Capítulo 56
Luana e Bruna saíram de casa seis horas da manhã para não pegarem muitos carros na estrada e assim chegarem mais cedo.
A viagem foi animada. Gustavo estava indo junto delas e ele era a animação em pessoa.
_ Eu vou abalar geral nesse ovo que a Luana nasceu. Eu trouxe roupas “bafão” somente para esse propósito e é claro que eu espero fisgar algum gatinho também, né? Até porque eu não nasci para ser vela.
Luana era a que menos falava. Estava lendo um livro que seria cobrado no vestibular. Já era a quinta vez que lia este mesmo livro.
Bruna estava adorando essa nova Luana que nascia.
Porque estava nascendo a cada dia, em cada gesto, uma nova Luana.
Uma Luana sonhadora, que corria atrás de seus sonhos, que sabia o que queria (e como queria!), que aprendia a lidar com as pessoas e consigo mesma. Luana já não era a mesma. Mudava a cada dia e isso só a tornava uma pessoa mais interessante para Bruna e para todos ao seu redor.
Sua sede de conhecimento tornava sua mente uma pequena biblioteca em expansão. O mundo aparecia agora com novas cores para ela.
Um mundo onde o difícil não é ser gay, mas sim assumir-se e orgulhar-se de ser gay. Um mundo onde oportunidades não caiam do céu e que se teria que correr atrás do que se quer todos os dias, não poupando esforços para chegar aonde se quer.
O leque de amizades de Luana também aumentava gradativamente. Conhecia pessoas de todos os tipos e descobria em cada nova amizade todo um mundo particular.
Aprendia com os outros e com seus próprios tropeços, que eram muitos; já que quando se quer melhorar como pessoa, se erra muito no caminho.
E foi calada e compenetrada no livro que chegaram à cidade.
Fim do capítulo
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