Capítulo 26 - Ride
O lugar parecia mais um campo de guerra. Foi assim que os jornais o chamaram. Todos os mortos no sítio Sanches eram bandidos fichados, a maioria por homicídio. Alguns dos homens mais perigosos do país estavam entre eles. Os Sanches até poderiam ter recebido medalhes. Mas, não era uma época boa para vigilantes de segurança pessoal privada fazerem o trabalho da polícia, quando a população já não confiava na segurança pública e queria fazer justiça com as próprias mãos.
Os Sanches tiveram sua cota de mercenários abatidos naquele dia. Enquanto Sam sozinha enfrentava os homens que tentavam se aproximar de Jenny, seus irmãos e seu pai protegiam os Montenegro. A família de Jenny estivera o tempo inteiro escondida em um lugar em que nem mesmo se ouviam os barulhos de tiro.
Todos sabiam que eram os tabloides de fofoca que realmente vendiam uma história. Durante semanas, não se falou sobre outra coisa a não ser o caso Jenny Brooks. A história era melhor do que qualquer roteiro de filme de ação americano. A mídia com seus truques de mágica conseguiu tirar muitos coelhos da cartola e parte do que ela contou para seus ávidos consumidores condizia com a verdade, o resto era invenção.
Daniel Gouveia teve sua vida esmiuçada por todos os jornais. Já a história de Billy Sens ser na verdade irmão de Jenny Brooks agradou, de modo mórbido, vários fofoqueiros de plantão. Para eles era um escândalo que ganhava ares de dramalhão mexicano.
Já Lyanna Smith fora poupada no processo. Na verdade, a assessora parecia ter sumido do mapa. Ela foi considerada uma vítima daqueles que tentaram sequestrar Jenny Brooks.
Samanta Kane foi considerada uma heroína. A rapidez com que os fãs esqueceram Pedro Linhares e passaram apoiar o romance entre a guarda-costas e a cantora foi impressionante. Um acampamento semelhante ao do hotel Belleville foi montado em frente ao hospital em que Sam foi levada.
Jenny passou lá as semanas em que Sam esteve internada, mesmo que todos dissessem que ela precisava descansar após os acontecimentos no sítio Sanches. No hospital, Jenny conversou com psicólogos e a equipe médica, aquilo a confortou naqueles dias, mas foi à recuperação de Sam que melhorou seu ânimo.
A guarda-costas recusava-se a comer aquilo que chamava de papa de hospital. Jenny com paciência dava de comer a ela. Sam não reclamava, pois de quando em quando podia fingir que engoliria os dedos de Jenny quando ela lhe estendia a colher.
-- Para, Sam! -- disse Jenny, afastando a colher da boca, e dos dentes, de Sam.
-- Não estou fazendo nada -- Protestou Sam, sorrindo.
-- Só mais uma. Vai, por favor. Por mim!
-- Tá, só porque é por você.
Jenny sorriu. E deu mais uma colher na boca de Sam que fez uma careta.
-- Não reclama, Sam. Isso não é tão ruim quanto parece.
-- Isso porque não é você que tá comendo.
A garota pôs o prato na bandeja e a afastou da cama. Em seguida, ela se acomodou ao lado de Sam, com cuidado para não encostar-se a alguma parte do sensível do corpo.
-- Então, o que os jornais dizem hoje? -- Perguntou Sam.
-- O que eles não dizem -- respondeu Jenny -- Ah, sabia que Júnior deu uma entrevista para uma rede de TV no nordeste?
-- Júnior o que?
-- Isso mesmo que você ouviu -- Disse Jenny -- Tô achando que esse lance de show business subiu a cabeça dele.
Sam balançou a cabeça, incrédula.
-- Jen, o que você fez com meu irmão naqueles dias em que estive fora com Sandra?
-- Ué, nada demais. Ele era muito chato, Sam. Tipo você, mas elevado ao quadrado.
-- Você acha que eu sou chata?
-- Só um pouquinho.
-- Você tem sorte que eu esteja machucada...
O clima entre ambas continuou leve. Elas não tocavam em assuntos difíceis e quando falavam era sempre evitando sentimentos mais profundos. Jenny não queria ocupar Sam com seus medos, enquanto ela se recuperava. Tinha alguns receios sobre o passado recente e medo do futuro que estava por vir. De algum modo, ela sentia que o assunto também preocupava a Sam, principalmente no que se referia ao futuro das duas.
Sandra Muniz, sempre ela, não melhorou as coisas para Jenny. No dia em que foi visitar Sam no hospital, fora encontrar Jenny tomando um café no refeitório. Ela se sentara sem convite. Por mais que Muniz tivesse ajudado Sam na captura dos suspeitos, Jenny ainda não engolia o fato de que ela a sequestrara e ainda por cima se insinuara para Sam.
-- Sam e eu conversamos -- Muniz começou.
-- Eu sei. Notei que vocês estiveram a sós.
-- Isto tudo não acabou, sabia -- disse Muniz, como se revelasse um grande segredo.
-- O que não acabou? -- Perguntou Jenny, tentando parecer o mais casual possível.
-- Esse lance de Sam flertar com o perigo. Por mais que ela queira deixar isso para trás, ela não pode. Tem muita gente por aí que colocaria a cabeça dela a prêmio. Principalmente agora que ela está famosa.
-- Onde você está querendo chegar com isso Sandra? Quer me assustar?
-- Não. Só estou falando a verdade. Eu sei disso, e Sam sabe também. E você também deveria saber.
-- Não falamos sobre isso -- disse Jenny, sincera -- Não sei o que Sam pretende fazer... Por enquanto só quero que ela fique bem, entende?
Sandra tomou um gole de seu café. Estava entrando em um terreno sinuoso e decidia se iria continuar.
-- Já faz semanas, Jenny. Acho que em breve vocês terão que pensar sobre como as coisas serão daqui para frente.
-- Por que isso agora, Sandra? -- Questionou Jenny -- Por que quer se meter com a nossa vida? Deixa a gente em paz. Você e Sam já não devem nada uma a outra.
Sandra bateu com a mão sobre a mesa, irritada.
-- Presta atenção, garota! -- Disse ela, fitando Jenny -- Se estou aqui é porque me importo com Sam e com o futuro dela. Eu a conheço de um modo que você jamais poderá conhecê-la. Durante anos, nossos silêncios se alimentaram, dia após dia. Ela preencheu minha vida com os seus vazios e eu preenchi os dela com os meus. Dividimos vida e morte. Vocês dividiram isso uma vez, por isso talvez exista esperança para ambas. Você alimenta os demônios dela e ela os seus. É assim que funciona, entende?
Jenny não entendia o que Sandra queria dizer com aquele papo sinistro de demônios e vazios que se alimentam. Mesmo assim ela assentiu, talvez fosse um dos surtos psicóticos de Sandra Muniz que ela ainda não conhecia. Dizem que pessoas que passam muito tempo no exército começam a ver coisas que não existem, como naquele filme Jacob´s Ladder.
-- Você ainda não entende -- continuou Muniz -- Você é jovem. Mas, não culpe a juventude quando tudo der errado. A responsabilidade é sua. Aqui se faz, aqui se paga, é simples.
-- Tenho que voltar para Sam -- disse Jenny, depositando sua xícara sobre a mesa.
-- Espere, ainda não acabei. Tem mais uma coisa, garota.
Jenny esperou.
-- Você sabe que persegui Sam durante anos.
-- Como se eu pudesse esquecer!
-- Enfim, eu estava louca. Obsessiva. Tanto que procurei mulheres com as quais Sam dormiu.
-- O que?
-- Como disse, eu estava louca. Precisava saber como ela era...
-- Como ela era?
-- Na cama -- Disse Muniz, constrangida.
-- Na cama?
Jenny havia quase gritado, chamando atenção de um casal de idosos sentados na mesa ao lado.
-- Na cama? -- Repetiu, baixando a voz, envergonhada.
-- Sam nunca dormiu com uma garota mais de uma vez.
-- Sandra, não acho que seja saudável falarmos sobre a intimidade de Sam. Aliás, o que você tem a ver com isso? Eu não me importo com o passado dela. Eu também tive minha cota de homens e mulheres de uma noite só.
-- Relaxa, garota. Não vou tirá-la de você. Se Sam quer se arriscar, a vida é dela.
Jenny fez cara feia para Sandra.
-- Vou direto ao ponto. Sam sempre foi fria. Não acho que ela saiba como funciona esse negócio de amor.
-- E aposto que você também não -- Rebateu Jenny -- Não acho que o que sente por Sam tenha sido amor verdadeira algum dia.
-- Para mim sim. Não para ela. Nunca foi mútuo -- Afirmou Muniz -- Isso sempre foi muito frustrante para mim e deixei que isso me cegasse.
Jenny fora atingida pela sinceridade de Muniz. Não esperava isso dela.
-- Acho que está mais do que claro para todos que Sam corresponde ao que você sente por ela -- Disse Muniz -- Por isso, se um dia você a magoar, eu vou te sequestrar novamente e dessa vez não haverá ninguém para salvá-la.
A ameaça era explícita, mas em vez de Jenny se sentir medo, ela falou:
-- Eu preferia cravar mil facas no meu corpo antes de pensar em magoar Sam -- Disse Jenny -- Eu a amo.
-- Eu só quero garantir que ela seja feliz. Ela merece isso.
-- Eu sei. E pretendo fazer de tudo pela felicidade dela.
-- Confiarei em você para isso -- Disse Muniz.
-- Acho que encontramos algo em comum entre nós, Sandra -- Afirmou Jenny -- Ambas concordamos o quanto Sam é especial.
-- Você tem razão. Mas não somos amigas, garota. Nunca seremos.
-- Talvez não. Mas me conforta saber que você também quer protegê-la...
Ficaram em silêncio por algum tempo. Até que Sandra tomou o restante de seu café e levantou-se.
-- Te vejo por aí, garota. Vê se não se mete mais em problemas. Dessa vez, eu não poderei ajudar.
-- Até mais, Sandra Muniz.
-- Adeus, Jenny Brooks.
Jenny ainda acenou para ela. Não sabia por quê. Talvez estivesse começando a gostar de Sandra Muniz, apesar de tudo o que ela havia feito. Antes de retornar para o quarto de Sam, Jenny sentiu-se observada pelo casal de idosos que eram seus vizinhos de mesa. Talvez eles ainda estivessem curiosos para saber o que ela queria dizer com “na cama”.
***
Quando Jenny retornou ao quarto, deparou-se com uma cena inusitada. Sam estava de pé ao lado da cama, trocando de roupa.
-- Sam? O que você está fazendo? -- Perguntou Jenny.
-- Estou indo embora -- Disse Sam -- Não há necessidade de continuar aqui. Já estou recuperada.
Enquanto Sam passava o braço na manga da camisa, ela deixou escapar um gemido doloroso.
-- Sam, você não está bem -- Jenny correu até a guarda-costas -- Volta para cama.
-- Não, Jen. Não aguento mais ficar aqui.
-- O que a Sandra falou para você querer ir embora?
-- Ela não tem nada com isso -- Respondeu Sam.
-- Eu não acredito.
Em parte, Sandra Muniz era responsável pela súbita mudança de Sam. Mais cedo, ela aparecera no quarto de hospital, trouxera flores que se juntaram a inúmeras outras que a guarda-costas recebera, algumas de pessoas das quais ela nunca ouvira falar.
-- Nunca pensei que viveria para receber flores de você -- Dissera Sam, esboçando um sorriso ao ver o buquê nas mãos de Muniz.
-- A vida é cheia de surpresas -- Respondeu Muniz -- Como a sua namoradinha matar um homem.
O sorriso de Sam se apagou instantaneamente diante do sarcasmo de Muniz.
-- Como ela está lidando com isso?
-- Fingindo que está bem -- Respondeu Sam -- Estou preocupada.
-- Ela não vai pirar, Sam. Há mesmo sangue correndo naquelas veias de cantora pop.
-- Sandra, você veio aqui para isso?
Muniz sentou-se em uma cadeira próxima a cama de Sam. Sua voz se abrandou.
-- Não. Vim ver como você está. Não pude vim antes, estava tudo uma bagunça lá no sítio. A polícia tinha muitas dúvidas, me ocuparam por dias.
-- Eu estou bem, Muniz. Obrigada por cuidar de tudo.
A mulher observou os hematomas ainda visíveis no rosto de Sam, o ombro enfaixado e muitas escoriações pelos braços.
-- Estou vendo como você está bem -- Disse ela -- Te quebraram legal.
-- Poderia ser pior, se não fosse por Jenny.
-- Você arriscou tanto sua vida por ela e no final Jenny a salvou - Refletiu Sandra - Essa é uma boa história para contar aos filhos de vocês.
-- Filhos? -- Estranhou Sam -- Nunca quis ter filhos.
-- Muito menos eu. Em um mundo como esse é até irresponsável ter filhos. Mas, acho que você deve começar a pensar, Jenny parece ser o tipo maternal.
Sam encostou a cabeça no travesseiro.
-- Eu e Jenny não conversamos sobre isso. Aliás, há muitas coisas que ainda não conversamos.
-- Entendo. Vocês acabaram de passar por situações de muito estresse - Observou Muniz -- E agora, Sam, o que pretende fazer. O barco não afundou, vai mesmo abandoná-lo?
Sam teve a impressão de que Muniz queria fazer aquela pergunta desde que chegou ali.
-- E você, Muniz - Rebateu Sam - Pretende abandonar a vida de mercenária? Por que é isso que você se tornou.
Muniz levou as mãos ao alto em um gesto de rendição.
-- Não sei, fiz muita grana nesse trabalho. E sei que sou uma das boas, não como aqueles mercenários de quinta que o Gouveia contratou. Mas, depois do que aconteceu e da segunda chance que tive, estou repensando seriamente minha vida. Quero voltar para medicina. Quem sabe me especializar.
-- Isso parece bom -- Disse Sam -- Teria algo a ver com Lyanna Smith?
-- A piranha que fodeu com tudo? O que tem ela?
-- Ela sumiu. E você foi a última pessoa a vê-la. Pedi a você para fazer um acordo, mantive minha palavra e não a denunciei. Mas, quanto ao fato de Lyanna ter sumido, ela não conseguiria sem ajuda.
Muniz riu.
-- Quem sabe ela saiu andando?
Mais uma vez, Sam não achou graça alguma do humor negro de Muniz.
-- Ela comprou você?
Muniz mostrou-se indignada com aquela acusação.
-- Qual é, Sam. Já disse que tenho muito dinheiro. E a mulher tá falida, esqueceu?
Sam a encarou. Sabia farejar mentira a quilômetros.
-- Então, foi por algo mais do que dinheiro. Você ficou com pena dela. Uma mulher bonita e sedutora como Lyanna Smith tendo que viver condenada a uma cadeira de rodas.
Muniz balançou a cabeça, se negando a reconhecer qualquer coisa que fosse para Sam.
-- Ela teve o que merece. Aqui se faz, aqui se paga.
-- Você adora dizer isso -- Observou Sam -- Mas ainda não me convenceu, acho que seu coração está amolecido.
-- Olha quem fala. Samanta Kane que caiu de amores por uma cantora.
Sam deu de ombros.
-- Pelo menos eu não nego.
Muniz a fitou.
-- Não fui eu que fugi da pergunta.
A guarda-costas voltou a se remexer na cama, desconfortável.
-- Não estou me esquivando, Muniz -- Disse Sam -- Só ainda não sei a resposta para sua pergunta.
-- Mas, você foi clara daquela vez de que iria abandonar essa vida. Mudou de ideia?
-- Não, este é meu desejo. Mas, não depende só de mim. Tenho que ter certeza que Jenny está disposta a fazer parte da minha vida apesar de tudo.
-- Nessa vida que levamos fazemos muitos inimigos -- Disse Muniz seguindo a linha de raciocínio de Sam -- A garota precisa entender que o que ela viu no sítio foi só a ponta do iceberg.
Sam assentiu. Havia certa tristeza em seu olhar.
-- Sam, vocês dão um jeito -- Muniz apertou sua mão sobre a cama -- Sempre há um jeito.
-- Eu sei. Só não queria isso para ela.
-- Não é questão de você querer, Jenny que terá que descobrir se ela aguenta e pelo que aconteceu com Gouveia, há uma boa chance de ela conseguir.
-- Pelo modo que você fala parece até que estou tentando levar Jenny para o lado negro da força ou algo do tipo -- Comentou Sam, recuperando o bom humor.
-- Apesar de tudo, Sam, quero ser convidada para esse casamento.
-- Ainda é cedo para falar em casamento -- Desconversou a guarda-costas, enrubescendo.
Muniz não deixou de notar o embaraço de Sam.
-- Certo. Você tem razão, primeiro você tem que pedi-la em namoro...
-- Não sei como fazer isso -- Admitiu Sam -- Eu nunca namorei ninguém.
-- Eu também não. Mas, não deve ser difícil, do contrário, não teria tanta gente namorando por aí, não?
Sam concordou. Mas, no íntimo, ela entrara em pânico.
-- E se eu fizer algo de errado?
-- Seja prática. Faça uma pesquisa antes -- Disse Muniz -- Na internet deve ter umas dicas.
Sam respirou fundo.
-- Isso é ridículo. Eu e você somos capazes de invadir até uma base militar, mas somos um zero a esquerda em namoro.
-- Estávamos muito ocupadas com outras coisas.
-- Tenho medo de não fazê-la feliz.
-- Você consegue. Não há nada que Samanta Kane não seja capaz de fazer.
Para Sam, ela estava errada. Há coisas que lhe causavam pavor, mas precisava de coragem para enfrenta-las.
-- Obrigada, Muniz, pela ajuda.
Muniz ficou de pé.
-- Eu devia isso a você -- Disse ela -- Precisa trocar esse soro.
Sam observou o líquido que corria para suas veias quase no fim.
-- Alguém sempre aparece antes de acabar, doutora.
-- Mesmo assim irei pedir para verificarem -- Disse Muniz.
-- Sabe, gosto da ideia de você voltar a salvar vidas em vez de tirá-las.
-- No final das contas, tudo se resume a vida e morte -- Disse Muniz, enigmática --Tenho que ir.
-- Não faça como Lyanna. Não suma.
-- Pode deixar.
Sandra Muniz e Samanta Kane deram-se as mãos. Não pela primeira, nem pela última vez.
***
Apesar das dores, Sam mantinha-se firme na sua tentativa de deixar o quarto sem receber alta médica.
-- Sam, não seja teimosa -- Insistia Jenny, quase ao desespero -- Você está no melhor quarto desse hospital com toda a assistência possível. Por que quer ir embora?
-- Jen, já disse, me sinto melhor. Estou cansada de olhar para essas paredes o dia inteiro.
-- E de mim, também está cansada? -- A garota a encarou, determinada.
-- Claro que não, Jen.
-- Então, Sam, não faça isso.
Sam voltou a sentar na cama. Jenny sentou ao seu lado.
-- Podemos conversar com meu médico?
-- Claro, Sam. Melhor do que você sair porta a fora por conta própria. Afinal, o que deu em você?
-- Já disse. Estou cansada de estar aqui.
Jenny segurou sua mão. Percebeu que ela suava.
-- Tem algo mais. Não vai me contar?
Sam a fitou com seriedade. Respirou fundo, antes de falar:
-- No outro dia, você adormeceu na cadeira. Seu sono era inquieto... Por que não me contou que está tendo pesadelos?
Jen baixou a cabeça, pega de surpresa.
-- Não queria preocupar você, Sam.
-- Mas eu me preocupo -- Disse Sam -- Principalmente porque você fica evitando falar sobre isso comigo. Percebo que quer evitar que eu me estresse, mas você precisa me contar. Só assim posso ajudar você.
-- Sam, está tudo bem. Ando conversando com a psicóloga do hospital. Tem me ajudado bastante. Não me arrependo de ter puxado o gatilho, ele ia matar você, eu não poderia permitir. Senti que era o que devia ser feito.
Ainda que Jenny tivesse feito a coisa certa diante da situação, Sam sentia-se responsável. Perguntava-se em que momento nos últimos meses teria tido a oportunidade de impedir aquele desfecho.
-- O primeiro nunca é fácil -- Disse Sam. O dano já estava feito. O tempo não voltava atrás -- Mesmo depois que o corpo esfria, sua mão ainda treme. Foi assim comigo.
Jenny fitou o vazio.
-- Seu primeiro... -- Respondeu após um silêncio -- E meu único, Sam. Nunca mais quero ter que fazer isso.
-- Mas se for necessário, você fará. Esse é o problema.
Sam já havia desistido de deixar o hospital quando a enfermeira adentrou o quarto e a viu fora do leito. A voz grossa da mulher soou ameaçadora quando ela quase soletrou “senhorita Sanches”. Voltou a vestir a roupa do hospital e deitar, conformada. Ela e Jenny não tocaram mais naquele assunto. O clima que as cercava agora era de alívio após o perigo.
A garota ainda não entendia os motivos que fizeram Sam querer deixar o hospital antes da hora, por isso, voltou a interroga-la sobre isso.
-- Jen, há muitas coisas para serem feitas -- Explicou Sam -- Eu não quero perder tempo.
Jenny suspirou.
-- Bobagem, Sam. Deixe que outros cuidem dos seus negócios, o importante agora é a sua saúde. Tô aqui para cuidar de você.
-- Não me refiro a isso, Jen -- Respondeu Sam, com as faces corando -- Refiro-me a nós.
-- Nós?
-- Isso mesmo -- Sam apertou a mão dela -- Eu não quero perder tempo. Quero ficar com você, namorar, casar. Todas essas bobagens que os casais fazem...
O coração de Jenny deu um salto. Ela também não queria perder tempo. Sam sempre fora selvagem e livre. Andara pelo mundo, nunca em um lugar apenas. Hospitais eram lugares impessoais que trancafiavam as pessoas em sua própria finitude. Sam não queria ficar ali mais do que o necessário.
Jenny fitou o soro novamente conectado a Sam. Finalmente, entendeu o que devia fazer.
-- Talvez você não mais precise disso afinal -- Disse ela.
-- O que quer dizer? -- Quis saber Sam. Um sorriso formando-se em seu rosto.
-- Tive uma ideia.
Jenny pegou as roupas de Sam e jogou-as para ela.
-- Vista isso.
A guarda-costas prontamente a obedeceu. A garota caminhou até a janela, afastou a cortina e observou seus fãs montando vigília na entrada do hospital.
-- Como vamos despistá-los?
-- Deixa comigo -- Respondeu Sam.
Jenny a ajudou a calçar as botas.
-- Por que está fazendo isso Jenny?
A garota a fitou:
-- Eu também não quero perder tempo
Elas sorriram.
-- Estamos sendo inconsequentes -- Disse Sam
-- Você me ensinou que só existe uma regra a seguir.
-- E qual seria essa regra?
-- A que você mesma cria -- Respondeu Jenny.
-- Acho que sou uma péssima influência para você.
-- E eu para você.
Jenny a beijou com urgência, prendendo seu lábio inferior com os dentes.
-- Eu amo você, Samanta Sanches-Kane.
-- E eu te amo, Jennifer Anastásia Brooks.
-- Vem! -- Disse Jenny -- Vamos dá o fora daqui.
***
Sam conduziu Jenny para a saída de emergência. Elas caminharam algumas quadras para longe do hospital e da bagunça que a mídia e os fãs faziam em frente ao prédio.
-- Não acredito que foi tão fácil -- Disse Jenny, lançando um olhar em direção ao caminho deixado para trás.
-- Ainda não acabou -- Respondeu Sam.
A guarda-costas tirou um celular do bolso.
-- Onde você conseguiu esse celular? -- Perguntou Jenny, espantada. Os médicos haviam proibido qualquer tipo de aparelho eletrônico no quarto -- Por que eu ainda pergunto...
Sam falou algumas palavras ao telefone. Em seguida, ela avistou um restaurante no outro lado da rua e pediu a Jenny para segui-la.
-- Temos algum tempo ainda -- Informou Sam, acomodando-se na mesa mais ao canto do restaurante -- Estou morrendo de fome.
Jenny pediu um suco e Sam um sanduíche gigante recheado com tudo que tinha direito. A garota a observava devorar a comida quase sem pausas.
-- Vá com calma Sam ou desse jeito teremos que voltar ao hospital -- Alertou Jenny.
Sam pousou o sanduíche sobre a mesa e limpou os dedos com um guardanapo.
-- Não fale mais em hospital. Aquela comida é horrível, estava com saudades de comer algo real para variar.
-- Pensei que você só comesse coisas saudáveis.
-- Sempre existe o dia do lixo -- Explicou Sam - Nada melhor do que hoje ser esse dia.
Jenny continuou a observá-la comer. Deu-se conta que a mulher que estava a sua frente era alguém diferente da Sam que conhecera até então. Ela parecia à vontade, relaxada, sem a postura rígida e alerta de sempre.
-- Com licença, você é Jenny Brooks?
Jenny não vira a jovem de cabelos revoltos se aproximar da mesa e levou um susto com a pergunta.
-- Sou...
-- Por favor, tira uma selfie comigo -- Pediu a jovem, timidamente. Ela tremia.
Jenny lançou um olhar de esgueira a Sam que se adiantara em pedir a conta.
-- Tudo bem -- Respondeu Jenny, ainda aturdida com a situação.
A garota sorriu. Pegou o celular e aproximou-se de Jenny que passou o braço sobre seu ombro.
-- Obrigada, hoje é o dia mais feliz da minha vida.
Jenny sorriu e abraçou a garota que parecia não acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.
-- Acredite, você ainda terá muitos dias felizes.
Sam conduziu Jenny para fora do restaurante antes que mais pessoas se dessem conta da presença da cantora. Quando chegaram à calçada, um utilitário preto parou no acostamento. Jenny reconheceu o homem louro e magro que saiu do carro.
-- Mark!
-- Bem na hora -- Disse Sam, sorrindo para o amigo.
- Minhas garotas favoritas -- Ele retribuiu o sorriso. Jenny adiantou-se e o abraçou com ternura.
- Uau! Jenny Brooks, mais linda que nunca -- Elogiou Mark -- Com todo respeito, Sam.
Sam riu e puxou o amigo para um abraço apertado.
- Vamos entrar no carro -- Sugeriu Mark -- Antes que descubram vocês aqui.
Mark assumiu a direção. Sam sentou no banco da frente ao seu lado, deixando Jenny acomodar-se no banco de trás.
- Dessa vez você me deu um susto e tanto, Sam.
- Foi por pouco, amigo.
- Mark, por que não foi nos visitar no hospital? -- Perguntou Jenny, mudando o rumo da conversa, estava radiante em reencontrar Mark. Gostava dele, apesar das cantadas baratas, ele era um cara legal.
Mark riu. Sam explicou:
-- Mark não é muito de sair de casa, meu bem. Ele vive nas sombras.
-- Eu moro na batcaverna -- Disse Mark -- Mas não conta para ninguém tá?
-- Ah, não inventa -- Retrucou Jenny -- Você é um cara jovem e bonito. Devia sair mais.
-- Obrigada pelo elogio, garota. Mas, já não sou tão jovem assim.
-- Desde quando você é modesto, Mark? -- Perguntou Sam.
-- Desde que você arrasou meu coração, Sam -- Disse ele, fingindo mágoa.
Sam socou de leve o ombro do amigo.
-- Sandra Muniz esteve no bar -- Informou Mark.
-- Ela também esteve no hospital -- Disse Sam
-- Ela está escondendo algo.
-- Quem não esconde?
-- Sobre o que estão falando? -- Jenny interviu perguntou.
Sam fitou Jenny pelo retrovisor.
-- Suspeito que Sandra esteja com Lyanna Smith.
Jenny arregalou os olhos.
-- Mas ainda não sei qual o interesse de Sandra nela -- Concluiu Sam.
-- Coisa boa não deve ser -- Comentou Jenny -- Se bem que aquelas duas formariam um casal interessante...
-- Isso se elas não se matarem.
Jenny não pode evitar rir do comentário de Sam.
-- Tem razão aquelas duas são osso.
Mark dirigiu até o Mark´s place. Entregou a chave do carro a Sam.
-- Obrigada por tudo, Mark.
-- Você sempre pode contar comigo, Sam. Sabe disso.
Eles apertaram as mãos com firmeza. Já Jenny deu um abraço apertado em Mark.
-- Apareça quando quiser. Jenny Brooks sempre honrará o Mark´s Place com sua presença.
-- Que é isso, Mark. Você que não deve sumir. Ficaria muito feliz de recebê-lo em minha casa.
O homem sorriu com o convite.
-- Sinto-me honrado -- Respondeu ele, beijando a mão de Jenny.
-- Já está bom. Chega disso -- Disse Sam, separando os dois.
Jenny riu.
-- E eu pensei que eu fosse ciumenta.
-- Tudo bem, Sam. Vou deixar você e sua garota seguirem.
Mark entrou por uma porta lateral depois de se despedir mais uma vez das duas.
Sam pegou as chaves do carro e as estendeu para Jenny.
-- Sério mesmo?
-- Como você acha que eu iria dirigir assim? -- Disse Sam, apontando para seu ombro machucado.
Num ímpeto, Jenny a beijou e depois correu até o banco do motorista. Sam sentou-se ao seu lado, colocando o cinto. Jenny estava radiante, parecia ter tomado o gosto pela direção desde aquele dia no motel abandonado.
-- Para onde vamos? -- Disse Jenny, girando a chave na ignição.
-- Não sei. Quem sabe para as estrelas...
Jenny sorriu.
-- Eu não sabia que você gostava de cinema, Sam.
-- Há muitas coisas sobre mim que você ainda não sabe, amor.
Jenny adorou o modo como Sam a chamou.
-- Eu quero saber tudo, meu amor -- Disse Jenny, emocionada -- Mas antes se segure porque preciso te levar até as estrelas, isso pode demorar.
-- Hum, eu não me importo -- Disse Sam, recostando-se no banco -- Para você, eu tenho todo o tempo do mundo.
Sem mais hesitar, Jenny pisou o pé no acelerador. Rumo ao desconhecido. Ao lado da mulher que amava, como deveria ser.
***
No natal daquele ano, os Sanches e os Montenegro reuniram-se na Mansão Brooks, agora restaurada, para um grande banquete. As famílias haviam estreitado relações após o tempo passado no sítio Sanches.
Jenny Brooks deu um tempo na carreira. O anúncio abalou seus fãs e foi um assunto na mídia durante meses, até que aos poucos, falava-se cada vez menos da cantora. Seu último álbum que quase havia sido cancelado, foi lançado sem muito estardalhaço. Com o sumiço da cantora o álbum ganhou status de cult.
A fortuna de Jenny passou a ser administrada por seu padrasto, Orlando Montenegro, que aceitou a missão de cuidar dos negócios da família. Passou a ser grato a Jenny por acreditar nele e dá-lhe uma segunda chance. Orlando recuperou a confiança em si mesmo. Voltou a cortejar a esposa, reconquistando-a. Viajaram a Paris em setembro e ele lhe pediu novamente em casamento aos pés da Torre Eiffel. Era a viagem romântica que Lorena Montenegro sempre sonhara. Margot estava muito contente com a reconciliação dos pais. O ambiente era cada vez mais feliz e amoroso. Aos poucos, a pequena ia recuperando a fala, num esforço de superar o trauma.
Os Sanches que eram sempre muito reclusos no sítio passaram a viajar com frequência. Todos já estavam hospedados na mansão dias antes do natal. Aproveitaram aqueles dias para conhecer pontos turísticos. Naquela noite, reuniram-se todos em torno da mesa farta. Marcondes Sanches e os filhos, Danilo, que estava acompanhado de Amanda Ávila, a secretária de Jenny, e Júnior que fora acompanhado de uma moça de origem oriental chamada Lee. Orlando e Lorena Montenegro com a filha Margot sentada entre ambos. Por último, Samanta Kane e Jenny Brooks.
Todos conversavam animadamente e desfrutaram de um jantar maravilhoso. Após a sobremesa, Orlando levantou-se e anunciou, para surpresa de todos, que ele e Lorena esperavam um bebê.
-- Mamãe, isso é sério? -- Perguntou Jenny, emocionada.
-- Sim, minha filha. Você terá um irmãozinho.
Jenny abraçou a mãe que retribuiu o gesto com grande emoção. Todos felicitaram o casal.
-- Devemos brindar! -- Sugeriu Jenny.
Todos levantaram suas taças, exceto Margot que levantou seu copo de plástico com suco de laranja e Sam que brindou com água com gás. Após a comoção do momento, voltaram a desfrutar animadamente de suas bebidas e das conversas. Até que Sam levantou-se chamando a atenção de todos.
Subitamente, ela se sentiu envergonhada com tantos olhares sobre si. Tentou utilizar-se de seu treinamento e manter a compostura.
-- Eu e Jenny também temos um anúncio a fazer.
-- Não vá dizer que também estão esperando um filho -- Interrompeu Lorena, chamando a atenção de todos.
Sam enrubesceu, perdendo a fala por alguns segundos.
-- Não é nada disso, mamãe -- Disse Jenny, socorrendo Sam que emudecera -- Eu e Sam vamos nos casar.
Todos na mesa soltaram exclamações que alternavam entre alegria e surpresa. Um a um, os presentes foram abraçar as duas. A recepção menos calorosa fora de Lee. Jenny já notara que a garota era uma espécie de sociopata como Júnior. Os dois pareciam formar o casal perfeito.
Sam que se recupera do constrangimento, agradeceu a todos pelas felicitações.
-- Se alguém mais pretende anunciar algo, acho que essa é a hora -- Disse Marcondes Sanches, lançando olhares aos dois filhos. Júnior quase se engasgou com sua bebida enquanto Danilo ficou vermelho como um pimentão -- Já que ninguém tem mais nada a dizer. Eu irei falar.
Todos se ajeitaram em suas poltronas para ouvir o chefe da família Sanches.
-- Fico muito feliz com o casamento de vocês. Sei que irá cuidar muito bem de minha filha, Jenny. E que serão muito felizes juntas.
Todos brindaram à felicidade das duas. Após a ceia, todos se dispersaram, pois já tinham planos de sair com seus pares, exceto Marcondes Sanches que se recolheu ao quarto com sua bebida.
Sam e Jenny caminharam de mãos dadas até a piscina coberta da mansão. Surpreendendo Jenny, Sam pegou o controle do sistema de som e colocou uma música para tocar. Jenny sorriu ao ouvir as primeiras notas de Always on my mind.
-- Dança comigo? -- Pediu Sam.
Jenny encostou seu corpo ao de sua amada.
-- Você lembrou...
-- Como eu poderia esquecer. Essa é a música que tocou na noite em que nos beijamos pela primeira vez.
-- Nossa. Você ficou mesmo boa nesse negócio de romance.
-- Eu disse que aprendo muito rápido -- Falou Sam -- Acho que você deveria cantá-la para mim no nosso casamento.
-- Você acha? -- Jenny riu -- Vou pensar no assunto...
-- Engraçadinha -- Disse Sam, lhe roubando um beijo.
-- Eu te amo -- Disse Jenny, aninhando-se nos seus braços -- Os últimos meses tem sido os melhores da minha vida.
-- Da minha também -- Confessou Sam -- E eu não quero que isso mude. Não quero perder você. Ainda tenho muito medo que alguém possa querer lhe fazer mal novamente.
-- Eu sei, Sam. Mas não podemos prever o futuro. Eu quero aproveitar cada segundo do nosso amor e não deixar que nada, nem ninguém nos separe.
-- Eu também, amor. Quero aproveitar cada segundo.
Embaladas pela canção ambas se perderam nos braços uma da outra. Sem certezas quanto ao futuro ou as ameaças que viriam. Desconhecendo os movimentos de seus inimigos. Sem saber que um jovem rapaz trancafiado numa prisão há muitos quilômetros dali iniciava um novo plano de vingança, guiado pelo ódio que nunca deixaria de sentir pela irmã. Talvez demorasse anos. Para ele não importava. Tinha todo tempo do mundo.
Fim do capítulo
Chegamos ao fim. Espero que tenham gostado. Se possível, deixem suas impressões acerca da história e sugestões sobre o que poderia melhorar numa próxima narrativa. Podem comentar sobre o que não gostaram ou sobre alguma ponta solta da história. Algum personagem esquecido. Ou se gostaram do final. Sei que após GOT todo mundo tá meio traumatizado com finais.
Em breve, tentarei postar a história de Sandra Muniz e Lyanna Smith, talvez como um spin-off de EVM.
Algumas inspirações de EVM:
- O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights). Emily Brontë, 1847
- O guarda-costas (The Bodyguard), 1992.
- Despertar de um pesadelo (The Long Kiss Goodnight), 1996.
Músicas:
Out of control - Lady Gaga
Just a girl - No Doubt
Trust in me - Selena Gomez
Bad romance - Lady Gaga
Hot n cold - Kate Perry
Poker Face - Lady Gaga
Just give-me a reason - Pink
Only girl in the world - Rihanna
Family Portrait- Pink
Teenage Dream - Kate Perry
Awakening - Aurora
Born to die - Lana Del Rey
Blank space - Taylor Swift
Firework - Kate Perry
Who knew - Pink
Born this way - Lady Gaga
The Heart Wants What It Wants - Selena Gomez
Flashlight - Jessie J
Bang bang - Jessie J feat. Ariana Grande & Nicki Minaj
Going under - Evanescence
Ride - Lana Del Rey
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AMANDA
Em: 03/07/2019
Magnífico! Ficou os gostinho de quero mais do romance delas claro! A de Muniz com Luanna! Me prendeu, cativou, chorei e sorrir! Um romance com muito amor e claro muitaaaa ação!
Resposta do autor:
Olá, Amanda.
Obrigada por comentar.
Como falei ainda irei postar a parte da Muniz com a Lyanna ;)
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LeticiaFed
Em: 22/06/2019
Oi! Que bom vc ter decidido repostar a história. A acompanhei e fiquei frustrada por não ter final (pelo que lembro faltou muito pouco). Também senti falta de mais momentos entre as duas, mas não creio ter prejudicado o conto. Vou gostar muito do spin off com Sandra e Lyanna, ficando como sugestão que Sam e Jenny apareçam um pouco (ou bastante) neste, em lugar de uma continuação somente das duas. Mas...de qualquer forma confio na inspiração da autora ;)
Parabéns e que venham outros contos! Beijo!
Resposta do autor:
Olá, LeticiaFed
Então, só agora consegui retomar a história. Estava bem perto de um final mesmo.
Vou levar em consideração sua sugestão sim! Obrigada!
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smorpos
Em: 20/06/2019
Parabéns pela história é escrita. Mas fiquei com uma dúvida: qual motivo da irmã da Jenny ter o trauma e como desenhou a cena do gato morto? ???”
Resposta do autor:
Olá, smorpos
Então, eu estava pensando se tinha ficado clara essa parte.
O Billy tinha dito para a Margot o que ia fazer com a Kitty. daí tb o trauma de ela não falar, pois se sentiu ameaçada.
Bem, quando fizer uma revisão da história posso deixar isso mais claro ;)
Obrigada por comentar
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Fernanda Santos
Em: 15/06/2019
Sua escrita é ótima, mas o final mim decepcionou estava esperando mais. .. você só relator uma noite das duas, queria conhecer mas a Sam.mas o conjunto da história vai deixar saudades
Resposta do autor:
Olá, Fernanda Santos.
Entendo, você tem razão.
Vou levar em consideração sua sugestão para as próximas histórias ou se voltar a alterar algo dessa. Mas quem sabe uma continuação...
Vamos ver ;)
Obrigada!
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