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  • À Mãe com açúcar, toda libertação.
  • Capítulo 1 - À Mãe com açúcar, toda libertação.

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À Mãe com açúcar, toda libertação. por Jennyfer Hunter

Ver comentários: 11

Ver lista de capítulos

Palavras: 979
Acessos: 616   |  Postado em: 25/04/2019

Notas iniciais:

 

 

 

Capítulo 1 - À Mãe com açúcar, toda libertação.

 

A semana inteira, Patrícia era pura inquietude e irritação com os outros. Mas era pior consigo. Seus pensamentos, complicados e questionadores por natureza, simplesmente alvoroçaram-se ainda mais ao ver aquela tal foto numa rede social, cuja fazia parte de um desafio em um site de literatura lésbica.

Mas o que havia perturbado tanto aquela mulher em uma figura tão simples? Claro que a tal simpleza da foto não a desmerecia, muito menos a esgotava. Muito pelo contrário. Talvez, tais atributos tenham sido o motivo de tanta desordem. Significava uma transitoriedade aprisionada em um ciclo.

Patrícia não cabia em si. Sempre desejou ser mais do que parecia ser. Não por vaidade ou cobiça. Talvez até, tenha recebido estímulos para a formação de sua personalidade, fazendo com que fosse movida pela busca no que faltava. Mas o que era isso? O que buscava? O que lhe faltava?

Liberdade!

Desejava libertar-se de toda a dor aprisionada, enclausurada de forma inconsciente, que insistia em corroer sua alma, cada vez que se lembrava de sua avó.

Dona Geralda, doce e apaixonante matriarca da família Cruz. Para ela tudo devia e por ela tudo era capaz de fazer. Desejava ser grande o suficiente para presentear sua avó com tudo aquilo que essa sonhava. Forma latente e transparente de recompensá-la por ter lhe dado um sobrenome, quando Patrícia, ainda sem ter completado dois anos de vida, era apenas um nome próprio perdido e sem projeção familiar. Tal ato, consolidou avó e mãe em uma única pessoa e potencializou em incondicional o amor à primeira vista, que foi quando conheceu uma de suas noras. Naquele momento, os olhos negros cruzaram os dela e fizeram juras de proteção e amor sem igual. Patrícia pertencia à Geralda. E Geralda era essência na existência de uma pequena Patrícia.

A senhora sorridente e amável, admirada unanimemente por onde passava, desempenhou todo o papel de tornar a criancinha em gigante. Não deu vida farta, mas lhe deu o suficiente para a construção de caráter, valores e sorriso solto. E isso era de imensurável tamanho. Foram mais de três décadas tendo êxito, pois sua neta significava exatamente tudo pra ela. Seus olhos cintilavam mais que a estrela Sirius cada vez que Patrícia avançava em qualquer aspecto na vida. Todo avanço era comemorado e todo “tentar de novo” entusiasmado. Sua máxima de vida era: “-Não desistir jamais.”

Contudo, no dia 01/11/15, faltando 16 dias para Patrícia completar seus trinta e cinco anos, a obviedade da vida apagou as luzes daqueles olhos, tornando escuro, em total breu todo o universo a que Patrícia pertencia. Para aquela que aqui ficava, tudo aquilo que fluía deixou de ter razão para continuar. E fechando-se em um luto, chegou a cogitar a ideia de fechar seus olhos também. Nada lhe seria melhor, já que com o fim da vida, a dor, a angústia e sofrimento terminariam por ressignificar a morte em prêmio antecipado. Mas ela não teve um pingo de coragem. E durante todos esses três anos e alguns meses após a ida do seu rumo, Patrícia confinou o efêmero em seu peito, transformando questionamento em temporal torrencial.

Para a jovem; hoje aventureira na arte de significar sentimentos e percepções em palavras; aquela imagem do desafio falava mais sobre ela do que podia imaginar.

Lembrou-se dos dias e noites que sentava de frente ao seu computador, imersa no vazio branco de uma página. Tanto a escrever... tanto a falar. Mas pra quê, se pensava ter perdido toda a sua identidade quando a alma de sua avó deixou de ser matéria?

Por quantas vezes desejou chorar na mesma intensidade daquela chuva, mas simplesmente não conseguia, pois dentro de si tudo tinha se transformado em bloco gigantes de duro gelo?

Onde estava toda a candura e doçura que Dona Geralda tinha, com esmero, polvilhado em Patrícia, de forma abundante, por todos os seus anos de vida? Patrícia procurava, mas não encontrava resposta para mais uma pergunta. Talvez, aquele pedaço de torta pudesse sintetizar e personificar o quão doce, meiga, amorosa e afável era sua querida e inestimada avó.

 

Haveria respostas para tantas perguntas? Patrícia sabia que não. E por causa daquela foto, teve a dolorosa percepção da realidade em que se encontrara por todo esse tempo de luto velado. Também soube que precisava deixar o transitório ganhar espaço, pois a prisão havia apequenado seu estado de vida. Quereria e gostaria sua avó de ver continuidade nos atos de sua pequena gigante neta, filha, amiga, confidente.

Então, na escuridão do seu quarto, Patrícia decidiu sentar-se e deixar que o pulsar brilhante do cursor da tela do seu note, ditasse o ritmo e cadência do copioso, saudoso, ferido e resignado choro. Desejou poder segurar, pela última vez, o rosto de sua querida avó, fechar seus olhos para sentir e relembrar daquele cheiro de vó, e ao abrir os olhos, encontrar os negros olhos dela e dizer-lhe:

“Obrigada, por me transformar e me conceder liberdade até quando sua matéria não está mais aqui;  

Obrigada, por ainda que ausente, continua sendo lembrança atualizada no presente. Por ser memória abundante enquanto sou e estou no contemporâneo;

Obrigada, por ser saudades desejadas no presente e no futuro e eternizada enquanto eu existir.

Obrigada, meu anjo da guarda, minha avó, tia, amiga, parceira...

Obrigada por todos os nossos abraços, afagos, conversas, percalços, lutas, vitorias, derrotas, danças, sorrisos, gargalhadas, silencio, olhares, significado.

Obrigada por ser a mais doce pessoa que o universo permitiu conhecer.

E ...

Obrigada por ser mais do que avó...

Obrigada por ser minha mãe com açúcar.

Amo-te no infinito enquanto durar.”

 

 

 

A luz do quarto apagou-se, mas a escuridão naquela jovem mulher deixou de existir. Tormenta outrora, agora luz, mansidão e paz. A figura emancipou as duas almas.

E com isso, o desafio de voltar a olhar a falta aprisionante que a avó fazia, transformou-se em liberdade adocicada.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Obrigada ao projeto do desafio por me proporcionar tamanha emoção. 

Beijos, 

J. Hunter. 


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Comentários para 1 - Capítulo 1 - À Mãe com açúcar, toda libertação. :
Cristiane Schwinden
Cristiane Schwinden

Em: 01/05/2019

Nossa, que forte e carinhoso! Senti todo seu amor nas entrelinhas, espero que vc fique bem :)


Resposta do autor:

Oi Cris. Quanta honra ter um comentário seu! 

Fico feliz que tenha gostado!!! Obrigada! 

E quanto ao ficar bem, estou sim! O texto traduziu toda a extrapolação de dor e tristeza que eu sentia. Foi catarse mesmo! Libertação! 

 

Obrigada mais uma vez!!! Super beijos! 

J. Hunter. 

Responder

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Lemniscata
Lemniscata

Em: 28/04/2019

Parabéns, Jenny. Fez me emocionar com suas palavras... me fez lembrar de alguém que teve tamanha importância em minha vida.
Resposta do autor:

Querida!!! 

Obrigada pelo comentário! Fiquei feliz por suas palavras! 

Obrigada! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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Rosangela451
Rosangela451

Em: 25/04/2019

 

Lindo texto !!

Imagino o quanto te emocionou .

Eu tive uma tia que se fez mãe, e me deu as melhores recordações. 

 


Resposta do autor:

Olá Rosangela!!! 

Me emocionou muito sim. Principalmente quando escrevi em 1ª pessoa. 

Que bom que vc tem boas recordações de sua tia, assim como eu de minha avó.

Obrigada uma vez pelo seu comentário! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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jake
jake

Em: 25/04/2019

Mais uma vez vc nos emociona com a delicadeza das suas palavras .Parabéns. obrigada pelo lindo e emocionante texto....


Resposta do autor:

Querida Jake,

Obrigada! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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Keilaspm
Keilaspm

Em: 25/04/2019

Que lindo texto muito emocionante 

Nossa mano não me faz chorar assim não sério 

Lembrei da mulher que me crio mesmo fazendo 5 anos da sua parte ainda doe e muito 

Sem palavras aqui parabéns pelo resto lindo 


Resposta do autor:

kEILA, MEU AMOR... 

Sei o quanto esse texto  te tocou pelo que conversamos. Que o texto sirva como reflexão de como podemos encarar a dor da partida e continuarmos seguindo. 

Obrigada mais uma vez pelos seus comentários! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 25/04/2019

Nossa sem palavras você conseguiu me emocionar, conheço um pouco desses sentimentos, muito lindo texto.

Parabéns 


Resposta do autor:

Oi Hel!!! 

Agradeço seu carinho e comentário!!! 

Obrigada! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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NAGILA
NAGILA

Em: 25/04/2019

Que lindo!!! Quem me dera ter tido uma avó assim... A minha não ligava muito pra mim não rs

Parabéns pela escrita!


Resposta do autor:

Oi Nagila, td bem? 

Uns têm avó, outros tia, ou amiga ou mãe mesmo... sempre temos alguém que nos ama de forma incondicional e sem igual. 

Obrigada pelo comentário, viu? 

Obrigada! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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Sylvie
Sylvie

Em: 25/04/2019

Eita...

Falar em  avó já me ganha!

 Parabéns pelo texto. Um dia aprendo a falar bonito assim.

 


Resposta do autor:

Obrigada, amore!!! 

Cadê o seu hein?? rsrs

Bjs 

Responder

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rhina
rhina

Em: 25/04/2019

 

Olá 

Bom dia.

Quem não tem aquela pessoa. ....a qual vc ama.....ama de uma maneira que o sentimento não se torna palpável. ......

E que se vai.....sem mesmo nos dá a chance de um último abraço. ...um adeus .....é  tirada de vc em  um rompante. ....

E vc não entende.....Não aceita....e este não aceitar que cria as amarras.....o aprisionamento. .....

E a libertação se faz necessário. .....

Acho que ainda não fiz a minha.

Linda história Autora.

Rhina


Resposta do autor:

Olá Rhina, 

verdade. Sempre temos alguém que quando se vai parece que nos leva junto, né? 
O aprisionamento vêm pela não aceitação da partida, do rompimento. E isso só vem com bastante conversa com amigos, com terapia, com fortalecimento da espiritualidade (e seja ela qual for). No meu caso, foi isso tudo junto e principalmente, auto analise, conhecimento de min mesma. 

Tente fazer a sua. Vai te fazer bem. E para a pessoa que partiu tb. 

Se precisar de alguma coisa que eu possa ajudar, pelo menos em ouvir, conte comigo! 

Bjs 

Responder

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Endless
Endless

Em: 25/04/2019

Muito emocionate mesmo. Suas palavras me levaram ao passado quando minha avó por parte de mãe, a única que conheci, ainda estava viva. Não a definiria como açúcar, mas, talvez, aquele sabor de feijão com arroz que mata a fome. Minha avó, apesar da cultura machista da época, teve três maridos, e não ficou com nenhum, cuidando de três filhas sozinha. Morreu esquizofrênica. Mas das pessoas que me lembro ela foi a mais forte que conheci. Parabéns Jennyfer. Foi um paseio excepcional e cheio de ressignificação. Até o próximo e boa sorte!! Não esquece: bota juízo na cabeça de Bianca!! kkkk


Resposta do autor:

Oi Endless!!! 

A minha avó tb era por parte de pai. A única que conheci tb. 

Olha... avó tem cheiro de tantas coisas né? Admiro sua eterna vó pela força com a qual viveu. E pelo que escreveu, deixou uma neta cheia de orgulho e com um legado de exemplos inesquecíveis. Que bom que pude, mesmo sem qualquer pretensão, te proporcionar isso. 

E pode deixar... Bianca tem muito a tomar jeito ainda! rsrsr s

 

Obrigada! 

Bjs 

J. Hunter

Responder

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Kairavieira
Kairavieira

Em: 25/04/2019

Lindo, nao teve como não lembrar do amor da minha vida, meu esteio meu porto seguro.

E que venham os propróxi desafios??????

 


Resposta do autor:

Obrigada, Kaira! 

Que venham os próximos!!!

Bjs 

J. Hunter

Responder

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