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Minha Professora Particular por Sorriso e

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Palavras: 1846
Acessos: 967   |  Postado em: 18/03/2019

Mentiras Sinceras me interessam

 

- Como soube aonde moro ?

Luana apenas tirou o celular do bolso e me mostrou.

-Parece que você virou celebridade, e bom não quis te contar no dia seguinte.

Me levantei lentamente e vi as imagens no seu celular.

- Isso não é uma coisa que me agrado.

Luana pareceu ficar sem jeito, e guardou o celular.

- Não foi difícil te achar, só quero saber se pode ser minha acompanhante ?

- Hã e... Eu acho que sim.

-Massa, então nos vemos a noite!

-Te acompanho até a porta.

Ao abrir a porta Lara estava com a mão erguida e ao nos ver, a abaixou.

- Eu preciso da sua ajuda.

-Sobre o que ?

Enquanto perguntava Luana e eu saímos, as duas se entreolharam por alguns instantes.

-Uma prova final na sexta e... pensei que pudesse me ajudar.

-E professora?

-Sim sou.

Respondi sem graça, e aproveitei para apresentar as duas. Entrei para pegar minha agenda e procurar um horário para a Lara.

Enquanto isso.

-Nunca te vi por aqui.

-  Não sabia que era fiscal da vida da Amanda.

Me surpreendi com sua resposta, e logo me coloquei em posição de defesa.

- Somos amigas, venho sempre aqui por isso disse aquilo.

- Foi mal, pensei que fosse mais um "casinho" da vida da Amanda.

-E isso te incomoda ?

A mulher mais baixa se apoiou na sacada e negou sorrindo.

-A Amanda e uma pessoa legal, chega a ser transparente. Só não gosto de ver pessoas sofrendo.

-Nem eu.

Me aproximei e o clima me parecia hostil, tinha um dia de folga e seria na quarta, Lara concordou. Ao terminar de anotar ouvimos o som da sirene ao longe se aproximando, vimos que dois policiais desceram da viatura e caminharam até onde estávamos.

-E melhor a jovem vim com a gente.

Lara ficou mais branca do que já é.

- Eu não fiz nada!

-Estamos a mando da sua mãe, melhor nos acompanhar por bem ou por mal.

-Caraca a sua mãe chamou a polícia pra você!

Lara olhou apreensiva para Luana e depois para mim, seus olhos emitiam revolta, e me demonstravam que voltaria, apenas a abracei Ester estava indo longe demais.

Depois que Lara foi escoltada até em casa, o clima parecia ter voltado ao normal.

-Sua vida parece uma montanha russa!.

Olhei para Luana e ela estava certa, os acontecimentos seguidos depois de Londres estavam me deixando louca, nos despedimos e aproveitei para entrar, subi as escadas e entrei em meu quarto, ao fechar a porta fechei os olhos aquilo só iria me machucar mais, mas precisava saber. Peguei o notebook e digitei seu nome no YouTube,  entre o vídeo polêmico do estacionamento alguns novos surgiram, uma delas era de sua presença numa boate e dançando com uma mulher que não era a mesma do estacionamento.

Meu corpo estava imóvel sentada na cama, aquilo era sofrimento demais.

- Como ela está feliz sem mim.

Clara entrou em meu quarto com umas toalhas nas mãos e viu meu estado melancólico. Colocou as toalhas na cama e se aproximou, não havia muito o que falar.

- Não se martirize mais, dona Amanda.

- Eu precisava ver Clara, precisava ver a felicidade estampada em seu rosto sem mim.

Clara pegou o notebook e o fechou colocando na mesinha ao lado, e me abraçou. Não havia mais lágrimas para chorar pela Cecília, deveria me concentizar de tudo que aconteceu.

- Eu vou fazer um chá para a senhora descansar.

- Não... Não  eu estou bem, preciso ir num lugar.

Enquanto dirigia me lembrei do dinheiro da indenização da Cecília, ao desligar o carro olhei pela janela, e suspirei. De dentro do carro liguei para uns amigos do tempo das festas que o Márcio dava e pedi ajuda, aos poucos eles iam falando que não dava que estavam ocupados, apenas um disse que conhecia um pessoal que poderia me ajudar, porém ia custar caro. Engoli a seco e pedi pra que eles me encontrassem no endereço que passei.

Uma hora depois eles chegaram e desci do carro, me apresentando e mostrando a casa dos meus pais.

-Gostaria de uma reforma para transforma-la numa biblioteca.

Voltaria a dá aulas mas agora em outro ambiente, num lugar aonde precisariam de mim.  A casa não estava podre, mas uma reforma no telhado e no assoalho iria da vida nova ao local. Um dos empregados me perguntou sobre a horta.

-Ela fica, será bom para as crianças terem contato com os legumes e frutas.

Enquanto isso em Londres:

-Você viu ela veio trabalhar sozinha!

-Será que aconteceu alguma coisa?

-Aposto que a Yumi deve estar doente.

Depois da minha vingança a Cecília, havia boatos que a Yumi não estava mais com a Magnólia. Odiava pensar que teria que competir com essa garota, em meio ao burburinho entrei em sua sala, estava linda sentada realizando algumas anotações.

-Sabe que não pode entrar em minha sala sem ser chamada, Alexia.

-Sua secretaria não estava, então aproveitei para entrar.

Ela levantou a cabeça e me fitou com aqueles olhos temíveis, por um momento senti o medo tomar conta do meu corpo, uma palavra a mais um vacilo e caso ela descobrisse meu plano, adeus carreira.

-O quê quer?

-Saber quando será o próximo desfile, e... bom saber como anda a Yumi, as garotas estão preocupadas.

-Saberá do próximo desfile pelo Miguel, e Yumi está muito bem.

Engoli a seco com seus olhos fixos nos meus.

- Pode ir Alexia.

Ao deixar sua sala soltei o ar lentamente.

-Será mais difícil do que pensei.

Depois que Alexia deixou minha sala, recostei na cadeira e pensei em Yumi. Não sabia aonde estava é isso me irritava, estava fazendo de propósito. A porta se abriu novamente pensei ser Alexia de novo, porém me enganei era Cecília, com um aspecto nada agradável.

-Sua secretaria me disse que queria falar comigo.

Ela se aproximou e se sentou na cadeira a minha frente, cruzando as perdas em seguida.

-Sim e sobre o novo desfile, olha eu não posso opinar em sua vida particular, mas essas noitadas estão acabando com a sua beleza.

- Eu sei me cuidar Magnólia, não se preocupe.

- Eu tenho motivos para me preocupar!

Me levantei e fiquei atrás da minha cadeira de couro, minhas unhas a arranhavam tamanha era a minha fúria.

-E modelo da Freedom, e não uma garota da noite. Não basta o escândalo do primeiro desfile!

Cecília se levantou agitada e caminhou até onde estava, ficamos frente a frente.

- Não me diga o óbvio, se for falar algo que eu não saiba diga agora!.

Não era de hoje que estava a par das investidas educadas da Magnólia, não se falava em outra coisa na empresa sobre a possível separação dela e da Yumi, e não estava nem aí para o que ela fosse pensar de mim depois.

Estávamos naquele impasse, seus olhos e sua postura "acuada" não passava de afirmações.

- Não há nada que eu queira te falar.

Dei mais alguns passos em sua direção, e enquanto chegava mais perto mais tensa a mulher a minha frente ficava.

- Eu cheguei a ser gentil, pedi para me tratar como as outras, não quis interferir num relacionamento, mas a culpa nunca foi minha, a culpa é sua...

-Cecília eu...

A calei com um beijo desprovido de qualquer culpa ou receio, no início magnólia não correspondeu, mas aos poucos o beijo se tornou excessivo e dominador, suas mãos em encurralaram na mesa de vidro, e seu corpo se fez presente ao meu, sentia seu cheiro de frutas vermelhas e o calor que emanava dele, suas mãos ágeis seguravam minha nuca e a outra a minha cintura me mantendo firme, havia pressa de ambas e o calor era constante, sua língua habilidosa dançava em minha boca e chegou a descer pelo meu pescoço, arrancando uns gemidos de meus lábios, mas fomos interrompidas por batidas na porta, Magnólia se afastou e eu dei a volta na mesa, pegando minha bolsa e dando uma olhadinha para trás, antes de sair. Ela estava atordoada e se arrumava para manter o seu nível de superioridade. Ao abrir a porta era Miguel que ao me ver sorriu, passei por ele desejando um bom dia.

-O quê foi Miguel!

Me sentei em minha mesa ainda com as pernas bambas, como ela teve coragem.

-Trouxe umas papeladas para assinar.

Ele ficou um bom tempo olhando para mim, e isso me incomodou.

-Algum problema ?

-E a Yumi ?

Foi a única coisa que ele disse antes de fechar a pasta.

- Isso não é nada Miguel, a Yumi e a única que tem meu coração, vou passar o Natal com ela.

Afirmei mesmo sem saber aonde minha esposa estava.

De volta ao Brasil:

A peguei em sua casa e ao entrar no carro me deu um beijo no canto da boca, liguei o carro e seguimos até o evento.

Luana estava usando uma saia preta de corte, e uma blusa branca de manga, seguida de um salto alto. Como estava acostumada a ir nesses eventos, fui mais formal impossível.

Ao chegarmos havia muitas crianças e adultos, Luana me apresentou a um grupo de amigos que praticavam esportes radicais, entre eles a canoagem, falavam em descer um rio, e chegaram até em me convidar, não sabia o que dizer porém Luana me incentivou.  Aceitei de improviso, e em meio a uma conversa e outra uma criança passou por nós correndo, e se esbarrou em mim. Seu nome era Laís e me pediu desculpas de imediato, aparentava ter seus sete anos, loirinha e de olhos verdes. Avistei de longe o grupo de crianças brincando, longe dos papos chatos de adultos, a noite caiu e as pessoas estavam ficando cada vez mais chatas, Luana sumiu por uns instantes e voltou com duas tequilas nas mãos, uma me entregou e a outra virou de uma só vez, fiz igual e senti o peso do álcool em minha garganta, Luana ria de mim e me levou até a cozinha, passamos por um corredor e entramos na área da lavanderia, que não era muito grande, Luana fechou a porta de correr e ficamos nos olhando por um momento.

-Por que estamos aqui dentro ?

- Eu queria conversar com você a sós.

Ela falava enquanto mexia na gola da minha camisa.

-Sobre o que queria falar.

-Coisas... Coisas que estão acontecendo comigo.

Luana não falava coisa com coisa, estava ficando preocupada. A ergui e coloquei sentada na pia e peguei uma porção de água e joguei em sua testa e ombro.

- Não devia ter bebido tanto.

-Para... Para!

Ela segurou minha mão e me fitou.

- Só estou tentando ajudar.

-Shhh só me escuta, cara você é incrível gentil educada atenciosa bonita e um corpo que me tira do sério.

-Luana eu agradeço o seu elogio, só que...

Me calei ao ver sua boca deslizar sobre o meu dedo, indo e vindo de uma maneira tão sexy que perdi o ar por um momento.

- Me come Amanda, agora.







 

Fim do capítulo

Notas finais:

Voltei pessoal depois de uma semana atribulada 


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