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Mel - London por Jubileu

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Palavras: 1294
Acessos: 651   |  Postado em: 04/06/2020

Capitulo 6

 

A chuva caia sobre o meu corpo agora. Estava parada olhando para o poste de luz e tentando digerir o que havia acabado de acontecer. Tinha um sorriso bobo no rosto e tocava os meus lábios, contornando com a ponta dos dedos. Nem sequer me movi tentando segurá-la. Foi algo que me deixou com o corpo entorpecido, paralisado, não conseguia pensar direito. Agora sei que não era eu quem sempre observava. Será que ela me via dormir durante a noite? Caminhei de volta para o casarão na esperança de que ela estivesse lá. Não adiantava eu aumentar os meus passos e nem correr, porque já estava completamente molhada. Nunca estive desse lado, o lado de ser conquistada por alguém, mas do lado que sempre conquista, sempre fui conquistadora, de seduzir as mulheres e sempre as tive.

Cruzei o hall de entrada subindo as escadas, tirando a chave de dentro do bolso. Entrei direto para o banheiro, retirando a roupa molhada e ligando o registro. Coloquei a cabeça de fora do banheiro, mas não havia ninguém. Sequei os cabelos e vesti um agasalho, não era tão quente quanto ao que havia molhado, mas...

Resolvi ir até a cozinha e preparar outro chá. Enchi a chaleira e me escorei na mesa, retirei três paus de canela do saquinho, colocando dentro da xícara. Precisava comprar uma garrafinha térmica e colocar dentro. Poderia tomar no quarto. Olhei para o relógio no pulso, já ficava tarde e Olivia ainda não tinha voltado.

Tomei o chá, partindo outro pedacinho de torta para mim e ouvi vozes, risadas, cessando logo em seguida. Deveria ser uma roda de amigos voltando do jantar. Não era de costume usarem a cozinha, era muito mais pratico sair, fora que ainda se divertiam. Dona Celina havia dito que a maioria ali era estudante universitário.

Subi para o quarto e liguei o aquecedor. Abri a porta da sacada olhando para a rua. Voltei para dentro acendi um cigarro e sentei sobre o tampo da mesinha. A chuva tinha dado uma trégua, mas o frio era cortante. Imaginei Olivia só com aquela camisa de manga comprida e toda molhada. Meu coração descompassava quando voltava a pensar naquele beijo. O que ela realmente estava querendo? Sacudi a cabeça e entrei fechando a porta era impossível ficar lá fora nesse frio. Escovei os meus dentes, apaguei a luz e me enfiei debaixo das cobertas. Não conseguia dormir. Olivia não me saia da cabeça, estava preocupada demais para fechar os olhos e dormir tranquilamente.

- O que... – disse ouvindo um barulho na porta.

Eu deveria ter dormido, estava confusa. Por que estavam entrando no meu quarto?

- Puts... – disse tateando o escuro. – Olivia... - sussurrei.

E a porta se abriu, olhei as horas debaixo das cobertas. Era quase quatro da manhã. Fingi estar dormindo, talvez fosse mais fácil para ela. Depois a porta se fechou e ouvi sua respiração pesada, trêmula, ela estava andando por ai até agora, com certeza. Como estaria sua mão? Ela entrou no banheiro abrindo o registro. Saiu minutos depois. Desligou a luz e foi para a cama. Dormi em algum momento e acordei virando para o lado. Olivia olhava para mim.

- Oi. Você me deixou preocupada.

- Desculpa por ontem.

- Tudo bem. – disse espreguiçando. – Precisa trocar o esparadrapo, né?

- Me ajudar novamente?

- Sim. Só quinze minutos...

- Quantos precisar. – tentou sorrir.

 

Fui para o banheiro lavar o rosto e trouxe o esparadrapo comigo. Peguei a tesoura no bolso da mochila e cortei várias tiras. Tirei uma de cada vez até trocar todas.

- Não machucou né? – disse olhando toda a mão.

- O chá não. Arder um pouco, mas tudo bem.

Olhei para o queixo e depois o piercing dos lábios. Uma vez quis colocar um, mas desisti. Ela passava a pontinha da língua às vezes. Quis beijá-la. Subi para os olhos, estavam verdes. Olhava para os meus e descia para minha boca. Passei a mão no seu rosto. Ela fez o mesmo, se aproximando. Roçou de leve a sua boca, no canto da minha. Senti a sua respiração e fechei os olhos. Deixei-me ir, deixei que me levasse para onde ela quisesse me levar. A sua boca cobriu a minha com tanta ternura que soltei um gemido. Senti-me pulsar. Molhava. Rocei a língua no piercing e desenhei a sua boca perfeita. Incitando. Senti o seu cheiro, ah como eu desejei isso, nem que fosse só por mais uma vez, como agora. Penetrei a sua boca com a língua e ela me sugou intensificando o gesto, o beijo. Sim, estava bem molhada agora. A sua mão estava na minha nuca, mas só agora percebi. E ela me beijava como nunca fui beijada, com experiência. Que delicia. Era para ser só um beijo. E eu estava tão perto de um gozo. O que era isso? E ela afastou-se lentamente, me olhando nos olhos. Senti em completo abandono. Mordeu novamente os lábios e eu também, mas em vez de voltar a me beijar me abraçou. E ficamos assim. E eu amei esse momento.

- Por que você mexe assim comigo. – disse com a voz entrecortada.

- Ficar aqui um pouco comigo? – a sua mão estava no meu pescoço.

- Sim.

E ela deitou-se. Olhei para a tatuagem no seu pescoço. Depois para os seios. Quis tocá-los, mas apenas me encaixei ao seu corpo e abracei pela cintura, colocando a minha cabeça no seu peito. Ela tinha um cheiro tão bom. Senti a sua mão acariciando o meu rosto, brincando com fios do meu cabelo. Adormeci e acordei ouvindo a batida do seu coração. Levantei os olhos e ela dormia profundamente. Tinha-nos coberto. Ela só queria estar assim nesse momento e eu também quis. Passei a mão no seu rosto, mas mesmo assim ela não despertou. Deixei que dormisse, porque chegou tarde e me pareceu estar exausta. Será que caminhos ela percorreu? Olhei a covinha no queixo e sorri. Que coisa mais linda que Deus fez. De olhos fechados agora, respirei fundo e senti o seu perfume adocicado. Desci a mão na barriga e subi até parar entre os seios. Direito ou esquerdo? E senti a sua mão sobre a minha, mas não atrevi abrir os meus olhos. Esquerdo ela me deu como resposta. Mordi meus lábios e passei a palma da mão sobre o mamilo, que respondeu a caricia imediatamente. Ai. Tão rígido. Como seria se eu os tivesse na boca? Passei a mão por baixo do tecido e voltei a capturá-lo entre os dedos e ela gem*u desta vez.

- Safada... – sussurrei.

E ouvi outro gemido.

Como ela estaria neste momento? Desci minha mão, tão lentamente que senti a sua pele arrepiar. Abri os olhos e olhei para o seu rosto. Ela mordia os lábios e fui descendo. Passei pelo elástico da calça, mas ela não vestia calcinha. Gemi eu com essa descoberta. E ela entreabriu a boca quando senti molhar os meus dedos, completamente. O corpo contorceu e eu desci mais forçando o dedo. Agora dois. Levou uma de suas mãos sobre um mamilo e apertou. Puta que pariu, que mulher gostosa. Olha como se entrega. E meus dedos entravam pela pequena passagem. Gem*u levando a cabeça para trás mordendo o outro braço. Aprofundei aconchegando os dedos o mais fundo que consegui e ela se abriu. E eu me ajeitei comendo lentamente. Queria fazê-la gem*r e goz*r com ela.

- Gostosa... – serrei os dentes ao senti-la apertando meus dedos.

 

Queria que ela gem*sse alto e aumentei o movimento. Escorria nos meus dedos e ela não se demoraria, nem eu. E seu corpo arqueou, gem*ndo alto num gozo. Apertando os meus dedos. E eu gemi, estremecendo com ela.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 6 - Capitulo 6:
thays_
thays_

Em: 04/06/2020

Adoro esse clima frio aonde elas estão. É muito aconchegante. Adorei o capítulo!


Resposta do autor:

Melhor ainda quando se está ao lado de quem gosta/ se ama.

 

Beijo!

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