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Mel - London por Jubileu

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Palavras: 1169
Acessos: 726   |  Postado em: 06/06/2020

Capitulo 8

- Por que você não me disse? – acariciava a pele macia.

- Porque não ter certeza de você.

- Desconfiava?

- Sim, pelo jeito que você me olhar.

- Puts, dei tão na cara assim? – sorri.

- Senti uma atração por você desde o primeiro dia. – ela me olhou com um sorriso.

- Que coincidência cara. Foi por isso que queria uma mulher para dividir o quarto?

- Mais ou menos. Não com intenção de me envolver, mas por me sentir mais a vontade mesmo.

- Entendi. Pode me dizer quem era aquela mulher?

- Não querer falar disso, por favor.

- Tudo bem.

E ela me olhou.

- Estou morrendo de fome. – disse sentando na cama.

- Vou fazer um coffee para noix. – vestiu a calça.

 

Espreguicei e fui para o banheiro escovar os dentes. Ela continuava deitada de olhos fechados. Começava a gostar dela e do seu jeito descomplicado de levar a vida. Eu também não era muito de me apegar às coisas e nem as pessoas. Olhei para o espelho e fiz uma careta. Tinha olheiras horríveis, como se não tivesse dormido à noite. Coloquei a cabeça para fora da porta para ver o que ela estava fazendo e ela estava de costas, completamente nua. Senti corar olhando assim para ela, mas confesso, eu adorava ficar admirando o corpo de uma mulher. E o dela era perfeito. Voltei a olhar para o espelho e prendi o meu cabelo para o alto, deixando só alguns fios soltos.

- Está tudo bem? – disse tentando quebrar o silêncio.

- Sim, estou tentando arrumar isso.

- O que? – e coloquei a cabeça para fora novamente.

Ela continuava nua, só que agora estava de frente para mim e tentou se tampar com as mãos.

- Desculpe. – sorriu encabulada.

- Tudo bem. Você é linda...

- Obrigada. Estou tentando arrumar isso. – estendeu a mão com esparadrapo descolando.

Mordi os lábios olhando para os seios desnudos. Os mamilos estavam durinhos. Puta que pariu, que vontade de...

- Nossa...

- Quer ver tudo?

- Se você quiser... - e sai para fora do banheiro, encostando-me à parede.

 

E ela retirou a mão que cobria a virilha. Que coisa mais linda era olhar assim para ela. A tatuagem era toda colorida e cobria todo o lado direito, o colo, a barriga, o braço quase que todo, pescoço, debaixo do queixo, inclusive a virilha. Desci os olhos e parei, mordendo os lábios e ela veio até mim.

- Melhor você não chegar muito perto. – avisei.

- Por quê? – ela molhou os lábios com a língua.

- Porque eu não vou resistir e vou te fazer minha de novo.

- Eu... – disse baixando os olhos.

E o seu corpo ficou a uns dez centímetros do meu.

- Eu te avisei...

 

E abracei o seu corpo girando contra a parede, levantando a perna esquerda e passando por trás da minha cintura. Levei a mão entre suas pernas e apertei o sex* quente. Beijava a sua boca com um tesão que há muito não sentia e a possui com força, fazendo gem*r nos meus dedos, que a comiam profundamente. Tirei os dedos, olhei nos seus olhos e levei-os na boca me fazendo gem*r e a joelhar na sua frente.

- Abre toda, abre...

E encaixei a minha boca sugando o clit*ris. Lambendo o seu meio completamente molhado. Ela gemia alto se esfregando na minha boca, segurando o meu cabelo. Senti as suas pernas bambearem e a segurei pelas coxas sugando com força. Passei uma perna por sobre meu ombro e a penetrei com a língua. Sentia seu peso na minha boca, ficando toda encaixada e ela puxou minha cabeça, fazendo com que a penetrasse mais. Soltou um gemido alto e gozou. Tive que a segurar para não cair. E ela sentou-se no meu colo, de frente para mim, as pernas por cima das minhas, aconchegando a cabeça no meu peito. A respiração era forte e passei meus braços em torno dela, beijando sua testa.

- Você é linda...

- Hum...

 

****

 

Fumava um cigarro quando ela saiu do banho e sentou-se ao meu lado com o charuto no canto da boca. Aquilo me excitava de uma maneira indescritível.

- Quer uma cerveja?

E ela acendeu o charuto soltando a fumaça no ar.

- Por favor.

Fui até ao frigobar e peguei duas garrafas voltando para fora. O céu estava nublado, mas estava firme. Sentei-me ao lado dela destampando a garrafa e bebendo um gole.

- Que delicia.

- Eu ou...

- Você gosta de me provocar hein. – sorri.

- E adoro ser provocada. – deu uma tragada no charuto.

- Notei – sorri bebendo outro gole.

E ficamos em silêncio até ela dizer:

- Aquela mulher ser a minha ex...

E olhei para ela.

- Sério?

- Sim, ser minha cliente e fomos além, mas ela ser casada e tudo mais.

- Hum, isso é complicado.

- Estou cansada de sofrer.

E uma lágrima rolou pela face e ela bebeu outro gole da cerveja.

- E por que me beijou daquele jeito? – quis saber.

- Porque queria que você me dar uma chance.

Pensei na Paige, porque a minha intenção era a de trazê-la comigo para cá caso fosse aceita no trabalho daqui. Fui aceita, mas nada que eu tinha planejado com ela saiu como eu queria.

- Quer ficar comigo para esquecê-la?

- De alguma forma sim.

E olhei para o horizonte, bebendo a cerveja.

- E aquele lugar que fomos era a casa dela? – continue, mas estava pensativa.

- De uma amiga dela.

- Onde vocês se encontravam?

Olhei para ela dessa vez.

- Sim.

- E o que ela veio fazer aqui?

- Pedir outra chance.

- Você quem se afastou?

- Sim.

- Agora entendendo a razão de você estar sofrendo.

- Onde eu fui me meter! – disse suspirando alto.

- Acontece. Posso?

E ela me estendeu o charuto. Quando puxei a fumaça senti o gosto do seu beijo adocicado e o cheiro de chocolate da sua pele.

- E você? – disse olhando para mim.

E devolvi o charuto soltando a fumaça pelo canto da boca.

- O que quer saber?

- Tinha alguém antes de vir para cá?

- Sim. Bem complicado. – e a imagem de Paige caída me veio à cabeça.

- Vai te machucar se me disser?

- Talvez. – disse olhando para os dedos, pensando se contava ou não.

- Por isso o celular está sempre desligado.

- Meio que viajei sem me despedir de ninguém.

- Hum... fique à vontade. – puxou a fumaça e soltou.

- Envolvi com alguém que não pude ficar e depois quando pensei que seria feliz com a outra, morreu em um acidente.

- Nossa eu sentir por isso. – disse segurando minha mão. – Acidente de carro?

- Foi baleada, num assalto.

Virei o resto da cerveja e chorei, abraçada a ela.

Fim do capítulo


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Comentários para 8 - Capitulo 8:
thays_
thays_

Em: 06/06/2020

Fiquei só imaginando essa tatuagem...


Resposta do autor:

 

Imaginou? Me conta... kkkk

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