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Paint it Black por Mabes Okada

Ver comentários: 1

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Palavras: 385
Acessos: 1006   |  Postado em: 04/09/2019

Notas iniciais:

Voltei com a continuação, sério essa é bem pesada mesmo.

Prólogo

O barulho das sirenes dos carros de polícia, mesclados com o de uma ambulância eram quase ensurdecedores.

Odiava esse troço. Poderia tacar uma bomba em cada um desses malditos carros, só para que parassem.

Mas agora, isso indicava uma coisa. Uma coisa pela qual estava esperando haviam três  longas  semanas .

De busca. De apreensão. De angústia.

Três semanas  correndo para pegar o próprio rabo, e de repente bum! Um sinal. Uma resposta.

Um dos malditos carros com a sirene estava sendo dirigido por mim, inclusive.

Acelerei mais, costurando entre alguns automóveis vagarosos no meio da estrada. O barro dava lugar ao asfalto, levantando uma poeira árida que grudava em tudo o que havia no caminho. Forcei os olhos para tentar enxergar , a noite escura que se estendia até o infinito. Os faróis estavam no máximo.

O primeiro carro derrapou parando no acostamento. Do lado esquerdo o barro seco, dava lugar ao mato rasteiro e um emaranhado de árvores. Reconheci o lugar sendo a floresta Stokes em New Jersey.

114 km percorridos.

1 hora e 36 minutos.

Estacionei o carro próximo da primeira viatura, deixando os faróis ligados. Desci com uma lanterna na mão, tropeçando. Meu coração parecia querer saltar.

Finalmente a achamos. Ela estava bem.

Enfim conseguiríamos o que não conseguimos com as outras: salvá-la. 

Aproximei-me, e vi Dante ajoelhado, uma luva em uma das mãos. Olhou-me solidário.

- Phie... Eu sinto muito. Falhamos.- A voz saiu engasgada.

Não.

Droga, não.

Eles disseram que ela estava ferida. Ferida! Não que ele havia conseguido de novo.

Não podia ser. 

Corri para perto dele, onde uma mãozinha pálida repousava. O esmalte rosa,  descascando das unhas sujas. Havia um corte longo na palma da mão.  Eu não cosegui olhar seu rosto. Eu não conseguiria. 

O mundo virou de cabeça para baixo.

Eu falhei.

Nós falhamos.

Mais uma vez.

Caí no chão atônita demais para falar. Frustrada demais, para olhar o pequeno rostinho no meio do emaranhado de folhas secas.

- Sophie, ele deixou um recado de novo - A voz de Dante tremia, continha uma fúria homicida.

Levantei apoiando a mão em uma árvore, andando devagar para perto dele. Ele levantou a blusa que outrora fora branca da garotinha jogada no chão. Como nas outras, rasgada na carne com o sangue ainda fresco reluzia:

Rape me. 

Fim do capítulo

Notas finais:

.


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Comentários para 1 - Prólogo:
rhina
rhina

Em: 15/12/2019

 

Olá

Boa tarde.

Cara.

Já deu para perceber que o bagulho é doido demais.

Será que eu suporto?

Rhina

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