Aniversário da Clara e outras surpresas
Passei a tarde toda na instituição ensinando as crianças como plantar, mas nada tirava da minha cabeça a falta de confiança da Cecília, aproveitei para passar na academia e extravasar minha furia no saco de areia, chutava e socava com toda a minha força, os barulhos ecoavam pelo ambiente, não era fácil entender a Cecília talvez nunca fosse. Ouvi a porta se abrir e sem paciência pedi para a pessoa ir embora, mas minhas palavras não surtiram efeito.
-Dando uma de chefona!
Lara entrou toda brincalhona e sorri com sua presença.
-Será que o meu lado malvada está tão ruim assim?
Lara se aproximou e me ajudou a tirar as luvas, algo a incomodava dava pra ver em sua feição.
-Me diz o que te preocupa.
-Estou gostando de uma garota da praia, ela é muito bonita e inteligente, nosso lance e recíproco só que não sei se a mãe dela vai aceitar.
Caminhei até o frigobar e peguei duas garrafinhas de água, uma delas a ofereci a Lara que agradeceu.
- Isso é bem complicado, nunca passei por isso, mas se assumir não é fácil e se ela depende da mãe ainda fica pior.
- Ela não depende, faz estágio remunerado na faculdade de ortelharia.
-Estão não há porque ficar nervosa, só seja você mesmo.
-Tudo bem ser eu mesma, e você com a Cecília estão bem ?
- Bom... suspirei pesadamente. - Ela anda mentindo pra mim, e mal sabe que eu sei, e isso me irrita muito.
Levei as mãos ao rosto e tentei não chorar.
-Parece que não a conheço mais, está tudo estranho.
Lara se aproximou e se sentou ao meu lado.
-Calma vai dá tudo certo, porque não senta e conversa com ela.
Ergui a cabeça e confessei que toda vez que tentava algo ela mudava radicalmente, e que uma conversa só iria piorar as coisas.
-Então só há um jeito, segui-la e pega-lá com a boca na botija.
Poussei minha mão em sua coxa - Quem diria que iria ouvir conselhos de uma adolescente.
- Não é porque você é adulta, que tem as respostas de todas as coisas.
Enquanto isso:
-É Alberto e a festa de uma amiga da minha sócia a Amanda, será no clube da cidade, gostaria que fosse.
Enquanto conversava com Alberto passava pelos corredores da livraria, a procura de um livro de finanças, enquanto ouvia o homem centrado do outro lado confirmando a sua presença.
-Então te espero em minha casa, tchau querido.
Ao desligar o celular escuto um barulho atrás de mim, ao me virar dou de cara com Luana e um livro no chão.
-Que susto garota!
Levei a mão ao peito e sua expressão continuava séria, bem diferente da noite passada.
-Se si assustou, e pelo fato de está fazendo algo escondido.
Elevei uma sobrancelha e cruzei os braços.
- Não sou mulher de fazer nada as escondidas, sou livre.
Ela pegou o livro do chão e foi subindo com aquele olhar intenso pelas minhas pernas coxas até chegarem me meus olhos, até o momento ninguém havia me visto assim, com tanto desejo.
- Sua liberdade me instiga, sabe que vou está nesse aniversário.
-E daí.
Me fiz de desentendida pouco me importava se ela fosse ou não.
- É daí que vou está por perto, e é melhor que esse Alberto não ouse tocar em você.
Eu ri do seu desplante.
-Escuta aqui garota, o Alberto pode me tocar a vontade, estamos saindo e nem você nem ninguém vai poder falar nada.
- Tem certeza! ?Me aproximo do seu corpo e sua respiração começa a mudar e seus olhos se perdem entre meus olhos e meus lábios. -Então porque o seu corpo se descontrola toda vez que me aproximo assim de você ?
-V-você não sabe o que diz, ou na verdade sabe.
-Sei é
Me senti toda ao ver suas mãos me afastando.
-Sei o poder que uma mulher mais velha causa em uma garota como você, eu já tive a sua idade é já passei por isso, e no final as coisas são só passageiras.
Precionei seu corpo contra a estante de livros, ouvindo seu gemido rouco, seus olhos me olhavam assustados, mas contendo uma mistura de sensualidade.
- Eu não serei uma passageira, e sim uma locomotiva inteira.
Lambi seu pescoço e me afastei me retirando, ainda pude Ouvi -la me xingando.
Algumas horas depois:
Esperava Yumi no jardim do hotel, estava me esforçando para melhorar nossa relação, o advogado me pressionava em relação a papelada e mesmo nos duas nos amando ainda estávamos balançadas.
-Melhor irmos se não vamos chegar tarde.
Olhei para o lado e Yumi estava muito linda, usando uma blusa rosa bebê de manga de crochê, e uma calça cinza que Moldava seu belo corpo.
-Você está surreal.
-Percebi pelo seu olhar e essa baba escorrendo aí.
-Para Yumi, não tem baba nenhuma aqui.
Suas mãos deslizavam pelo meu rosto e seu sorriso único me iluminava.
-Está vendo como nos amamos, me perdoa Yumi por favor.
-Melhor irmos se não vamos nos atrasar.
E claro que estava deixando a Magnólia em banho e Maria, até o momento era só me perdoa Yumi vou mudar essas coisas, mas até quando séria assim ? Essa era a minha maior dúvida, caminhamos até o carro alugado e seguimos para o clube, ao chegarmos o ambiente estava bem iluminado, os músicos tocavam animados. A primeira ao ver foi Amanda que se aproximou e me abraçou.
-Yumi Que bom que veio.
- Obrigada por ter me convidado.
Ao nos separarmos, as duas se entreolharam e o clima que antes era tenso agora estava mais calmo. Temia que Magnólia fosse rude, mas o que me surpreendeu foi vê-la estender a mão para a Amanda.
-Começamos com o pé errado, mas quero passar uma borracha nisso tudo.
- Eu não sei o que aconteceu entre você e a Cecília, mas Parece que vocês duas possuí um vínculo forte, e não quero vê-la sofrer, por isso aceito.
Estava emocionada em ver as duas se acertarem.
-Vem Magnólia vamos parabenizar a aniversariante.
Não via a Cecília desde o dia que brigamos, mas as luzes da sua casa estavam sempre acessas, entre vários convidados chegando entre eles estava Ester e um homem que não conhecia, ao me ver ela acenou e acenei de volta, em seguida Luana e Lara chegaram , mas Lara estava pálida e então me aproximei.
-Está passando mal Lara?
-E ela a Clara, ela é a minha sogra! A filha da Clara se aproximou e deu um selinho nos pequenos lábios.
-Larissa porque não contou pra Lara que a Clara e sua mãe?
-Ah tia Amanda pensei que seria uma boa idéia elas se conhecerem assim.
-Ohh super interessante gata.
- Quer que eu vá com você Lara.
Ela me olhou e disse com toda firmeza.
- Eu preciso nós assumir.
No final ela tinha razão, não havia razão para ambas se esconderem, ao ver as duas se aproximarem de Clara, e a Larissa apresentar a Lara que ao meu ver estava pra ter uma síncope. Sorri ao ver que o trio se estavam se dando bem. Olhei para a entrada é avistei minha princesa chegando, caminhei até aonde estava é sorri ao me aproximar.
- Eu senti sua falta.
-Jura não parece.
Cecília passou por mim e não ia ser nada fácil me acertar, no fundo não queria segui-la. O meu presente para a Clara foi quatro viagens para o exterior com tudo pago, e o da Cecília foi uma casa nova, Clara nunca morou mal, mas era mais afastado da cidade, não precisei falar que a mesma ficou muito agradecida.
Caminhamos até o nosso cantinho, me lembrei da época em que fotografava as rosas no clube, e da sua atenção em mim.
-Foi muito gentil o que fez pela Clara, meu amor.
- Ela merece, é como uma segunda mãe pra mim.
Seu rostinho estava triste e o acaricei, logo seus olhos verdes me encararam, Cecília havia chorado.
-Você chorou? Me diz quem fez você chorar.
- Eu não posso mais esconder isso de você Amanda, mas tenho duas situações uma ruim e outra boa.
Me posicionei em sua frente e segurei em seu rosto.
- Seja o que for não vou sair de perto de você, nunca mais, suas mãos seguraram as minhas e desceram.
- Eu não vim sozinha de Londres, mais uma pessoinha veio.
Desci meus olhos para a sua barriga e as lágrimas caíram juntas.
-Você tá grávida!
- Sim estou, eu sei que você vai falar que sou muito jovem e imatura, mas saiba que foi tudo planejado.
- Você é maravilhosa!
Abracei Cecília e a rodei pelo ambiente.
- Eu te amo te amo te amo, saber disso me deixa ainda mais nas nuvens.
-Amanda tem a outra notícia.
- Sim sim claro, tinha me esquecido, fala diz.
-A grávidez ela é de risco.
Fim do capítulo
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