r nos meus dedos, que a comiam profundamente. Tirei os dedos, olhei nos seus olhos e levei-os na boca me fazendo gem*r e a joelhar na sua frente.
- Abre toda, abre...
E encaixei a minha boca sugando o clit*ris. Lambendo o seu meio completamente molhado. Ela gemia alto se esfregando na minha boca, segurando o meu cabelo. Senti as suas pernas bambearem e a segurei pelas coxas sugando com força. Passei uma perna por sobre meu ombro e a penetrei com a língua. Sentia seu peso na minha boca, ficando toda encaixada e ela puxou minha cabeça, fazendo com que a penetrasse mais. Soltou um gemido alto e gozou. Tive que a segurar para não cair. E ela sentou-se no meu colo, de frente para mim, as pernas por cima das minhas, aconchegando a cabeça no meu peito. A respiração era forte e passei meus braços em torno dela, beijando sua testa.
- Você é linda...
- Hum...
****
Fumava um cigarro quando ela saiu do banho e sentou-se ao meu lado com o charuto no canto da boca. Aquilo me excitava de uma maneira indescritível.
- Quer uma cerveja?
E ela acendeu o charuto soltando a fumaça no ar.
- Por favor.
Fui até ao frigobar e peguei duas garrafas voltando para fora. O céu estava nublado, mas estava firme. Sentei-me ao lado dela destampando a garrafa e bebendo um gole.
- Que delicia.
- Eu ou...
- Você gosta de me provocar hein. – sorri.
- E adoro ser provocada. – deu uma tragada no charuto.
- Notei – sorri bebendo outro gole.
E ficamos em silêncio até ela dizer:
- Aquela mulher ser a minha ex...
E olhei para ela.
- Sério?
- Sim, ser minha cliente e fomos além, mas ela ser casada e tudo mais.
- Hum, isso é complicado.
- Estou cansada de sofrer.
E uma lágrima rolou pela face e ela bebeu outro gole da cerveja.
- E por que me beijou daquele jeito? – quis saber.
- Porque queria que você me dar uma chance.
Pensei na Paige, porque a minha intenção era a de trazê-la comigo para cá caso fosse aceita no trabalho daqui. Fui aceita, mas nada que eu tinha planejado com ela saiu como eu queria.
- Quer ficar comigo para esquecê-la?
- De alguma forma sim.
E olhei para o horizonte, bebendo a cerveja.
- E aquele lugar que fomos era a casa dela? – continue, mas estava pensativa.
- De uma amiga dela.
- Onde vocês se encontravam?
Olhei para ela dessa vez.
- Sim.
- E o que ela veio fazer aqui?
- Pedir outra chance.
- Você quem se afastou?
- Sim.
- Agora entendendo a razão de você estar sofrendo.
- Onde eu fui me meter! – disse suspirando alto.
- Acontece. Posso?
E ela me estendeu o charuto. Quando puxei a fumaça senti o gosto do seu beijo adocicado e o cheiro de chocolate da sua pele.
- E você? – disse olhando para mim.
E devolvi o charuto soltando a fumaça pelo canto da boca.
- O que quer saber?
- Tinha alguém antes de vir para cá?
- Sim. Bem complicado. – e a imagem de Paige caída me veio à cabeça.
- Vai te machucar se me disser?
- Talvez. – disse olhando para os dedos, pensando se contava ou não.
- Por isso o celular está sempre desligado.
- Meio que viajei sem me despedir de ninguém.
- Hum... fique à vontade. – puxou a fumaça e soltou.
- Envolvi com alguém que não pude ficar e depois quando pensei que seria feliz com a outra, morreu em um acidente.
- Nossa eu sentir por isso. – disse segurando minha mão. – Acidente de carro?
- Foi baleada, num assalto.
Virei o resto da cerveja e chorei, abraçada a ela.
Fim do capítulo
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