Capítulo 10

Capítulo 8: continuação

de Segunda chance para amar - parte 1 por Elna Vale, por Elna Vale

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Continuação..


Laura apenas assentiu com a cabeça, de forma afirmativa mostrando me logo em seguida que sentasse. e começou a falar, pude perceber que ela tentava não passar a imagem de que estava nervosa, mas com certo tempo de “convivência” aprendi a distinguir quando algo estava errado com ela.

-Adriana...então...acho melhor que a partir de hoje voltemos até apenas uma relação profissional, nada de envolvimento mais íntimo...você é a mulher que qualquer mulher gostaria de ter como namorada, esposa, amante...mas

-Mais você não me ama, não é?! . isso não é novidade Laura! 

-Eu tentei Adriana, eu juro?! . esse tempo todo fiquei apenas com você, por mais que não tivéssemos um compromisso...não sai com mais ninguém! 

-Sei...sei...que seja feita a sua vontade dona Laura Fontes...a partir de hoje quando quiser SEXO...você paga ou vai atrás de alguma das suas amiguinhas...porque eu cansei! . falei irritada

-Calma, Adriana...sempre fui sincera com você...nunca te enganei sobre o que não sentia por você...sempre deixei tudo muito claro..Mas você queria assim mesmo...sei que será pedir muito sua amizade neste momento, mas mesmo assim gostaria...

-Amizade?!- dei uma sonora gargalhada...neste momento não posso ter dar nada...espero que o dia que você vier a se apaixonar perdidamente por alguém, este alguém corresponda e se não corresponder saberás a dor que estou sentindo ...estava com tanta raiva dela que cheguei a levantar a mão para lhe dar um tampa. Laura ficou espantada com a minha atitude, até porque sempre fui muito calma, o pouco de amor próprio que ainda me restava vi que de nada ajudaria tomar aquela decisão de bater nela então sai correndo de sua sala.

Quando a secretária viu saindo daquele jeito, perguntou se estava tudo bem, nem olhei para a cara dela...queria sumir daquele lugar...queria morder.

Peguei meu carro e sai sem rumo. Precisava de colo e apenas minha mãe poderia me dar naquele momento.

-Vai demorar Laura..Mas deixarei te amar...você foi o melhor e também o pior que já me aconteceu falei batendo no volante e em voz alta, precisava acreditar em minhas palavras.

Liguei o rádio do carro e estava tocando uma música que parecia ter sido feita para mim. Na sua estante – pitty. Mesmo magoada, sentindo uma dor que não poderia nunca descrever com palavras. Conseguir ter sangue frio, para analisar a letra da música. Estacionei o carro na frente da casa da minha mãe, mesmo sabendo que ela reprovava não apenas minha opção como meu envolvimento com Laura, precisava dela. Liguei e rápido o telefone foi atendido...era minha mãe...

-Alô?!-Dona Lúcia

-Mãe preciso de você...me ajuda...estava ao prantos ao telefone 

-Filha, o que houve?! onde estás?! 

-Estou na frente da sua casa...

-ah?!...e por que não entra?! esta casa também é sua!

Dona Lúcia, me viu pela janela e reconheceu meu carro estacionado do outro lado da rua. Antes de desligar o telefone, falou que estava a minha espera. Antes de sair do carro, enxuguei as lágrima. Atravessei a pista, indo na direção a casa da minha mãe. 

Dona Lúcia se recusava a morar com Adriana, já que seu Jair havia falecido a pouco mais de 2 anos. Quando Adriana se aproximou de sua mãe, esta lhe abriu os braços e Adriana pois-se a novamente chorar. Adriana sentia uma imensa dor em seu peito e chorando tinha a sensação que aquela dor insuportável ia diminuindo. Mãe e filha ficaram por algum tempo abraçadas, até que Dona Lúcia fechou a porta e gentilmente conduziu a filha para dentro de casa.

Dona Lúcia deixou que a filha chorasse o quanto quisesse, quando percebeu que Adriana estava melhor, perguntou por fim o que tinha acontecido. Como nossas mães são as pessoas que melhores nos conhecem, dona Lúcia não era uma exceção a regra, sabia que apenas uma pessoa neste mundo deixaria sua filha naquele estado...essa pessoa chamava-se Laura! 

-O que houve, filha?! 

-Mãe ela terminou comigo...ainda soluçava...

-Sabes o que penso sobre o que você tinha com esta moça, nunca aceitei mais por amor a você respeitei sua escolha...sabe por que aceitei?! 

-Não mãe, por que?! 

-Mesmo não aceitando minha única filha ser lésbica, jamais deixaria de lhe amar...sendo gay ou não você não deixará de ser minha filha...a minha menina...carreguei você 9 meses...lembro até hoje quando lhe vi pela primeira vez quando a enfermeira colocou você em meus braços na maternidade...vi você se tornar mulher...olhe para você, es uma linda mulher...tem um bom emprego, lutou muito para chegar onde chegou...eu e seu pai...que Deus o tenha...teremos para sempre muito orgulho de você...quando você trouxe aquela moça em casa, vi em seus olhos que estava apaixonada..só por isso aceitei...queria e quero sua felicidade e você vai encontrar um novo amor que lhe ame como você merece, minha menina! 

Abracei minha mãe e nada mais falamos uma para a outra. Naquele dia dormir na casa dos meus pais, não queria dormir sozinha.

Durante a semana, por obra do destino ou não encontrei inúmeras vezes com Laura pelos corredores da empresa, seria inevitável, afinal trabalhávamos na mesma empresa e ela era a filha do dono. Quando nos encontrávamos fazia questão que ela percebesse minha indiferença e sei que percebeu. Mas nada falava, não havia mais nada a ser falado, o melhor era deixar a cargo do tempo-pensei. -Ou o tempo será nosso amigo ou será nosso inimigo- pensei em voz alta

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

2
L

lis

29/06/2019 às 23:19

Nossa, boa recuperação, que vc fique boa logo autora.



Resposta do autor:

Brigada linda...bjs

B

Brescia

29/06/2019 às 21:35

         Oi mocinha. 

 

Cada um reage de um jeito diferente , mesmo a Laura sendo sincera,  a Adriana de sentiu magoada e acabou a atacando,  pois está ferida e não é fácil ser amiga de quem se ama e não ser correspondida.

 

        Baci piccola. 



Resposta do autor:

Oi moça,tdo bom?espero q sim

Infelizmente coisas ruins precisam acontecer,para que coisas melhores venham acontecer!

 

Bjs e obrigada pelo comentário

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