15. Quem disse que o importante é só competir, jamais deve ter sentido o gosto de uma vitória
Caterine
O idiota que tentou convencer todo mundo de que importante em um jogo é competir, com certeza não sabia do que estava falando. Muito provável que nunca tenha ganhado nem partida de zerinho ou um, pois só assim para pensar tão pequeno.
Não, esse lema aí não vale para mim. Eu não vim ao mundo à passeio, estou aqui para ganhar e recuso qualquer resultado diferente disso.
Entrei no carro da Juliana ainda com a cara fechada para ela, mas sorrindo, feliz, por dentro, vitoriosa por ter não só alcançado, como também superado os meus objetivos. Pois além de ir até lá, ainda arranquei dela um pedido de desculpas.
— E então, o que quer comer? — perguntou enquanto dirigia na estrada de terra construída entre as dunas.
— Peixe! — respondi, olhando pela janela e sorri, prevendo a reação dela.
— Que sem-vergonha! Disse que não gostava de peixe só pra me dispensar? — falou com falsa indignação e sorriu também.
Apenas dei de ombros e fiz uma cara de desdém.
— Mas eu sou mesmo alérgica à camarão, então tem que trocar o molho. — Fiz questão de explicar.
— Tá bom!
Ela voltou os olhos para a estrada e se concentrou no caminho, que exigia muita atenção, pois tinha muitos buracos e pequenos barrancos, além das dunas. Qualquer vacilo poderia causar um acidente.
O sol estava forte, e a claridade incomodava mesmo dentro do carro. Ela usava óculos escuros, e os cabelos estavam soltos. Pôs uma mecha atrás da orelha e observei o movimento como se ela o fizesse em câmera lenta.
— Que foi? — perguntou sem tirar os olhos da estrada e me senti flagrada.
— Nada! — falei sem jeito e desviei o olhar.
O som estava ligado, e Shameless, da Camila Cabello, começou a tocar baixinho. Passei a me concentrar na música.
— I need you more than I want...
Camila cantava tão enérgica que a música pareceu invadir a minha alma. Tanto que até me peguei pensando se não estava sentindo o mesmo.
Ah, Docinho, quando acho que você está facilitando, as coisas voltam a se complicar.
— Por que você veio aqui? — perguntei, mandando para longe os pensamentos inoportunos.
— Ué, eu te falei...
— Sim, mas por que você veio pessoalmente? Podia ter enviado outra pessoa, meu pai podia ter feito isso. Por que se incomodou?
Ela sorriu e meneou a cabeça negativamente. Senti o carro desacelerar até parar. Ela não o desligou, mas puxou o freio de mão e soltou o sinto de segurança. Não havia tráfego por ali.
Virou-se para mim, tirou os óculos e perguntou:
— Quer que eu assuma que vim só pra te ver?
Soltei o meu sinto e virei também, ficando de frente para ela.
— Não. A menos que esse tenha sido o motivo. — falei séria, em um tom desafiador, olhando bem dentro de seus olhos.
Ela suspirou sem desviar os olhos e mordeu o lábio. Senti vontade de beijá-la e me endireitei rápido no banco, fugindo daquele olhar, que me deixou desconcertada.
— Ok, eu assumo. Vim por sua causa, queria te ver.
Eu sabia daquilo, mas ouvir da boca dela foi diferente. Causou um efeito que eu não esperava e senti meu coração bater forte. Só naquele instante percebi que eu estava mesmo magoada com ela, não era fingimento.
— Pra quê?
— Pra te pedir desculpa.
— Você tem o meu número, era só ter ligado. — falei irônica, ainda sem encará-la, e a ouvi suspirar.
— Caterine, olha pra mim, por favor!
Relutei, mas segundos depois acabei me virando para ela.
— Fala...
— Desculpa. Fui horrível com você. Eu me deixei levar por uma fofoca sensacionalista ridícula e pelos meus próprios preconceitos. Só consegui notar o quão injusta eu estava sendo depois que conversamos e você foi embora.
— Sério? — perguntei com sarcasmo. — Pelas minhas contas, isso já tem uma semana.
— É, eu sei, mas fiquei com medo de ligar e levar um fora. Tentei falar com você na praia, mas nas duas vezes você literalmente saiu correndo, então pensei que nem me atenderia. Enfim, hoje vi essa oportunidade e decidi que não a perderia por nada.
— Juliana, você tem noção de como eu me senti depois de perceber que não me ligaria? Achei que aquela noite tivesse sido tão especial pra você quanto foi pra mim. Sabe o quanto doeu ouvir as coisas que você me falou no seu escritório? — perguntei, magoada.
— Eu sei, Caterine, e lamento muito por tudo. Acredita em mim, por favor? Sei que nada do que eu disser ou fizer pode apagar o que aconteceu, mas me deixa ao menos tentar me retratar?
Eu suspirei de braços cruzados. Ela estava fazendo exatamente o que eu queria, o que era perfeito para o plano, mas eu estava realmente irritada por lembrar da frustração que ela me fizera sentir.
— E o que houve com o "eu não quero misturar as coisas"? Não disse que seria melhor para nós duas mantermos apenas a relação profissional? — cuspi as palavras sem pensar.
O quê? Você tá doida, Caterine? Onde pretende chegar com essa conversa maluca? Tá querendo que ela desista de vez?
— Acho que agora é tarde demais pra isso. Já tá muito misturado, não dá mais pra separar. E acho que você também sente isso, ou não estaria com tanta raiva de mim.
— Tá aí uma verdade, eu tô com muita raiva de você.
— Pois não fica, por favor... me perdoa? Vamos tentar de novo? Recomeçar? Eu tenho uma proposta pra te fazer...
— Proposta? — perguntei, interessada, mas de cenho franzido.
— É. Passa o final de semana comigo? Eu tenho uma casa aqui perto, na praia da Lagoinha. A vista do deck é linda. Eu iria amar curti-la abraçadinha com você. O que me diz?
Que droga, Caterine! Não é isso que você quer? Diz logo sim, mulher!
— Eu não tenho roupa. Só trouxe o bastante pra três dias e...
— Eu trouxe o bastante pra nós duas. Temos quase a mesma altura e peso, as minhas devem servir em você. Juro que não pus nem uma calça rasgada. — falou em tom de brincadeira e não consegui resistir, sorri.
Achei tão bonitinha aquela preocupação!
— Eu tenho que concluir o trabalho e dispensar o pessoal.
— Eu sei... vamos almoçar e voltamos. Eu te ajudo. Quando acabarmos lá, a gente vai. O que acha?
— Não sei. — Continuei me fazendo de difícil.
— Para de raivinha, vai. Vem comigo, diz que sim... te prometo um final de semana perfeito. — falou e se aproximou.
Senti o corpo inteiro tremer com aquela proximidade. Ela tocou meu rosto com as pontas dos dedos e foi o meu fim. Movi a cabeça procurando aumentar aquele contato e fechei os olhos sem ter mais a menor noção do que era fingimento e o que estava realmente sentindo.
Recebi os lábios dela nos meus e correspondi ao beijo com a mesma suavidade e ternura... foi bom! O cheiro dela me fazia lembrar da nossa noite juntas e percebi que estar com ela de novo era tudo o que eu queria.
Ah, dona Juliana, só falta eu me apaixonar por você de verdade!
— E aí, topa? — perguntou e desceu a boca para o meu pescoço.
— Para, eu tô fedendo! — falei e puxei sua cabeça de volta, beijando-a.
— Tá nada! — disse em meus lábios e desceu a boca de novo.
— Para, Juliana! Eu tô suada, suja...
— Vem comigo que eu paro. — falou, sussurrando, e arranhou o meu pescoço com os dentes.
Não resisti àquela carícia. Saí do meu banco, sentei no colo dela.
— Chantagista! — retruquei, ofegando, e enfiei as mãos em seus cabelos, puxando-os suavemente. — Vou se você não parar.
— A senhora é quem manda!
Ela afastou o banco e montei em sua cintura. O beijo que se seguiu foi quente, intenso ao ponto de termos que parar de vez em quando para conseguir respirar. As mãos delas apertavam os meus quadris enquanto as minhas passeavam sedentas por seus ombros e costas. Senti meu corpo sendo puxado para mais perto e não sobrou mais nenhum espaço entre nós. Suas mãos subiram pelas minhas costas, por baixo da blusa, e revirei os olhos com a sensação que aquele toque me causou.
Um barulho de motor se aproximando nos trouxe de volta à realidade e voltei rápido para o meu banco. Ficamos sentadas em silêncio, com as respirações presas, enquanto o carro passava. Parecíamos duas criminosas se escondendo. Quando a barra ficou limpa de novo, gargalhamos juntas numa cumplicidade que até então não existia. Olhei de lado e a vi com a cabeça encostada no banco, os olhos fechados e um sorriso radiante no rosto corado.
Puxei sua mão e beijei. Ela me olhou e repetiu o meu gesto.
— Temos que correr ou vou me atrasar. — anunciei ao ver a hora no painel do carro.
— Verdade! Vamos.
— E só pra você saber... eu aceito passar o fim de semana com você, mas se me oferecer uma camiseta de banda de rock, vou embora na hora.
Ela riu alto e seguimos.
Almoçamos em um restaurante com decoração rústica. O ambiente era bem simples, mas a comida realmente estava deliciosa. Comi sem medo de ser feliz. Estava azul de fome.
Todos os funcionários do lugar pareciam conhecer e gostar muito da Juliana. Teve um que até perguntou por cada pessoa da família dela. Tão intrometido! Mas só quem pareceu se incomodar com a intromissão do sujeito fui eu, pois a minha Docinho estava completamente à vontade com aquela conversa. Quando pagamos a conta, entendi porque todos eram tão simpáticos, pois a gorjeta que ela deixou com certeza era maior que a soma das gorjetas do mês inteiro.
Voltamos e ela me ajudou a concluir o trabalho. Tudo correu muito mais rápido com a presença dela, que parecia extremamente à vontade naquele ambiente. Em alguns momentos, afastou-se para atender umas ligações de trabalho. Eu gostava de vê-la em ação, falando de negócios. Achava um charme aquele jeito sisudo, meio intransigente dela.
Meu Deus, eu tô bem louca!
Vi quando ligou para alguém e começou a dar instruções. Acho que devia ser o caseiro da casa de praia, pois a vi repassar uma lista de coisas para comprar.
Já estava quase escurecendo quando o pessoal terminou de desmontar tudo e começou a se organizar para ir embora. Depois que tudo já estava bem encaminhado, despedimo-nos e saímos.
Cerca de meia hora depois, chegamos à praia da Lagoinha. Subimos um morro e logo paramos de frente para um grande muro de pedras, com um portão de metal, que se abriu logo que ela buzinou.
Andamos cerca de 50 metros ao longo de um estreito corredor de palmeiras e chegamos na frente da belíssima casa, que tinha como base uma estrutura de concreto, mas o acabamento todo em madeira.
Ela estacionou e logo um casal se aproximou. Achei que fossem os caseiros, mas o homem estava sem camisa.
— Oi, seu Luís? Tudo bem? — cumprimentou e abraçou o descamisado.
— Dona Juliana, tá sumida, né?
— Num é, menino? Fazia tempo que a senhora não vinha. — A mulher ao lado completou.
— Oi, Branquinha! É a correria. — falou e a abraçou também. — Essa aqui é a Caterine. — disse, virando-se para mim. — Caterine, seu Luís e Branquinha. Eles cuidam de tudo por aqui pra mim.
Mas, gente, não é que o descamisado é o caseiro? Que liberdade é essa de receber a patroa seminu? Maman teria um ataque de pelanca se fosse recebida assim pelos empregados. Tô chocada!
— Olá, prazer! — falei e acenei para os dois.
— Tudo bom, dona Catarina? — O descamisado falou meu nome errado e senti uma dor no peito.
— É... Caterine! — retruquei, meio sem jeito, com todo cuidado para não parecer metida.
— Dona Caterine, o Luís, de uns tempo pra cá anda mêi ruim das oiças. Moco, moco. Perdoa ele.
— Tá tudo bem, as pessoas sempre confundem. — falei com um sorriso no rosto, mas com o coração cheio de ódio.
Juliana abriu o porta-malas e o moco, digo, o seu Luís, tirou de dentro uma mala grande e algumas sacolas.
Fomos entrando e enquanto a Juliana repetia para eles a mesma ladainha da hora do almoço sobre a mãe, a irmã, o sobrinho e o cachorro, admirei a bela arquitetura daquele lugar. Os móveis também eram de muito bom gosto, tudo muito moderno e requintado.
— Dona Juliana, tá tudo nos trinques, viu? A senhora ligou de última hora e me aperreei, mas minha menina mais nova tá de férias da escola e veio mais eu, pra ajudar. Aí deu certo. O Luís ajeitou o jardim e deixou a piscina bem limpinha também. — Branquinha falou enquanto desfazia as sacolas que a Juliana havia trazido e guardava alguns itens no armário e na geladeira.
— Obrigada, Branquinha! Deu tempo comprar o que pedi?
— Deu demais! A geladeira e a despensa estão bem abastecidas. A senhora quer que eu faça uma jantinha?
— Não precisa, eu faço. Podem ir descansar, vocês devem estar mortos. Se eu precisar de alguma coisa, ligo. Não precisam vir se eu não chamar, tá?
— Tá bom! Boa noite pra vocês duas.
— Boa noite!
Também me despedi dos dois, que logo em seguida saíram.
Percebi que Juliana, apesar de bem autoritária quando queria, parecia dar muita liberdade aos empregados. Soava carinhosa até. Aquilo me incomodava um pouco, mas eu sabia que precisaria me adaptar ou teria problemas com ela.
Ficamos sozinhas e ela se aproximou com um olhar malicioso.
— Nem pensar, preciso de um banho. Eu tô nojenta. — falei me esquivando, e ela se virou frustrada.
— Vem, vamos tomar banho. — falou e me puxou pela mão.
Olhei para ela confusa, meio assustada com o que havia dito. Ela percebeu e fez questão de completar:
— Separadas. Relaxa! — disse, sorrindo. — A menos que...
— Vai com calma aí, Don Juan!
Subimos para o quarto principal, que tinha uma varanda incrível com vista para a piscina enorme, de borda infinita, e para o mar. Passei um tempo ali, observando a linda paisagem sob a lua cheia, enquanto ela desfazia a mala.
Foi inevitável pensar sobre o rumo que a minha vida estava tomando. Pouco mais de uma semana antes, eu devia ter me casado. Se isso tivesse acontecido, àquela hora eu estaria na minha lua de mel em Barbados.
Senti o corpo dela se encaixando no meu, as mãos envolvendo a minha cintura, e seu queixo repousando sobre o meu ombro. Meu corpo se aqueceu e meu coração pulsou forte. No mesmo instante pensei que Barbados jamais seria tão bom quanto aquilo.
— Sua casa é linda!
— Obrigada! Eu tenho o maior orgulho dela. O projeto é meu.
— Sério? Que máximo!
— Tem três anos que construí. Ela é toda sustentável. Do concreto reciclado à energia. O sistema hidráulico armazena água da chuva e evita desperdício. A madeira é toda certificada, e para cada metro cúbico usado, uma árvore foi plantada no jardim. As várias claraboias e as janelas de vidro preservam a iluminação natural durante o dia, e os equipamentos elétricos funcionam com energia solar. Dentre outros pequenos detalhes, mas não vou ficar te enchendo com esse papo chato.
— Não tá me enchendo. Eu quero saber.
E queria mesmo. Era um projeto espetacular, e eu gostaria muito de conhecer mais a fundo. Além disso, ela estava falando com tanto orgulho que chegou a me orgulhar também.
— Depois! Agora a senhora pode ir tomar banho, já que não me deixa te beijar assim?
— Tá bom!
Tomamos banho em banheiros separados. Pus as lentes de contato, odiava aqueles óculos. Depois descemos e fizemos um lanche. Eu estava faminta!
— Quer beber alguma coisa? Eu trouxe vinho, gim...
— Não. Eu tô tão cansada que se beber vou desmaiar.
Ela fez a volta na linha da cozinha, parou atrás de mim e começou a massagear os meus ombros. Gemi de alívio quando ela começou a apertar.
— Tadinha, trabalhando debaixo daquele sol escaldante. — falou com uma falsa pena cheirou o meu pescoço, causando arrepios por todo o meu corpo.
— Isso, vai me zoando pra você ver... — ameacei.
— Ah, é? Vai fazer o quê?
Ela desafiou e me virou, colando o corpo no meu. Encarou-me e sustentou aquele desafio com o olhar. Senti minhas pernas bambearem, não queria mais brincar daquilo, só queria beijá-la... e o fiz.
Namoramos por um tempo na cozinha e depois fomos para o deck. Ela armou uma rede e deitamos juntas. Minhas panturrilhas queimavam de fadiga, e meus olhos pareciam ter areia dentro de tanto sono.
Ficamos ali, namorando, trocando carícias que as vezes esquentavam, mas eu logo interrompia. Havia um medo em mim de ir além, nem sei dizer o motivo, já que eu estava tão à vontade com ela. Talvez fosse só medo do desconhecido mesmo. Com um tempo, eu superaria.
Ficamos de conchinha. Ela atrás de mim, acariciando as minhas costelas e barriga por baixo da camiseta enquanto conversávamos sobre coisas cotidianas. Ela era divertida, muito inteligente. E descobri que apesar de sermos muito diferentes, tínhamos diversos gostos em comum.
Eu queria me virar e beijá-la mais. Aquele carinho todo estava mexendo com a minha libido e pensei que poderia até ir mais além, mas eu estava tão cansada que adormeci sem perceber. Acabei sonhando com o que não tinha coragem de fazer.
Ela me acordou, não sei quanto tempo depois, mas ainda estava escuro.
— Ei, dorminhoca! — chamou sorrindo, já estava fora da rede. — Vamos para o quarto? Tá muito frio aqui.
Cocei os olhos e bocejei, depois alonguei o corpo inteiro, ainda deitada na rede.
— Eita, que preguicinha boa! — disse e eu sorri. — Mas levanta, vem. Não quero que você pegue um resfriado. Tem muito vento.
— Tá.
Fomos para o quarto. Fui escovar os dentes e quando voltei a vi tirando o short que usava, ficando só de calcinha e uma regata branca, bem colada. Estava sem sutiã e notei os seios marcados na camiseta. Aquilo me causou uma sensação inédita, fiquei excitada com o corpo dela e não disfarcei o quanto a visão dele me agradava.
— Que foi? — perguntou, sorrindo.
— Nada! Vem deitar...
Entramos debaixo do edredom e me aconcheguei em seu peito sem qualquer intenção de dormir. Escondi meu rosto em seu pescoço e aspirei aquele cheiro que me fazia revirar os olhos. Eu estava amando ficar daquele jeito com ela, a sensação era maravilhosa e parecia extremamente familiar. Naquela hora eu já não questionava mais o que estava sentindo, eu só queria mesmo era sentir, sem medo ou culpa. Afinal, que mal faria?
Ela me puxou para mais perto e deu um beijo na minha testa.
— Boa noite! — desejou.
— Sim, vai ser ótima! — respondi e me posicionei sobre ela.
Beijei-a com a intensidade que meu corpo quente exigia e fui correspondida à altura. Nossas línguas se exploravam com desejo, fazendo meu coração pulsar forte e minha pele arrepiar. Sentei sobre sua cintura ofegando, após parar o beijo. Ela me olhou com um brilho nos olhos, tinha o rosto corado e achei aquela visão perfeita.
Foi naquele momento que joguei fora todos os resquícios de preconceitos que ainda podiam existir dentro de mim e tirei a minha camiseta, ficando nua da cintura para cima sobre ela. O olhar que ela lançou na direção do meu corpo nu foi intenso e pude sentir seu desejo. Sensação que fez o meu próprio desejo aumentar tanto que puxei suas mãos para me tocarem.
Mas ela me conteve, interrompendo o movimento.
— Você tem certeza? — perguntou, ofegando, mas nitidamente preocupada.
— Como nunca tive em toda a minha vida. — falei sorrindo e ela girou sobre mim, ficando por cima.
A partir daqui, não sou mais capaz de narrar, pois perdi completamente a noção de qualquer coisa.
Fim do capítulo
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Maya Silva
Em: 02/03/2020
Claramente ela vai se apaixonar pela Docinho, isso se já n estiver, ainda mais depois dessa noite quente delas. N acredito q parou o capítulo na melhor parte kkkk
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Anny Grazielly
Em: 02/03/2020
Que delicia... adoro essas duas... aiaiaiai, mas meu coração ja ta em agonia quando Ju descobrir a verdade sobre o plano... meu Deus!
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Leticia Petra
Em: 02/03/2020
Quanta maldade parar agora... Aí ai
Ansiosa por mais...
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