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Impulsos de Sinais por Sorriso

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Palavras: 3476
Acessos: 1562   |  Postado em: 28/01/2019

Capítulo 24

 

Estacionei o caro em frente a casinha simples ao lado do pé de manga, nem me lembrava mais do cheiro daquele lugar. Era cedo provavelmente encontraria todos em casa, desci do carro e caminhei até a minha antiga casa, mais a frente havia o carro de polícia do meu irmão Miguel. Na época só de ver esse carro meu corpo era invadido por vários tremores, ao parar em frente ao portão de ferro respirei fundo e o abrir, o velho ruído do metal anunciava a visita inesperada por eles.  

 

Hoje a casa estava cheia meu marido e meus três filhos estavam assistindo ao jogo do flamengo, meus filhos com um linguajar incorreto, e meu marido apoiando livremente, até que todos se calam, achei estranho estava voltando para a sala quando meu pobre coração quase parou, minha filha estava na entrada da casa olhando para seus irmãos e seu pai, que imediatamente se levantaram furiosos.  

 

-Nem mais um passo seu Viado! 

 

-E muita ousadia vim até aqui não acha? 

 

-Se veio pedir abrigo, pode dá meia volta! 

 

Cada um falava uma frase sofrida e isso me entristecia, mas, caminhei em sua direção logo a abracei forte. 

 

-Eu precisava vim. 

 

-Não tem problema. 

 

-Como assim não tem problema, esse ser aí não é o meu filho! 

 

-Chega! 

 

José logo se calou e não entendia a minha angustia e a minha revolta, segurei na mão da minha filha ou filho, não importava essa hora e entramos em casa. 

 

-Eu estou cansada dessa rivalidade entre vocês, que isso pai e irmãos brigando! 

 

Eles se entreolharam e não entendiam, com minutos de discursão abordaram o quanto foi humilhante saber que existia um gay na família.  

 

-Eu não sou gay, eu sou Trans, embora quisesse vim aqui por causa vocês se enganaram, vim aqui para deixar bem claro que se um de vocês se aproximarem da minha família, não vou medir esforços para parar vocês. 

 

-Olha agora está falando grosso, é ainda chama aquelas pessoas de família! 

 

Questionou Miguel, caminhei em sua direção e ficamos facie a facie, como meu pai mesmo disse o Miguel sempre foi o Macho da família, o que pegava o maior número de mulheres numa noite, Afonso costumava bater em sua esposa, porém era protegido pelo nosso pai, e Pedro era o religioso da família, mas se algo não saísse de sua maneira rasgava o verbo.  

 

-Eles são a minha família e sempre serão, diferente de vocês que não olham os próprios erros, acham mesmo que podem discutir sobre a minha vida e me ofender de graça ? Eu tenho pena de cada um de vocês, estão avisados. 

 

-Saia daqui antes que eu enfie uma bala na sua cabeça! 

 

-Ninguém vai fazer nada disso! 

 

Minha mãe se colocou no nosso meio, meu pai teve uma vertigem e Pedro e Afonso o ampararam, 

Miguel logo deixou a nossa briga interna de lado, e se juntou ao nosso pai. 

 

 

-Está vendo como deixou o coroa! 

 

 

-Isso não é nada, e o calor, e essa cerveja quente na mesinha não dá vazão.  

 

 

Puxei as cortinas e me aproximei dele, na mesa havia muitos salgadinhos. 

 

 

-O senhor sabe que não pode comer isso, ainda mais na sua idade. 

 

 

-Você não sabe de nada, vá embora. 

 

 

-Sério que não sei, mãe cadê o captopril? 

 

 

-Está aqui! 

 

 

Ela trouxe o remédio e água, coloquei os pés do meu pai em cima da mesinha de madeira, e notei que os primeiros botões de sua camisa estavam abertos, enquanto bebia a água e me olhava atentamente.  

 

 

-Santo Deus, como você mudou, parece outra pessoa. 

 

 

-Eu sou outra pessoa pai, como outro nome e outra vida. 

 

 

-Eu espero que o senhor se cuide, para que não precise me olhar com essa expressão assustada novamente, e mãe por favor se cuide. 

 

 

Ela caminhou até onde estava e me abraçou, e me levou até o portão. 

 

 

-Você se arriscou muito, por sorte dei fim na arma que o seu pai tinha. 

 

 

Eu rir. 

 

 

-Mãe meu pai não conseguiria atirar em mim nem se a vida dela depende disso, bem ou mal ele é o meu pai. 

 

 

-Você está certa. 

 

 

Me despedi com um beijo em seu rosto e caminhei até o carro, acenei antes de virar a esquina.  

 

 

-Agora não há mais perigo... 

 

 

 

De volta ao Hospital: 

 

 

Odiava aquela programação e detestava a comida daquele lugar, costumava pagar um plano de saúde, mas ele não cobria nem a metade. 

 

A porta se abriu pensei que fosse uma enfermeira, mas era o Mauricio de cabelo úmido e uma roupa que o deixava seu peitoral exposto.  

 

 

-Aqui não é um cabaré, por favor visitasse melhor quando vier ao hospital.  

 

 

Ele se aproximou com umas sacolas e deixou em cima da mesinha, e me deu um beijo na testa. 

 

 

-Eu sei que me ver assim te deixa excitado, mas acabei de sair de mais um treino. 

 

 

-O que quer aqui Mauricio ? 

 

 

-Saber como anda o meu ursinho. 

 

 

Disse todo galanteador e pegou a sacola, tirando delas barras de chocolate e balas Fini de vários sabores. 

 

-Esses de ursinhos achei a sua cara! 

 

 

-Acha mesmo que pode me comprar com balas e doces ? 

 

 

Nós olhamos e Mauricio pareceu está chateado, colocou tudo na sacola e deixou na mesinha ao lado, e voltou sua atenção para mim. 

 

 

-Acha que não sei que e culpa minha por você está aqui ? Eu deveria estar te protegendo e não agindo como um babaca me escondendo, pior me escondendo de mim mesmo.  

 

 

-Belas palavras Mauricio, agora me de licença. 

 

 

Ele se afastou e consegui me levantar com esforço, até que ele tentou me ajudar, mas não quis. 

 

 

-Não deveriam colocar uma sonda em você ? 

 

 

-Sou alérgico a  Látex . 

 

 

-Você trans* sem camisinha!? 

 

 

Pela expressão do Mauricio aquela era mais uma afirmação do que uma pergunta, consegui entrar no banheiro e fechei a porta. 

 

 

-Quer uma ajuda ae ? Sabe para segurar! 

 

 

-Não Enche! 

 

 

Pude ouvir a sua risada do outro lado, ao sair levei um susto com o seu impulso de me pegar no colo e me levar até a minha cama, seu corpo estava quente e o cheiro do mar estava por toda a sua pele. 

 

 

Nos dias seguintes Mauricio vinha mais vezes me ver, e sempre me trazia algo para comer ou beber, incluindo balões de coração de ursinho que enfeitavam o quarto, meu irmão sempre vinha conversar comigo, e me pedi para perdoa-lo e que acreditava na mudança dele, alguns dias depois eu tive alta e ao sair do quarto olhei para o lado e o vi sentado cochilando, fiz um leve barulho com a porta e ele acordou, ao me ver se levantou.  

 

 

-Nossa você demorou, vai casar ?  

 

 

-Sem piadas eu só quero ir embora. 

 

 

E voltei para a casa junto com o Mauricio, ao chegar fui recebido com festa, até a Nina estava presente. 

 

 

O lance entre mim e a minha mãe não estava fluindo, mas depois que deixei o hospital passei uns dias em casa, por sorte ela conversou comigo e me deixou vim ver o pessoal. Lívia se aproximou e disse que teria uma festa a mando de Bebel, provavelmente ela estaria. Enquanto estava hospitalizada tive a surpresa de saber que a Rayssa e a Silvana estavam namorando, a mesma me contou, conversei com Silvana que me agradeceu imensamente por ter a ajudado neste caminho que nem a mesma conhecia, e que ela não se sentia mais Bi. A noite chegou e todos se arrumaram para a festa, as meninas estavam arrumadas e eu ansiosa, fomos todos em dois carros, era um pouco longe, mas valeu apena.  

 

Era uma casa de show fechada para poucas pessoas, ao entramos havia um DJ muita bebida comida danças algumas pessoas entraram num corredor escuro que levava a várias salas, numa delas havia cinco pessoas fumando num  Narghilé. 

 

 

-Eai Nina entra aí quer experimentar! 

 

 

Vitão estava chapado, me fiz de careta e neguei porém,  me puxou e me fez sentar ao seu lado.  

 

 

 

Enquanto isso: 

 

 

-Nem acredito que o grande dia chegou! 

 

Estávamos dentro do carro, com Mauricio e Caio nos seguindo atrás. Estava nervosa nada poderia dá errado absolutamente nada, John aproveitou para parar num posto de gasolina e eu fui até o banheiro. Ao sair comentou que estava demorando, para o que faria deveria demorar mais ainda. Chegamos por volta das 23:00 horas na casa de show, avistei algumas mulheres na entrada.  

 

-Vai lá gata e não demora! 

 

John só tinha uma única obsessão, a maldita corrida.  

 

Antes de entrar Mauricio buzinou para mim, eu assenti e entrei na casa de show, que por sinal estava cheia.  

 

Seria fácil apenas pegar a Nina e leva-la até o estacionamento de trás, o lugar e tão escuro que ninguém ousaria ir até lá, demorou bastante  até que  a encontrei saindo de uma sala, ao me ver sorriu, segurei em sua mão para despistar e caminhamos até o estacionamento a cada passo que eu dava era uma batida a menos do meu coração, será que eles a matariam ? E se o Gonçalo não parecer ? 

 

 

E saímos o calor do verão tomou conta do meu corpo, podia apenas ouvir nossas respirações.  

 

 

-Bebel. 

 

 

-Me Desculpa. 

 

 

Um capuz preto foi colocado em sua cabeça e um pano com um boa noite cinderela foi colocado em seu nariz, a levaram e colocaram dentro do carro, como prometido Mauricio apenas fez um sinal para mim. 

 

 

Eu corri para longe dali corri para que ninguém me visse entrei dentro do carro apressada, e John arrancando para o lugar da corrida, ao chegarmos havia vários carros e muita bebida.  

 

 

-Agora é só ganhar e vamos embora! 

 

John me beijou e saiu de dentro do carro, para dá os últimos retoques na máquina, sabe quando você faz algo de muito grave e será apenas a sua responsabilidade se algo der errado, me lembrei de tudo das risadas das brincadeiras da cumplicidade eu decepcionaria todos mesmo que não soubessem que foi eu, mas carregaria isso comigo para sempre, escutei a batida do carro e os motores ligados, tudo ficou lento me senti vulnerável.  

 

 

-É agora! 

 

 

Tirei o cinto e abri a porta, senti sua mão em meu ombro me impedindo de sair. 

 

 

-Bebel aonde pensa que vai, o show está para começar. 

 

 

-John essa é a última vez que te peço, vem comigo! 

 

 

-Que ? Ficou louca vamos, ganhar uma bolada para  vivermos longe em outro lugar. 

 

 

Ele pensou bem e viu em meus olhos a verdade, não queria ir para outro lugar, não precisava recomeçar novamente, muito menos ao seu lado. 

 

 

Escutamos as sirenes da polícia e logo alguns carros deram partidas, John me puxou de volta para o carro. 

 

 

-Você prometeu Bebel, não acredito que vai fazer isso com a gente! 

 

 

-Eu não posso ir contra os meus princípios, não posso mudar quem realmente sou.  

 

 

E sai do carro e bati a porta, logo um amigo dele pediu que ele fosse embora pois, a polícia estava se aproximando, nós olhamos mais uma vez, seus olhos emitiam tristeza e revolta, até que ele arrancou com o carro, sai dali e liguei para Junior e pedi para ele acionar a polícia e todos os nossos amigos. 

 

 

 

Enquanto isso no Galpão: 

 

 

-E agora será que ele vem ? 

 

 

-Eu liguei para ele, o idiota ficou desesperando, daqui a pouco ele chega aqui, nem acredito que finalmente a minha irmã fez algo de bom. 

 

 

 

Eu estava em casa quando recebi uma ligação eles tinham a Nina em mãos, e me pediram para ir até o local, liguei para minha ex esposa e ela me disse que Nina estava numa festa, e que novamente ela não estava presente, peguei meu carro dirigi em alta velocidade até o endereço, ao chegar homens me pegaram desprevenido, como estava fraco pela doença foi fácil, eles me pegaram e me jogaram dentro do galpão, havia quatro homens e não conhecia nenhum deles. 

 

 

-Finalmente Gonçalo, estamos frente a frente! 

 

 

-Quem é você ? Cadê minha filha! 

 

 

Seus homens me colocaram de joelhos na terra e puxaram pelo meu cabelo, me fazendo encarar o homem alto e armado a minha frente. 

 

 

-Eu sou o filho do homem que você atropelou anos atrás... Lembra estava chovendo e você passou por cima dele como se fosse nada! E nem se quer saiu do seu carro importado. 

 

 

Eu me lembrava daquele dia perfeitamente foi o dia que a Nina nasceu, na época fiz de tudo para engavetar o caso, até os vídeos das câmeras eu queimei.  

 

 

-Agora você vai me pagar, no caso a filha vai me pagar. 

 

 

-Se tocar na Nina eu acabo com você!! 

 

 

-Jura ? Eu acho que não, tirem o capuz dela! 

 

 

Ao levantarem o capuz havia uma moça recém acordada com um gorro vermelho, mas não era a Nina. 

 

 

-Essa garota não é a Nina, Mauricio, a sua irmã nos enganou! 

 

 

-AH Bebel sua filha da puta!  

 

 

Comecei atirar para o alto assustando tanto a moça como o imbecil do Gonçalo, que ria da minha fúria.  

 

 

-Você nunca vai ter a minha filha seu desgraçado! 

 

 

-E nem você seu filho da puta! 

 

 

Engatilhei a arma e apontei para a sua cabeça, seus olhos de medos ainda continha uma esperança, pena que era tarde demais. 

 

 

-Te vejo no inferno! 

 

 

BUMMM! 

 

 

Seu corpo tombou para trás enquanto seu sangue se espalhou pelo chão, a mulher atrás de mim gritou e estava furioso, apontei a arma para a mesma que implorava. 

 

 

-Agradeça aquela vagabunda da minha irmã! 

 

 

BUMMM! 

 

 

Ouvimos outro estrondo, mas ao olhar para trás a porta da frente tinha sido arrombada e rapidamente pareceram policiais em todos os cantos.  

 

 

-Mãos para o alto vocês estão presos! 

 

 

Tiraram a arma de mim, e me colocaram de joelhos, mas um sorriso ludibriava meu rosto, havia sido feita justiça, ao me levantar me deparo com Bebel me olhando, passei por ela e dei uma última olhada, e pisquei de volta. 

 

 

Junior e eu entramos no galpão, e para o meu choque encontrei Gonçalo com um tiro na cabeça jogado no chão, corri em direção a Lívia que me abraçou assustada. 

 

 

-Pensei que ele fosse me matar! 

 

 

-Acabou, agora acabou. 

 

 

No dia da festa da Marcele Lívia desconfiou do Mauricio e do Caio na porta do evento, logo não aguentando mais a pressão, decidi contar a verdade, por não ser a mais famosa do nosso grupinho eles não iriam suspeitar da sua falta na festa, arquitetamos tudo muito bem, no fundo meu irmão queria o Gonçalo, e nunca colocaria a Nina em perigo. 

 

 

Não demorou muito e ao chegarmos em casa todos ficaram sabendo do nosso plano, inclusive Marcele que me fez jurar nunca mais participar de uma coisa assim, Junior foi ovacionado pelos colegas apesar de ter levado uma turma da pesada com ele. Nina se aproximou e o pessoal nos deixou sozinhas, no fundo tive que contar o que aconteceu com o seu pai, e seu coração se desmanchou a abracei e ela chorou por um bom tempo em meu ombro, ao nos separarmos enxuguei suas lágrimas e beijei seus lábios.  

 

 

-Você é o meu mundo, nunca deixaria acabarem com ele. 

 

 

-E o... John vocês... 

 

 

-Esquece o John, agora e só nos duas. 

 

 

Nina me abraçou  e sorri aliviada, olhava ao redor e todos estavam comendo ao redor da mesa, como uma família. 

 

 

-Será que rola mais duas pessoas nesse abraço? 

 

 

Rayssa se aproximou com Silvana de mãos dadas, no dia do acidente fui visita-la e agradecer por ter salvado a vida da Nina, e de brinde descobri que ela e a Rayssa estavam juntas.  

 

 

-Claro que Rola, vem cá. 

 

 

Nós não apenas nos abraçamos criamos laços, nos protegíamos e brigávamos como qualquer outra família.  

 

 

-Junior você se arriscou muito, imagina se eles atirassem em você!? 

 

 

-Não precisa ter medo minha pequena Alerquina, eu te garanto e me garanto! 

 

 

-E só que você não é o Homem de ferro, muito menos o coringa! 

 

 

Anita conseguia ser um charme até mesmo brigando comigo, eu precisava disso todos os dias, ela estava sentada comendo quando me ajoelhei ao seu lado, e todos ficaram quietos. 

 

 

-Eu posso ser qualquer Herói para você, com tanto que aceite ser minha namorada. 

 

 

-Aceita aceita aceita aceita. 

 

 

-Você me pedindo em namoro, nenhum homem nunca me pediu em namoro. 

 

 

-Pra você ver, então aceita ? 

 

 

-Claro que eu aceito! 

 

 

E todos aplaudiram e coloquei em seu dedo um anel simples, que para a Anita foi o mais lindo e singelo que poderia receber.  

 

 

 

-Estou achando que essa família vai aumentar. 

 

 

Safira sorriu e assentiu apesar da tristeza de perder o marido assim. 

 

 

-Isso significa outra casa ? 

 

 

-Olha não havia pensado nisso, tem alguma recomendação para mim, Safira ? 

 

 

-No momento não, mas se for para você eu arrumo.  

 

 

 

No dia seguinte: 

 

 

As ondas estavam bravas e os pontos também, todos os meus colegas estavam lá, Ursinho tinha um camarote só dele, não estávamos cem por cento, mas dava para dá uns beijinhos, na última volta dei tudo de mim, e desbanquei o americano vencendo o primeiro lugar, ao chegar na areia vieram todos me abraças e uma equipe de jornalistas me entrevistar, mas os deixei para trás e caminhei até o Oliver que se levantou para me receber. 

 

 

-Você foi incrível, parabéns! 

 

 

-Eu só fiz o meu trabalho que ainda não terminou. 

 

 

-Como assim não terminou ? 

 

 

Me ajoelhei na areia e segurei sua mão, Oliver estava tremulo e sem graça. 

 

 

-Eu poderia começar a falar do quanto você mudou a minha vida entre outras coisas, mas entendi que a mudança vem de dentro da gente, e que a poesia não é coisas de gays e que independente da sexualidade  todos nós sangramos choramos e sentimos, sentimos várias coisas ao mesmo tempo, e o que sinto por você agora não vai passar, e não vou deixar você ir embora novamente, nem que para isso tenha que colocar uma angorá nos seus pés, Oliver você aceita se casar comigo ? 

 

 

-Mauricio eu... eu.... eu vou para Miami. 

 

 

-Miami ? 

 

 

Me levantei me sentindo um completo idiota, todos me olhavam. 

 

 

-Isso não quer dizer que não possa nadar em outras marés.  

 

 

Levantei a cabeça e sorri o abraçando forte, aquele abraço de urso enorme.  

 

 

-Minhas costelas!! 

 

 

-Desculpa desculpa... e que isso quer dizer que você aceita ? 

 

 

-Acho que você tem que aprender muito comigo, Macho Alfa. 

 

 

O puxei e nos beijamos aos aplausos de todos e fotos, depois subi no pódio e recebi a medalha, a colando depois no pescoço do Oliver, que se sentiu. 

 

 

Estávamos no quiosque tomando uma água de coco, quando na televisão a apresentadora falava sobre o racha que teve no centro, e que muitas pessoas se feriram, e houve uma morte, entre as vítimas estava a Emanuelle que estava jantando num restaurante quando o motorista perdeu o controle do carro e a atingiu. 

 

 

-Estou perdendo alguma coisa ? 

 

 

-Não... só bobagens. 

 

 

Deu o comercial quando a Bebel voltou do banheiro, ao longe víamos a galera se divertindo. 

 

 

-Nina eu tenho uma coisa para te contar. 

 

 

-E o... que é ? 

 

 

-Eu estou grávida.... 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Eai gostaram dessa história? Vários núcleos né, então vai ter a segunda parte em Breve      


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