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Proteção 2.0 por Howtosavealife

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Palavras: 4173
Acessos: 2211   |  Postado em: 17/12/2019

Lara Johansson

 

"Nunca mereceu. O carinho das pessoas. O sucesso. O dinheiro. O seu filho. O amor. Nunca mereceu. Mas tudo bem nojentinha não vai demorar muita para tudo mudar, vou te ver sangrar e sofrer, se perguntando por que isso está acontecendo com você. Por quê? Porque é isso que uma puta nojenta merece. Não ter nada. NADA."

 

 

 

A loira de 24 anos suspirou ao terminar de ler pela milésima vez a nova carta anônima. Bebia um copo de uísque na sala olhando, através dos janelões de vidro, o espetacular pôr do sol do Rio de Janeiro visto de sua casa localizada no Joá. A vista era linda, mas seus olhos marejados não estavam daquela forma por conta disso. Lara Johansson Muller se sentia triste, impotente e com raiva. Aos olhos dos outros, sua vida parecia perfeita, tinha sucesso, fama, dinheiro, mansão, carros, amigos e festas, mas lá estava a bela moça conhecia pelo seu sorriso aberto, chorando mesmo tendo tudo aquilo. Hoje lhe faltava algo fundamental, paz.

 

 

 

Lara parecia sempre estar feliz, tentava contornar as coisas com alegria e bom humor, mas a verdade era que, apesar do dinheiro, sua vida nunca havia sido fácil. Descendente de alemães e suecos, foi criada em uma rica família de médicos, crescendo alheia ao significado da palavra atenção, a princesinha de olhos azuis dos Müller era a única que proveio do segundo casamento de Robert Müller, com Helena Johansson, também era a única menina de 3 filhos do famoso médico cirurgião carioca. Logo foi educada com firmeza para dar continuidade a carreira de seus pais e ser uma perfeita dama, mas nos primeiros sinais de desvio desse caminho ela sofreu com castigos e posteriormente foi abandonada por aqueles que diziam lhe amar. Aos 14 anos foi acolhida pelo avô Erik Johansson e incentivada a seguir seus sonhos. Erik o homem que de sangue era seu avô materno, mas de coração era seu pai. Seus sonhos, depois de muito trabalho duro, se tornaram realidade, hoje ela era umas das produtoras musicais mais bem pagas do Brasil, com agenda lotada de boates, festivais e gravações com artistas famosos. Mas ser popular e reconhecida a nível nacional, acabou cobrando um preço alto. Aquela semana tinha sido especialmente difícil com decisões complicadas a serem tomadas.

 

 

 

Levantou-se do sofá e foi até a cozinha pegar mais gelo para seu whisky, seus pensamentos foram cortados por uma folha de papel pendurada na geladeira. Um desenho cheio de rabiscos coloridos. Algo que lembrava letras e que provavelmente ninguém no mundo entenderia, mas o coração de mãe tinha certeza que ali no centro estava escrito "B ♥ L" e logo embaixo "Te amo mamãe". Ela sorriu.

 

 

 

Bernardo era sua vida. O que á mantinha em equilíbrio, o que há tornava forte e o que lhe dava mais felicidade no mundo. Ele era seu único e verdadeiro amigo, fruto de um amor passageiro, mais uma de suas inúmeras decepções. O amor que descobriu nele, não poder ser comparado a nenhum outro, o mais puro amor, o de mãe e filho. Agradecia todos os dias a Deus por seu menino e por ele estava prestes a tomar tal decisão.

 

 

 

Aqueles últimos 5 meses de sua vida foi uma experiência de pesadelo com olhos abertos, Lara foi tomada por um medo que nunca tinha experimentado na vida. Era como se todo dinheiro que possuía não garantisse sua segurança desde que começara a receber aquelas cartas. No fundo ela acreditava que aquilo não passava da obra de um desocupado e obcecado por ela, que não chegaria ao ponto de se tornar uma ameaça física, mas aconselhada por seu avô e cansada da demora da polícia em achar o infeliz que perturbada sua mente com ameaças, a loira decidiu pensar sobre a possibilidade de contratar um investigador particular.

 

 

 

Desistiu de beber. Pegou as chaves do carro e saiu de casa em direção a casa de Erik, no Leblon. O senhor de quase 70 anos, dono e diretor da escola sueca internacional no Rio, trouxe o bisneto para casa enquanto sua neta pensava em sua proposta.

 

 

 

- Bernando Johansson Matazzi nem pense nisso - mal abriu a porta e reprendeu o pequeno Bê que estava em pé no sofá se esticando todo para conseguir tocar em um vaso de porcelana enorme que ficava em cima de uma mesa próxima. O menino riu e deixou de fazer sua arte para correr até a mãe e enchê-la de beijos - Seu espertinho. Cadê seu farfar?

 

- Cuzinha moo... vamu jantá - disse o menino feliz fazendo a mãe seguir para lá.

 

- Isso mesmo seu Erik deixa esse garoto sozinho na sala e sua coleção de vasos que demorou anos para existir vai ser destruída em meses - entrou na cozinha onde o senhor conversava com suas empregadas.

 

- Não seja exagerada Larinha, só vim beber um pouco d'água.

 

- Tempo suficiente para ele quase quebrar outro - riu - Deveria ter vindo com Paula.

 

- Ora ele não precisa sempre vir com a babá menina, deixe-me sozinho com o meu garotão - pegou o bisneto no colo - não é Liten?

 

- É fafa.

 

- Viu. Vou pedir para servir o jantar e depois conversarmos.

 

 

 

O Jantar transcorreu em clima agradável, mas bastou entrarem no escritório para o clima pesar, o senhor estava apreensivo.

 

- Está decidido farfar.

 

- E então?

 

- Pode chamar, amanhã quero ter uma conversa pessoalmente.

 

- Kära, isso me deixa tão mais tranquilo, eu sei que você acha que não existe necessidade disso tudo, mas confia em mim, com alguém mais especializado tudo será mais rápido, e essa pessoa eu vou lhe apresentar é simplesmente a melhor.

 

- Assim espero, quanto mais rápido melhor. Vovô que fique bem claro que não aceito que invadam minha liberdade, sei que esse cara é da sua confiança, mas que trabalhe apenas na investigação e no máximo que acompanhe a babá na escolinha do Max quando eu não puder, não quero uma sombra atrás de mim.

 

- Tudo bem querida, mas de qualquer forma vai estar preparada caso um dia aconteça uma fatalidade e você precise. Vai descansar agora, está com uma cara abatida - disse Erik rindo do bico da neta.

 

- É mole ainda tenho que escutar isso - Lara sorriu com a provocação - Mas novamente vou seguir seus conselhos.

 

 

 

Lara voltou para casa com Bernardo, deu banho e colocou o pequeno para dormir, depois fico na varanda escutando as ondas quebrando nas rochas do Joá enquanto o vento frio batia em seu corpo, ficou ali por algum tempo fumando e refletindo.

 

 

 

Enquanto isso Erik conversava por telefone com sua pessoa de confiança.

 

- Nanda?

 

- Boa Noite, Erik.

 

- Ela aceito te conhecer, bom, não quer seus serviços de segurança, porém aceito pensar na investigação particular. Amanhã lhe apresentarei e já levarei o contrato, ok?

 

- Tudo bem.

 

- Nanda, obrigado novamente. Eu sei que você não trabalhava mais com isso, mas certamente não existe ninguém que eu confie mais que você para proteger minha neta. Obrigada minha querida, de verdade.

 

- Não tem de que. O senhor sabe que não pensaria duas vezes para atender um pedido seu. Amanhã estarei ai. Boa Noite Erik.

 

- Boa Noite Nanda.

 

 

No outro dia pela manhã, Lara aguardava na sala de sua casa a chegada do senhor Erik e do cara que a partir de hoje se colocaria atrás do infeliz que passará infernizar sua vida. A portaria do condomínio fechado onde a loira morava telefonou pedindo liberação da entrada de Erik e acompanhante. Pouco depois a produtora escuto a campainha e seguiu até a porta para recepcionar seu avô, junto dele entrou em sua casa uma surpresa, uma bela surpresa.

 

 

- Bom dia minha Kära - disse o homem mais velho abraçando-a e dando lhe um beijo na testa - Larinha, quero que conheça Fernanda Maciel, a melhor investigadora e segurança dessa cidade.

 

 

 

Lara que apresentava um sorriso largo com a chegada do avô não conseguiu disfarça a surpresa ao olhar para frente e encontrar uma mulher.

 

 

 

- UMA MULHER FARFAR?! - falou bem mais alto do que deveria, o que fez Fernanda semi serrar os olhos como quem diz "e daí?"

 

- Lara? - reprendeu Erik um tanto constrangido.

 

- Eu... eu ... - a loira não conseguia raciocinar direito, seus olhos se perderam analisando a mulher a sua frente que vestia preto dos pés a cabeça. Uma calça jeans extremamente justa que marcava as coxas grossas, blusa de cetim de gola alta preta, um blazer bem acinturado e um salto não muito alto. No final de sua análise Lara ficou boquiaberta enquanto se xingava mentalmente por ter se vestido de forma tão desleixada só por estar em casa, ela vestia um short jeans completamente velho e uma regata surrada do AC/DC. Enquanto tentava se recompor, disparou a falar - Bom eu... eu peço desculpas ... eu só não esperava que fosse uma mulher, é que vovô disse que era a melhor pessoa do ramo de investigação e que caso acontecesse alguma fatalidade também poderia me proteger e ...

 

- Acha que eu não sou qualificada e nem capaz de te defender? - Fernanda interrompeu e a produtora podia jurava que o ar foi embora de seus pulmões quando escutou a voz grave e levemente rouca da morena pela primeira vez.

 

- Não não, não é isso... é só que - ela estava tão atordoada que mal conseguia se explicar e sentiu seu rosto queimar - Meu Deus que gafe, podemos começar de novo que tal? Prazer, sou Lara.

 

 

 

A loira cresceu escutando que seu sorriso era lindo e que conquistava qualquer um. Então estendeu a mão e sorriu o seu melhor sorriso, ela sabia que ele era sua maior e melhor arma em qualquer situação, aprendeu a usar e abusar. Mesmo quando era falso, sempre funcionava, mas naquele caso ela sorriu o mais verdadeiro e largo dos sorrisos, como se Fernanda fosse sua futura dentista e precisasse ver todos seus dentes, a loira sentiu uma necessidade surreal de concertar aquele mal entendido.

 

 

 

- Tudo bem. Fernanda Maciel - A morena em seguida apertou com firmeza a mão estendida a sua frente, mas para decepção se sua dona o aperto não veio acompanhado de um sorriso.

 

 

 

O silêncio se fez presente. Lara foi diminuindo o sorriso até ele sumir, aquilo era algo novo para ela, sempre conseguiu tudo queria desde pequena, incluindo a simpatia das pessoas, um sorriso largo com direito a covinhas nas bochechas e aos olhos azuis fechadinhos, seguido de uma leve risadinha no final e pronto, ela tinha um novo colega, amigo ou amante a disposição. Só que dessa vez não.

 

 

 

- Então, que tal descermos para o escritório? - Erik decidiu acabar com aquele leve clima estranho.

 

 

 

Não esperou nem a resposta da neta, foi caminhando para o cômodo que ficava no térreo da casa, seguida por Fernanda. E novamente Lara se viu xingando mentalmente, a segurança andava calmamente na sua frente e a calça justa que marcava as pernas grossas frontalmente conseguia marcar ainda mais a parte de trás, marcava uma bunda enorme e bem desenhada. Não conteve um sorriso cafajeste e um pensamento "Hum, até que ter uma investigadora pode ser divertido, e gostoso... é definitivamente gostoso".

 

 

 

- Borboletinha, ontem redigi o contrato conforme os pedidos que você tinha feito e Fernanda está de acordo. Agora basta você ler o histórico dela e fazer perguntas se quiser, estarei lá fora aguardando vocês.

 

 

 

Erik saiu do escritório deixando o contrato e o histórico da investigadora nas mãos de Lara, e no seu rosto um bico levemente emburrado por chama-la daquela forma na frente de uma desconhecida.

 

 

 

- Sente-se, por favor, acho que vou demorar um pouquinho para ler isso aqui.

 

- Sem problemas.

 

 

 

No contrato constava o valor a ser pago e 3 cláusulas importantes que em resumo diziam que:

 

1) O trabalho de Fernanda era sobre um termo de sigilo, compromisso e confidencialidade no qual a tornava proibida de passar qualquer informação a terceiros em relação a Lara Muller, em que diz repeito a investigação, vida particular e profissional.

 

2) Fernanda só poderia acompanhar Lara com o consentimento da própria, caso contrario seria demitia por justa causa.

 

3) Fernanda teria 6 meses para apresenta a Lara o nome do autor das cartas, só assim receberia os últimos 40% do pagamento.

 

Lara concordou com tudo e passou a ler o histórico da morena que aguardava de pernas cruzadas do outro lado da mesa.

 

 

 

Já no inicio do currículo a loira não segurou um leve risinho "Fernanda BRUNO Maciel, ótimo sobrenome, não que ela seja masculina, mas combina... apenas combina... ok vamos lá", logo a diversão passou para admiração, Fernanda tinha apenas 29 anos e um currículo extenso e maravilhoso, faixa preta de judô e Muay thai, curso de resgate com forças especiais de SP e do RJ, cursos de primeiro socorros nas mais extremas condições possíveis, curso de tiro de mais armas que Lara imaginava existir e uma lista com mais de 21 nomes autorizados de pessoas para qual ela já havia prestado serviço, entre elas um ex governado do Rio, Mariana Velloso uma famosa cantora que nos últimos 3 anos tem dominado o Brasil, um ator americano, empresários e jogadores de futebol.

 

 

 

- Uau, estou impressionada, você é nova e tem um currículo bem grande, mas vejo aqui que está parada a 1 ano e meio. Por quê?

 

- Obrigada, poderia ser maior essa lista, mas alguns clientes são sigilosos, no total são 52 pessoas, sendo 60% de investigação com segurança particular e o resto apenas segurança... Quando se toma alguns tiros resgatando o filho de um multimilionário você acaba ganhando uma grana extra, suficiente para se aposentar... sou boa no que faço, mas amo fazer outras coisas, não preciso mais trabalhar com isso para ter dinheiro.

 

- Hum... então por que aceitou?

 

- "Porque era você" - Fernanda pensou - Porque seu avô me pediu - disse.

 

- E?

 

- Erik é um homem bom, devo muito a ele, não negaria um pedido ainda mais vendo o desespero dela com a segurança de sua... borboletinha.

 

 

 

Fernanda não resistiu em zoar a produtora, ela sabia que deveria se manter 100% profissional com Lara evitando qualquer tipo de intimidade, pois tinha conhecimento dos sentimentos que guardava consigo a tantos anos e também conhecia a fama de Don Juan de saias da loira tatuada sentada bem a sua frente. Brechas para intimidade não seria uma boa opção para Fernanda, mas naquele momento parecia o certo a se fazer, só para conseguir outro sorriso bonito que ela teve tanta vontade de corresponder, mas se segurou. Mais do que certo, foi natural.

 

 

 

- Affffffff - Lara gargalhou e abriu um largo sorriso mesmo constrangida, tinha achado que a segurança não havia percebido o apelido. - Ele ainda vai me matar de vergonha.

 

 

 

Dessa vez Fernanda esboçou um leve sorriso, não daqueles que mostra os dentes, mas só dão um desenho feliz aos lábios da boca. Expressão que fez Lara analisar cada detalhe do rosto da morena, traços marcantes, olhos expressivos, boca carnuda, alguns piercings na orelha e algumas cicatrizes no queixo e supercílio. Definitivamente ela era uma mulher bonita, a loira já tinha constatado isso quando viu aquela cara séria a encarando depois de uma gafe, mas agora com aquele leve sorriso parecia ainda mais, muito mais, e o sorriso da produtora se multiplicou de tamanho.

 

 

 

- Olha aqui... eu deveria nem te contratar depois da gracinha - sorriu - mas realmente você parece ser a melhor. Está contratada! Tenho uma reunião daqui a pouco e não vou poder ter apresentar a casa, seu local de trabalho e os empregados, então... por hora está liberada mas pode começar amanhã. 8:00 pode ser? - disse enquanto se levantava.

 

- Ok. Amanhã estarei aqui.

 

 

 

A investigadora também levantou e se preparavam para sair do escritório quando Lara perguntou.

 

- Fernanda, afinal de onde você conhece meu avô e por que disse que lhe deve muito?

 

- Bom isso eu acho que você deveria perguntar a ele - e saiu

 

 

 

Erik aguardava ansioso as meninas do lado de fora. Quando elas saíram logo percebeu pelo semblante calmo que a conversa parecia ter se encaminhado pro final que ele esperava.

 

- Pronto velhote sua queridinha da segurança está contratada e começa amanhã - disse a produtora dando um beijo no rosto do homem mais velho.

 

- Perfeito, não vai se arrepender e também vai evitar novos cabelos brancos na minha cabeça.

 

- Na sua careca você quer dizer - mostrou-lhe a língua e sorriu.

 

 

 

Lara levou os dois visitantes até a porta e pediu que seu avô voltasse para o jantar. Conca, sua empregada de anos, avisou que o almoço estava pronto. A loira almoçou com seu pequeno e depois se arrumou para uma importante reunião que teria, dessa vez decidiu colocar algo mais sofisticado ou mataria do coração seu empresário Andy se chegasse de shorts com uma blusa surrada. Optou por um vestido gelo um pouco acima do joelho, blazer azul marinho, bolsa vermelha e alguns acessórios.

 

 

 

Hoje certamente era um dia especial, a DJ iria se encontrar com Brizy DD, um rapper americano que estava de passagem em turnê pelo Brasil, ele queria trabalhar com um produtor brasileiro que conhece os ritmos daqui, mas também os americanos.

 

- Finalmente chegou em bonita - Andy se levantou da cadeira assim que Lara entrou na sala.

- Que finalmente o que? Tá louco cheguei 15 minutos mais cedo porr* - bufou escutando os mimimi de seu empresário.

- Eu sei, apenas treinando pra quando você se atrasar de novo - gargalhou enquanto a outra dava o dedo pro amigo.

- Brizy já chegou?

- Não.

- Andy, você acha que vai dar certo? Queria muito essa chance de ir pra gringa... inferno tô nervosa pra caralh*.

- Ai Lala relaxa, acho que vai rolar... ele curtiu muito seu material.

- Tomara amigo, tomara.

 

A reunião foi produtiva ele gostou do trabalho dela e das ideias que foram propostas, marcaram de entrar em estúdio em Los Angeles em 3 meses. A felicidade era tão grande que logo contou para seus 4 milhões de seguidores. Os stories eram de pura felicidade.

 

Mas era aquela história, sua vida profissional seguia em plena ordem, diferente da pessoal que andava uma bagunça. Na verdade a vida pessoal da produtora não andava uma bagunça, ela era uma bagunça. Sempre foi.

 

 

 

Lara descobriu desde cedo que gostava tanto de meninos quanto de meninas, aos 11 anos beijou o primeiro menino e meses depois uma menina, que pelo pouco que ela lembrava essa menina, mais parecia um menino. Dai em diante todos seus relacionamentos e casinhos foram confusos, ficava com meninas escondidas e nunca assumia seus namoros com os meninos, já que amava os bad boys e assim como meninas seus pais nunca aceitariam. Graças aos Müller, a loira aos 13 já tinha conhecido todos os mauricinhos do Rio de Janiero, segundo seus pais seus futuros pretendentes, mas não demorou muito para o sonho cor de rosas dos importantes médicos desmoronar.

 

A adolescência chegou e fase rebelde também. Lara passou a pintar o cabelo de diversas cores, ter problemas na escola e finalmente bater de frente com seus pais em relação a profissão que eles tanto queriam que ela seguisse. Aos 14 foi o ápice do desentendimento com os pais que a pegaram beijando um das "amigas" no quarto, o acumulo de coisas fez a intolerância prevalecer sobre o "amor", foi expulsa de casa e acolhida pelo melhor exemplo de homem que já conheceu, seu avô. Erik ciente da paixão da neta por música incentivo-a estudar sobre, colocando em aulas de instrumentos, canto e de qualquer coisa que a fizesse crescer naquele universo.

 

 

 

Morou com o senhor até completar 18 quando decidiu sair de casa e se aventurar, nessa época descobriu que tinha pavor de ficar sozinha e isso levou-a á emendar um relacionamento atrás do outro, homens, mulheres, novos, velhos, nada importava, desde que tivesse alguém do seu lado para trans*r e se divertir.

 

 

Muitos amores, muitas decepções, muitas traições tanto dos outros quanto dela, muitas válvulas de escapes como álcool e drogas mais pesadas, noitadas intermináveis mesmo quando não era pra trabalho, muitas tatuagens, muitas mudanças, até mesmo um 1 mês morando em Tailândia, tudo era válido para que seu cérebro esquecesse que se sentia sozinha mesmo com um corpo de outro alguém por perto.

 

 

 

Sua vida foi assim até os 20, quando a loirinha começou a se tornar conhecida na noite carioca, estourar com um remix de MPB nas rádios e produzir o cd de uma famosa cantora de funk, ganhou uma grana legal e decidiu ir para os Estados Unidos por 6 meses se especializar ainda mais em produção e ganhar vivencia nas boates gringas. Vivia entre Los Angeles, onde um curso, e Las Vegas onde arrumou 3 residências como DJ na noite da cidade do pecado. Foi em uma noite quente em Vegas que conheceu o empresário italiano Giulio Matazzi, um homem na faixa dos 30, bonito, cavaleiro, rico e divertido. Lara achou que finalmente tinha encontrado seu príncipe encantado. Não demorou muito para começarem a namorar e a após o término do curso ela se mudar para casa dele em Vegas, vivia uma vida de luxo como experimentou na infância e adolescência, mas dessa vez com atenção e carinho dados pelo seu namorado. Alguns meses depois, em um descuido, a produtora engravidou. Daquele momento em diante sua vida passou a girar em torno daquele serzinho dentro dela e suas decisões eram sempre pensando primeiramente no bem estar de Bernardo.

 

 

 

Giulio que era dono de uma empresa de softwares com sede em Vegas, com unidades em Milão, Paris e Tokyo, decidiu vir morar no Brasil, a pedido da esposa no oitavo mês de gestação, e abrir uma unidade da Matazzi Inc. no Rio de Janiero para não precisar viajar tanto quanto antes. O casal voltou o Brasil e passou viver em sites e revistas da high sociaty carioca, Giulio era bem mais conhecido e importante no seu meio do que Lara sabia, e como ela também era conhecida por sua família e agora por seu trabalho, viraram um tipico de casal modelo e queridinho da mídia. Sempre iam às melhores festas e eventos juntos, mas a verdade é que com o passar do tempo à paixão foi acabando e Lara foi percebendo que nunca tinha o amado de verdade o italiano. As coisas foram se tornando insuportáveis dentro de casa principalmente depois que Giulio passou a agir de forma estranha e suas viagens de negócios aumentarem drasticamente, logo após Bê completar um ano o casal se separou e nos meses seguintes um grande escândalo de corrupção envolvendo a Matazzi Inc. foi descoberto levando Giulio de volta a Itália, de onde não pode sair até hoje.

 

 

 

Depois disso a produtora se concentrou na carreira e no filho, decidindo não investir mais em namoros e relacionamentos longos, pois os mesmos sempre acabavam em magoas ou problemas. Não demorou muito para sua fama de pegadora ser feita, quase toda semana rolava uma fofoca envolvendo a loira e alguém, eram cantores, atores, médicos, empresários, atletas, modelos, atrizes e socialites. Apesar disso, sempre foi cautelosa, principalmente depois do boom de redes sociais onde todo mundo especulava que ela estaria com alguém mas nada de concreto, nenhum de seus casinhos tinha vazado, desde que ficou solteira, até que 4 meses atrás fotos, de uma festa que tinha acontecido 2 meses antes, vazou em um importante perfil de fofocas no Instagram, aos beijos com Lívia Andrade uma conhecida atriz, abertamente homossexual.

 

Já que tinha ficado exposta daquele jeito decidiu bater no peito, se assumir bissexual e pregar a liberdade. Para sua surpresa isso não afetou em nada seu trabalho como ainda abriu portas para ela na comunidade LGBT. Se assumir bi só fez sua fama de pegadora aumentar e assim com as fofocas que por fim a fizeram ganhar o apelido de Don Juan tatuada.    

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Em sueco :


Farfar = Avô


Mor = Mãe


Liten = Pequeno


Kära = Querida

 

As personagens principais seguem sendo fisicamente a modelo Eric Liyah Kane e a bailarina Fernanda D'avila.


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Comentários para 1 - Lara Johansson:
patty-321
patty-321

Em: 11/09/2020

Olá, como vai? Vai voltar? Tudo de bom. Bjs

Responder

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camilanew123
camilanew123

Em: 24/12/2019

Amo essa história e vou reler todinha com muito prazer... Mas já tô ansiosa pra chegar logo na parte que parou hahahahaha

Responder

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Fernanda Santos
Fernanda Santos

Em: 19/12/2019

Sde da história, espero que continue. ..bjs 

Responder

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Master
Master

Em: 19/12/2019

Saudades demais delas, bem que poderia não demorar mto pra elas ficarem kkk.

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 18/12/2019

Que bom que voltou, maravilha.


Resposta do autor:

:D

Responder

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Nina
Nina

Em: 18/12/2019

Uhuuuu!!! agora vai, nem acredito, sua estória foi uma das primeiras que li aqui, e confesso uma certa frustração pela falta de continuação, pois é uma estória muito envolvente, e nunca desisti de esperar 🙃


Resposta do autor:

Já faz um tempo que penso em voltar com ela 

mês passado finalmente tirei do papel hehe

o mas dificil foi lembrar do login aqui

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