Mais um capitulo para vocês meninas, estamos chegando quase ao final da historia.
Capitulo 11
P.o.v Andreia
Eu saí tão desnorteada do restaurante, não é possível que o delegado seja meu pai e que aquele imbecil do Pedro Henrique seja o meu meio irmão, saí sem rumo e fui parar no parque, minha cabeça estava a mil, precisava conversar com alguém ou ia explodir, liguei para a Alice e no segundo toque ela atendeu e eu falei aflita:
- Oi Alice podemos nos encontrar?
- Claro que podemos, onde gostaria de ir?
- Me encontra no lugar de sempre.
- Está bem, nos encontramos na frente do MC Donald's.
- Até mais tarde.
Olhei ao redor e já estava escurecendo, apressei os passos para não me atrasar, fui pensando em como o destino as vezes é cruel, por que eu tinha que ser filha justo do pai do Pedro Henrique, mas isso não ficará assim ou eu não me chamo Andreia. Cheguei ao local e a minha amiga chegou logo em seguida, nos cumprimentamos e falei aflita:
- Você acredita que eu descobri que meu pai biológico é o Delegado que está no caso do sequestro da Valentina?
- Nossa, como descobriu isso?
Olhei para minha amiga com uma tristeza no olhar, ela era a única a pessoa que me conhecia tão bem e falei:
- Minha mãe me contou, e as coisas só melhoram, você acredita que ele é o meu pai e que o crápula do Pedro Henrique é meu irmão?
- Caramba, que reviravolta. Parece até cena de filme.
Quando minha amiga disse isso eu não pude deixar de rir, só ela mesmo para me fazer rir num momento desses, olhei para ela e disse:
- Eles que se preparem não vou deixá-los com a minha Tina, não me importo se eles são meu pai e meu irmão, eles não podem fazer o que bem entendem e saírem impunes.
- E o que você pretende fazer?
- Eu ainda não sei ao certo, preciso pensar com muita calma.
- Faz bem, não quero que se machuque.
Me despedi dela e fui para casa, precisava pensar em alguma coisa para salvá-la, passei o caminho todo pensando. Abri a porta do meu apartamento decidida com o plano na cabeça do que eu iria fazer, peguei meu laptop e pesquisei o nome do delegado Roberto Borges e fui olhando tudo, depois de muito procurar encontrei o que queria, anotei no papel e no dia seguinte colocaria meu plano em ação. Peguei minha roupa e fui ao banheiro, coloquei a roupa em cima da pia, me despi e liguei a banheira, esperei a agua quente encher ela toda e adentrei relaxando meu corpo depois dos acontecimentos do dia, fechei os olhos e o rosto da Valentina apareceu nítido, eu estava com uma saudade dela e as lagrimas teimaram em cair, foram rolando molhando o meu rosto, deixei as lagrimas caírem até a exaustão, saí da banheira e me aconcheguei em minha cama, com o pensamento que queria minha amada comigo, estava tão exausta que adormeci rapidamente.
Acordei com os raios de sol entrando pela janela, olhei no criado mudo e já passava das dez da manhã, me espreguicei para o sono ir embora, levantei da cama e fui pegar meu celular do criado mudo para colocar meu plano em ação, fechei os olhos por um momento, respirei fundo, abri o whats e digitei:
"Olá querido papai, venho através dessa mensagem te avisar que a Daniela teve uma filha e sou eu, ou você traz a Valentina de volta ou em 24h irei em todos os jornais dizer que sou filinha do Delegado, e que tenho uma gravação sua com você confessando que ajudou o seu filhinho a sequestrar a Valentina, então pense bem. "
Uns vinte minutos depois meu celular vibrou e era mensagem dele, abri a mensagem e estava escrito:
"Quem você pensa que é garota, acha que irei acreditar nisso? Pois saiba que não acredito numa palavra do que está falando. "
"Já que você não acredita, aí está a gravação que fiz. "
"Não irei apagar até a Valentina estar sã e salva em casa. "
"Verei o que posso fazer. "
"Seja rápido o relógio está correndo. "
P.o.v Roberto Borges
Eu estava em meu escritório trabalhando quando recebi uma mensagem anônima no celular, quando li o conteúdo da mensagem fiquei enfurecido, quem essa garota pensa que é, mas se eu não fizer o que essa guria quer e explodir essa informação para a mídia estou ferrado, peguei o celular e liguei para o meu filho:
- Estarei aí em trinta minutos e é bom você estar com a Valentina pronta.
- Pronta para o que?
- Para deixa-la no hospital.
- Está maluco, eu não irei fazer isso.
- Ah, mas vai sim, ou prefere ir para cadeia?
- Prefiro a cadeia, não irei devolver a Valentina.
- Vai sim porque estou mandando, já estou chegando aí.
Saí da delegacia às pressas, precisava resolver isso o mais rápido possível ou isso acabaria com a minha reputação e minha carreira, peguei meu carro e acelerei até onde meu filho estava, já cheguei lá atrás do Pedro Henrique, o encontrei com a Valentina desacordada e fui logo perguntando:
- O que fez para ela?
- Usei o clorofórmio, não consegui conte-la, tive que usá-lo.
- Você não devia ter feito isso.
- Não tinha outro jeito
- Está bem.
A colocamos no carro e a levamos ao hospital, chegamos lá dentro de uma hora, mandei ele esperar do lado de fora e peguei a Valentina no colo e a levei até a recepção e disse:
- Encontrei essa moça desacordada lá fora, por favor a ajude.
A deixei no hospital e sai às pressas, não queria ficar mais que o necessário ali, poderiam me reconhecer e isso não seria nada bom.
P.o.v Valentina
Acordei desorientada sem saber onde estava, olhei ao redor e me vi em um quarto, olhei pela janela e percebi que era noite, senti um acesso de medicamento no meu braço, mesmo com a medicação estava sentindo meu corpo todo dolorido pelos dias no cativeiro, o meu primeiro pensamento foi na Andreia como ela estaria se sentindo sem saber onde estou ou se estou bem, olhei pela porta e não vi nenhuma enfermeira, vi um botão e apertei ele, uns dez minutos depois a enfermeira entrou no quarto e assim que me viu acordada perguntou:
- Você está bem?
- Estou bem sim, só com um pouco de dor no corpo.
- Que bom que acordou, estávamos preocupados com você, chegou aqui cheia de hematomas e desacordada, pode nos dizer o que houve?
- Posso sim, mas antes posso ligar para uma pessoa?
- Claro que pode, está com o seu celular?
- Não estou com ele, poderia me emprestar o seu?
- Posso sim, mas não demore porque precisa descansar.
- Muito obrigada.
Peguei o celular da enfermeira, respirei fundo antes de ligar para a Andreia, digitei os números com as mãos tremulas, assim que digitei o número, esperei ansiosa ela atender:
- Alo, com quem eu falo?
- Oi meu amor, não se lembra de mim não?
- Valentina?
- Claro que sou eu, sua boba.
- Me fala onde você está.
- Estou no hospital.
- Me espere aí, que já estou indo.
Ela nem me deu tempo de falar nada e já desligou na minha cara, devolvi o celular para a enfermeira, me aconcheguei na cama e adormeci.
Me vi em uma praça e sentada no banco estava minha mentora Fabricia, conversamos amenidades até que ela me perguntou:
- Você não veio até aqui só para conversarmos amenidades não é mesmo?
- Você me conhece bem, não sei o que houve comigo, mas tenho medo que o Pedro Henrique volte.
- Não precisa temer, a Andreia deu um jeito nisso.
- O que ela fez, posso saber?
- Acho melhor você conversar com ela, vocês têm muito o que falar.
- Está bem, sei que você não irá me falar mesmo.
- Não mesmo, mas esteja preparada, o Pedro Henrique ainda está por aí e pode aprontar.
- Ficarei de olhos bem abertos, algo me diz que ele vai tentar algo.
- A Andreia irá te proteger.
- Esse é meu medo, não quero que ela morra por minha causa.
- Eu sei, mas tenha fé que tudo dará certo.
- Eu sei, mas é difícil.
- Eu imagino.
P.o.v Andreia
Saí de casa apressada, não via a hora de ver a Valentina, estou com o coração apertado, preciso muito vê-la, jamais irei perdoar o Pedro Henrique, como ele pode fazer mal a Valentina sendo que ele dizia "ama-la ", me distrai com meus pensamentos que só percebi que cheguei no hospital quando vi a recepção e perguntei a recepcionista:
- Qual é o quarto da Valentina?
- Segundo a esquerda.
- Obrigada.
Saí andando e ao chegar na frente da porta dela segurei na maçaneta e respirei fundo antes de entrar, me preparando mentalmente para ver o estado dela, tomei coragem e entrei, ela estava adormecida, estava tão serena e com o rosto tão calmo que eu sentei na poltrona e esperei um pouco para acorda-la, deu sei horas da manhã e eu levantei e fui até onde a Valentina estava e dei um selinho nela e falei no ouvido dela:
- Acorda dorminhoca.
Ela sorriu para mim e nessa hora eu chorei, como senti falta dela e vê-la nesse estado machuca tanto, só de lembrar as barbaridades que o Pedro Henrique fez a ela e para piorar esse cafajeste é meu meio irmão, mas se ele acha que vai fazer isso e sair impune está muito enganado, ela secou minhas lagrimas e eu falei:
- Precisamos conversar.
- Verdade, mas antes onde estão os meus país?
- Estão vindo, liguei para eles quando cheguei aqui.
- O que você quer me contar?
- Você me conhece bem não é mesmo?
- Te conheço a mais de dez anos, pare de enrolar e me conte logo que já estou ficando aflita aqui.
- Você se lembra da minha mãe biológica?
- Me lembro sim, por causa dela fomos separadas.
- Ela me contou que o delegado Roberto Borges é o meu pai biológico.
- Não acredito, que reviravolta quem poderia imaginar que ele seria seu pai.
- E não para por aí.
- Tem mais?
- Tem sim.
- Me conte logo.
- O Pedro Henrique é o meu meio irmão.
A Valentina ficou em silencio por um momento, achei até que ela estava passando mal, me levantei e estava na porta para ir atrás da enfermeira ou de algum médico quando ela me disse:
- Caramba meu amor, que família hem.
- Concordo com você.
- Mas o que você fez? Como conseguiu que o Pedro Henrique me libertasse?
- Usei a informação que tinha, de que sou filha do delegado e o coloquei contra a parede.
- O que você fez dona Andreia?
- O chantageei, disse que se ele não entregasse você, iria a todos os jornais e contaria que sou filha do delegado e que ele colocou a mão na cabeça do filho dele e que eu tinha provas para incriminar os dois.
- O que eu faço com você? E se um deles te fizessem mal.
- Não fique brava, vai, eu não podia deixar eles com você.
- Eu não consigo ficar brava com você, por mais que eu tente.
Eu a beijei ternamente até porque ela ainda estava no hospital, quando de repente escutamos duas batidas na porta, me desvencilhei dela e pedimos para que entrassem, eles abraçaram a filha deles e perguntaram:
- Como você está minha filha?
- Estou bem, não precisam se preocupar, daqui a pouco o médico vem para me dar alta.
Esperamos conversando amenidades e eles contaram que estávamos nos dando super bem e que me veem como uma filha para eles, apesar dos pesares e da separação, a vida sabe o que faz, hoje não só eu, mas todos nós estamos mais maduros e saber que a Valentina me ama, me faz a mulher mais feliz do mundo, mas antes de fazer o pedido de casamento a ela eu tinha mais uma missão a cumprir, ir a delegacia denunciar o delegado e o filho dele, me despedi do pessoal e liguei para minha mãe:
- Oi Daniela, você iria até a delegacia comigo para denunciar o meu pai e meu meio irmão?
- Você tem certeza disso minha filha?
- Nunca tive tanta certeza de algo como eu tenho agora.
- Está bem, te espero na frente da delegacia.
Cheguei na frente da delegacia e minha mãe já estava lá me esperando, a cumprimentei e entramos, dei graças a Deus do delegado Borges estar de folga senão ele daria um jeito de encobrir, fiz a queixa contra eles e saí até mais leve de lá.
Aproveitei que Valentina estava com seus pais no hospital e fui para casa, precisava resolver umas coisas antes dela sair do hospital, cheguei em casa e liguei logo para minha empresaria e avisei que já poderiam preparar as coisas que daqui a uma semana iria expor os meus quadros, seria uma surpresa e tanto quando a Valentina visse o que preparei para ela.
P.o.v Valentina
Tem uma semana que saí do hospital e a Andreia faz questão que eu vá a uma exposição com ela, não sei por que tanta insistência para eu ir, me troquei e a esperei na frente da minha casa, a Deia estava tão elegante que não resisti e roubei um beijo dela, ela me pegou pela mão e me guiou até o carro dela e fomos para a tão esperada exposição, ao chegar no endereço pegou uma venda e me disse:
- Confia em mim?
- Claro que confio.
- Vire de costas para mim.
Ela me vendou e não pude ver mais nada, me guiou até algum lugar, me parou e falou:
- Essa é uma surpresa para você meu amor, já pode tirar a venda.
Ao tirar a venda fiquei maravilhada, mas não foi o lugar que me encantou e sim vários quadros com imagens minhas, de vários tamanhos e formas e no centro do palco estava a Andreia com seu violão tocando a música Pra sonhar - Marcelo Jeneci.
Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem
Nossa Jerusalém
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem, vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave Maria, sei que há
Uma história pra contar
Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar
Não pude deixar de sorrir escutando-a tocando e cantando para mim, me esqueci de todos ao redor, a única pessoa para mim era a Andreia e ao último acorde ela pegou o microfone, se ajoelhou e falou:
- Querida Tina você é a mulher da minha vida, desde o dia que eu te conheci não me vi com outra mulher, passamos por muitas coisas, mas o amor supera tudo, aceita ser minha esposa?
Fim do capítulo
Beijos da Pimentinha.
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